Arquivo para abril, 2011

29/04/2011

Blogueiro do Paraná cogita “asilo virtual”

Publicado originalmente no Blog do Miro

Nesta semana a mídia nacional deu destaque à fúria do senador paranaense Roberto Requião (PMDB) que, irritado com perguntas sobre sua pensão de ex-governador, tomou um gravador de um repórter temendo a edição da entrevista. O caso ganhou páginas e páginas nos jornais, foi tema em todos os telejornais e ainda se alastra pelas redes sociais de forma viral.

Outro episódio explosivo ocorrido uma semana antes envolveu o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), que foi flagrado numa blitz no Rio de Janeiro dirigindo com a carteira de habilitação vencida. A recusa do tucano em fazer o teste do bafômetro levantou a suspeita de que conduzia o veículo sob efeito do álcool.

A perda de paciência de Requião com o repórter, como ele próprio reconheceu depois na tribuna do Senado, serviu como uma luva para encobrir o escândalo do colega tucano. Para a mídia, nada como um fato sensacional para suplantar outro fato sensacional. E assim segue o baile na República.

Ambos os eventos, envolvendo Aécio e Requião, expuseram a Câmara Alta e muitos enxergaram aí tratamento distinto na dita grande imprensa. Obviamente foram acontecimentos diferentes, mas, sem entrar no mérito de cada um, o peemedebista fora mais castigado do que o tucano.

Paralelamente às confusões no Senado, pouco ou quase nada se discutiu a respeito da censura implacável que o blogueiro paranaense Esmael Morais, dono do “Blog do Esmael” (http://www.esmaelmorais.com.br), vem sofrendo na Justiça pelo vigésimo segundo dia consecutivo, a pedido do governador Beto Richa. É caso único de mordaça no país em plena democracia e merece o mais veemente repúdio dos partidos políticos e da sociedade.

O calvário do blogueiro paranaense teve início em agosto de 2010, durante as eleições, quando ousou manifestar-se sobre a política local e nacional. Anunciou apoio na sua página pessoal ao então candidato ao governo do estado, Osmar Dias (PDT), e a Dilma Rousseff (PT). Não demorou muito e teve seu blog censurado por um batalhão de advogados bem pagos pela coligação do tucano Beto Richa.

Embora tivesse cumprindo a determinação judicial retirando todas as mais de quinhentas postagens exigidas por Richa, os juízes da 17ª Vara Cível de Curitiba resolveram manter o blog censurado. Foram ao servidor de hospedagem “Locaweb”, localizado no estado de São Paulo, e o tiraram do ar liminarmente.

“Meu blog discute políticas públicas, cidadania. Eu não tenho interesse em ofender ninguém, e o que eles diziam que era ofensivo, eu já retirei”, argumenta o blogueiro.

Como não havia uma manifestação terminativa dos magistrados sobre a questão, restou a Morais recorrer a um servidor dos Estados Unidos, a “Just Host”, que alojou a página entre os meses de outubro e março, quando os advogados tucanos lançaram nova ofensiva e conseguiram censurá-lo outra vez alegando que o proprietário do blog disseminava “ódio” e “ofensas” contra Beto Richa.

“… Sr. Carlos Alberto Richa, sua esposa, Sra. Fernanda Bernardi Vieira Richa, e seu filho o Sr. Marcello Bernardi Vieira Richa, são figuras proeminentes na política brasileira”, peticionou o corpo jurídico do governador Beto Richa, ao solicitar a censura do blog em território norte-americano.

“Morais está proibido de publicar qualquer tipo de conteúdo, por uma decisão judicial emitida pela 17 ª Vara Cível da Comarca de Curitiba”, complementaram os brucutus tucanos.

A decisão judicial a que se refere a defesa de Beto Richa é um pedido de indenização que ainda tramita na Justiça do Paraná. Richa, a esposa e o filho – todos eles ocupantes de cargos públicos – reclamam que sofreram “abalo emocional” por causa das postagens do blogueiro e que isso poderia afetar o resultado nas urnas (sic). Havia um pedido da “proeminente” família para que o processo corresse em segredo, mas foi negado.

Censurado pelo provedor de hospedagem norte-americano, o blogueiro resolveu então alojar novamente o blog em solo verde-amarelo no final de março passado. Contratou os serviços da “Inter.Net”, de São Paulo, mas em duas semanas o governador tucano voltou a requerer liminar impedindo a liberdade de expressão.

“As coisas que eu escrevi foram sobre questões de domínio público. Quem exerce cargo público está sujeito a críticas”, afirma Esmael Morais.

Guilherme Gonçalves, advogado do blogueiro, garante que os fatos que motivaram a primeira liminar, em agosto do ano passado, não existem mais e que, por isso, pediu a revisão da decisão.

O recurso impetrado pela defesa de Morais está parado há 21 dias nas mãos do juiz Austregésilo Trevisan, da 17ª Vara de Curitiba, autor da liminar que “reformou” a censura contra o blog que vigora tecnicamente há mais de sete meses.

Sem poder escrever livremente no Brasil, o blogueiro cogita pedir oficialmente “asilo virtual” em Cuba para driblar a perseguição tucana.

Beto Richa é useiro e vezeiro da censura. Nas eleições de 2010, ele impediu judicialmente que jornais, revistas e portais de notícias de todo o país divulgassem pesquisas de opinião sobre a corrida pelo governo do estado. Na época, até um publicitário foi multado e obrigado a apagar uma mensagem no Twitter que comentava sondagens de institutos nacionais.

Em comum, reservadas as proporcionalidades, as três histórias – de Requião, de Aécio e do blogueiro – reforçam a necessidade de haver uma regulamentação da mídia. Os interesses econômicos e políticos não podem sobrepor ao direito à informação e à liberdade de expressão plena. Essas deformações decorrem da oligopolização dos meios de comunicação, que dificultam o exercício do contraditório no Estado de Direito Democrático e possibilitam decisões de cunho arbitrárias no judiciário.

24/04/2011

Para abafar Bafometrogate, esquema de apoio a Aécio faz guerrilha no Twitter

Artigo sugerido por Cleverson Lima

Originalmente Publicado no Blog do Lucas Figueiredo

A guerrilha do esquema Aécio nas redes sociais é tão agressiva quanto artificial

O poderoso esquema de apoio a Aécio Neves no Twitter foi despertado do estado de hibernação no qual era artificialmente mantido. Desde o dia 21, está no ar uma campanha contra jornalistas e blogueiros que, diante da omissão da grande imprensa, fazem na internet uma cobertura independente do Bafometrogage.

O esquema é bruto. Em vez de contestar as informações publicadas, o que seria do jogo, parte-se para a tentativa de desqualificação, agressões e ameaças veladas. O objetivo é sufocar o debate e substituí-lo pela troca de ofensas pessoais (essa estratégia chama-se troll).

Se é surpresa? De jeito nenhum.

Vinte e nove dias antes daquela blitz, o blog já tinha alertado que Aécio é “um político que tem dificuldade em digerir críticas”. E antes disso, em dezembro do ano passado, escrevi sobre o pesado esquema pilotado, dos bastidores, por Andrea Neves, para manter sempre polida a imagem do irmão. Vale repetir um trecho do post: “Enquanto à luz dos holofotes Aécio esbanjava charme, simpatia e leveza e, como Tancredo Neves, seu avô, se esmerava em personificar a conciliação na política, Andrea era, nos bastidores, a general de campo de sangrentas batalhas, o tira mau da dupla, o desgraçado dr. Hyde que assumia os pecados do impoluto dr. Jekyll”.

Veja no vídeo-documentário abaixo, Aécio Neves e o Spam, um exemplo de como funciona o esquema de guerrilha pró-Aécio na internet e de como esse esquema é tão agressivo quanto artificial.


http://www.youtube.com/watch?v=Cc3F4c5cZzg&feature=player_embedded

É verdade que a família Neves costuma jogar pesado contra jornalistas que trabalham em redações, como vocês podem ver abaixo no já clássico vídeo-documentário Liberdade, essa palavra, de Marcelo Baêta. (Deve-se a Luiz Carlos Azenha o resgate do vídeo no seu blog, Vi o Mundo). Na blogosfera, porém, a situação é outra. E é justamente isso que está tencionando a horda aecista: o jornalismo investigativo e independente praticado na internet.

Documentário Liberdade, essa palavra em 3 partes:


http://www.youtube.com/watch?v=-2HJjeLNe8I&feature=player_embedded


http://www.youtube.com/watch?v=mc3YR5614kg&feature=player_embedded

24/04/2011

Cooperativa de blogueiros: ideia em discussão

Por Kátia Figueira, do Militantes Virtuais

A proposta de criação de uma cooperativa de blogueiros foi defendida no I Encontro de Blogueiros Progressistas de São Paulo. Mas não é de hoje que blogueiros discutem esta viabilidade.

Durante discussões do #ColetivodaRede este tema sempre foi defendido pelos seus membros, na qual me incluo

Porque uma Cooperativa?? Quais as vantagens de se trabalhar em grupo?

Do ponto de vista Organizacional, blogueiros não têm muitas vezes dinheiro ou tempo para investir em um domínio próprio, então ficam à mercê de servidores gratuitos, como o Blogger, o WordPress ou outros. Com isso dispõe de muito menos recursos do que blogueiros com servidores próprios. E quando digo muitos, são muitos mesmo.Estou falando de bancos de dados, instalação de programas com um clique, etc, etc.

Ter um site que centralize as ações dos blogueiros, como um sindicato que negocia em nome de um grupo, é vantagem. Juridicamente principalmente.

Do ponto de vista financeiro: A profissionalização dos blogueiros, permitindo a inclusão de anúncios nas páginas pessoais.

‘Esta profissionalização não quer dizer que acabariam as opiniões nos blogs, ou que as matérias seriam pagas. Mas, que o blogueiro passe a utilizar a publicidade, permitindo que comerciantes anunciem no blog.

Uma cooperativa, passa a ser a centralizadora da negociação junto a um cliente que busque um determinado número de visualização do seu produto por exemplo. Ou uma campanha publicitária que busque uma grande visualização, mas para um público diferenciado.
Feito isso, a partilha seria de acordo com o retorno de cada blog. Tudo contabilizado, e registrado. Todos sairiam ganhando.

A Cooperativa é uma forma de trabalho coletivo, onde todos ganham. Principalmente na questão representatividade coletiva.

Existem sites que passam esta impressão, aglutinando blogueiros, mas são apenas redes sociais.

A cooperativa que propomos vai além. É um investimento que vale a pena ser estruturado e levado adiante.

24/04/2011

A Vida versus o interesse econômico

Artigo sugerido por Hilda Suzana Veiga Settineri, do Guerrilheiros Virtuais

QUERER UM MUNDO MELHOR PARA NOSSOS FILHOS ==> EDUCÁ-LOS PARA SEREM MELHORES PARA O PLANETA!
A vida humana possui significados diferentes nesse mundo de interesses tão confusos (e escusos.

Na legislação da maioria dos estados nacionais e o Brasil não foge a regra, a vida é exaltada como algo supremo, todavia relativizado, através de mecanismos que permitem a redução dos meios essenciais ao ser humano.

Ninguém diverge da necessidade de produzir alimentos – e o Brasil é um especialista – mas, o que se discute é o modo, o local e o custo da produção.

Até que ponto que a produção agrícola ou de pecuária será capaz de compensar a derrubada da mata e o fim de espécies nativas?

Há sempre uma espécie desconhecida e cujo potencial e valor para a pesquisa científica é incomensurável.

Mas, não bastasse tudo isso, já se sabe desde muito tempo que é possível aumentar a produtividade, sem aumentar a área de produção, inclusive, em muitos casos, com a recuperação de áreas degradadas. Porque algumas pessoas querem um nome Código Florestal mais permissivo?

Diversos são os interesses, políticos, econômicos ou decorrentes de uma visão desenvolvimentista equivocada. O fato é que a legislação ambiental nunca foi totalmente aplicada e por isso, seus resultados sempre foram pífios, insuficientes e flexibilizados para que o interesse econômico suplantasse a proteção ao meio ambiente.

As pessoas com alguma capacidade intelectiva já sabem de antemão que o interesse no novo Código Florestal é esquecer os crimes ambientais já praticados e permitir intervenções ampliadas naquelas áreas consideradas como de proteção.

Ademais, esperam, ainda, que o Código Florestal de tão contestado que já começa a ser, seja algo impraticável e deixe por isso, uma lacunosidade a ser explorada habilmente no interesse econômico como sendo decorrente do desenvolvimento ou como querem alguns, do progresso.

Eu ainda não entendi onde ficam os direitos difusos assegurados na Constituição de 1988, será que os Ministros da Suprema Corte irão relativizá-los quando da interpretação das demandas decorrentes, caso seja sancionado esse apocalíptico Código Florestal?

O que eu sei é que o interesse econômico fez e faz lobby para a sanção desse Documento. O que vai melhorar com a entrada em vigor dessa legislação? Nada.

Apenas, será concedido direito de uma intervenção mais agressiva e sobre bens relacionados a vida e que por isso mesmo, moral e legalmente questionáveis.

23/04/2011

Classe “C” compra imóvel duplex e com piscina pelo “Minha Casa, Minha Vida”. Que horror!

Republicamos artigo do Tijolaço.com, por sugestão de Cleverson Lima

Embora a imprensa prefira quase sempre o caminho do alarmismo e do “escândalo”, os fatos são maiores e, quando a gente consegue observá-los com uma visão mais ampla, sente imensa alegria em ver este país de tornar um lugar diferente e próspero.

Claro que ainda estamos cheios de problema, e casa solução que surge gera, por sua vez, uma série de outras questões a resolver.

Mas olhem que barato as matérias que saíram, sem chamada de capa, na Folha de hoje.

A primeira – que certamente provocará a ira de alguns elitistas e até a incompreensão de algumas pessoas – é que o programa “Minha Casa, Minha Vida contempla até cobertura dúplex”.

Quando se lê a matéria – restrita a assinantes, até agora – se vê que não tem luxo exagerado algum, pois se trata de apartamentos de 60 metros quadrados, mas imóveis mais bem acabados e equipados, ao alcance de famílias com renda até mesmo inferior a cinco salários mínimos.

Um destes equipamentos, segundo a matéria mais procurados no Nordeste e no Rio, são as piscinas de condomínio. E o que tem de mais em ter piscina? Ou é só “pra quem pode”?

Acabei me lembrando de uma campanha que fez O Globo contra meu avô, quando Brizola resolveu equipar com piscina algumas dezenas de Cieps. Remoendo-se d ódio elitista, inventou uma história de superfaturamento nas piscinas, publicando um preço irreal, que não correspondia ao efetivamente pago.

A empresa construtora divulgou uma nota com os preços efetivamente cobrados, que era os normais da construção deste equipamento. Brizola pediu a nota e publicou um anúncio nos jornais.

O título: “Fabricante de piscinas desmente fabricante de notícias”.

Lembranças à parte, na mesma página da Folha há outro fato que, igual, amacia o coração da gente. É que a escassez de mão de obra provocada pelo ritmo acelerado da indústria da construção civil está levando as empreiteiras a recrutar pessoal nos albergues. Sei que nestas histórias, infelizmente, surge gente inescrupulosa que se aproveita – e é preciso uma fiscalização do Ministério do Trabalho nisso – mas é muito bom ver que pessoas que estavam excluídas totalmente, como o Jaílson aí da foto, possam ter um trabalho decente, com carteira assinada, direitos e reconhecimento social.

Aí está como se combate a exclusão: com uma economia que dê trabalho, com um Estado que ampare os trabalhadores, com educação, com dignidade.

E , para ódio dos elitistas, tomara que daqui a alguns anos o Jaílson do albergue possa estar morando num dos apartamentos que hoje trabalha para construir.

Como uma casa, também um país se constrói para que as pessoas, nele, possam viver bem e felizes.

23/04/2011

Lançamento da campanha pela banda larga

Reproduzimos matéria publicada no sítio da campanha

A banda larga no Brasil é cara, lenta e para poucos, e está na hora de pressionar o poder público e as empresas para essa situação mudar. O lançamento do Plano Nacional de Banda Larga em 2010 foi um passo importante na tarefa necessária de democratizar o acesso à internet, mas é insuficiente. O modelo de prestação do serviço no Brasil faz com que as empresas não tenham obrigações de universalização. Elas ofertam o serviço nas áreas lucrativas e cobram preços impeditivos para a população de baixa renda e de localidades fora dos grandes centros urbanos.

Enquanto isso, prefeituras que tentam ampliar o acesso em seus municípios esbarram nos altos custos de conexão às grandes redes. Provedores sem fins lucrativos que tentam prover o serviço são impedidos pela legislação. Cidadãos que compartilham sua conexão são multados pela Anatel.

É preciso pensar a banda larga como um serviço essencial. A internet é
instrumento de efetivação de direitos fundamentais e de desenvolvimento, além de espaço da expressão das diferentes opiniões e manifestações culturais brasileiras por meio da rede.

Neste dia 25, vamos colocar o bloco na rua: juntar blogueiros, ativistas da cultura digital, entidades de defesa do consumidor, sindicatos e centrais sindicais, ONGs, coletivos, usuários com ou sem internet em casa, todos aqueles que acham que o acesso à internet deveria ser entendido como um direito fundamental. Nossa proposta é unir os cidadãos e cidadãs brasileiros em uma vigília permanente em defesa do interesse público na implementação do Plano Nacional de Banda Larga e da participação da sociedade civil nas decisões que estão sendo tomadas.

O lançamento nacional da Campanha Banda Larga é um Direito Seu! Uma ação pela Internet barata, de qualidade e para todos será feito em plenárias simultâneas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília, com transmissão pela Internet. O manifesto da campanha, a lista de participantes e o plano de ação estão no site www.campanhabandalarga.org.br. Participe.

São Paulo (SP) – 19h

Sindicato dos Engenheiros de São Paulo

Rua Genebra, 25 – Centro (travessa da Rua Maria Paula)

Rio de Janeiro (RJ) – 20h30

Auditório do SindJor Rio

Rua Evaristo da Veiga, 16, 17º andar

Salvador (BA) – 19h

Auditório 2 da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia

Avenida Reitor Miguel Calmon s/n – Campus Canela

Brasília (DF) – 19h30

Balaio Café

CLN 201 Norte, Bloco B, lojas 19/31.

Campo Grande (MS) – 19h30

Sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul)

Rua 26 de agosto, 2269 – Bairro Amambai

23/04/2011

Partido “limpinho” se lambuza com dinheiro público para manter site privado

O PPS, do pernambucano Roberto Freire, que faz questão de se apresentar como partido “limpinho” se lambuza com dinheiro público para manter o site privado da sigla partidária.

Freire, que mudou seu domicílio eleitoral para SP, pois não se elegeria em PE, vive a engrossar o coro contra os blogueiros progressistas e a repetir os bordões de que estes seriam “chapas brancas” e “blogs sujos”.

Pois aqui, http://migre.me/4jXNM , você encontra uma lista de pessoas pagas com dinheiro público colocadas a serviço do site do PPS.

E ainda tem gente que vota neles?

23/04/2011

Para militares, igreja planejava um golpe contra regime militar.

Artigo sugerido por CLeverson Lima

Relatório integra lote liberado pelo Arquivo Nacional 

Em sinal do ambiente conspiratório em que vivia o serviço de
inteligência militar durante a ditadura (1964-85), a Aeronáutica
alertou as Forças Armadas, em 1980, sobre um suposto plano da Igreja
Católica de São Paulo para “a derrubada do governo”, se necessário
“com um confronto armado”, para criar um Estado religioso independente
do Vaticano.

O suposto plano, encarado como “uma crise de grandes proporções”,
recorreria a várias táticas, dentre as quais “facilitar ao máximo a
penetração do pessoal gay nas funções governamentais”, para conseguir
“informação dentro dessas áreas, corrupção e adesão”.
Outras manobras seriam “o relaxamento do ensino público” e o “desvio
das atenções das autoridades civis e militares”, por meio de
“festividades, inaugurações, assembleias públicas”.

Para os militares, parte do plano consistiria em “denunciar as
deficiências sociais atuais”, de modo a aumentar “a insatisfação” das
pessoas.

A igreja, diz o relatório, iria recrutar nordestinos e 12.000
coreanos, que estavam sendo na “recolhidos” na região central de São
Paulo por kombis e levados para lugar desconhecido.

Depois de quatro dias, aqueles que não conseguissem um emprego seriam
levados para outras igrejas ou para um local conhecido como “Cidade
dos Velhinhos”, na região de Itaquera (zona leste de São Paulo), onde
receberiam “treinamento” por quatro meses.

Outro objetivo do plano seria “fomentar, através das artes, a confusão
entre arte e imoralidade, incentivando nos jovens o maior uso do sexo
livre e todo o tipo de coisas que atendem [atentem] aos bons
costumes”.

FIM DO SIGILO

O relatório confidencial, de dez páginas, foi produzido em outubro de
1980, no governo de João Figueiredo, pelo quartel-general do 4º Comar
(Comando Aéreo Regional) da Aeronáutica, em São Paulo, e distribuído
para o Exército e o SNI (Serviço Nacional de Informações).

O documento foi liberado à consulta nesta semana à Folha pelo Arquivo
Nacional, vinculado ao Ministério da Justiça, em meio a 50 mil
documentos sigilosos entregues pela Aeronáutica em 2010 a pedido do
Ministério Público Militar.

O trecho que cita o suposto líder do plano foi tarjado, na cópia
entregue à Folha, mas é possível concluir, pelo contexto, ser o então
cardeal-acerbispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, um opositor
do regime, que denunciou torturas e desaparecimento de presos
políticos.

“É um delírio maluco, chega a ser ridículo”, disse Antônio Aparecido
Pereira, porta-voz da Arquidiocese de São Paulo. “Dom Paulo jamais
entrou nessa bobagem de luta armada.”

Fica a pergunta: A mesma igreja que apoiou o golpe??? 
23/04/2011

Nova classe média do Brasil prefere PT a PSDB

Artigo Sugerido por Christiano Fernandes, de Foz do Iguaçu

Segundo última pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos têm mais simpatia pelo PT entre todos os partidos do país. PSDB tem melhor desempenho entre os ricos

Nova classe média, também conhecida como classe C, se transformou em objeto de disputa para petistas e tucanos (DÁRIO GABRIEL, EM 06/12/2009)
Nova classe média, também conhecida como classe C, se transformou em objeto de disputa para petistas e tucanos (DÁRIO GABRIEL, EM 06/12/2009)

Na acirrada disputa pelos votos da chamada nova classe média – mais novo tema de debate das rodas de conversa política – o PT saiu na frente do PSDB. Segundo dados da última pesquisa Datafolha, publicadas na edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo, os eleitores desse segmento social são os que mais afirmam preferir o PT dentre todos os partidos que formam o espectro político brasileiro. A sigla é citada como a mais admirada por 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos (entre R$ 1.636 e R$ 2.725).

O PSDB, por sua vez, tem o melhor desempenho entre os brasileiros mais ricos, com renda familiar acima de dez salários. Essa nova classe média virou sonho de consumo das duas legendas arquirrivais, que se revezam no poder desde 1995.

Nas últimas semanas, os ex-presidentes Lula Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a descreveram como o principal alvo a ser perseguido por seus partidos. O cacique tucano chegou a defender, em artigo, que seu partido deveria trocar o chamado “povão” por essa nova classe média. Isso porque o PT já teria cooptado, através de programas sociais, “as massas carentes”.

Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o resultado reflete a “gratidão” de brasileiros recém-saídos da pobreza, que ascenderam socialmente nos anos Lula.

“São eleitores que acabaram de ganhar acesso aos bens de consumo e creditam sua ascensão social nos últimos anos a Lula e ao PT.”

Os petistas alcançam seu segundo melhor resultado (29%) entre os eleitores com renda familiar de cinco a dez salários (R$ 2.726 a R$ 5.450).

Na fatia mais pobre, com orçamento até dois salários (R$ 1.090), a sigla tem 23%. Esta é a faixa mais alheia ao jogo partidário: 58% não têm uma legenda favorita.O menor índice do PT é justamente entre os mais ricos, com rendimento acima de dez salários (R$ 5.450).

Nesta faixa, que compõe as chamadas classes A e B, o partido é citado como o mais admirado por apenas 16%. Isso inclui a elite econômica e a classe média tradicional.O PSDB alcança seu melhor índice (10%) entre os eleitores da classe B, com renda entre dez e vinte salários (R$ 5.451 a R$ 10.900).O pior resultado dos tucanos aparece entre os mais pobres. O partido é citado como o favorito por apenas 4% dos brasileiros das classes D e E. Na classe C, as citações oscilam entre 6% e 8%, conforme a faixa salarial.

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

No debate da reforma política, o PT defende a adoção da lista fechada, em que o eleitor só pode votar na sigla em eleições parlamentares. Nas condições atuais, em que o PT aparece à frente das outras siglas em todas as faixas de renda (26% de preferência), isso daria mais vagas a petistas.

Fonte: O POVO Online/OPOVO/Politica

http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2011/04/23/noticiapoliticajornal,2142736/nova-classe-media-do-brasil-prefere-pt-a-psdb.shtml

23/04/2011

Conservadores querem diminuir salário mínimo

Artigo sugerido por Cido Araújo, do BlogProgSP

Mal entrou em vigor o salário mínimo de R$ 545 e já começa a pressão conservadora para cortar o valor do mínimo no ano que vem. A regra acertada entre o governo e as centrais sindicais desde 2007 corrige o salário mínimo pela soma da inflação do último ano mais a variação do PIB dos dois anos anteriores. A lei que fixou o salário mínimo em vigor, aprovada no final de fevereiro, incorporou aquele acordo que, agora, passa a valer até 2015.

Daí a gritaria dos conservadores, que já começa a aparecer nos jornais. O crescimento da economia em 2010 (7,5%) mais o de 2011 (que poderá chegar a 5%) e a inflação prevista para este ano (de 5%) indica um futuro aumento do mínimo entre 13% e 14%, chegando ao valor de 616 reais a partir de 2012.

É muito alto! – dizem. Vai provocar inflação! – gritam. O governo vai perder o controle sobre seus gastos! – alegam.

Os conservadores usam os argumentos ultrapassados de sempre contra a valorização do salário mínimo. Para o economista-chefe da consultoria Austin Rating, Alex Agostini, isso vai aumentar o consumo popular que é principalmente de “alimentos e bens não duráveis. Quando aumenta a demanda, a tendência é que o preço também suba”, empurrando a inflação, argumentou, tentando explicar por que deseja que os pobres comam menos.

Outros dizem que o valor previsto para 2012 vai explodir as contas do governo, principalmente na Previdência Social, que paga aposentadorias e outros benefícios calculados com base no valor do salário mínimo.

E há quem defenda, como forma de se contrapor a um salário mínimo mais alto, pura e simplesmente o aumento maior e mais permanente nas taxas de juros pelo Banco Central.
Vendo ameaçada a economia do governo para pagar juros (o superávit primário), o economista Samuel Pessôa, da consultoria Tendências, chegou a propor o aumento de impostos prevendo – aliás corretamente – que será difícil alterar a regra do salário mínimo. Isto é, vale tudo – até mesmo esta verdadeira heresia contra os dogmas neoliberais – para salvar os interesses dos grandes especuladores financeiros!

Na semana passada, o jornalão paulistano O Estado de São Paulo (dia 12 de abril) apresentou estes argumentos em um editorial cujo título já dizia tudo: “O salário mínimo de 2012 exige medidas preventivas”. Uma das preocupações era com o atual “cenário econômico que se pode considerar de pleno emprego” no qual, portanto, os patrões têm maiores dificuldades para reduzir os salários. Defendeu “uma forte redução” nos gastos do governo, embora o melhor, na opinião do editorialista, fosse mudar a lei do salário mínimo. Mas lamenta que não haja clima para isso “num Congresso dominado pelo PT” e pelos partidos da base do governo.

A questão do salário mínimo diz respeito fundamentalmente à repartição das riquezas geradas pelo trabalho dos brasileiros, e do aumento da fatia a que os trabalhadores têm direito. Por isso é uma questão política: ela depende da força de cada um dos agentes sociais (os trabalhadores, os empresários, os especuladores financeiros) para impor ao governo seus interesses e conseguir, assim, um pedaço maior da riqueza produzida pelo país.

A valorização do mínimo, juntamente com o uso dos recursos do governo e dos bancos oficiais para apoiar o crescimento da economia, ajudou o Brasil a contornar a crise econômica mundial em 2008-2009 e minorar os seus efeitos. São fatores que estão na base da retomada do crescimento do país nos últimos anos. Ao contrário do que ocorreu no passado, durante o período neoliberal, no qual predominavam apenas os interesses do grande capital especulativo, agora a ênfase tem sido o crescimento econômico, o fortalecimento da produção nacional e o bem-estar da população.

A valorização do salario mínimo é um dos pilares da mudança que está ocorrendo no Brasil e os especuladores sabem que mais dinheiro no bolso dos trabalhadores pode significar a diminuição em suas gordas contas bancárias. Daí a gritaria, que não esconde nem mesmo o desejo de que o povo coma menos. Os trabalhadores precisam estar atentos contra eles, recusar seus argumentos “técnicos” e insistir na luta por melhores salários melhores, condições de trabalho mais favoráveis, e uma vida digna.

Fonte: http://blogdoonipresente.blogspot.com/2011/04/conservadores-querem-diminuir-salario.html

22/04/2011

Denúncias na Blogsofera fazem dados reaparecerem nos Detrans

Por maria_fro via Twitter

Após denúncia na blogosfera e redes sociais dados reaparecem no Detran RJ e Detran MG

http://goo.gl/v6tIz


Por Sergio Bertoni

Episódio dos detrans é prova cabal da necessidade de REDEMOCRATIZAR o Brasil e DEMOCRATIZAR a mídia, MP e a Justiça.

Parabéns a tod@s que estão atentos aos ataques à Liberdade de Expressão e ao Direito a Informação. A guerra é longa. As batalhas sujas!!!

22/04/2011

Detran-RJ também tira dados de Aécio do ar?

Parece que há mais uma grande violência contra a Liberdade de Expressão e o Direito à Informação no Brasil

Nova denúncia mostra que o Detran-RJ também teria tirado os dados do senador mineiro Aécio Neves do ar.

maria_fro Conceição Oliveira
Detran RJ: Aécio não é mais Aécio, CPF e CNH não existem mais? 1984 é aqui – http://goo.gl/DOypN

Se confirmado que só os dados do senador mineiro foram retirados do sistema, temos aí um grande delito contra todo o povo brasileiro. Enquanto o povão tem seus dados expostos na Internet, em CDs piratas, no Serasa etc e tal, políticos, em especial tucanos, tem suas fichas limpas em segundos.

A censura é proibida por lei

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
[...]
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

22/04/2011

Detran-MG pratica autocensura e tira dados do ar

Multiplicam-se as denúncias de que o Detran-MG estaria praticando autocensura evitando assim que dados, públicos, do veículo de Aécio Neves e do próprio infrator sejam acessados ou divulgados no site.

O mesmo estaria acontecedo em relação a outros cidadãos mineiros com veículos registrados naquele orgão do governo de Minas?

DrRosinha Dr. Rosinha

Detran-MG tira do ar infrações da Land Rover da rádio de Aécio. O site anteontem: http://twitpic.com/4o0jco Hoje: http://twitpic.com/4o0jmv

maria_fro Conceição Oliveira
@redebrasilatual Denúncia: bafômetrogate- DetranMG censura info do próprio site e sonega informação aos cidadã… (cont) http://deck.ly/~lnYO3

jprcampos João Campos
@maria_fro DETRAN/ Isso e uma vergonha! Manipulação de informação publica em prol de política. Cade o MP?!

Será que os mineiros não estariam fazendo isso de propósito de modos a manter o senador em evidência na mídia nacional, seja ela o velho PiG ou a blogosfera alternativa?

Não estaríamos dando “Ibope” demais para um infrator das leis de trânsito?

Não estariam eles a fazer qualquer coisa em nome da autopromoção!

22/04/2011

Gilberto Carvalho diz que, ao contrário dos partidos, movimentos sociais amadureceram

Entrevista sugerida por CartaCapital, via twitter

Por Luciana Lima e Ivanir José Bortot
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Responsável por estabelecer a proximidade do governo de Dilma Rousseff com os movimentos sociais, o ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que os movimentos sociais acabam compreendendo mais as demandas do país do que os próprios partidos políticos. Para o ministro, os movimentos amadureceram no Brasil nas últimas décadas e, ao contrário dos partidos políticos, investiram da formação de seus quadros. Carvalho defendeu a necessidade de uma reforma eleitoral no Brasil e apontou o voto em lista e o financiamento público de campanha como forma de mudar a atual realidade, que na sua avaliação induz à corrupção.

Confira mais um trecho da entrevista de Gilberto Carvalho à Agência Brasil.

Agência Brasil – O governo tem limitações para atender às demandas do movimento social por questões orçamentárias. Como administrar esse conflito?

Gilberto Carvalho – Essa tensão é inevitável. Eu brinco com eles dizendo que nós estamos sentados agora nesse lado da mesa, antes, estávamos no outro lado com eles, o que faz com que todos nós, oriundos do movimento social, esperemos de novo estar sentados do outro lado. Nosso destino é voltar para os movimentos sociais. Nosso papel aqui é tentar forçar a barra ao máximo dentro das limitações orçamentárias e institucionais para atender a essas demandas. Quando se faz o Orçamento, é preciso levar em conta esses aspectos. Aí é que está o jogo de governar, que é passar em grande parte pela sua filosofia, e por aquilo que se estabelece como prioridade.

ABr – E qual é a prioridade do governo?

Carvalho – Quando a presidenta escolhe como prioridade a superação da miséria, ela está dando um indicativo de que parte importante do Orçamento irá para esse destino. Isso, do ponto de vista ético, para nós todos que temos uma história política, é muito confortável. É também muito estimulante participar de um governo que estabelece essa prioridade. Há que se pensar em reproduzir, em espelhar no Orçamento essa opção. É claro que o Orçamento não é infinito e há gastos correntes que não se pode deixar de pagar. Mas tem que se reservar de fato um quinhão importante para isso. Isso não significa que vamos atender a todas as demandas, mas significa que muitas das demandas podem ser atendidas e, com isso, estabelecer pelo menos um compromisso, uma percepção da parte do movimento de que o governo tem a famosa vontade política de contribuir.

ABr – O senhor já observou essa compreensão?

Carvalho – O movimento amadureceu muito. Eu fiquei emocionado esses dias quando o pessoal da Fetraf [Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar] veio trazer uma pauta para a gente, o discurso da Elisângela [Elisângela Araújo, presidenta da Fetraf], companheira que hoje representa a Fetraf, que é um dos movimentos do campo de maior expressão. É um discurso que deixa emocionado de ver a maturidade. Eles não vieram reivindicar apenas terra, conforto nos assentamentos. São pautas muito mais amplas que dizem respeito, por exemplo, ao direito da mulher, à questão da criança, dizem respeito fortemente à questão ambiental. Enfim, a cidadania foi apropriada em grande parte, de forma muito intensa pelo movimento social. Isso é o resultado desse novo processo que a gente vive no Brasil, de amadurecimento dos movimentos. Acho isso muito bom. Isso facilita o diálogo. Eles passam a compreender também melhor.

ABr – Em que outros momentos o senhor conseguiu enxergar esse amadurecimento?

Carvalho - A conversa que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) teve com a presidenta foi extraordinária. Eles vieram discutir como podem ajudar no programa de alfabetização e no programa de reflorestamento do país, coisa que há 20 anos a gente, que é de movimento [social], sabe que não era assim.

ABr- O senhor diria que os movimentos se tornaram, por excelência, fóruns importantes de discussão dos mais variados assuntos ligados à cidadania?

Carvalho – Os movimentos fizeram uma coisa que os partidos não fazem. Eles qualificaram e seguem qualificando seus quadros. O MST tem uma escola que já funciona há muito tempo. Eles tomaram esse cuidado. A própria militância é um grande ensino. O velho método do bom Paulo Freire diz que se reflete a prática. Cada luta que se trava, se amadurece na cabeça. Os movimentos se tornaram verdadeiras escolas de cidadania. Ao se falar hoje em consciência ambiental, por exemplo, podemos considerar que, se Juscelino fosse construir Brasília hoje, não construiria, porque o pessoal não iria deixar passar máquina nesse Cerrado. É um amadurecimento benéfico do conjunto da sociedade.

ABr – O senhor comparou os movimentos sociais com os partidos. Fale um pouco mais sobre isso.

Carvalho – O que eu acho em relação aos partidos é que eles não cuidaram da formação de seus quadros da mesma forma que os movimentos fizeram. Isso é grave, mais do que grave, é gravíssimo. Nós temos uma estrutura política e eleitoral que é quase uma indução à perda de teor ideológico e político. Ela é uma indução, eu diria, até à corrupção, se nós falarmos da eleição. Qualquer cidadão hoje para ser candidato precisa de recursos para ser eleito. Onde é que ele busca esses recursos? Eu fui candidato em 1986 e ganhava três salários mínimos. Naquele tempo, a gente mantinha esquema de que dá para ser candidato com festinha, com lista entre amigos, com bingo, deitava e rolava de se trabalhar nessas coisas e se conseguia. Hoje, não, a campanha ficou cara. Eu fico pensando que às vezes se joga a pessoa nesse meio sem que haja uma preparação.

ABr – Era diferente em outros tempos?
Carvalho – Eu tenho a impressão de que o enfrentamento à ditadura e aos governos neoliberais nos deram teor ideológico e nos fizeram mais resistentes a essas chamadas, entre aspas, tentações. Acho muito perigoso pegar um jovem hoje e colocá-lo em um partido, sem que haja uma preparação, o risco de ser cooptado por essa mentalidade é enorme. Não adianta a gente, hipocritamente, ficar condenando uma pessoa dessa, se a gente não a preparou.

ABr – O senhor acha, então. que os movimentos conseguem compreender melhor as demandas do país que os partidos?

Carvalho – Não quero fazer aqui uma dicotomia simplista. Tem muita gente nos partidos que tem essa visão generosa. Graças a Deus, temos ótimas referências. Mas, em termos de tendência, é exatamente isso. Os militantes dos movimentos são levados a uma visão mais generosa, porque é uma visão mais coletiva nos movimentos. Não se é induzido a uma carreira mais pessoal. A questão do poder não é visualizada de uma maneira tão pessoal. Nesse sentido, sim, dá para dizer que hoje os movimentos são laboratórios de gente de maior generosidade, de maior ação cidadã, no sentido mais amplo, do que nos partidos. Dadas as regras atuais.

ABr – O que é preciso fazer para mudar isso?

Carvalho – Pode ser diferente. Se, por exemplo, na reforma política a gente fizer um processo de eleição por lista e com financiamento público, vai se fazer uma indução ao contrário, uma indução ao coletivo. O sujeito, para ser candidato, terá que ter militância em partidos sérios. Em partidos picaretas, haverá pessoas que vão comprar lugar na lista também, não vamos ser anjos aqui, mas pelo menos, permite aos partidos que são sérios trabalhar internamente de tal maneira que o sujeito, para ter o lugar dele na lista, vai ter que trabalhar na militância, vai ter que ter base. Na regra atual, cada vez mais, se vai induzindo para serem eleitos os que têm mais alcance de mobilização financeira, o que é muito grave.

ABr – O senhor acredita que o financiamento público de campanha seria o antídoto contra práticas como o caixa 2?

Carvalho – É o antídoto. Não vamos ser ingênuos, pois sempre pode se ter abuso, mas pode também se ter uma fiscalização muito mais fácil. Primeiro, a pessoa não vai fazer campanha para ele e sim para a chapa dele. Isso já muda completamente a lógica. Se o teu partido tiver mais votos, você terá mais chances de ser eleito, portanto você vai fazer campanha pelo seu partido e o financiamento será coletivo também e não individualizado. Eu acho isso muito importante para dar um choque na atual mentalidade.

Edição: Rivadavia Severo

Fonte: Agência Brasil

22/04/2011

Comunidade Islâmica pede apoio à ação judicial contra a Revista Veja….

Enviado por Claudio Roberto A. Bastos

A Comunidade Islâmica no Brasil solicita que assinem procuração contra a Revista Veja.

O Modelo de Procuração encontra-se em anexo, formato .doc, e o comunicado em formato .pdf

Se quiser assinar a procuração, contra a veja, imprima o anexo (.doc) e envie-o a uma mesquita ou a uma comudidade Àrabe que apoie a causa.

Ou imprima o modelo abaixo:

PROCURAÇÃO AD JUDICIA

EU, ____________________________________________________________ , brasileiro, maior, portador do RG n. _______________ – SP/SSP e com inscrição no CPF/MF sob o n. ____________________________, residente e domiciliado na Rua _______________________________________, n. _____ no Bairro _____________________________ , CEP ____________________ , _______________________ – SP constitui bastante seu procurador o (a) Dr. (a) _______________________________________, brasileiro, Advogado (a) inscrito (a) na OAB/SP n. ____________ com escritório a Rua Barão de Ladário, n.° 922 no Brás em São Paulo/SP, CEP 03101-000, a quem confere amplos poderes para representá-lo nas esferas do Judiciário Federal e Estadual, conferindo-lhe ainda poderes para que em qualquer Juízo, Instância ou Tribunal, utilize dos recursos legais e possíveis para defender os interesses do procurador, podendo desistir, transgredir, firmar compromissos e acordos, agindo em conjunto ou separadamente e ainda substabelecer com ou sem reservas iguais de poderes para especificamente ajuizar ação de reparação por danos morais contra veículo de comunicação.

_____________________, ____ de ______________ de 2011.

_____________________________________________

(nome e assinatura)

PROCURAÇÃO MODELO UNI 2011.doc
COMUNICADOVEJACORRIGIDO.pdf

22/04/2011

Blogueiro não concorre com blogueiro. Blogueiro depende de blogueiro. Nenhum blog é uma ilha

Artigo indicado por Cido Araújo, do BlogProgSP

Em linhas gerais, segue abaixo o texto em que me baseei para o debate Proteção Jurídica na Blogosfera, no I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas de São Paulo, que aconteceu de 15 a 17 de abril, na Assembleia Legislativa.

Ser blogueiro, e ainda mais, progressista, não é tarefa fácil para um juiz de direito.

Depois de muito tempo encastelados no que se acostumou chamar metaforicamente de “torres de marfim”, os juízes não são reconhecidos em seu papel de cidadãos.

Somos tragados por um duplo preconceito, daqueles que se imaginam apenas “autoridades” e de quem tem dificuldade em nos enxergar como cidadãos comuns, com direito a expressar ideias e defender causas. É o que somos, todavia.

Da minha parte, fico feliz por não sê-lo sozinho, mas acompanhado dos colegas da Associação Juízes para a Democracia, que neste maio próximo, comemora seus vinte anos de existência.

Nesse período, não sem embates, debates e muitos preconceitos, a AJD vem tensionando o exercício da cidadania do juiz, ao mesmo tempo em que faz profissão de fé na independência judicial, na construção de uma democracia também material, que represente a emancipação dos menos favorecidos.

Tal como blogueiros progressistas, que reconhecem e contestam a excessiva concentração da mídia no país -e os riscos do pensamento hegemônico que isso traduz, também estabelecemos o contraponto à um Judiciário tradicionalista, habitualmente conservador e elitista, abrindo espaços diante do costumeiro corporativismo da magistratura.

Penso que vimos contribuindo para o debate da independência do juiz, inclusive dentro do próprio do poder, e para a noção de que exercitamos fundamentalmente um serviço público. A ideia de controle social do poder (porque o serviço ao público deve ser por ele controlado) mantem laços com nossos objetivos estatutários.

Participar, portanto, de um evento que procura discutir e defender a democratização dos meios de comunicação, em prol de um pluralismo indispensável à própria democracia, juntamente com representantes de outras entidades da sociedade civil, faz todo o sentido.

É certo que o debate sobre a democratização dos meios de comunicação está adentrando na agenda política do país, depois de muitos anos interditado, inclusive como forma de abordar a excessiva concentração dos empreendimentos de mídia, que se repetem nos mais variados segmentos.

Penso que este é o debate que, inclusive, dá consistência ao movimento crítico dos blogueiros.

Ainda assim, não me parece exageradamente alvissareira a expectativa de que novos
empreendimentos de comunicação, televisões, rádios, jornais ou revistas possam despontar em futuro próximo, diante das conhecidas dificuldades financeiras.

É por este motivo que o espectro libertário da web parece ser, hoje em dia, o mais promissor instrumento para romper a concentração, na direção a um pluralismo sustentável.

Outros meios alternativos não tiveram as mesmas oportunidades nem foram favorecidos pelas circunstâncias.

Rádios-livres caminharam na linha da desobediência civil e recebem como resposta até hoje forte repressão.

TVs comunitárias se adequaram a espaços autorizados, acomodados em nichos não-competitivos das transmissões a cabo –afinal, a abertura dos canais pagos em nada diminuiu a concentração na mídia, mantendo-a na mão de seus principais proprietários.

Na internet, no entanto, existe a possibilidade concreta de uma atuação que ao mesmo tempo não é transgressora e tampouco submissa, encastelada em pequeno esquadro.

Trata-se, ainda, de uma alternativa de baixo custo e que consegue ademais agregar todas as demais formas de comunicação, como imagens de televisão, sons de um rádio e palavras de jornais e revistas.

Com a web, cada blogueiro ou membro de uma rede social é em si mesmo um potencial meio de comunicação em massa –e não raro, mensagens de uma nota só se espalham de forma viral até emergirem na grande imprensa como sucessos.

Vivemos, portanto, um momento especial. Nunca antes na história do país, ou melhor do planeta, tantos puderam romper uma estrutura quase cartelizada com tão pouco.

Mas sejamos sinceros: quem imaginaria que essa liberdade seria exercida sem nenhuma tentativa de controle? Quem suporia que este espaço e essa liberdade seriam conquistadas sem sofrimento?

Poder não se fratura sem dor, o que resulta na formatação de inúmeros instrumentos para exercer o controle dessa liberdade recém adquirida.

Diria que o controle se exerce, fundamentalmente, em três camadas.

Primeiro, a disputa pela infraestrutura. Pouco mais de 40% dos brasileiros tem acesso à Internet. Não será apenas pela ação das empresas privadas que se superará o atraso da banda-larga inclusiva. Sem apoio do poder público, a parcela mais carente da população, incapaz de gerar lucros de suficiente motivação, continuará afastada da rede e de sua utilização cotidiana.

Isso sem contar as seguidas ameaças de construção de um sistema de dupla-via no trânsito mundial de dados, capaz de distinguir de um lado grandes transações financeiras e macro-provedores rodando em autoestradas e de outro pequenos blogueiros em estreitas vicinais.

Não por outro motivo, a declaração cibernética dos direitos humanos, que se formata em torno da ONU, aponta em sua regra oitava: “Todos os indivíduos devem ter acesso universal e aberto ao conteúdo da Internet, livre de priorização discriminatória, de filtragem ou controle de tráfego por motivos comerciais, políticos ou outros.”

A segunda camada do controle se exerce pela deslegitimação do espaço. Não é incomum que órgãos de imprensa reputem a comunicação pela web como não confiável.

Leviana, pois qualquer um pode nela escrever, sem controle de qualidade ou conteúdo; promíscua, porque se misturam atores de níveis e origens diversos e em grande parte desconhecidos; perigosa, diante do anonimato e da frequência constante de jovens pouco informados sobre os riscos a que se submetem.

A impressão em papel de uma opinião por um jornal ou uma revista semanal não a torna mais “confiável” do que a expressa em blogs –se mais não fosse porque os próprios meios de comunicação tradicional também tomaram seus lugares na web.

A informação pela Internet é mais abundante e seus atores muitas vezes sem prestígio ou reputação de grande mídia, mas a habilidade de filtrar partidarismos ou vulgaridades (que se impõe dentro da web) não pode deixar de ser necessária também fora dela.

E em relação aos perigos, poucos podem contestar que crimes acontecem em muito maior intensidade fora da rede do que dentro dela –ainda que se abram, por meio internet, algumas funestas oportunidades.

Quanto mais cedo e quanto maior for a familiaridade das pessoas com a rede, a partir da escola, maior será a facilidade para reconhecer e superar os riscos. Só o conhecimento e a experiência proporcionam amadurecimento.

Por fim, a terceira camada do controle é justamente a compressão dos direitos, a consequência mais direta da contenção da liberdade: o estabelecimento de limites, regras e punições. Algumas delas expressas, outras apenas implícitas.

Demissões trabalhistas por tweets postados já estão se tornando regras. Uma enorme dificuldade de conviver com o duplo papel de trabalhadores e cidadãos –dificuldade dos patrões, sobretudo. Processos judiciais contra blogueiros, reestabelecendo, de certa forma, mecanismos de censura (inclusive por parte da própria imprensa) já despontam no horizonte. O crescimento da regulamentação pela justiça eleitoral tende a impor maior controle à atividade política na web –na eleição que passou, o TSE admitiu pela primeira vez o direito de resposta no twitter para a divulgação de mensagem aos seguidores do ofensor.

E, sobretudo, discute-se a criação de uma teia punitiva, como o projeto Azeredo, impondo a tutela penal e o vigilantismo, antes mesmo da criação de uma estrutura civil, o chamado marco regulatório. Punições que precedem a delimitação dos próprios direitos que se supõem violados.

Trata-se aqui de compreender como funcionam dois dos pilares históricos do conservadorismo.

Toda a liberdade é perigosa e precisa de controle.

O direito penal é um eficaz instrumento de tutela da propriedade privada.

Assim se criam as sociedades de controle e de excessiva punição.

Uma rápida visualizada em nosso Código Penal permite conhecer a supervalorização da tutela da propriedade privada.

Um furto de rádio de carro é tão grave quanto a violenta agressão que deixa seqüelas permanentes na vítima. Uma ameaça de roubo com um dedo debaixo da camisa é mais severamente punida que a corrupção em uma grande licitação. E até o sequestro é um crime leve, quando se limita à privação da liberdade -só se torna imensamente grave se envolver pedido de resgate.

Não estranha que uma lei que discipline atividades na Internet basicamente se restrinja a estabelecer crimes, fundada na necessidade de proteger, sobretudo, a segurança bancária e direitos dos criadores das tecnologias. Mais cedo ou mais tarde estaremos reproduzindo a discussão de patentes que hoje se trava no campo dos medicamentos.

Mesmo quando se trata de direitos de autor, a lei penal também é profundamente desequilibrada. Sou escritor e se alguém plagia um livro meu devo contratar um advogado para ajuizar ação penal privada; mas para processar camelôs que vendem DVD’s piratas, as grandes empresas cinematógraficas daqui ou de fora têm o aparato do Estado à sua disposição.

A primeira recomendação para lidar com esses instrumentos de controle que se formam é compreender que Internet não é “second life”.

O que fazemos e o que dissemos na web é passível de responsabilização, seja na violação do direito autoral, nos crimes contra a honra ou na propagação de preconceitos.

Embora muitos possam entender que criam um ‘avatar’ para seus posts ou tweets, é bom saber que a tecnologia que nos permite viajar aparentemente ocultos é a mesma que será usada para descortinar rastros e inutilizar esse anonimato pretendido.

Em resumo, aos blogueiros: a mesma responsabilidade que assumimos fora, também assumimos quando estamos na rede.

É certo, também, que estaremos em breve assistindo a uma maior incidência de censura na web.

A judicialização destes conflitos está fazendo com que juízes repristinem a censura prévia, vedada por disposição expressa na Constituição. Isso é feito por meio transverso da defesa da marca, da honra, da privacidade ou da reputação.

Pode-se questionar esse tipo de decisão, por representar uma mutilação da liberdade de expressão, cujo controle deveria se limitar a ser a posteriori.

Mas é fato que até o momento o próprio STF que chegou a fulminar a Lei de Imprensa, tratando-a como um entulho autoritário, não foi capaz de assumir a proibição da censura prévia -tangenciou a questão quando ela foi levada a plenário (caso Estadão).
Mas é importante entender, todavia, que ser contra a censura prévia não significa reconhecer a liberdade de expressão como um direito absoluto.

Não vivemos a Constituição de um artigo só.

A liberdade de expressão é direito fundamental, mas a dignidade da pessoa humana, uma das premissas da República.

O abuso na expressão, dentro ou fora da rede, é passível de punição, sendo de se destacar, em especial, a propagação de preconceito e o racismo, eis que a intolerância parece ver na web uma de suas principais estradas.

Liberdade não é álibi para a supressão de direitos humanos, mas justamente sua parceira.

A questão que se coloca, então, é: como reagir aos mecanismos de controle que, dependendo da medida, podem cercear a liberdade e esvaziar a livre navegação?

A primeira sugestão que lhes dou é exatamente o que se faz nesse evento: criação de uma cultura da inclusão, liberdade de expressão e proteção de direitos humanos.
Para isso, a multiplicação de debates como esses não são apenas importantes, mas imprescindíveis.

A segunda sugestão é pragmática. Ao mesmo tempo que blogueiros isolados podem romper bloqueios e se transformar em um autêntico meio de comunicação de massa, de outro lado, não passam de um indivíduo enfrentando interesses que podem atingir grandes corporações.

A criação de uma rede que para auxílio mútuo, seja como cooperativa ou como associação, com assistência técnica, jurídica e de empreendimento, tende a reduzir riscos e danos para todos.

Por fim, a melhor e mais definitiva forma de reagir ao controle é passar ao controle.
Ganhar a audiência, proporcionando um modelo que na prática substitua a concentração pela pulverização.

Essa revolução pode até ser menos sangrenta do que outras que já vimos, e certamente será, mas nem por isso menos árdua.

Creio que o principal caminho é manter as qualidades que nos diferenciam dos veículos tradicionais da mídia: agilidade, independência e solidariedade.
Temos, como principal vantagem, a ausência de concorrência. Televisões competem umas com as outras; o mesmo acontece com rádios, jornais e revistas.

Blogueiro não compete com blogueiro.

Blogueiro depende de blogueiro.

Nenhum blog vive sozinho na web. Ninguém chega a um blog sem passar por outro (ou por um perfil de rede social). O fato de que isolados somos pequenos se compensa com uma possibilidade veloz e ilimitada de disseminação.

O compartilhamento é a arma que nos sustenta e nos mantém firmes na rede.

Porque nossos blogs são acessados de outros, devemos abri-los para que outros sejam acessados pelos nossos e divulgar, sem receio de concorrência, outros blogs e perfis, pois o que buscamos é justamente a afirmação do pluralismo.

Só a disseminação é que faz os blogueiros fortes.

O mais interessante desta revolução é que os meios que empregaremos por ela são justamente aqueles que queremos ver implantados: inclusão e solidariedade.

E por isso que é tão bom fazê-la.

Fonte: http://blog-sem-juizo.blogspot.com/2011/04/liberdade-x-tutela-na-web.html

21/04/2011

Campanha honesta e sincera

Curitiba está tomada por cartazes de uma propaganda política que considero honesta e sincera como nunca dantes nesta cidade.

“Em Curitiba tudo é pra família”

Que lindo! que honesto! que maravilhoso!

Apenas pergunto: pra família de quem? do atual ou do anterior???

21/04/2011

O menino da devassa evita a derrama que fez Tiradentes perder a cabeça!

Em 1792, na data de 21 de abril era enforcado o dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira e Herói Nacional.

Conta-se que cansados dos altos impostos, dos demandos da coroa portuguesa  e, principalmente, da marginalização da elite local, alguns senhores da sociedade mineira se uniram em torno de ideais republicanos e independentistas em relação à coroa portuguesa.

O movimento teria início com uma insurreição no dia da derrama, uma medida administrativa que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados e até mesmo,  se preciso fosse, confiscar todo o dinheiro e bens do devedor,  o que afetava diretamente o bolso das elites locais. Eram dívidas com o fisco acumuladas desde 1762!

Ao tomar conhecimento da conspiração, graças a delatores infiltrados no movimento insurreicionista, o Visconde Barbacena, governador de Minas, suspendeu  a derrama em 14 de março, esvaziando o movimento, e enviou Silvério dos Reis ao Rio para apresentar-se ao vice-rei, que imediatamente abriu  uma investigação (devassa).

Duzentos e dezenove anos depois um outro ilustre mineiro, menino de várias profissões e capacidades,  se dá bem com a devassa  e evita a derrama. De caneco cheio, sai pelas ruas do Rio de Janeiro e, parado à direção da cavalaria de um jipão anglo-indiano, nem preso é.

Mineiros, Rio de Janeiro, derramas, devassas e traições, unem séculos da história nacional.

Ah! se Tiradentes tivesse organizado a tchurma para tomar outras medidas, teria evitado a derrama e não teria perdido o pescoço!

20/04/2011

Abertas inscrições para RioBlogProg

Por Sérgio Telles, do RioBlogProg

Lembrando a todos que o Encontro do Blogueiros Progressistas do Rio é o próximo!

Ocorrerá a partir de 6 de maio, na capital fluminense. Inscrições abertas pelo endereço http://rioblogprog.blogspot.com/p/inscricao.html

Ressaltamos a todos que, por questões de conforto, as vagas são limitadas e a confirmação de inscrição só ocorre depois da confirmação junto à organização em relação ao pagamento da taxa de inscrição.

20/04/2011

Entrevista com Altamiro Borges na TVT

Por Sérgio Telles, do RioBlogProg

Longa matéria falando sobre o movimento dos blogueiros, com entrevista também da Dep. Luiza Erundina.

http://www.tvt.org.br/portal/watch.php?id=4611&category=198

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