A diferença entre “desafiar” e usar a razão na internet e na vida pública
O Pirate Bay solta uma das mais interessantes notas dos últimos anos sobre vida efetivamente pública (no caso, contra PIPA e SOPA) e o Estadão só consegue escrever: “Pirate Bay desafia [sic] PIPA e SOPA em nota“.
Considerando o conteúdo da nota, isso diz muito respeito ao tipo de compromisso que um jornal assume e o tipo de “jornalismo” que enxerga.
Segue a nota:
INTERNETS, 18 de janeiro de 2012
Há mais de um século, Thomas Edison conseguiu a patente para um aparelho que faria “para olho o que o fonógrafo fazer para o ouvido”. Ele o chamou de cinetoscópio [Kinetoscope]. Ele não foi apenas o primeiro a gravar vídeo, mas foi também a primeira pessoa a ser dono do copyright de um filme cinematográfico.
Por causa das patentes de Edison para filmes cinematográficos, quase foi financeiramente impossível criar filmes de cinema na costa oeste norte-americana. Os estúdios de cinema, assim, mudaram para a Califórnia e fundaram o que hoje chamamos de Hollywood. A principal razão é que ali não haviam patentes.
Não havia também nada de copyright, então os estúdios podiam copiar velhas histórias e fazer filmes a partir delas – como Fantasia, um dos maiores hits da história da Disney.
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