Archive for julho 28th, 2011

28/07/2011

Público lota sessão de lançamento do filme “O veneno está na mesa”

Por Sheila Jacob – NPC com fotos de Diana Helene, do SOLTEC/UFRJ

No último dia 25/07, o Teatro Casa Grande ficou pequeno para as mais de 500 pessoas que assistiram ao lançamento de “O veneno está na mesa”, o mais novo documentário do cineasta Silvio Tendler. O filme, feito para a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, mostra em apenas 50 minutos os enormes prejuízos causados por um modelo agrário baseado no agronegócio.. Além dos ataques ao meio ambiente, os venenos cada vez mais utilizados nas plantações causam sérios riscos à saúde tanto do consumidor final quanto de agricultores expostos diariamente à intoxicação. Nessa história toda, só quem lucra são as grandes empresas transnacionais, como a Monsanto, Syngenta, Bayer, Dow, DuPont, dentre outras.

O documentário aborda como a chamada Revolução Verde do pós-guerra acabou com a herança da agricultura tradicional. No lugar, implantou um modelo que ameaça a fertilidade do solo, os mananciais de água e a biodiversidade, contaminando pessoas e o ar. Nós somos as grandes vítimas dessa triste realidade, já que o Brasil é o país do mundo que mais consome os venenos: são 5,2 litros/ano por habitante. A ANVISA denuncia que, em 2009, quase 30% dos mais de 3000 alimentos analisados apresentaram resultados insatisfatórios, com níveis de agrotóxicos muito acima da quantidade tolerável. Os produtos orgânicos, mais indicados, são de difícil acesso à população em geral devido ao alto custo.

Apesar do quadro negativo, o filme aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola. Este é o caso de Adonai, um jovem agricultor que individualmente faz questão de plantar o milho sem veneno, enfrentando inclusive programas de financiamento do governo que tem como condição o uso desses agrotóxicos. Outro exemplo vem da Argentina: em 2009, a presidenta Cristina Kirchner ordenou à ministra da saúde, Graciela Ocaña, a abertura de uma investigação oficial sobre o impacto, na saúde, do uso de agrotóxicos nas lavouras. Enquanto isso, no Brasil, há incentivo fiscal para quem usa esses produtos, gerando uma contradição entre a saúde da população e a economia do país, com privilégio da segunda.

Debatedores destacam a importância do filme para divulgação do assunto

Em debate realizado após a exibição, o cineasta lembrou que o teatro Casa Grande nesta noite reiterou seu papel de resistência: enquanto na época da ditadura civil-militar reunia estudantes e militantes contra o inimigo fardado, “hoje o espaço serve para combater um inimigo invisível, que está diariamente em nossas mesas”. Letícia da Silva, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), destacou o papel fundamental do filme para a divulgação e a conscientização de um perigo que a gente nem sabe que corre. “Estamos aqui inclusive na luta por democracia, já que só as transnacionais são ouvidas neste assunto”.

Letícia explicou ainda como as transnacionais dos venenos trabalham para que seus produtos não sejam retirados do mercado no Brasil, mesmo sendo proibidos nos exterior: “Primeiro, tentam desqualificar nossos argumentos com pesquisas científicas mostrando que os agrotóxicos não fazem mal; depois, recebemos pressão diretamente de deputados ligados à bancada ruralista; por fim, entram com ações na justiça para continuar a venda dos agrotóxicos.”

Alexandre Pessoa, da Escola Politécnica Joaquim Venâncio (EPSJV/FIOCRUZ), afirmou que esta é uma luta não apenas contra os venenos, mas sim por um outro modelo de desenvolvimento, que priorize a vida e não os lucros. “Em julho do ano que vem o Brasil será sede de um encontro organizado pela ONU que irá discutir o modelo de desenvolvimento de vários países. Trata-se do Rio +20, momento apropriado para que os movimentos sociais exponham para o mundo o modelo que queremos, em contraste com o que está sendo desenvolvido”. Por fim, Nívia Regina, do MST, falou sobre a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, lançada em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. O objetivo é unir movimentos sociais e instituições públicas comprometidas para fazer críticas e propor alternativas ao atual modelo perverso de desenvolvimento do campo.

O Veneno está na mesa será em breve distribuído gratuitamente, além de ser exibido pela internet. Pelo BoletimNPC e Boletim do MST Rio divulgaremos como obter o vídeo, importante instrumento de denúncia e de conscientização para uma ameaça presente diariamente em nossas mesas.


Comitê da Campanha do Rio entrega camisas aos debatedores

28/07/2011

Secom/RS inaugura a série de debates “Comunicação em Pauta” – Participe!

Seminários Comunicação em Pauta

A série de seminários regionais intitulada “Comunicação em Pauta – O que já mudou e o que ainda precisa mudar”, terá início na quinta-feira (28), em Santa Maria. Organizados pela Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom), os seminários servirão de palco para debates sobre marco regulatório das comunicações, convergência tecnológica, fortalecimento do sistema público de comunicação, entre outos temas. O evento que inaugura a série de debates acontece a partir das 18h30min no auditório da CACISM, na Rua Venâncio Aires, n° 2035, no Centro de Santa Maria.

Serão realizados nove encontros regionais, baseados nas Regiões Funcionais de Planejamento do Estado. Dois deles serão temáticos, com pautas voltadas à discussão sobre a Mulher e a Mídia e o Negro e a Mídia. Haverá ainda um Seminário estadual, com previsão para acontecer em dezembro deste ano em Porto Alegre, finalizando a série de debates.

Para os painéis desta primeira edição do Comunicação em Pauta em Santa Maria, foram convidados especialistas em televisão pública, em direito à comunicação e em inclusão digital. Participam ainda o diretor-geral da Secom, Luciano Ribas, representando a secretária Vera Spolidoro, a diretora de Políticas Públicas, Claudia Cardoso, que irá mediar os debates, além de membros das equipes de Políticas Públicas e de Relações Públicas da Secretaria.

Segundo Cláudia Cardoso, a realização dos seminários Comunicação em Pauta tem como objetivos reativar os movimentos sociais pró-conferência estadual de comunicação, conhecer a realidade e acolher as demandas “dos que fazem comunicação” nas diversas regiões do estado e promover a participação do poder público no debate sobre o direito à comunicação.

Os interessados em participar devem entrar em contato com a equipe de Políticas Públicas da Secom: Josué Lopes, telefone (51)3210 4270, josue-lopes ou Ramênia Cunha, (51)3210 4310, ramenia-cunha.

Programação:

Evento: Seminário Comunicação em Pauta – O que já mudou e o que ainda precisa mudar
Data: 28 de julho de 2011, a partir das 18h30min
Local: Rua Venâncio Aires, 2035 – Centro – Santa Maria

Painel 1: Direito à Comunicação – Importância de um novo marco regulatório e dos conselhos de comunicação social
Painelista: Andréa de Freitas – Delegada à Confecom 2009, Secretária Adjunta da Secretaria de Comunicação de Canoas – RS

Painel 2: Inclusão Digital
Painelista: Cláudio Dutra – Vice-presidente da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs)

Painel 3: TV Comunitária – Comunicação pública e a Telesur
Painelista: Carlos Alberto Almeida – Jornalista, presidente da TV Cidade Livre de Brasília – DF

Texto: Carla Kunze
Edição: Redação Secom (51)3210-4305

* Divulgue essa informação e participe dos debates. Siga-nos no Twitter @amigosdetarso

28/07/2011

Internet brasileira abocanhou mais de R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre

Internet brasileira abocanhou mais de R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre

Faturamento publicitário da internet dispara no primeiro semestre de 2011

Internet faturou mais de 2,2 bilhões de reais em publicidade no primeiro semestre, um avanço superior a 52% em relação a igual período de 2010.

Apesar do crescimento da receita publicitária da internet, sua participação no “bolo” ainda é pequena, mas proporcionalmente o crescimento foi o maior entre todas as outras mídias.

TV, jornais e revistas ficaram abaixo da média e continuam em declínio.

Há que se considerar positivo o crescimento da receita da internet, apesar da concentração desses ganhos pertencer a portais ligados a grandes grupos de comunicação. O fato positivo, dentro de um contexto de diversidade e múltiplas opiniões e representações, é que, mesmo a reboque dos grandes sites, as pessoas estejam aumentando a audiência na rede e podendo acessar a muitas opções que a internet oferece, desde o entretenimento até a informação relevante.

Os grandes portais seduzem os internautas, que acabam, depois, por navegar nos mais diversos endereços virtuais, como neste blog e em tantos outros, por exemplo, encontrando idéias e contextos diferentes.

Na rede, por mais que ainda haja predomínio dos grandes grupos de comunicação, o controle da audiência na busca por conteúdo é uma tarefa muito mais difícil.

Por isso é mais do que necessário, na verdade se impõe, como requisito imprescindível para a democratização dos meios de comunicação, consequentemente da internet, que o governo torne, o quanto antes possível, realidade para milhões de brasileiros que ainda não possuem acesso a internet de forma rápida e a custo baixo, acessível para as camadas mais pobres da sociedade, como prevê o PNBL, que aos poucos vai se desenhando, mas ainda lento e vacilante em suas determinações.

Com mais gente tendo acesso a conteúdos diversos, mais provável que haja o esgotamento do pensamento único, disseminado insistentemente pelos conglomerados da notícia e do entretenimento.

Confira os números e a matéria publicada no Ig, um desses gigantes da web brasileira:

Publicidade na internet cresce mais de 50% no primeiro semestre

Segmento foi de melhor desempenho no período, segundo o Ibope Monitor; avanço total do mercado foi de 13,7%

A internet segue na dianteira do crescimento do mercado publicitário brasileiro, segundo o relatório mais recente do Ibope Monitor, que apura os principais anunciantes e agências do País. Na internet, os investimentos publicitários somaram R$ 2,24 bilhões no primeiro semestre, montante 52,5% maior que o do mesmo período de 2010.

A alta ficou bastante acima do crescimento médio do mercado publicitário registrado de janeiro a junho. Com aportes totais de R$ 39,9 bilhões, a indústria avançou 13,7%. A TV segue na liderança isolada, com 53% do bolo, mas seu crescimento, de 13%, ficou abaixo da média geral – a fatia foi de 54% no primeiro semestre do ano passado.

Os jornais, que seguem na segunda posição do ranking, também cresceram, mas seu avanço foi o mais baixo entre todas as mídias analisadas: alta de 6,8%, para R$ 21,3 bilhões. Menor que esse desempenho, apenas o registrado na publicidade em cinemas, que caiu de um ano a outro – mas esse segmento não chega a representar 1% do total da publicidade brasileira.

Os outdoors tiveram o segundo melhor desempenho no primeiro semestre, mas seu avanço, de 38,9%, não mudou o panorama do mercado porque esse canal recebeu ínfimos 0,15% do total do bolo de investimentos. O crescimento da internet, por sua vez, fez a web passar de 4% para 6% do total, o que fez dela a única mídia a ganhar pontos no ranking. Esse avanço a afastou do rádio, com o qual estava empatada, e a aproximou da TV a cabo, atualmente responsável por 8% dos investimentos publicitários do País.

Atenciosamente,

Fernanda Favoratto Martins
Rede de Participação Política / Redes de Desenvolvimento Local
Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – Sistema FIEP
Fone: +55 (41) 3271-7613 Cel: +55 (41) 8821-2161
fernanda.favoratto
@ Fer_Favoratto

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