Arquivo para julho, 2011

31/07/2011

1º Encontro de Blogueiros do Distrito Federal, em Planaltina

Agosto será o mês do 1º Encontro de Blogueiros do Distrito Federal, em Planaltina.

Música, exposição, stand-up, debates e muita interação vão marcar o 1º Encontro de Blogueiros do Distrito Federal, em Planaltina-DF, que convida comunicadores da blogosfera para ‘deixar o mundo virtual e debater fatos no mundo real’, no dia 13 de agosto, às 19h, no Ginásio de Funções Múltiplas de Planaltina-DF.

O principal objetivo do evento é arrecadar brinquedos e alimentos para crianças carentes de Planaltina, buscará debater fatos importantes para a juventude e abordará temas como: Como abrir um blog, quais canais utilizar na internet, como divulgar seu blog, quais principais blogs de Brasília, como ganhar dinheiro com um blog pessoal na internet e outros assuntos.

São doze blogueiros convidados, que explanarão sobre variados assuntos, em dois painéis, que contarão com perguntas do público, interação via internet e participação de 24 embaixadores.

Este encontro é uma bela demonstração de como, a partir do I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, as diversas comunidades, grupos, tribos, turmas, etc, começaram a se articular, se organizar, se conhecer, se apoiar mutuamente. Embora não seja organizado pela mesma turma do BlogProg, este encontro é uma prova de que a galera está se organizando, se conhecendo, estabelecendo conexões e definindo com quem manter relações e alianças, sejam estas táticas ou estratégicas.

Na prática, levar o nome de “progressista”, embora tenha um significado histórico importante para muitos de nós, não é o mais importante. Também não é importante se o Encontro do DF tenha os mesmos objetivos do BlogProg.

O que importa é que há espaço para todas as tribos e confissões e é preciso que toda esta diversidade esteja articulada dialogando entre si e com outros movimentos, que saia do “ether” e esteja na vida real, nas lutas reais como corretamente os organizadores do Encontro do DF convida a Blogosfera a fazê-lo.

Fato é que este movimento todo é a grande novidade na esquerda, nas comunicações, na política, na economia mundial dos últimos anos, pois subverte, sem mesmo até ter clareza disso, relações arcaicas e centralizadoras que dominam a forma de pensar e agir de populações inteiras.

Como tudo que é novo e diferente, vai “obrigar” a tod@s nós a nos relacionarmos de uma forma diferente com as pessoas, a vida, a política, etc.

Veja quem são os convidados  continue lendo no –> Blog Chico Sant’Anna

30/07/2011

Após pedido de diálogo, Dilma convida centrais para debater política industrial

Reunião ocorre nesta segunda, um dia antes de anúncio de plano do governo para o setor

Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff reúne-se com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) e de São Paulo (ligado à Força Sindical) para receber as demandas dos trabalhadores para a política industrial. A reunião, na segunda-feira (1º), é reivindicação recorrente na pauta das centrais, que exigem espaço na construção das propostas da Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), programada para ser divulgada nesta terça-feira (2).

Um documento conjunto de confederações de metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) com propostas para o fortalecimento da produção nacional e geração de empregos de qualidade já havia sido encaminhado ao governo.

Para Sérgio Nobre, presidente dos Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a reunião é resultado das mobilizações da categoria alertando sobre os riscos das importações. “Com o objetivo de atrair a atenção da sociedade e do governo federal colocamos 30 mil trabalhadores na rodovia Anchieta, no início de julho, para alertar contra o risco que o crescimento das importações impõe à produção nacional e aos empregos de qualidade”, disse, referindo-se a uma manifestação conjunta entre os sindicatos cutistas e da Força Sindical..

O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que, mesmo com o convite de Dilma para o encontro sobre o tema na segunda-feira, a entidade e as outras centrais – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – não irão participar do anúncio do governo para a PDC, no dia seguinte.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/07/dilma-convida-centrais-para-debater-sobre-politica-industrial

30/07/2011

Manifestação Contra a Corrupção na Câmara de Vereadores de Curitiba

29/07/2011

Enkontro de Blogueiros do DF

Música, exposição, stand-up, debates e muita interação vão marcar o 1º Encontro de Blogueiros do Distrito Federal, em Planaltina-DF, que convida comunicadores da blogosfera para ‘deixar o mundo virtual e debater fatos no mundo real’, no dia 13 de agosto, às 19h, no Ginásio de Funções Múltiplas de Planaltina-DF.

http://chicosantannaeainfocom.blogspot.com/2011/07/vem-ai-o-enkontro-de-blogueiros-do.html?spref=tw

29/07/2011

A Nova Marginal do velho Serra

serra_boi_dormindo.jpg
Pronta, Nova Marginal fica sem verde, tecnologia e acessibilidade prometidos
Paulo Saldaña, Renato Machado e Nataly Costa – O Estado de S.Paulo

Após quase dois anos de obras, o complexo da Nova Marginal do Tietê foi concluído ontem com a inauguração da Ponte Estaiada Governador Ladrão Orestes Quércia, mas sem a tecnologia prometida. A construção também não respeita todas as exigências ambientais previstas, como deixar a via mais verde ou melhorar a vida de quem anda ali a pé ou de bicicleta. Mesmo assim, o investimento na Nova Marginal já chega a R$ 1,75 bilhão, 75% a mais do que o orçado inicialmente.

O projeto foi lançado em junho de 2009 pelo então governador José Serra (PSDB). Previa a entrega das pistas em março de 2010 (o que ocorreu) e a inauguração de cinco novas pontes e viadutos até outubro – ou seja, houve um atraso de 10 meses.

Outras promessas ficaram no papel. Uma delas era transformar a Marginal do Tietê em uma via altamente tecnológica, com a criação de “sistema inteligente” de controle de tráfego. Seria possível restringir a entrada em 16 pontos em caso de congestionamento ou enchente. Um edital chegou a ser lançado para a contratação do serviço de câmeras, radares e painéis, mas o projeto de R$ 100 milhões está parado desde o fim do ano passado.

“O monitoramento está sendo discutido com o Município e ainda não há decisão de quem fará o aporte de recursos. Logo se defina, será realizado”, disse Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa responsável pela obra.

O projeto também desrespeita exigências feitas pelo Município para a obtenção da licença de instalação, como a criação de barreiras acústicas para diminuir o ruído perto de escolas, hospitais e residências. “Não dá nem para conversar. Antes, tinha um recuo e os ônibus passavam a três pistas daqui. Agora, andam quase em cima da gente”, disse a secretária Paula Marques, que trabalha em uma escola de alunos especiais perto da Ponte Jânio Quadros, na Vila Maria. A grade do parquinho da Emei Prof. Pedro Álvares Cabral de Moraes, na Vila Guilherme, fica a menos de 2 metros da pista.

Medições. A Dersa afirma ter feito medições de ruído na via para decidir que não havia necessidade das barreiras – o tráfego aumentou em 30 mil veículos por dia, de acordo com medição de 2010. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (responsável pela emissão da Licença de Operação, ainda não cedida) afirma que está analisando os relatórios. Também não saíram do papel ações para melhorar o acesso de pedestres e ciclistas.

http://esquerdopata.blogspot.com/2011/07/nova-marginal-do-velho-serra.html

Leia mais em: O Esquerdopata: A Nova Marginal do velho Serra
Under Creative Commons License: Attribution

29/07/2011

Carta-Denúncia de Diogo Cabral, advogado da Pastoral da Terra do Maranhão

Hoje, eu, advogado da CPT Maranhao e padre Inaldo Serejo, estivemos no município de Cantanhede, Maranhao, aproximadamente 200 km de Sao Luis, para realização de audiência preliminar do processo de n 3432010, onde os autores sao trabalhadores rurais quilombolas do quilombo de Salgado, município de Pirapemas e os réus, latifundiários da região, cujos nomes sao Ivanilson Pontes de Araujo, Edmilson Pontes de Araujo e Moisés Sotero. Estes homens perseguem os trabalhadores quilombolas desde 1981, e ano passado ingressaram com ação de manutenção de posse conta estes fazendeiros, pois os mesmo destruiram roças, mataram animais, areas de reserva, cercaram os acessos as fontes de água, alem de ameaçarem se morte os trabalhadores.

Em 7 de outubro de 2010, após audiência de justificação previa, foi concedida manutenção de posse em favor dos quilombolas numa area de 1089 hectares.Ainda assim, os réus continuaram a turbar a posse dos trabalhadores, realizando incêndios criminosos, matando pequenos animais, abrindo picadas na floresta, etc… Nao satisfeitos, com a mudança de juiz da comarca e com a entrada de um novo, por nome Frederico Feitosa, os fazendeiros ingressaram com uma ação de reintegração de posse contra as famílias, que foi deferida em 24 minutos, inaudita altera pars, no dia 6 de julho.

Eu tive ciência da ação no momento em que pesquisa sobre meus processos naquela comarca…. Imediatamente, fui no dia seguinte com padre Inaldo na comarca de Cantanhede, tomei ciência da decisão e agravei. Dia 18 de julho foi concedido efeito suspensivo através do agravo aquela decisão que reintegrava a posse em favor dos fazendeiros… Pois bem, hoje, quando chegava naquela comarca, para realização de audiência preliminar, o fazendeiro Edmilson Pontes de Araujo esbravejava na porta do fórum de que ‘ era um absurdo gente de fora trazer problema para o povoado, que era uma vergonha criar quilombo onde nunca teve nada disso( se referindo a mim, ao Inaldo e ao agente da CPT Marti Micha, alemão naturalizado brasileiro)…. E por isso que a gente tem que passar o fogo de vez em quando, que nem fizeram com a irma Doroty!’

Camaradas, a CPT Maranhao tem enfrentado de tudo: duas vezes foi arrombada, onde levaram documentos e HDs, ligações ameaçadoras e agora mais esta ameaça contra três agentes pastorais.

Peço aos companheiros que possam espalhar essa mensagem por suas listas, porque eu, Diogo Cabral, advogado da CPT e padre Inaldo, coordenador tememos por nossas vidas! Mas apesar das ameaças, nao recuaremos um milímetro!!!

Diogo Cabral
Advogado da CPT Maranhão

28/07/2011

Público lota sessão de lançamento do filme “O veneno está na mesa”

Por Sheila Jacob – NPC com fotos de Diana Helene, do SOLTEC/UFRJ

No último dia 25/07, o Teatro Casa Grande ficou pequeno para as mais de 500 pessoas que assistiram ao lançamento de “O veneno está na mesa”, o mais novo documentário do cineasta Silvio Tendler. O filme, feito para a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, mostra em apenas 50 minutos os enormes prejuízos causados por um modelo agrário baseado no agronegócio.. Além dos ataques ao meio ambiente, os venenos cada vez mais utilizados nas plantações causam sérios riscos à saúde tanto do consumidor final quanto de agricultores expostos diariamente à intoxicação. Nessa história toda, só quem lucra são as grandes empresas transnacionais, como a Monsanto, Syngenta, Bayer, Dow, DuPont, dentre outras.

O documentário aborda como a chamada Revolução Verde do pós-guerra acabou com a herança da agricultura tradicional. No lugar, implantou um modelo que ameaça a fertilidade do solo, os mananciais de água e a biodiversidade, contaminando pessoas e o ar. Nós somos as grandes vítimas dessa triste realidade, já que o Brasil é o país do mundo que mais consome os venenos: são 5,2 litros/ano por habitante. A ANVISA denuncia que, em 2009, quase 30% dos mais de 3000 alimentos analisados apresentaram resultados insatisfatórios, com níveis de agrotóxicos muito acima da quantidade tolerável. Os produtos orgânicos, mais indicados, são de difícil acesso à população em geral devido ao alto custo.

Apesar do quadro negativo, o filme aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola. Este é o caso de Adonai, um jovem agricultor que individualmente faz questão de plantar o milho sem veneno, enfrentando inclusive programas de financiamento do governo que tem como condição o uso desses agrotóxicos. Outro exemplo vem da Argentina: em 2009, a presidenta Cristina Kirchner ordenou à ministra da saúde, Graciela Ocaña, a abertura de uma investigação oficial sobre o impacto, na saúde, do uso de agrotóxicos nas lavouras. Enquanto isso, no Brasil, há incentivo fiscal para quem usa esses produtos, gerando uma contradição entre a saúde da população e a economia do país, com privilégio da segunda.

Debatedores destacam a importância do filme para divulgação do assunto

Em debate realizado após a exibição, o cineasta lembrou que o teatro Casa Grande nesta noite reiterou seu papel de resistência: enquanto na época da ditadura civil-militar reunia estudantes e militantes contra o inimigo fardado, “hoje o espaço serve para combater um inimigo invisível, que está diariamente em nossas mesas”. Letícia da Silva, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), destacou o papel fundamental do filme para a divulgação e a conscientização de um perigo que a gente nem sabe que corre. “Estamos aqui inclusive na luta por democracia, já que só as transnacionais são ouvidas neste assunto”.

Letícia explicou ainda como as transnacionais dos venenos trabalham para que seus produtos não sejam retirados do mercado no Brasil, mesmo sendo proibidos nos exterior: “Primeiro, tentam desqualificar nossos argumentos com pesquisas científicas mostrando que os agrotóxicos não fazem mal; depois, recebemos pressão diretamente de deputados ligados à bancada ruralista; por fim, entram com ações na justiça para continuar a venda dos agrotóxicos.”

Alexandre Pessoa, da Escola Politécnica Joaquim Venâncio (EPSJV/FIOCRUZ), afirmou que esta é uma luta não apenas contra os venenos, mas sim por um outro modelo de desenvolvimento, que priorize a vida e não os lucros. “Em julho do ano que vem o Brasil será sede de um encontro organizado pela ONU que irá discutir o modelo de desenvolvimento de vários países. Trata-se do Rio +20, momento apropriado para que os movimentos sociais exponham para o mundo o modelo que queremos, em contraste com o que está sendo desenvolvido”. Por fim, Nívia Regina, do MST, falou sobre a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, lançada em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. O objetivo é unir movimentos sociais e instituições públicas comprometidas para fazer críticas e propor alternativas ao atual modelo perverso de desenvolvimento do campo.

O Veneno está na mesa será em breve distribuído gratuitamente, além de ser exibido pela internet. Pelo BoletimNPC e Boletim do MST Rio divulgaremos como obter o vídeo, importante instrumento de denúncia e de conscientização para uma ameaça presente diariamente em nossas mesas.


Comitê da Campanha do Rio entrega camisas aos debatedores

28/07/2011

Secom/RS inaugura a série de debates “Comunicação em Pauta” – Participe!

Seminários Comunicação em Pauta

A série de seminários regionais intitulada “Comunicação em Pauta – O que já mudou e o que ainda precisa mudar”, terá início na quinta-feira (28), em Santa Maria. Organizados pela Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom), os seminários servirão de palco para debates sobre marco regulatório das comunicações, convergência tecnológica, fortalecimento do sistema público de comunicação, entre outos temas. O evento que inaugura a série de debates acontece a partir das 18h30min no auditório da CACISM, na Rua Venâncio Aires, n° 2035, no Centro de Santa Maria.

Serão realizados nove encontros regionais, baseados nas Regiões Funcionais de Planejamento do Estado. Dois deles serão temáticos, com pautas voltadas à discussão sobre a Mulher e a Mídia e o Negro e a Mídia. Haverá ainda um Seminário estadual, com previsão para acontecer em dezembro deste ano em Porto Alegre, finalizando a série de debates.

Para os painéis desta primeira edição do Comunicação em Pauta em Santa Maria, foram convidados especialistas em televisão pública, em direito à comunicação e em inclusão digital. Participam ainda o diretor-geral da Secom, Luciano Ribas, representando a secretária Vera Spolidoro, a diretora de Políticas Públicas, Claudia Cardoso, que irá mediar os debates, além de membros das equipes de Políticas Públicas e de Relações Públicas da Secretaria.

Segundo Cláudia Cardoso, a realização dos seminários Comunicação em Pauta tem como objetivos reativar os movimentos sociais pró-conferência estadual de comunicação, conhecer a realidade e acolher as demandas “dos que fazem comunicação” nas diversas regiões do estado e promover a participação do poder público no debate sobre o direito à comunicação.

Os interessados em participar devem entrar em contato com a equipe de Políticas Públicas da Secom: Josué Lopes, telefone (51)3210 4270, josue-lopes ou Ramênia Cunha, (51)3210 4310, ramenia-cunha.

Programação:

Evento: Seminário Comunicação em Pauta – O que já mudou e o que ainda precisa mudar
Data: 28 de julho de 2011, a partir das 18h30min
Local: Rua Venâncio Aires, 2035 – Centro – Santa Maria

Painel 1: Direito à Comunicação – Importância de um novo marco regulatório e dos conselhos de comunicação social
Painelista: Andréa de Freitas – Delegada à Confecom 2009, Secretária Adjunta da Secretaria de Comunicação de Canoas – RS

Painel 2: Inclusão Digital
Painelista: Cláudio Dutra – Vice-presidente da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs)

Painel 3: TV Comunitária – Comunicação pública e a Telesur
Painelista: Carlos Alberto Almeida – Jornalista, presidente da TV Cidade Livre de Brasília – DF

Texto: Carla Kunze
Edição: Redação Secom (51)3210-4305

* Divulgue essa informação e participe dos debates. Siga-nos no Twitter @amigosdetarso

28/07/2011

Internet brasileira abocanhou mais de R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre

Internet brasileira abocanhou mais de R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre

Faturamento publicitário da internet dispara no primeiro semestre de 2011

Internet faturou mais de 2,2 bilhões de reais em publicidade no primeiro semestre, um avanço superior a 52% em relação a igual período de 2010.

Apesar do crescimento da receita publicitária da internet, sua participação no “bolo” ainda é pequena, mas proporcionalmente o crescimento foi o maior entre todas as outras mídias.

TV, jornais e revistas ficaram abaixo da média e continuam em declínio.

Há que se considerar positivo o crescimento da receita da internet, apesar da concentração desses ganhos pertencer a portais ligados a grandes grupos de comunicação. O fato positivo, dentro de um contexto de diversidade e múltiplas opiniões e representações, é que, mesmo a reboque dos grandes sites, as pessoas estejam aumentando a audiência na rede e podendo acessar a muitas opções que a internet oferece, desde o entretenimento até a informação relevante.

Os grandes portais seduzem os internautas, que acabam, depois, por navegar nos mais diversos endereços virtuais, como neste blog e em tantos outros, por exemplo, encontrando idéias e contextos diferentes.

Na rede, por mais que ainda haja predomínio dos grandes grupos de comunicação, o controle da audiência na busca por conteúdo é uma tarefa muito mais difícil.

Por isso é mais do que necessário, na verdade se impõe, como requisito imprescindível para a democratização dos meios de comunicação, consequentemente da internet, que o governo torne, o quanto antes possível, realidade para milhões de brasileiros que ainda não possuem acesso a internet de forma rápida e a custo baixo, acessível para as camadas mais pobres da sociedade, como prevê o PNBL, que aos poucos vai se desenhando, mas ainda lento e vacilante em suas determinações.

Com mais gente tendo acesso a conteúdos diversos, mais provável que haja o esgotamento do pensamento único, disseminado insistentemente pelos conglomerados da notícia e do entretenimento.

Confira os números e a matéria publicada no Ig, um desses gigantes da web brasileira:

Publicidade na internet cresce mais de 50% no primeiro semestre

Segmento foi de melhor desempenho no período, segundo o Ibope Monitor; avanço total do mercado foi de 13,7%

A internet segue na dianteira do crescimento do mercado publicitário brasileiro, segundo o relatório mais recente do Ibope Monitor, que apura os principais anunciantes e agências do País. Na internet, os investimentos publicitários somaram R$ 2,24 bilhões no primeiro semestre, montante 52,5% maior que o do mesmo período de 2010.

A alta ficou bastante acima do crescimento médio do mercado publicitário registrado de janeiro a junho. Com aportes totais de R$ 39,9 bilhões, a indústria avançou 13,7%. A TV segue na liderança isolada, com 53% do bolo, mas seu crescimento, de 13%, ficou abaixo da média geral – a fatia foi de 54% no primeiro semestre do ano passado.

Os jornais, que seguem na segunda posição do ranking, também cresceram, mas seu avanço foi o mais baixo entre todas as mídias analisadas: alta de 6,8%, para R$ 21,3 bilhões. Menor que esse desempenho, apenas o registrado na publicidade em cinemas, que caiu de um ano a outro – mas esse segmento não chega a representar 1% do total da publicidade brasileira.

Os outdoors tiveram o segundo melhor desempenho no primeiro semestre, mas seu avanço, de 38,9%, não mudou o panorama do mercado porque esse canal recebeu ínfimos 0,15% do total do bolo de investimentos. O crescimento da internet, por sua vez, fez a web passar de 4% para 6% do total, o que fez dela a única mídia a ganhar pontos no ranking. Esse avanço a afastou do rádio, com o qual estava empatada, e a aproximou da TV a cabo, atualmente responsável por 8% dos investimentos publicitários do País.

Atenciosamente,

Fernanda Favoratto Martins
Rede de Participação Política / Redes de Desenvolvimento Local
Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – Sistema FIEP
Fone: +55 (41) 3271-7613 Cel: +55 (41) 8821-2161
fernanda.favoratto
@ Fer_Favoratto

27/07/2011

Estatísticas, dados e projeções atuais sobre a Internet no Brasil

Nesta página apresentamos os impressionantes números da Internet no Brasil, atualizados regularmente e separados por tópicos

Número de usuários

Geeks com seus computadores
Foto: Beth Kanter

Segundo o F/Nazca, somos 81,3 milhões de internautas tupiniquins (a partir de 12 anos)[1]. Já para o Ibope/Nielsen, somos 73,9 milhões (a partir de 16 anos)[2]. O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet[3].

Internautas ativos

Segundo o instituto Ibope Nielsen Online, de outubro de 2009 a outubro de 2010, o número de usuários ativos (que acessam a Internet regularmente) cresceu 13,2%, atingindo 41,7 milhões de pessoas. Somado às pessoas que possuem acesso no trabalho, o número salta para 51,8 milhões[4]. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente[5].

Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope//NetRatings, o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais.[6].

Gráfico exibindo o crescimento da internet nas residências, com uma penetração de 8,6% em 2001 até 20,4% em 2007

Tempo médio de navegação

Desde que esta métrica foi criada, o Brasil sempre obteve excelentes marcas, estando constantemente na liderança mundial. Em julho de 2009, o tempo foi de 48 horas e 26 minutos, considerando apenas a navegação em sites. O tempo sobe para 71h30m se considerar o uso de aplicativos on-line (MSN, Emule, Torrent, Skype etc)[7].

Comércio eletrônico

Em 2008 foram gastos R$ 8,2 bilhões em compras on-line[8]. Em 2009, a previsão para o primeiro semestre era de R$ 4,5 bilhões[9], mas, mesmo com crise, o faturamento foi de R$ 4,8 bilhões (27% a mais em relação ao mesmo período de 2008) e o ano fechou em R$ 10,6 bilhões[10]. 2010 fechou com R$ 14,8 bilhões em vendas, o que representa um terço de todas as transações entre varejo e consumidores feitas no Brasil[11].

Publicidade on-line

A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV[12]. 87% dos internautas utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços[13]. Antes de comprar, 90% dos consumidores ouvem sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas online[14].

Venda de Computadores

São 60 milhões de computadores em uso, segundo a FGV, devendo chegar a 100 milhões em 2012[15]. 95% das empresas brasileiras possuem computador[16].

Banda larga

Modem com LEDs acessos
Foto: Declan Jewell

Atingimos 10,04 milhões de conexões em junho de 2008: um ano e meio antes do previsto, já que essa era a projeção para 2010[17]. Quanto ao volume de dados, o incremento foi de 56 vezes de 2002 até 2007. E a projeção é de um aumento de 8 vezes até 2012[18]; o número de conexões móveis cresceu de 233 mil para 1,31 milhão em um ano[19]; Sistemas gratuitos de banda larga sem fio (Wi-Fi) funcionam nas orlas de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, nos Morros Santa Marta[20] e Cidade de Deus[21] e em Duque de Caxias[22]. Estão nos planos: São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e 58km da Avenida Brasil[23], todos no Rio de Janeiro.

O número de pessoas que usaram em março de 2011 uma conexão residencial de mais de 8Mb foi de 1,9 milhão, ou 5,5% dos 35,1 milhões de usuários ativos domiciliares. A participação das conexões mais lentas, de até 128Kb, caiu de 13,3%, em março de 2010, para 7%, em março de 2011[24].

Resoluções de tela

Apresentamos nosso terceiro estudo informal sobre a resolução de tela utilizada pelo internauta brasileiro.

Importante para desenvolvedores nacionais, esta é uma média baseada nos relatórios de acessos de diferentes perfis de sites. A tabela está ordenada de acordo com a primeira coluna, que mostra a média nacional englobando esses diferentes perfis, enquanto a última coluna exibe uma comparação com a média internacional.

Resolução Abril/2010 Agosto/2009 Agosto/2008 Total internacional[25]
1024×768 45,48% 47,88% 65,1% 25.93%
1280×800 23,26% 21,35% 9,7% 19.57%
1280×1024 8,62% 6,73% 10,2% 10.92%
1440×900 7,32% 5,80% - 8.38%
800×600 4,10% 7,73% 15% 3.98%
1680×1050 3,53% 4,44% - 5.48%
1152×864 2,69% 2,08% - 2.31%

Navegadores

Outra importante referência: qual navegador os brasileiros andam usando? Veja a tabela abaixo, ligue o fod@-se pro IE6 e seja mais feliz!

Navegador Abril/2010 Agosto/2009 Internacional[26]
Firefox 33,18% 28,42% 32,23%
IE7 23,05% 30,59% 14,03%
IE8 21,62% 14,09% 24,67%
Chrome 11,10% 4,20% 6,46%
IE6 8,35% 21,38% 9,19%
Safari 2,21% 0,91% 5,09%
Opera 0,49% 0,41% 1,42%

Segundo dados da Net Applications, em março de 2011 o mercado estava assim dividido: Internet Explorer (56,77%), Firefox (21,74%), Chrome (10,93%)[27].

Desigualdade Social

A desigualdade social, infelizmente, também tem vez no mundo digital: entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tem acesso à Internet; entre os 10% mais ricos esse número é de 56,3%. Somente 13,3% dos negros usam a Internet, mais de duas vezes menos que os de raça branca (28,3%). Os índices de acesso à Internet das Regiões Sul (25,6%) e Sudeste (26,6%) constrastam com os das Regiões Norte (12%) e Nordeste (11,9%)[28].

No Mundo

O número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na Internet[29] e são publicados 200 milhões de tuítes[30]; a cada minuto são disponibilizadas 48 horas de vídeo no YouTube[31]; e cada segundo um novo blog é criado[32]. 70% das pessoas consideram a Internet indispensável[33]. Em 1982 havia 315 sites na Internet[34]. Hoje existem 174 milhões[35].

Links Inscritos do Google

A ferramenta de Links Inscritos fornece uma forma de aprimorar suas buscas no Google.

Funciona assim: você nos adiciona clicando no botão ao lado e nossas indicações aparecerão em destaque quando forem relevantes para a sua pesquisa. Comprometemo-nos a apresentar os links de forma imparcial, sem “jabá”. Nossas dicas são garimpadas à exaustão e são incluídos apenas aqueles sites que têm o fator como vivi sem isso até hoje? embutido. :)

Saiba mais sobre links inscritos em nossa página no Google.

© 2007-2011 Leonardo Antonioli. Alguns direitos reservados. Entre em contato.

A imagem dos fios que ilustra esta página é de autoria de Groupe ANT.

http://www.tobeguarany.com/internet_no_brasil.php

27/07/2011

Liberte seu roteador

Por Tatiana de Mello Dias

É o que defendem ativistas para formar uma rede Wi-Fi pública; a prática, porém, pode render até prisão

No telhado da casa de Dana Sniezko, em São Francisco, fica um roteador. Dali sai um sinal de Wi-Fi de 4 Mbps que pode ser usado por qualquer um. Não há senha. “Eu deixo a conexão aberta como um serviço público”, explicou a americana de 27 anos ao Link. “Embora São Francisco seja uma capital tecnológica, há muitas pessoas que não têm acesso à internet e, cada vez mais, ela é necessária para fazer a maior parte das coisas: encontrar uma casa, conseguir um emprego, trabalhar em serviços sociais e ficar em contato com os amigos”, diz.

Livre.A antena no telhado da casa de Dana Sniezko. FOTO: DIVULGAÇÃO

Dana é desenvolvedora web e trabalha para ONGs. Garantir a inclusão digital em sua cidade é uma de suas bandeiras. Há alguns pontos de Wi-Fi livre em São Francisco – principalmente em espaços públicos, como parques, e também operam ali algumas empresas que distribuem pontos de internet livre pela cidade. Mas a conexão está longe de cobrir toda a cidade. “A maioria dos cafés hoje restringem as suas conexões”, reclama Dana.

A bandeira de abrir o Wi-Fi para colaborar para a inclusão digital não é só dela. A Eletronic Frontier Foundation (EFF), entidade que luta há mais de 20 anos por liberdade na rede, se prepara para lançar o Open Wireless Movement (Movimento pelo Wireless Aberto).

“O desaparecimento gradual das redes Wi-Fi abertas é uma ‘tragédia dos bens comuns’”, escreveu Peter Eckersley, chefe do setor de tecnologia da EFF, no texto que lança a campanha. (Tragédia dos bens comuns é uma teoria que diz que, diante de um bem comum, tendemos a tirar o máximo dele ao mesmo tempo em que contribuímos o mínimo para sua manutenção.) “Precisamos de um movimento político e tecnológico para reverter a degradação desse componente indispensável da infraestrutura da internet.”

Para Eckersley, parte do trabalho é apenas lembrar as pessoas que abrir as suas redes é a “coisa mais socialmente responsável a fazer”. Ficar sem internet em uma situação de necessidade, para ele, é como se ver molhado e sentir frio sob uma tempestade porque ninguém ofereceu abrigo em um guarda-chuva.

Segundo a EFF, há duas preocupações que impedem as pessoas de abrirem seus roteadores: segurança e velocidade. “Precisamos criar ferramentas que permitam às pessoas compartilhar uma porção de suas conexões sem afetar o desempenho delas, e ao mesmo tempo garantir que não haja quebra de privacidade.”

Na casa de Dana Sniezko chega uma conexão de 20 Mbps de velocidade. Parte dela (4 Mbps) vai para o telhado e o restante é distribuído para outro roteador, usado em sua casa. Esse sim é fechado. Ela gastou US$ 50 no ponto extra de acesso. Com ele, consegue garantir que a sua conexão de uso pessoal não seja prejudicada pelo ponto extra, e nem que a sua segurança seja colocada em risco. “A rede aberta tem algumas medidas de segurança mas não é protegida, então alguém pode fazer uma interceptação”, diz Dana. “A melhor proteção é educar a si mesmo”, diz ela. São regras básicas: usar HTTPS ao entrar em alguns sites, como redes sociais, e evitar alguns serviços, como bancos.

O que Dana faz é exatamente o que recomenda a EFF. E hoje há roteadores que permitem dividir o sinal em dois – um aberto e um fechado.

Pena. Só que o que ela faz e o que recomenda a EFF no Open Wireless Movement pode ser proibido. Nos Estados Unidos, os principais provedores de conexão, como o Comcast e Verizon, explicitam em seus contratos que revender ou tornar disponível de alguma maneira a conexão a terceiros pode acarretar em suspensão ou encerramento da conexão à internet.

Em São Francisco, Dana usa uma conexão oferecida por um pequeno provedor – portanto, não está cometendo nenhuma ilegalidade. “Os provedores locais são mais abertos aos seus clientes que fazem coisas incomuns”, diz.

No Brasil, porém, quem fizer como ela está sujeito a uma série de penalidades que podem ir da suspensão da conexão pelo provedor a penas como prisão ou multa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Telefônica, que oferece o Speedy, não restringe a prática no contrato, mas desaconselha o compartilhamento da rede. A Net, que oferece a conexão com o Virtua, restringe contratualmente. “Caso a conexão seja compartilhada indiscriminadamente através de um roteador sem senha, a chance de uma pessoa mal-intencionada utilizar a conexão de terceiros de forma anônima aumenta muito”, disse a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa.

De fato: se alguém cometer um crime (como acessar material relacionado à pedofilia) usando uma rede aberta, a responsabilidade cairá sobre o dono do IP – aquele que compartilha a rede. “É como deixar a porta de casa aberta e confiar em todos que entrarão ali”, diz a Net. Para a empresa, a alternativa é usar hotspots públicos, cujo acesso acontece com identificação e senha.

Crime federal. No ano passado, um morador de Teresina (PI) foi multado em R$ 3 mil pela Anatel por compartilhar sua conexão com três vizinhos. A acusação: ele estava funcionando como um prestador de serviços de telecomunicação sem autorização da agência.

Questionada pelo Link, a Anatel explicou que “tornar disponível uma infraestrutura de telecomunicações – independentemente de tecnologia – para que usuários possam emitir, transmitir ou receber informações de qualquer natureza caracteriza prestação de serviço para a qual há necessidade de autorização prévia da Anatel”. Isso significa que manter um simples roteador aberto pode render penalização ao usuário.

Transformar seu roteador em um hotspot Wi-Fi público, segundo a Anatel, “caracteriza oferta clandestina de serviços de telecomunicações”. E isso é crime federal.

A causa é nobre, mas, para a agência que regula as telecomunicações no Brasil, até dividir internet com o vizinho é crime. A Anatel disse que avalia caso a caso, mas se houver evidências de que o usuário deixou a rede aberta de propósito ou divulgou sua senha para outras pessoas, pode ser condenado a até quatro anos de prisão e multa de R$ 10 mil.

Atenciosamente,

Fernanda Favoratto Martins

Rede de Participação Política / Redes de Desenvolvimento Local
Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – Sistema FIEP
Fone: +55 (41) 3271-7613 Cel: +55 (41) 8821-2161
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27/07/2011

Laços de Família: Beto Richa emprega a mulher de Derosso; Luciano Ducci, a sogra

O governador Beto Richa (PSDB) e o prefeito Luciano Ducci (PSB), empregam hoje ao menos duas parentes do presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), em cargos comissionados do governo do Paraná e da Prefeitura de Curitiba. Esse tipo de cargo dispensa a realização de concurso público.

“Com o nepotismo direto e cruzado, o PSDB e seus aliados transformaram Curitiba e o Paraná numa casa da sogra, literalmente”, criticou Dr. Rosinha através de sua conta no Twitter. ”Depois da sogra fantasma do Ezequias, assessor de Beto Richa, descobre-se agora a sogra do Derosso. É, em Curitiba, tudo é para a família. Inclusive para a sogra.”

Beto Richa nomeou a jornalista Cláudia Queiroz Guedes, esposa de Derosso, na TV Educativa do Paraná. A nomeação, assinada no último dia 17 de fevereiro, é retroativa a 1º de janeiro, primeiro dia do mandato do governador tucano. O cargo é de “assessor DAS-4”.

Já Luciano Ducci nomeou em agosto do ano passado Noêmia Queiroz Gonçalves dos Santos, mãe de Cláudia e sogra de Derosso, na secretaria municipal de Governo. Cargo? Agente público municipal II, símbolo C-7, com a prestação de serviços na Secretaria Especial dos direitos da Pessoa com Deficiência.

Na mesma data de sua nomeação por Ducci na Prefeitura de Curitiba, em 1º de setembro, Noêmia Queiroz havia sido exonerada por Derosso de um cargo em comissão que detinha na Câmara Municipal, de “assistente técnico às comissões, símbolo CC-9”.

Em consulta ao arquivo do ‘Diário Oficial’ de Curitiba, a assessoria de Dr. Rosinha atestou que, em março de 2006, mãe e filha estavam nomeadas simultaneamente no Legislativo de Curitiba. Cláudia Queiroz Guedes, no cargo de “assessor técnico parlamentar (CC-5), vinculado à “Divisão de Comissões Temporárias”. Noêmia Queiroz, no cargo de “assistente parlamentar” (CC-10), vinculado diretamente ao Gabinete da Presidência.

Irregularidades desde 1999

Entre os anos de 2006 e 2011, a empresa Oficina da Notícia, de propriedade de Cláudia Queiroz Guedes e do pai dela, Nelson Gonçalves dos Santos, recebeu R$ 5,1 milhões da Câmara Municipal de Curitiba através de um contrato de publicidade assinado e prorrogado duas vezes por Derosso. No mesmo período, outra empresa, denominada Visão Publicidade, recebeu R$ 26,8 milhões do Legislativo.

O Tribunal de Contas (TC) do Paraná ainda está analisando o caso. Desde a última segunda-feira (18), após Dr. Rosinha ter protocolado um pedido de providências, o Ministério Público (MP) também abriu um procedimento de investigação.

Uma nova licitação atualmente em curso prevê um gasto de R$ 4,8 milhões anuais da Câmara Municipal com esse tipo de serviço.

Em sua representação ao MP, Dr. Rosinha defende que as investigações não fiquem restritas apenas ao último contrato, e observa que os gastos de Derosso com ‘publicidade’ datam de 1999, pelo menos. O tucano preside a Câmara desde 1997.

Apenas no biênio 1999-2000, Derosso gastou R$ 7,9 milhões em pagamentos mensais à empresa Visão Publicidade. Em meados de 2003, o caso foi denunciado pelo então vereador Adenival Gomes (PT).

“É preciso analisar cada peça publicitária relativa a esses gastos, porque suspeito que houve promoção pessoal dos vereadores, e não propaganda institucional nem de utilidade pública”, afirma Dr. Rosinha. “Essa nova licitação deveria ser suspensa imediatamente. E cabe aos movimentos sociais sair às ruas para defender uma nova Câmara Municipal, que não mais envergonhe a cidade.”

Fonte: site deputado federal Dr. Rosinha

27/07/2011

Gestores dizem “não” à democratização da saúde pública em Curitiba

A Conferência Municipal de Saúde de Curitiba, realizada no final de semana passado, na Universidade Positivo, foi marcada pelas diferenças de interesses. Enquanto os trabalhadores apresentavam propostas em favor do serviço público, gestores esforçaram-se em convencer os usuários a aprovar medidas neoliberais. Participaram da 11ª edição da conferência 618 delegados, dos quais 170 eram trabalhadores, 278 usuários, 87 prestadores de serviço e 83 gestores. O Sismuc esteve presente com 21 representantes, além de um delegado da Fessmuc e um da Confetam.

Os representantes da prefeitura conseguiram garantir a continuidade da atual política de terceirização de serviços. Um caso exemplar diz respeito ao Hospital da Mulher que está para ser inaugurado. Eles defendem que os serviços sejam executados por trabalhadores de empresas contratadas, ao invés de concursados.

Alguns avanços, no entanto, puderam ser constatados. Das 10 propostas apresentadas pelo Sismuc, quatro aprovadas podem ser destacadas. A maioria dos delegados aprovou a redução da jornada de trabalho na saúde para 30 horas semanais e a implantação do plano de cargos, conforme definido pelo SUS. Também foi aprovada a divulgação da tese das próximas conferências, com 10 dias de antecedência, tendo em vista que desta vez os delegados receberam os documentos durante o evento, o que dificultou a familiaridade com os temas. Outra questão favorável diz respeito à divulgação do quadro de despesas com saúde no município.

Das propostas do Sismuc não aprovadas destaca-se a mesa permanente de negociação do SUS e a democratização da gestão nas unidades de saúde. O sindicato defendeu a eleição direta de chefias pelos segmentos do controle social (trabalhadores, usuários e gestores). Esta última questão perdeu por uma diferença pequena de votos: 183 a 143.

Um retrocesso aprovado diz respeito ao tempo de realização das conferências, que passarão de dois anos para cada quatro anos.

“Com todos os problemas de cooptação, foi uma das melhores conferências. A gente não ganhou, mas chegou bem perto. As aprovações mostraram que os gestores não tem hegemonia absoluta. Dá para construir mudanças. Estamos começando a convencer os usuários nesta briga ideológica com os gestores”, apontou Irene Rodrigues, secretária de assuntos jurídicos do Sismuc e participante da conferência. “Na próxima edição, precisamos nos organizar para que os temas do controle social e gestão do trabalho sejam debatidos no começo da conferência, quando os representantes dos trabalhadores e dos usuários estão mais dispostos”, conclui.

Cirurgiões-dentistas

Cirurgiões-dentistas da prefeitura realizaram uma panfletagem na plenária. Uma moção aprovada garante apoio da conferência à luta da categoria pela isonomia e por valorização salarial, além da incorporação das remunerações variáveis para todos os servidores da saúde.

Próximos passos

O Sismuc garantiu também uma vaga no Conselho Municipal de Saúde e a participação em mais 11 comissões. As indicações dos servidores serão realizadas no dia 8 de agosto, às 19 horas, no coletivo de saúde, no Sismuc.

Os delegados para a 10ª Conferência Estadual de Saúde serão eleitos na plenária de trabalhadores da segunda regional de saúde, marcada para dia 17 de agosto, no Centro de Convenções, a partir das 18 horas. A realização da etapa estadual está marcada para outubro.

Texto: Guilherme Gonçalves

Fonte: Sismuc

27/07/2011

Eis a “responsabilidade fiscal” da maioria demotucana na Câmara Municipal de Curitiba

Legislativo municipal gastou R$ 33,4 milhões em 2001. No ano passado, despesas saltaram para R$ 87,7 milhões. Para 2011, orçamento prevê R$ 100,9 milhões. Dr. Rosinha critica “escalada incrível” dos gastos e classifica gestão de tucano como “feudal”

O gasto anual da Câmara Municipal de Curitiba praticamente triplicou desde 2001. A constatação é do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), que analisou os relatórios de execução orçamentária disponíveis na internet.

Presidida desde 1997 pelo vereador João Cláudio Derosso (PSDB), hoje em seu oitavo mandato consecutivo, a Câmara de Curitiba gastou R$ 33,4 milhões em 2001. No ano passado, as despesas saltaram para R$ 87,7 milhões. Para 2011, o orçamento previsto do Legislativo municipal é de R$ 100,9 milhões.

“Essa escalada incrível nos gastos da Câmara de Curitiba ao longo dos últimos anos coloca a gestão Derosso ainda mais sob suspeita”, avalia Dr. Rosinha. “O Legislativo municipal vive num regime de feudalismo, com um presidente eterno e baixíssimo nível de transparência.”

O tucano João Cláudio Derosso é investigado pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná, pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público e pelo Conselho de Ética da Câmara por ter contratado a empresa da própria esposa para prestar serviços ao Legislativo.

Dr. Rosinha observa que, apenas nos anos de 2005 e 2006, a Câmara criou 106 novos cargos comissionados, preenchidos sem concurso público. Desses novos cargos, criados a partir de dois projetos assinados por Derosso, 68 eram ligados à cúpula da Casa. O impacto financeiro, calculado e denunciado na época pela vereadora Professora Josete (PT), era de R$ 5,2 milhões por ano nos cofres do município.

“E o mais escandaloso é o fato, descoberto agora, de que dois desses mesmos cargos foram usados por Derosso para acomodar a esposa e a sogra dele”, denuncia Dr. Rosinha.

Gastos em ‘publicidade’

Entre 2006 e 2011, a empresa Oficina da Notícia, de propriedade da esposa do tucano, Cláudia Queiroz Guedes, e do pai dela, Nelson Gonçalves dos Santos, recebeu R$ 5,1 milhões da Câmara de Curitiba através de um contrato de publicidade assinado e prorrogado duas vezes por Derosso.

No mesmo período, outra empresa, denominada Visão Publicidade, recebeu R$ 26,8 milhões do Legislativo. Uma nova licitação atualmente em curso prevê um gasto de R$ 4,8 milhões anuais da Câmara Municipal com esse tipo de serviço.

Em seu pedido de providências ao MP, Dr. Rosinha defende que as investigações não fiquem restritas apenas ao último contrato, e observa que, apenas no biênio 1999-2000, Derosso gastou R$ 7,9 milhões em pagamentos mensais à empresa Visão Publicidade. O caso foi denunciado em meados de 2003 pelo então vereador Adenival Gomes (PT).

“Suspeito que houve promoção pessoal dos vereadores, e não propaganda institucional nem de utilidade pública”, afirma Dr. Rosinha. “A nova licitação deveria ser suspensa imediatamente. Cabe aos movimentos sociais sair às ruas para defender uma nova Câmara Municipal, que não mais envergonhe a cidade.”

Nepotismo cruzado

A mãe e a esposa de Derosso estão atualmente nomeadas em cargos de confiança do governo do Paraná e da Prefeitura de Curitiba.

O governador Beto Richa (PSDB) nomeou Cláudia Queiroz Guedes na TV Educativa do Paraná. A nomeação, assinada no último dia 17 de fevereiro, é retroativa a 1º de janeiro, primeiro dia do mandato do governador tucano. O cargo é de “assessor DAS-4”.

Já o prefeito Luciano Ducci (PSB) nomeou em agosto do ano passado Noêmia Queiroz Gonçalves dos Santos na secretaria municipal de Governo. Noêmia ocupa um cargo de Agente público municipal II, símbolo C-7, com a prestação de serviços na Secretaria Especial dos direitos da Pessoa com Deficiência.

Jornal da família Derosso

A Prefeitura de Curitiba publica desde 2007 anúncios publicitários em um jornal criado pela mulher e pelo sogro do presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB).

A primeira edição do jornal, intitulado “Curitiba in English” e inteiramente escrito em inglês, foi publicada em novembro de 2007. Parte do conteúdo está disponível na internet, no endereço http://curitibainenglish.com.br.

No expediente, o sogro do tucano, Nelson Gonçalves dos Santos, aparece como editor e a esposa, Cláudia Queiroz Guedes, como jornalista do veículo.

Em praticamente todas as edições há peças publicitárias da Prefeitura de Curitiba, algumas com duas páginas. A administração municipal revela-se a principal anunciante do periódico. Em alguns exemplares, a única.

Os anúncios começaram na gestão do ex-prefeito Beto Richa e tiveram continuidade com o atual prefeito, Luciano Ducci.

Gasto anual da Câmara de Curitiba na última década

[Valores em R$ milhões]

Ano Gastos
2001 33,4
2002 36,1
2003 39,2
2004 42,8
2005 49,7
2006 55,5
2007 63,8
2008 75,8
2009 85,1
2010 87,7
2011* 100,9

Fonte: Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária, disponíveis no site da PMC.

Elaboração: Gabinete do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR)

27/07/2011

Curitiba: “Xoke de jestão” encarece custo de processamento de dados. Tá na privada!

27/07/2011

Dieese rebate Fiesp: encargos sociais são apenas 25,1% do salário do trabalhador

Industriais paulistas divulgaram cálculo para defender que direitos trabalhistas encarecem mão de obra

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Em nota técnica divulgada nesta terça-feira (26), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que os encargos sociais no país representam 25,1% da remuneração total do trabalhador. A informação rebate levantamento norte-americano divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que coloca Brasil entre os países com um dos encargos mais caros do mundo.

Dados do Departamento de Estatística do Trabalho dos Estados Unidos, divulgados pela Fiesp colocam os encargos sobre a folha salarial no Brasil à frente de Taiwan, Argentina, Coreia do Sul e México. No país, o total de encargos chegaria a 32,4% dos gastos com pessoal da indústria em 2009. Outro dado corrente, contestado pela Dieese, é que esses custos poderiam chegar a 102% do salário do trabalhador.

A diferença entre os percentuais justifica-se pelos itens que entram em cada cálculo. Nessa polêmica, existem duas interpretações principais. A versão mais comum entre empresários leva em conta um “conceito restrito de salário” que considera apenas a remuneração do tempo efetivamente trabalhado. Por essa visão, um trabalhador contratado por R$ 1.000 poderia custar R$ 2.020 por mês para a empresa.

Para isso, são “convertidos” em encargos direitos como a remuneração relativa ao repouso semanal, férias mais o adicional de um terço, feriados, 13º salário e aviso prévio em caso de demissão sem justa causa, por exemplo. Outras despesas, também obrigatórias, são ainda contabilizadas, como contribuição à Previdência Social; salário-educação; seguro de acidentes do trabalho; assistência social e formação profissional mantida pelo Sistema S; reforma agrária promovida pela Incra; e incentivos às micro e pequenas empresas, por intermédio do Sebrae.

A visão adotada pelo Dieese inclui – além do salário contratual mensal – férias, 13º salário e um terço de férias e salário recebido eventualmente como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outras verbas rescisórias. “Todas essas partes constituem aquilo que o trabalhador põe no bolso, seja em dinheiro vivo, seja na forma de uma espécie de conta-poupança aberta em seu nome pelo empregador (o FGTS).” Outros itens nada têm a ver com o trabalhador.

Questionável

O custo em dólar da mão de obra brasileira desmentiria a afirmação da Fiesp, sobre o impacto dos encargos sociais, indica o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. Ele considera que a remuneração no Brasil ainda é baixa em comparação com outros países.

“O Brasil tem o mais baixo valor de encargos trabalhistas entre 34 países pesquisados pelo Departamento de Estatística do Trabalho dos EUA. Em dólares, a média brasileira é de US$ 2,70 a hora, enquanto a média das outras 33 nações avaliadas é de US$ 5,80 por hora”, relata.

Artur defende que, se a carga brasileira é percentualmente maior como sustenta o setor industrial, em valores absolutos é menor. “Por serem reduzidos (os salários), acabam por exigir complementos como o FGTS e o 13º salário e, ainda assim, a média em dólar perde de longe para os países que a Fiesp usa como referência”, acredita o presidente da CUT.

Desoneração

A análise do Dieese é de que o estudo divulgado pela Fiesp serviria para engrossar o discurso de que é preciso desonerar a folha de pagamentos dos encargos sociais que incidem sobre ela. Entretanto, o órgão faz ressalvas às pretensões de entidades patronais. “Aquilo que se pretende é a redução dos encargos sociais propriamente ditos, ou é a eliminação pura e simples de itens que compõem a remuneração dos trabalhadores, disfarçada sob o rótulo de redução dos encargos sociais incidentes sobre os salários”, indaga o departamento.

Discussões sobre desoneração da folha de pagamento devem passar pela avaliação de fontes alternativas para o financiamento da Previdência Social e de programas educacionais e garantir a criação de emprego decente e apropriação dos benefícios por toda a sociedade, não apenas pelo meio empresarial, propõe o Dieese.

fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/07/encargos-sociais-representam-25-1-da-remuneracao-total-do-trabalhador-aponta-dieese-1

26/07/2011

O Brasil tem o mais baixo encargo trabalhista entre 34 países, diz a Fies p

Entidade patronal se atrapalha e deixa escapar: em dinheiro, o custo do trabalho no País é muito pequeno.

O Brasil tem o mais baixo valor de encargos trabalhistas entre 34 países pesquisados pelo Departamento de Estatística do Trabalho dos EUA (BLS, sigla em inglês. Em dólares, a média brasileira é de US$ 2,70 a hora, enquanto a média das outras 33 nações avaliadas é de US$ 5,80 por hora.

Essa é a conclusão mais evidente trazida por um texto publicado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” neste final de semana. Porém, essa informação, a mais clara de toda a reportagem, vinha apenas no penúltimo parágrafo.

Estranhamente, o título deste texto era “Brasil é o número 1 em encargos trabalhistas”.

Mas o texto não consegue defender a manchete, apesar do esforço.

O Estadão afirma que, segundo compilação feita pela Fiesp a partir de dados do BLS, o peso percentual dos “custos com mão de obra na indústria de transformação brasileira” é de 32,4%, contra a média de 21,4% dos demais.

Não há maiores detalhes sobre quais são esses custos, portanto não há dados amplos sobre qual a base de comparação usada pela Fiesp.

Mas, se esses números estiverem corretos, a diferença brasileira, em dólares, para os outros países, fica ainda mais espantosa. Imaginem, se a nossa carga é percentualmente maior, mas em valores monetários é tão menor, os proventos dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras são muito baixos em comparação com a média dos países industrializados.
Esse fato já conhecíamos, e insistimos nessa informação há muito tempo, como forma de desconstruir o falso discurso conservador de que o trabalho no Brasil é caro e tira competitividade do País. Só que não é sempre que a própria Fiesp deixa um dado como esse à mostra.

Cabe mais reparos ao texto do Estadão. O jornal elenca como “encargos” valores que, na verdade, são complemento salarial. O FGTS, a Previdência Pública e o 13º, citados na reportagem, retornam ao trabalhador – e ao mercado – como complemento salarial, na forma de poupança. Nem de longe são encargos.

Em estudo preparado pela subseção do Dieese na CUT Nacional, tomando como base dados do mesmo Departamento de Estatística dos EUA, referentes a 2008, a diferença do custo de mão de obra é ainda mais gritante. Enquanto na Alemanha é de U$36,07 a hora e nos Estados Unidos de US$ 25, 65, no Brasil a mão de obra/hora é de US$ 6,93 – o recorte do Dieese não mistura alhos com bugalhos e concentra-se na questão salário, daí a diferença e, também, uma chave para compreender a própria contradição dos números divulgados pela Fiesp.

A conjunção desses fatores e dados só reforça a impressão de que os salários no Brasil ainda são baixos. Por serem reduzidos, acabam por exigir complementos como o FGTS e o 13º e, ainda assim, a média em dólar perde de longe para os países que a Fiesp usa como referência.

E tudo a despeito de o real estar sobrevalorizado. Nem assim o valor do trabalho no Brasil chega a se aproximar da média internacional segundo o olhar BLS/Fiesp.

Sem esquecer de um dado fundamental, que precisa ser alardeado até que a elite econômica se convença de que há muito por fazer neste País e que não é retirando do trabalhador que chegaremos no ponto que queremos e desejamos: o índice GINI, usado para medir a concentração de renda, no Brasil atinge 0,56, perdendo apenas para Haiti, Bolívia e Tailândia num grupo de 14 países pesquisados. O GINI, utilizado pela ONU, é tão mais representativo de concentração de renda quanto mais próximo de zero.

Se a Fiesp quer cortar custos de seus associados botando o trabalhador como réu, enfrentará novamente nossa resistência.

Inda me lembro quando mãe dizia:/”A paciência sempre é bom guardar”/Meu pai, então, do canto respondia:/”O nosso exemplo deve te bastar”/Minha mãe calava/E calada chorava/E chorando vinha me pegar/Me pegava e abraçava/E abraçando falava/Esta vida eu sei que um dia vai mudar/A professora me repreendia/”Quem não estuda não come merenda”/Mas lá em casa meu pai me acudia/”Não há aquele que com que fome aprenda”/Minha mãe…/…mudar/E de ditado em ditado ouvindo/De dia em dia a vida encheu seu taco/Até parece que foi mesmo ontem/E ainda repito o dito dos retratos/Minha mãe…/…mudar/O meu maior pede uma bicicleta/A mãe diz pra ter fé que Deus dará/Eu do meu canto digo: eu só fiz isso/Então, sentei aqui pra não cansar/Minha mulher se cala/E calada chora/E baixinho, pede para eu me acalmar/A nós só resta a morte/Aos filhos toda a sorte/Esta vida eu sei que um dia vai mudar/E quem quiser que invente outra estória/Pois essa estória eu já conheço bem/Acaba sempre de volta ao começo/É viciada nesse vai e vem/Então você se cala e calado chora/e chorando busca no que acreditar/e bem baixinho fala mas também só fala/essa vida sei que um dia vai mudar (Gonzaguinha)

http://twitter.com/lucascassab.

26/07/2011

“O Veneno está na mesa” documentário de Silvio Tendler – lançamento

Por midiacrucis

O Comitê do Rio de Janeiro da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida convida para o lançamento do mais novo documentário de Silvio Tendler: O veneno está na mesa. O filme mostra o perigo a que se está exposto por conta do emprego de agrotóxicos na agricultura, e como este modelo beneficia as grandes transnacionais do veneno em detrimento da saúde da população.
A exibição será no dia 25 de julho, segunda-feira, às 20h, no Teatro Casa Grande. Depois da exibição do filme (50 min.), haverá debate com a participação do autor e de Letícia Rodrigues da Silva, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a agrônoma Nívia Regina, do MST-Via Campesina, e integrante da coordenação nacional da campanha.

Sinopse
O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.
O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os
cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.

A entrada é franca.

Esse evento faz parte das comemorações dos 45 anos do histórico Teatro Casa Grande que terá, a cada mês, sempre às 20h, uma palestra sobre temas do Brasil e de nossa inserção no mundo.

Não é necessário inscrição prévia: é só chegar antes da hora do início e aproveitar para visitar, no local, a pequena livraria da Editora Expressão Popular (www.expressaopopular.com.br). Estacionamento, PAGO, no Shopping Leblon.
O Teatro Oi Casa Grande (http://oicasagrande.oi.com.br/) fica na Rua Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon.
Organização
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida RJ
Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF http://amigosenff.org.br/site/),
Instituto Casa Grande (ICG http://institutocasagrande.wordpress.com/)
Jornal de Cultura e Política Algo a Dizer (www.algoadizer.com.br), que está publicando as transcrições das palestras na íntegra.
Esta será a sexta palestra do ciclo que teve o professor Emir Sader em março, João Pedro Stédile, dirigente do MST, em abril, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães em maio, Aleida Guevara em junho e, dia 18 de julho, o reitor da UFRJ Aluísio Teixeira.
http://midiacrucis.wordpress.com:80/2011/07/22/o-veneno-esta-na-mesa-documentario-de-silvio-tendler-lancamento/

25/07/2011

Esta crise se deve ao mecanismo de socialização das perdas e privatização dos lucr os

A crise global atual não se deve, afirma o economista italiano Carlo Vercellone, à falta de intervenção estatal, mas ao modo preciso como os Estados se moveram para salvar o capital. Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha (os PIGs, “porcos”, como estes países são chamados por suas iniciais em inglês) aparecem como os elos mais frágeis do Velho Continente, que hoje estouram socialmente e atualizam o debate sobre o destino das medidas de ajuste.

Vercellone, professor de Economia na Sorbonne, de Paris, foi convidado a vir a Buenos Aires pela Universidade de General Sarmiento, onde debateu com pesquisadores e economistas locais e desenvolveu sua tese de que estamos em um “capitalismo cognitivo” (que não tem nada a ver com o festejo das inovações tecnológicas na produção). Em conversa com Cash, Vercellone aporta uma perspectiva da crise, defende a atualidade das instituições do Estado de bem-estar e especula sobre as alternativas, ultrapassando as receitas neoliberais.

A entrevista é de Veronica Gago e está publicada no jornal argentino Página/12, 24-07-2011. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Como caracteriza a crise atual?

A crise global é absurda por duas razões articuladas. A primeira é que, efetivamente, a crise da dívida deriva da intervenção que diferentes Estados e instituições públicas fizeram para salvar o capital dos efeitos da própria crise produzida pelos mercados financeiros. Essencialmente, esta crise de dívida se deve a este tipo de mecanismo de socialização das perdas e privatização dos lucros, e a tentativa de evitar uma espiral deflacionista como a de 1929.

Isso significa que esta crise poderia ter sido evitada?

A Europa se encontra em uma situação em que poderia dispor, a nível macroeconômico, do conjunto dos instrumentos para evitar esta crise. Com exceção da Grécia, onde existia uma tendência de alta do gasto público, nos outros países a dívida pública é elevada apenas para salvar os bancos. Mas se a Europa simplesmente aceitasse criar moeda, rompendo com os artigos da Constituição Europeia que proíbem o Banco Central Europeu de adquirir diretamente os títulos da dívida pública dos Estados-membros, teria sido capaz de garantir a dívida soberana dos diferentes Estados. Desta maneira, a especulação dos mercados financeiros teria sido, de fato, praticamente bloqueada. Monetizar a dívida pública através da intervenção do banco central e negociar com o mercado como se fez no chamado Terceiro Mundo para reestruturar a dívida, teria evitado uma crise como a atual, porque o mercado teria que ceder. A questão é saber por que isto não foi feito.

E por quê?

Creio que há duas razões essenciais que fazem ver na Europa um exemplo fortíssimo do poder da renda no capitalismo contemporâneo. O Estado era muito forte quando havia uma regulação keynesiana da moeda que supunha uma relação entre o banco central e o tesouro público. Isso significava que quando o conflito social pressionava fortemente sobre as estruturas do Estado, este era obrigado a criar moeda para, em certo sentido, favorecer o desenvolvimento do salário socializado e financiar o serviço coletivo do Estado de Bem-estar Social. Quando se decide romper o cordão umbilical entre o banco central e o tesouro público, e instalar a regra monetarista da oferta de moeda, é feito para poder desvincular o governo da pressão e das demandas das lutas. Tudo isto com o pretexto oficial de reduzir o peso da dívida pública. Assim, quando se proíbe financiar o gasto público – e a expansão do salário social – através da criação monetária por meio do banco central, obriga-se o Estado para que vá buscar financiamento nos mercados financeiros. Este período corresponde ao começo dos anos 1980, à primeira grande fase de desenvolvimento do capital financeiro.

Mas os efeitos são outros.

Evidentemente, isto não se traduz na redução do gasto público, mas em sua explosão enquanto depende de duas variáveis: do crescimento do produto interno e do nível das taxas de juros. Tendo rompido com a política keynesiana, por um lado o crescimento diminui e, por outro, as taxas de juros explodem. O resultado é exatamente o contrário do que se pensava. Na realidade, foi uma passagem de mecanismos de poder: do mecanismo de regulação da moeda que favorecia o salário social para o mecanismo de regulação da moeda que favorece o poder da renda. Tudo isto leva a pensar que a Europa e suas instituições não sofrem tanto, como se diz, de uma falta de soberania política, mas que esta soberania política é completamente absorvida pelo poder da renda financeira.

Neste contexto, você reivindica a defesa dos direitos do Estado de Bem-estar Social.

Nesse contexto, entra em jogo de modo estratégico a questão da privatização dos serviços coletivos do Estado de Bem-estar Social. Como podemos constatar na crise atual, os setores em que a demanda tende a permanecer estável ou a crescer, apesar da crise, são os setores de primeira necessidade como os bens alimentícios ou as demandas para os setores da saúde e da educação. Na Europa, estes setores eram garantidos essencialmente pela lógica do Estado de Bem-estar Social, como uma lógica para além do mercado. Na Grécia, justamente, se está experimentando um mecanismo potente de privatização de serviços coletivos do Estado de Bem-estar Social porque, creio, representa uma das últimas fronteiras que se abre à expansão mercantil do capital.

Esses setores sociais não representam hoje a mesma coisa que há 30 anos.

Pode-se dizer que o desenvolvimento do capital durante o capitalismo industrial se fundou sobre a integração progressiva daquilo que em princípio era externo ao capital. Por exemplo, a própria esfera das necessidades era inicialmente externa ao capital, depois, pouco a pouco, o consumo privado foi se integrando à acumulação do capital. Em um certo ponto, com o desenvolvimento dos serviços coletivos do Estado de Bem-estar Social, se deu uma espécie de exterior pós-capitalista. Nesta fase, a posta em jogo estratégica é conquistar, como se se tratasse de uma necessidade objetiva, este exterior ao capital para poder reconduzi-lo ao interior da lógica da formação de capital. É preciso destacar que hoje setores como a saúde e a educação têm um novo papel: são essenciais para o controle biopolítico da população,são aqueles onde a demanda está destinada a crescer e ao qual o capitalismo não poderá responder eficazmente.

Fonte: IHU

25/07/2011

Atentado em Oslo – Noruega

Número de mortos sobe para 91 em Oslo

Publicado em 23/7/2011 5:04, por Rui Martins – de Genebra

É a maior tragédia cometida na Europa, depois dos atentados em Madri, há sete anos. Com uma diferença – os atentados a bomba no centro administrativo de Oslo, capital da Noruega, onde morreram sete pessoas, e os disparos contra os jovens, na ilha de Utoya, duas horas depois, na ilha de Utoya, matando 84 participantes de um congresso juvenil do Partido Trabalhista, parecem ter sido atos de uma só pessoa ligada à extrema-direita.

Embora a polícia até agora não tenha as razões que moveram o terrorista, ao que parece solitário, uma coisa parece certa – os atentados nada têm a ver com a Al-Qaeda e estariam ligados à crescente ascensão das antigas ideologias racistas neonazistas. Atualmente, os extremistas de direita constituem a segunda força política na Noruega, contrários ao aumento de imigrantes verificado nos últimos anos. Uma tendência que vem se afirmando nos países nórdicos, da Dinamarca à Suécia e que preocupa as lideranças européias.

Anders Behring Breivik, jovem de 32 anos, loiro, magro, um típico escandinavo, extremamente frio quando abatia os jovens na ilha de Utoya com seu fuzil-metralhadora, seria ligado ao movimento fundamentalista cristão, sendo se informou nesta manhã, em Oslo. Sabe-se também ser o autor dos disparos contrário ao Islã.

Rui Martins, de Genebra, com Redação e agências internacionais.

Anders Behring Breivik, 32 anos, um típico escandinavo, fundamentalista cristão, anti-Islã, de extrema-direita seria o autor dos dois atentados.

Publicado em 23/7/2011 6:50, por CMI Brasil  e por Frente Popular 23/07/2011 às 09:19

A Direita mostra a sua verdadeira face e vocação para apelar à violência e mata pelo menos 91 pessoas na Noruega

O suspeito dos ataques de sexta-feira, Anders Behring Breivik, de 32 anos de idade, tem opiniões políticas de direita, segundo a polícia.

O chefe de polícia Sveinung Sponheim disse que mensagens suas publicadas na internet “sugerem que ele tem opiniões políticas voltadas para a direita, anti-islâmicas”. “Mas ainda não sabemos se isso foi uma motivação para os eventos ocorridos”, disse ele à emissora norueguesa NRK.

Pouco se sabe sobre ele além do que foi publicado em sites de redes sociais como Facebook e Twitter e suas contas foram abertas apenas em 17 de julho.

Na sua suposta página do Facebook, ele se descreve como um cristão e um conservador. A página não está mais disponível, mas afirmava que ele se interessava por musculação, maçonaria e no poder do indivíduo.

Testemunhas nas ilhas Utoeya o descreveram como loiro, alto e vestido com um uniforme da polícia. A imagem no Facebook é de um homem loiro de olhos azuis.

O jornal norueguês Verdens Gang citou um amigo de Breivik dizendo que ele se voltou ao extremismo de direita quando tinha pouco menos de 30 anos de idade. O jornal diz também que ele participava de fóruns online expressando fortes opiniões nacionalistas.

Aparentemente ele não tinha treinamento militar específico, ou ficha criminal.

Acredita-se que Breivik tenha crescido e estudado em Oslo. Já adulto, mudou para fora da cidade e criou a empresa Breivik Geofarm, uma companhia agrícola para o cultivo de vegetais.

A imprensa norueguesa diz que por meio da empresa ele teria conseguido comprar fertilizantes, um ingrediente na fabricação de bombas.

Sua suposta conta do Twitter apresenta apenas uma mensagem, que cita o filósofo John Stuart Mill: “Uma pessoa com convicção tem a força equivalente a 100 mil que tenham interesses apenas”.

Publicado em 23/7/2011 6:32, por Deutsche Welle

Após o ataque devastador em Oslo e o massacre em um acampamento de jovens em uma ilha próxima à capital, a polícia norueguesa corrigiu o número de mortos na manhã deste sábado (23/07). Segundo os investigadores, os atentados ocorridos na sexta-feira deixaram pelo menos 91 mortos.

As autoridades confirmam que pelo menos 84 morreram na ilha de Utøya, perto de Oslo, onde mais de 500 jovens participavam de um acampamento de verão do Partido Trabalhista, ao qual pertence o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg. Outras sete pessoas foram mortas em consequência da explosão de uma bomba horas antes, junto à sede do governo norueguês, em Oslo.

Número de mortos pode aumentar

O primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, considerou os acontecimentos uma “tragédia nacional”, afirmando ser “a pior catástrofe desde a Segunda Guerra”. A polícia não descartou que o número de mortos no massacre na ilha ainda venha a subir.

Bildunterschrift: Foto do dia anterior ao massacre mostra jovens no acampamento do Partido TrabalhistaConforme as últimas informações da polícia em Oslo, um norueguês de 32 anos,  preso ainda na sexta-feira, seria o autor de ambos os ataques. O homem seria defensor de ideias de extrema-direita e, conforme os investigadores, de orientação “fundamentalista cristã”. Com ele, foram apreendidas duas armas de fogo, incluindo uma metralhadora.

Em uma entrevista coletiva na manhã de sábado, a polícia não quis dar detalhes sobre o atentado no acampamento em Utøya, sobre possíveis motivações e declarações do principal suspeito. As autoridades disseram apenas que o suposto autor não era, até então, alvo de investigações policiais e que, após ser preso, afirmou estar disposto a colaborar com a polícia.

Alvos relacionados com partido do governo

O motivo dos ataques permanece um mistério, embora ambos os locais alvejados tenham relação com o Partido Trabalhista. O atentado a bomba ocorreu nas proximidades da sede do governo social-democrata. O primeiro-ministro Stoltenberg deveria discursar neste sábado no acampamento da juventude de seu partido, na ilha onde ocorreu o massacre.

O centro da cidade de Oslo, onde a explosão provocou grande destruição, foi interditado por militares na manhã de sábado, para assegurar os trabalhos dos investigadores.

Após a explosão de uma bomba no distrito governamental de Oslo na tarde de sexta-feira, o suposto assassino teria se dirigido, conforme a atual versão da polícia, à ilha de Utøya, a 40 quilômetros de distância. Lá, disfarçado de policial, abriu fogo contra os mais de 500 participantes de um acampamento da juventude do Partido Trabalhista. Sobreviventes afirmaram ao canal de televisão NRK que houve pânico e caos.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Militares interditaram centro de OsloDesesperados, muitos dos adolescentes, com idade entre 14 a 17 anos, saltaram na água para fugir da ilha a nado. O assassino chegou a atirar também contra alguns deles.

Consternação internacional

De acordo com o canal de televisão NRK, o suposto autor dos ataques tem uma pequena empresa de produtos agrícolas, através da qual ele pode ter tido acesso a conhecimentos sobre fabricação de explosivos.

Em uma página na internet considerada crítica ao islamismo, podem ser encontradas opiniões de tendências nacionalistas publicadas sob o nome do suspeito, nas quais o multiculturalismo é considerado “marxismo cultural” e “ideologia antieuropeia de ódio cujo objetivo é destruir a cultura e a identidade europeias e o cristianismo”.

A comunidade internacional se mostrou abalada pelos atentados. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente dos EUA, Barack Obama condenaram os ataques. O presidente alemão, Christian Wulff, enviou um comunicado de pesar ao rei norueguês, Harald V. O governo brasileiro também emitiu uma nota condenando a violência empregada. O premiê britânico, David Cameron, ofereceu ajuda à Noruega, entre outras medidas, através de uma cooperação dos serviços secretos de ambos os países.

MD/dpa/dadp/lusa

Revisão: Nádia Pontes

Enviado em 22 de julho 2001 e publicado em 23/7/2011 7:57, por José Dirceu

Em nome do governo e do povo brasileiros, a presidenta Dilma Rousseff enviou nota de pesar ao primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, diante dos consternadores atentados que, segundo a polícia, mataram ontem 91 pessoas naquele país.

Sete morreram vítimas de bomba que explodiu no prédio do gabinete do chefe do governo em Oslo (outras 15 pessoas ficaram feridas) e 84, pela ação do franco-atirador no acampamento da juventude na ilha de  Utoya.

Vejam a íntegra da nota da chefe do governo brasileiro a seu colega da Noruega:

“Senhor Primeiro-Ministro,

Foi com profunda consternação que recebi a notícia dos atentados ocorridos hoje, 22 de julho, na Noruega.

Gostaria de estender, em nome do governo e do povo brasileiros, nossos sinceros sentimentos de pesar e solidariedade ao Reino da Noruega e às famílias das vítimas.

Mais alta consideração,

Dilma Rousseff

Presidenta da República Federativa do Brasil”

 http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/07/atentado-em-oslo-noruega.html

http://goo.gl/cHeSg /tweeter

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