Arquivo para dezembro 14th, 2011

14/12/2011

Entre “Diárias” e “Aumento dos Salários” dos Vereadores em Sarandi… O que a População acha disso?

Por  Dr. Allan Marcio

Não só Sarandi, mas o Brasil passa por um processo de moralização do gasto público como nunca. O fenômeno da “Transparência Pública”, além de ser reforçada pela “Lei de Responsabilidade” vem aos poucos conquistando muitos homens de bem lutando pelo “bem comum” através da conectividade cidadã das redes sociais e bairristas.

Realmente, a mentira a cada dia tem suas pernas mais encurtadas, graças ao trabalho e empenho participativo de diversos setores da sociedade comprometidos em repaginar não só seus “rostos”, mas seus valores e caráteres de nossas classes gestoras e legisladoras de nossa nação ou cidade.

Neste cenário, o presente estudo entre “Diárias” e “Aumento dos Salários” dos Vereadores, realiza um levantamento e interpretação da evolução das mesmas de Junho a Dezembro de 2011[1].

Observando as Tabelas 1 e 2 abaixo, conforme levantamento das diárias anterior, o ritmo de uso das mesmas manteve na mesma fome voraz de antes. Entretanto, contou com um detalhe curioso em relação ao edil, Roberto Grava, donde não fez mais uso do expediente parlamentar das “Diárias”.

Tabela 1 – Evolução das Diárias dos Vereadores 2011 – JUN – SET

 Outro dado curioso demonstrado no levantamento é o montante acumulado de “diárias” de Junho até Dezembro no valor de R$ 59.112,21, valor esse superior a um mês de vencimentos dos nobres Vereadores, ou seja, em um ano de diárias, daria para pagar um mês de salários dos edis ou a folha de pagamento dos Efetivos.

A Câmara hoje contém com um corpo de servidores “Efetivos” de 11 somados aos mais de 24 Cargos em Comissão (“CCs”) chegando a 35 funcionários lotados, onde a Folha de Pagamento – Comissionado equivale a R$ 39.826,35, enquanto a dos Efetivos é R$ 35.253,74. Então só com o impacto do “reajuste” dos subsídios dos Vereadores – R$ 350 mil – dariam para pagar mais 10 Servidores Efetivos.

Tabela 2 – Evolução das Diárias dos Vereadores 2011 – OUT – DEZ**

 Analisando os gastos por “Trimestres”, de Junho a Agosto/11 o gasto médio de diárias por Vereadores, excluído o Vereador “Bianco” e “Aguiar”, foi de R$ 1.353,91, enquanto de Setembro a Novembro/11, foi R$ 1.244,57, ou seja, houve uma tímida redução de 8,2% nos gastos com “Diárias” no legislativo municipal.

Avançando um pouco mais nas “Diárias”, em Agosto, Setembro e Novembro foram os meses que extrapolaram o teto de R$ 10 mil e, pasmem, mesmo após a votação do aumento dos salários, houve também neste fatídico mês uma elevação do montante das diárias, conforme Tabela 2, porque será?

Assim, os Gastos com “Diárias” chega em média a mais de R$ 3,9 mil por Vereador por mês entre Junho a Dezembro/11, enquanto isso nossos ginásios públicos faltam recursos para suas aguardadas reformas.

**Os levantamentos são até 09/12/11

No “Ranking” dos Vereadores com maiores diárias em Sarandi destacamos praticamente “empatados” o edil Rafael do Povão com R$ R$ 9.249,50 e o Belmiro Farias com R$ 9.122,00, seguido do João Lara com R$ 8.531,21 segundos os dados analisados de Junho a 09 de Dezembro de 2011.

Tabela 3 – Impacto Orçamentário do Aumento dos Subsídios dos Vereadores para 2012

Neste contexto de 2009 para 2010 os Recursos para a Câmara de Vereadores aumentaram 20%. Enquanto da Saúde cresceu apenas 3,02%.

Assim, o impacto deste “aumento de salários” dos vereadores, na ordem de R$ 798 mil por ano multiplicado por 4 anos mais os Encargos Sociais, daria algo próximo a R$ 4,1 milhões numa gestão só, o bastante para construir quase 10 Creches Municipais, conforme Tabela 3, acima.

Não descartamos a importância do uso do expediente das diárias, porém necessita de muita prudência e senso pelo bem comum na ocasião do seu uso para não banaliza-la em prol de benefícios não muito cidadão.

Assim, a “quantidade” de Vereadores nem sempre confirma a “qualidade”, nem tampouco um melhor “Salário” condiz com uma melhor produtividade na atuação de nossos “fiscais públicos” diante dos mandos e desmandos do poder público onde o eleitor, em última analise, pagará a conta.

Portanto, a nossa Câmara de Vereadores precisa rever suas atividades legislativas e redirecionar sua estrutura jurídica e política visando priorizar a confecção de Projetos de Leis com mais “qualidade” visando preencher as lacunas históricas da gigantesca dívida social herdadas do passado por falta de planejamento estratégico continuado e comprometido com a justiça social do sarandiense.

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14/12/2011

A mídia não sabe o que fazer com “A privataria tucana”

Artigo sugerido por Edson Osvaldo Melo

Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?

Por Gilberto Maringoni*

Há uma batata quente na agenda nacional. A mídia e o PSDB ainda não sabem o que fazer com A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. A cúpula do PT também ignora solenemente o assunto, assim como suas principais lideranças. O presidente da legenda, Rui Falcão, vai mais longe: abriu processo contra o autor da obra, por se sentir atingido em uma história na qual teria passado informações à revista Veja. O objetivo seria alimentar intrigas internas, durante a campanha presidencial de 2010. A frente mídia-PSDB-PT pareceria surreal meses atrás.

Três parlamentares petistas, no entanto, usaram a tribuna da Câmara, nesta segunda, para falar do livro. São eles Paulo Pimenta (RS), Claudio Puty (PA) e Amaury Teixeira (BA). O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) começa a colher assinaturas para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os temas denunciados no livro. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) indagou: “Nenhum jornalão comentou o procuradíssimo livro A privataria tucana. Reportagens sobre corrupção têm critérios seletivos?”

O silêncio dos coniventes
O silêncio maior, evidentemente, fica com os meios de comunicação. Desde o início da semana passada, quando a obra foi para as livrarias, um manto de silêncio se abateu sobre jornais, revistas e TVs, com a honrosa exceção de CartaCapital.

As grandes empresas de mídia adoram posar de campeãs da liberdade de expressão. Acusam seus adversários – aqueles que se batem por uma regulamentação da atividade de comunicação no Brasil – de desejarem a volta da censura ao Brasil.

O mutismo sobre o lançamento mais importante do ano deve ser chamado de que? De liberdade de decidir o que ocultar? De excesso de cuidado na edição?

Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Que acordo foi selado entre os grandes meios para que uma das grandes pautas do ano fosse um não tema, um não-fato, algo inexistente para grande parte do público?

Comissão da verdade
Privatização é um tema sensível em toda a América Latina. No Brasil, uma pesquisa de 2007, realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Ipsos detectou que 62% da população era contra a venda de patrimônio público. Nas eleições de 2006, o assunto foi decisivo para a vitória de Lula (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).

Que a imprensa discorde do conteúdo do livro, apesar da farta documentação, tudo bem. Mas a obra é, em si, um fato jornalístico. Revela as vísceras de um processo que está a merecer também uma comissão da verdade, para que o país tome ciência das reais motivações de um dos maiores processos de transferência patrimonial da História.

Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?

O expediente não é inédito. Há 12 anos, outra investigação sobre o mesmo tema – o clássico O Brasil privatizado, de Aloysio Biondi – alcançou a formidável marca de 170 mil exemplares vendidos. Nenhuma lista publicou o feito. O pretexto: foram vendas diretas, feitas por sindicatos e entidades populares, através de livreiros autônomos. O que valeria na contagem seriam livrarias comerciais.

E agora? A privataria tucana faz ótima carreira nas grandes livrarias e magazines virtuais.

Deu no New York Times
O cartunista Henfil (1944-1988) costumava dizer, nos anos 1970, que só se poderia ter certeza de algo que saísse no New York Times. Notícias sobre prisões, torturas, crise econômica no Brasil não eram estampadas pela mídia local, submetida a rígida censura. Mas dava no NYT. Aliás, esse era o título de seu único longa metragem, Tanga: deu no New York Times, de 1987. Era a história de um ditador caribenho que tomava conhecimento dos fatos do mundo através do único exemplar do jornal enviado ao seu país. As informações eram sonegadas ao restante da população.

Hoje quem sonega informação no Brasil é a própria grande mídia, numa espécie de censura privada. O título do filme do Henfil poderia ser atualizado para “Deu na internet”. As redes virtuais furaram um bloqueio que parecia inexpugnável. E deixam a mídia bem mal na foto…

* Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5354

14/12/2011

Em noite de homenagens, CUT reforça compromisso com a liberdade e com democracia

Central resgata história de lutadores no dia em que AI-5 impunha uma das maiores vergonhas da história do Brasil

Por Luiz Carvalho

  Roberto Parizotti

Wagner Tiso abre o prêmio CUTWagner Tiso abre o prêmio CUT

A data, o lugar e os convidados. Nada foi por acaso na celebração do 1.º Prêmio CUT Democracia e Liberdade Sempre que a Central Única dos Trabalhadores promoveu na noite dessa terça-feira (13), no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA).

No mesmo dia em que em 1968 o governo do general Costa e Silva baixava o Ato Institucional Número 5 (AI-5), responsável por fechar o Congresso, cassar mandatos parlamentares e suspender a garantia de habeas-corpus para os cidadãos brasileiros, a maior central sindical do Brasil e da América Latina rendeu uma homenagem a representantes dos movimentos sociais que ajudaram ou ajudam a construir diariamente a democracia brasileira.

A cerimônia começou pouco depois das 20h, com a apresentação do maestro Wagner Tiso, autor do música-tema da campanha pelas eleições diretas no país e um dos fundadores do PT. Coube ao grupo de teatro popular União e Olho Vivo, fundado em 1966 para resistir à repressão por meio da arte, executar o hino nacional de uma forma bem brasileira, com viola caipira, batuque e berimbau.

Carlos Marighella presente – Sobre o palco que por diversas vezes serviu para manifestações contra a repressão, os atores Paulo Betti e Ester Góes comandaram a celebração e iniciaram lembrando os 100 anos que Carlos Marighella completaria em 2011. Ele foi executado covardemente pelos militares em 1969.

Também foram citados os colaboradores da CUT na escolha dos candidatos aos prêmios: a jornalista Denise Fon, o sociólogo Emir Sader, o ex-deputado federal e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o diretor do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Rildo Marques.

O artista plástico Elifas Andreato, outra voz que enfrentou a ditadura e autor do prêmio entregue aos escolhidos, não foi esquecido. E como a democratização do país passa pela democratização da comunicação, o blogueiro Eduardo Guimarães, em nome do Encontro de Blogueiros Progressistas também levouum troféu. “Uma das razões pelas quais o Brasil mergulhou na ditadura foi a falta da democracia na comunicação. Porém, os impérios continuam aí, mentindo e caluniando”, criticou, antes de citar como exemplo o absoluto silêncio da velha mídia a respeito do livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Junior, que  relata as maracutaias no processo de privatizações durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

  Roberto Parizotti

Diversas entidades que lutam pelos direitos humanos compareceramDiversas entidades que lutam pelos direitos humanos compareceram

O público decidiu
Os nomes definidos pela comissão e votados pelo público no site da CUT trouxeram uma característica em comum: a citação a outros lutadores que não estão mais presentes.

Como foi o caso da primeira das homenageadas, vencedora em “Personalidade de destaque na luta pela Redemocratização do Brasil”, a assistente social e professora, Rosalina Santa Cruz. “Quero dedicá-lo (o prêmio) a Fernando Santa Cruz (irmão de Rosanalina e desparecido político), como a muitos outros brasileiros, assassinados nos campos de extermínio semelhantes ao da Alemanha nazista, ao que tivemos na Argentina, no Chile, na Guatemala e Uruguai. Às mulheres que lutaram por uma pátria socialista dando suas vidas por isso”, disse, ao lado de Idibal Pivetta e Maria Augusta Capistrano, os outros indicados.

Rosalina não deixou passar em branco a tarefa do governo diante das atrocidades cometidas pelo Estado durante o período da ditadura. “Exigimos que o governo brasileiro faça uma Comissão da Verdade legítima, que vá além dos nossos inúmeros relatos e apure a responsabilidade daqueles que torturaram e assassinaram”, cobrou.

  Roberto Parizotti

Emocionada, Maria Augusta (à esquerda) recebe um abraço de RosalinaEmocionada, Maria Augusta (à esquerda) recebe um abraço de Rosalina

Ganhador em “Personalidade de destaque na luta por Democracia, Cidadania e Direitos Humanos”, Frei Betto, esteve ao lado de Gegê, líder do Movimento de Moradia do Centro de São Paulo (MMC), e da representante de Clara Charf, militante e viúva de Carlos Marighella. “Não somos concorrentes, somos companheiros lutando pela mesma causa”, disse Frei Betto, resumindo o espírito da noite. “Esse prêmio não é de uma pessoa, é de um movimento”, finalizou, para depois dedicá-lo justamente a Marighella e a Egídio Brunetto, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) na região do Mato Grosso do Sul, que perdeu a vida em um acidente automobilístico no dia 28 de novembro.

Antes de ir, deixou um recado. “Espero que a CUT preserve a autonomia e lembre-se que governo é igual feijão, só funciona em panela de pressão.”

Luta no campo – Como “Personalidade de destaque na luta por Democracia e Direitos dos Trabalhadores” o público escolheu a farmacêutica cearense Maria da Penha, cuja luta deu origem a uma lei para punir a violência doméstica contra as mulheres. Ela não pode comparecer e foi representada por Tião Simpatia, repentista autor da Lei Maria da Penha em cordel. Ao seu lado estavam familiares de Abdias do Nascimento, ativista do movimento negro que foi perseguido político desde o Estado Novo, obrigado a afastar-se do Brasil durante a ditadura militar e a viúva de Virgílio Gomes, operário químico assassinado por agentes da repressão em 1969.

Por motivos de saúde, o bispo Dom Pedro Casaldáliga também não pode comparecer para receber o prêmio de “Personalidade de Destaque na luta por Democracia e Justiça no Campo”. Mas, enviou uma representante que leu uma carta onde ele alertava: “propomos uma utopia a altura de uma sociedade em construção fundada na profunda riqueza da dignidade do trabalho. Não podemos servir a dois senhores, o do capital e o do trabalho ao mesmo tempo”, citou, ao lado de Valdir Ganzer e Manoel da Conceição, os outros dois concorrentes.

  Roberto Parizotti

Paulo Okamoto (à direita) lê mensagem enviada pelo ex-presidente Lula sob olhares de Artur e Carmen Foro (secretária do Meio Ambiente da CUT)Paulo Okamoto (à direita) lê mensagem enviada pelo ex-presidente Lula sob olhares de Artur e Carmen Foro (secretária do Meio Ambiente da CUT)

A última categoria, “Instituição de Destaque na luta por Democracia e Liberdade”, foi vencida pelo MST, representado por Gilmar Mauro, dirigente nacional do movimento, acompanhado pela viúva de Egídio Brunetto. “Somos apenas portadores do nosso movimento, que só existe graças à solidariedade de muitos que estão aqui”, disse Mauro.

Homenagem a Lula – Por fim, coube a homenagem a uma personalidade vencedora da categoria Destaque na Luta por Democracia e Liberdade, em que não houve votação popular. Porém, considerando os aplausos que arrancou da platéia ao ter seu nome anunciado, certamente o indicado pela comissão cutista não sofreria resistência: trata-se do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, representado na ocasião pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto.

Em sua apresentação, Okamoto comentou que uma das missões do instituto é criar o Memorial da Democracia para contar um pouco da luta dos trabalhadores que construíram as instituições ali presentes.

  Roberto Parizotti

Presidente Artur Henrique encerra cerimôniaPresidente Artur Henrique encerra cerimônia

A mensagem que leu de Lula trazia o orgulho pela lembrança. “Ter meu nome associado à luta pela democracia e pela liberdade me enche de orgulho, mais ainda se vem dos trabalhadores.”

Não deixar a história morrer
Presidente nacional da CUT, Artur Henrique, encerrou a cerimônia e apontou as duas tarefas prioritárias do prêmio: resgatar a história de quem defendeu a democracia e a liberdade e continuar essa luta para que o período sombrio jamais retorne. Luta que envolve, inclusive, a transformação do modelo de sindicalismo no Brasil.

“Queremos a liberdade também para que o trabalhador possa decidir como organizar o seu sindicato, sem interferência do Estado. Por isso esse prêmio é parte de nossa campanha em defesa da Convenção 87 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que trata da liberdade e da autonomia sindical”, encerrou.

Fonte: http://www.cut.org.br/destaques/21597/em-noite-de-homenagens-cut-reforca-compromisso-com-a-liberdade-e-com-democracia

14/12/2011

O combustível que faltava!

Do Facebook de Fael Miranda

“Cachaça pura derruba a ditadura…
Cachaça com limão pra fazer a revolução!”

14/12/2011

Governo Federal vai acabar também com o “Um milhão de Cisternas”? Que beleza!

Do blog da Maria_Fro

Incompetente para regular as ONGs o governo federal joga todas elas no mesmo saco e põe em risco programas incríveis como o que combate a seca no semi-árido, coibindo a participação da sociedade civil organizada e mais uma vez estimulando o capital privado.

Dá para continuar animada com este governo? Como? Mas quando se trata de leva água para o agronegócio…  não vemos nenhum retrocesso, ou alguém aí ouviu falar em paralização das obras de transposição das águas do Rio São Francisco? Para o agronegócio tudo: reforma do código florestal, perdão do desmatamento, estímulo aos agrotóxicos…

Decisão do MDS pode levar ao fim o Programa Um Milhão de Cisternas

Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA),
Fonte do PDF: Advivo

“A dor da morte é não acabar com o nordestino
A dor do nordestino é ter as pena exagerada”
(Guerra de Facão – Wilson Aragão)

Após oito anos de parceria com o Governo Lula, a decisão do governo federal, expressa pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), de não mais renovar os Termos de Parceria com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), pode levar ao fim uma das ações mais consistentes de garantia de água para as famílias do meio rural semiárido: o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). Sem dúvida o maior programa com apoio governamental de distribuição de água e cidadania, em uma região onde antes só existia fome, miséria e a indústria da seca.

O P1MC, premiado até pela Organização das Nações Unidas (ONU), gestado e executado pela ASA (rede de organizações da sociedade civil), já beneficiou diretamente mais de dois milhões de pessoas, em 1.076 municípios, a partir da construção de quase 372 mil cisternas de placas, envolvendo 12 mil pedreiros e pedreiras. Os resultados são tão expressivos que a construção de cisternas se configura como a principal proposta do Programa Água para Todos. (grifos nossos)

A argumentação é que a partir de agora o governo federal vai priorizar a execução do Programa, que integra o Plano Brasil Sem Miséria, apenas via municípios e estados, excluindo a sociedade civil organizada. A sugestão dada pelo MDS é que a ASA negocie sua ação em cada um dos estados contemplados.

Para além da parceria com estados e municípios, o governo também anuncia a compra de milhares de cisternas de plástico/PVC de empresas que começam a se instalar na região. Ou seja, o governo não apenas rompe com a ASA, mas amplia a estratégia de repasse de recursos públicos para as empresas privadas. (grifos nossos)

Consideramos isso um retrocesso, o que pode gerar um retorno claro e nítido a velhas práticas da indústria da seca, onde as famílias são colocadas novamente como reféns de políticos e empresas, tirando-lhes o direito de construírem sua história. É também uma tentativa de anular a história de luta e mobilização no Semiárido, devido à incapacidade do próprio governo em atuar com as ONGs, sem separar o joio do trigo, e não ter, até hoje, construído um marco regulatório para o setor, uma das promessas de campanha da presidenta Dilma. (grifos nossos).

A autonomia da execução das suas ações e a transparência no uso dos recursos sempre foi base para esse trabalho. Vale salientar que a ASA foi considerada pelo ministro chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage Sobrinho, na abertura do Seminário Internacional sobre Marco Legal, e pelo secretário executivo do mesmo órgão, Luiz Navarro, em programa aberto de TV, um exemplo na gestão de recursos públicos.

As ações da ASA não são reconhecidas apenas no Brasil, que renderam uma dezena de prêmios, a exemplo do Prêmio Direitos Humanos – categoria Enfrentamento à Pobreza, promovido pelo próprio governo federal e entregue pelo então presidente Lula, no final do ano passado, mas também internacionalmente, como referência de gestão e inclusão social no campo do acesso à água e do direito à segurança alimentar e nutricional das famílias carentes do Semiárido (ONU).

Nesse contexto, a ASA avalia que o Estado precisa cumprir sua função na garantia dos direitos da população brasileira, inclusive, dando condições para que os entes federativos possam executar as políticas localmente. No entanto, isso não pode significar a exclusão da sociedade civil organizada e o desprezo a sua capacidade de contribuição que tanto já serviu de modelo para atuais políticas públicas, em especial às de convivência com o Semiárido.

14/12/2011

Blogueiro catarinense é encontrado enforcado em sua casa

Artigo sugerido por Cido Araújo, do BlogProgSP

O polêmico blogueiro catarinense Amilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto dentro da sua casa na tarde desta terça-feira (13). Segundo o jornalista e blogueiro Sérgio Rubim, que divulgou a notícia, Mosquito foi encontrado enforcado em seu apartamento em Palhoça (SC). Apesar dos fortes indícios de suicídio, a polícia local garante que investigará detidamente o caso.

Mosquito era um dos mais confrontadores analistas da política catarinense e tornou-se conhecido pelo blog Tijoladas do Mosquito, onde postava denúncias e ácidas críticas. Uma de suas mais famosas denúncias envolveu um dos filhos de Sérgio Sirotsky, do Grupo RBS, que teria cometido estupro contra uma menina de 13 anos em Florianópolis (SC). No momento, seu blog encontrava-se desativado por decisão judicial, mas Mosquito seguia publicando suas críticas via Twitter.

Segundo informações do blogueiro Sérgio Rubim, o secretário de segurança de Palhoça, Walter Gruba, determinou uma apuração detalhada do caso. Por ser um personagem polêmico e visado, alguns suspeitam que o suicídio possa ter sido forjado e o blogueiro tenha sido, na verdade, vítima de assassinato. Outras informações, ainda não confirmadas, dão conta de que um mandato de prisão teria sido expedido contra Mosquito na mesma tarde em que Amilton Alexandre foi encontrado morto.

Com informações da Rádio Criciúma

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