O jornal O Estado de S. Paulo [...] faz uma confusão e tanto com uma entrevista concedida pelo presidente do TST, João Orestes Dalazen.
Logo abaixo da manchete (‘Modelo sindical brasileiro é arcaico e inconveniente’), texto de apresentação da entrevista – a chamada linha fina – diz que o presidente do TST defende que os sindicatos “negociem diretamente por empresa, não mais por categoria”.
Não foi isso que Dalazen disse. O que ele disse, e está lá escrito na mesma entrevista, é que é preciso implementar em todas as categorias o que chamamos de comitês sindicais de empresa, ou seja, a organização por local de trabalho.
La bloguera cubana, en imagen de archivo tomada en La Habana
Foto Afp/Getty Images
Yoani Sánchez, famosa bloguera habanera, es un personaje peculiar en el universo de la disidencia cubana. Jamás ningún opositor se ha beneficiado de una exposición mediática tan masiva ni de un reconocimiento internacional de semejante dimensión en tan poco tiempo.
Después de emigrar a Suiza en 2002, decidió regresar a Cuba dos años después, en 2004. En 2007, integró el universo de la oposición en Cuba al crear su blog Generación Y, y se vuelve una acérrima detractora del gobierno de La Habana.
Jamás ningún disidente en Cuba –quizás en el mundo– ha conseguido tantas distinciones internacionales en tan poco tiempo, con una característica particular: han suministrado a Yoani Sánchez suficiente dinero para vivir tranquilamente en Cuba el resto de su vida.
Reunião com Rui Falcão, Jorge Samek, Pedro Tonelli e Edesio Passos sobre o quadro político. Foto André Vargas (Facebook).
“Se o encontro municipal do PT de Curitiba fosse hoje, sem medo de errar, passaria a tese da candidatura própria”. Esta revelação partiu de um “general” petista da corrente majoritária Construido um Novo Brasil (CNB), que defende o apoio ao ex-deputado Gustavo Fruet (PDT).
Segundo esse dirigente, que preferiu não se identificar, na contagem das “garrafas” (votos), vai dando candidatura própria do PT em Curitiba. “A nossa sorte é que o encontro será no final de abril”, suspira aliviado, ao analisar que ainda dá tempo de reverter o quadro.
Os deputados Tadeu Veneri e Dr. Rosinha são os principais defensores de um nome petista para 2012 na capital paranaense.
Defenitivamente, o alerta vermelho foi acionado na CNB. Próceres da corrente majoritária estão saindo dos seus respectivos “casulos” com a missão de reverter a situação adversa.
Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o deputado federal Zeca Dirceu assim definiu o imbróglio: “Lá [em Curitiba], o partido está dividido entre fruetistas e antifruetistas”.
O jornalista político e ex-ministro de Comunicação Social do governo Lula, Franklin Martins, estará em Curitiba no dia 5 de março para participar de um encontro do PT Paraná sobre o Marco Regulatório para as Comunicações. Martins vai fazer uma palestra com o tema “Por que o Brasil precisa de um Marco Regulatório para as Comunicações?”.
O objetivo do encontro, de acordo com o presidente do PT Estadual, deputado Enio Verri, é inserir o Paraná no debate sobre a importância do Marco Regulatório para a democratização das comunicações.
“O Brasil precisa enfrentar o desafio de atualizar o Marco Regulatório das Comunicações e o Paraná deve participar destas discussões. A iniciativa tem o objetivo de promover um debate maduro, responsável e esclarecedor sobre o tema”, explicou Verri.
O evento será realizado a partir das 19 horas, no Hotel Caravelle (Rua Cruz Machado, 282, Centro, Curitiba).
A palestra é gratuita e aberta a militantes do PT e profissionais da área de comunicação, professores, estudantes, entidades organizadas e demais interessados em debater o tema. As inscrições são limitadas e devem ser feitas pela internet, no site: www.pt-.pr.org.br/marcoregulatorio.
O secretário de Comunicação do PT Nacional, deputado André Vargas, também irá participar do evento.
Serviço
Marco Regulatório e a Democratização da Comunicação
“Por que o Brasil Precisa de um Marco Regulatório para as Comunicações?”
Com o jornalista político e ex-ministro de Comunicação Social Franklin Martins
Data: 5 de março (segunda-feira)
Horário: 19 horas
Local: Hotel Caravelle – Rua Cruz Machado, 282, Centro, Curitiba
Inscrições: www.pt-pr.org.br/marcoregulatorio
Informações: PT Paraná (41) 2103-1313 ou pelo email imprensa@pt-pr.org.br
O QUE FAZER? Subsídio à discussão sobre a pauta da esquerda russa neste momento de agitação social
Por Kirill Buketoff
Nos últimos meses, todos os grupos políticos da esquerda russa se esforçam para encontrar o seu lugar na conjuntura política atual, ao mesmo tempo que notam que o regime vigente se tornou obsoleto. Tentar se encontrar nele é um esforço em vão, pois em termos de curto prazo, a esquerda não possui nenhuma chance de vencer. Qualquer que seja o resultado da votação de 4 de março de 2012, a esquerda leva desvantagem. Este dia pode se tornar uma comemoração da oligarquia autoritária, dos nacionalistas desvairados, dos liberais extremistas, dos esquerdistas totalitaristas ortodoxos. O único grupo que antecipadamente está em desvantagem e, portanto, é obrigado a procurar o melhor caminho, é o grupo de Esquerda Democrática que não possui nem unidade organizacional, nem um programa único e nem líderes populares. Ao invés desta procura sem perspectiva e sem sentido, precisaríamos iniciar a construção de um novo sistema, no qual teríamos o nosso lugar.
Esta construção deve levar em consideração a nova realidade onde os partidos políticos perderam seu papel tradicional. A própria agitação social que estamos vivendo não está ligada de forma alguma à atividade partidária. Tanto os grupos parlamentares como não parlamentares assim como os seus líderes ficaram à margem deste grande movimento social, demonstrando que a influência de todos os grupos políticos sobre as massas populares é totalmente limitada. Portanto, tentar agir dentro desta lógica política significa condenar a si mesmos a ficar à beira da estrada da vida política nacional.
Ministro da Comunicações, Paulo Bernardo, prepara-se para pedir aval à presidenta Dilma Rousseff para fechar data e iniciar consulta. Segundo ele, objetivo é adequar Código Brasileiro de Telecomunicações, que em agosto completa 50 anos, à Constituição de 1988. Em seminário, ministro diz que é contra controle de conteúdo e a favor de limitar capital estrangeiro na internet.
Najla Passos
Brasília – A proposta de um novo marco regulatório para emissoras de rádio e TV, engavetado no ministério das Comunicações desde o início do governo Dilma, vai entrar em consulta pública nos próximos dias, informou nesta-terça (14) o ministro Paulo Bernardo. E já promete pelo menos duas grandes polêmicas. Criar ou não mecanismos de controle público do conteúdo das emissoras. E limitar ou não da presença de capital estrangeiro em portais de internet de conteúdo jornalístico.
Na abertura de um seminário sobre políticas de telecomunicações nesta terça-feira (14), Bernardo se alinhou, no caso da regulação de conteúdo, com o que pensam as empresas de radiodifusão, para as quais a única forma de controle deve ser o controle remoto. Para movimentos pela democratização da mídia, deveria haver critérios mais rígidos para a garantia da qualidade.
Do Blog Anais PolíticosFinalmente a mentalidade demotucana de Curitiba conseguiu o que queria. Transformou Curitiba em São Paulo.
Pra você que é de fora, não imagine que é exagero da minha parte, não. A capital do Paraná, como é sabido por muitos, era uma cidade progressista até perto dos anos 2000. Depois, em razão de administrações voltadas somente para o umbigo do Prefeito e de seus amigos, isso aqui virou um pandermônio. O povo foi sendo esquecido, as inovações foram sendo jogadas fora e o lugar virou um balcão de negócios onde só ganha quem paga mais. Leia-se, grandes empreiteiras.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), Francisco Luiz Xavier de Lemos, está convidando a mídia brasileira a visitar o aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, para descobrir quanto a empresa concessionária, a Corporação América, investiu de dinheiro próprio na melhoria da infraestrutura. A empresa é a mesma que venceu recente leilão para administrar o aeroporto de Brasília. Lemos comparou a concessão dos três principais aeroportos brasileiros à privatização do sistema elétrico. Segundo ele, o dinheiro investido foi do BNDES, o que permitiu aos empresários lucrar sem arriscar capital. Ele diz que, ao retirar do controle da Infraero os três aeroportos mais lucrativos, o governo Dilma colocou em jogo o futuro de todo o sistema, no qual os aeroportos lucrativos bancavam os deficitários.
Nós entendemos que a palavra não muda o sentido da coisa. O governo chama de concessão, mas nós entendemos que concessão é uma privatização disfarçada.
Viomundo: Então, a semântica para você não importa…
Não. De forma alguma. Acho que concessão, privatização… quando você entrega ou a responsabilidade ou o patrimônio do estado você está privatizando algo que deveria estar na mão e sob responsabilidade do estado brasileiro.
Os 3 terminais detêm 70% do faturamento da Infraero. Até Lula teria criticado
Cresce a rejeição à privatização dos aeroportos brasileiros. Há indícios de que até o ex-presidente Lula teria criticado a opção de sua sucessora. O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o governo federal privatizou três dos maiores e mais rentáveis aeroportos do país. Cumbica, Viracopos e Brasília detêm, juntos, por 30% dos passageiros, 57% do volume de cargas e 19% das aeronaves que passam pelos terminais do país.
Segundo Valente, os três aeroportos respondem ainda por 70% do faturamento da Infraero, sustentando a rede de aeroportos regionais em todo o país.
Como já apontou o economista Paulo Kliass, a desculpa da falta de verbas para os investimentos necessários não tem consistência:
Recursos sobram no Orçamento! O problema é a prioridade definida pelas autoridades para a sua utilização. Encerradas as contas de 2011, por exemplo, apurou-se que o Estado brasileiro forçou a geração de um superávit primário no valor de R$ 130 bilhões ao longo do ano. Uma loucura! Mais de 3% do PIB destinados exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública.
Agora basta uma simples comparação. A operação de privatização desses três aeroportos vai render R$ 240 milhões por ano aos cofres da União. Ou seja, se houvesse destinado apenas minguados 0,2% do superávit a cada ano para esse importante compromisso, não precisaria transferir a concessão dos aeroportos ao capital privado.
Para clarear o debate: ferramentas de gestão são imprescindíveis em qualquer estilo de governo, mais político ou mais técnico. Já por gerencialismo entenda-se o estilo de governar baseado exclusivamente em critérios técnicos definidos por grupos técnicos fechados a qualquer forma de construção coletiva que possa colocar em risco os objetivos racionais da gestão.
Os dois artigos são importantes para alertar para vulnerabilidades do estilo Dilma.
Cassio Taniguchi, presidente do Conselho de Administração da Celepar, e
Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa
A Assembleia Legislativa do Paraná, presidida por Valdir Rossoni (PSDB), pretende jogar no lixo R$ 24 milhões de dinheiro público para que uma empresa privada construa e implante softwares para “modernização administrativa e da gestão legislativa”. Parte da contratação é de uma “rede social corporativa”, uma espécie de Facebook e Twitter privativo da Assembleia.
Por que a AL não contrata a Companhia de Informática do Paraná – Celepar, empresa estatal do Paraná na área de Tecnologia da Informação e Comunicação, para produzir os softwares, em software livre?
O receio é que haja uma atuação de Rossoni e do governo Beto Richa (PSDB), para fragilizar a Celepar e o software livre.
E para que gastar tanto dinheiro para fazer uma rede social?
Um rápido olhar sobre a concessão – não houve venda – dos principais aeroportos do país pela soma impressionante de 24 bilhões de reais e durante prazos que vão de 25 a 30 anos (após o que os concessionários terão que renegociar ou entregá-los) sugere que ao menos um pecado não foi cometido nesse negócio: não foi feito a preço vil.
Para que se consiga mensurar o valor impressionante alcançado pelo arrendamento dos aeroportos a prazo fixo, a venda do controle acionário do sistema Telebrás, em 1998 – um negócio que entregou para sempre toda a estrutura e direitos de exploração das telecomunicações –, arrecadou míseros 19 bilhões de dólares, à cotação da época, o que, à cotação de hoje, significariam cerca de 33 bilhões de reais.
E nem vamos falar da privatização da Vale para não ficarmos nervosos.
Para resgatar o verdadeiro sentido do pré carnaval, o Bloco Garibaldis e Sacis convoca coletiva de imprensa para esta quinta feira, às 11 horas, na Agência Getz Comunicação. O objetivo principal é divulgar o posicionamento do grupo para o próximo domingo, além de reiterar a importância desta manifestação cultural para cidade e o respeito aos mais de 15 mil foliões curitibanos que participam da festa que acontece há 14 anos. Os organizadores do evento procuraram a Getz Comunicação que vem se notabilizando em campanhas sociais, para buscar uma estratégia, a ser apresentada durante a coletiva, que venha responder a necessidade de valorização do potencial cultural, comercial e turístico do pré carnaval.
Através do Garibaldis & Sacis, Curitiba exibe suas diferenças e peculiaridades em uma festa que resgata o carnaval de rua e se revela como referência de arte e cultura. Um pré carnaval de misturas, em que a celebração das diferenças toma, ano a ano, as ruas do centro histórico da cidade. Este é o espírito da festa que acontece desde 1998, criada espontaneamente por artistas curitibanos. No último domingo, os repiques, as fantasias, as cirandas e os refrões bem humorados legraram novamente mais de 7 mil foliões presentes. Porém, nenhum deles imaginava que ao final da festa, da manifestação pacífica que acontece todos os anos, veriam e participariam de cenas de terror.
“Dilma, eu não me engano, privatizar é coisa de tucano”, entoaram nesta segunda-feira (6) manifestantes concentrados em frente à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), contrários ao processo de privatização dos aeroportos.
O protesto reuniu militantes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Movimentos Populares (CMP), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Pátria Livre (PPL), que se pronunciaram contra a entrega do patrimônio público nacional. A privatização dos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, de Viracopos, em Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, que juntos respondem por 30% da movimentação dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro foi denunciada como um “crime de lesa-Pátria”.
Em um ano de governo, a presidenta Dilma Rousseff mostrou-se pouco ousada, mas não bancou retrocessos de maior gravidade. Nesta segunda-feira (6), porém, ela macula o seu mandato com o leilão para a “concessão” de três dos mais rentáveis aeroportos do país – Guarulhos, Campinas e Brasília. O seu discurso antiprivatista de campanha, que acuou os tucanos, será jogado pelo ralo.
Os argumentos usados para justificar a privatização não convenceram os trabalhadores do setor, os movimentos sociais e vários estudiosos desta matéria estratégica. Fala-se da ausência de recursos públicos para modernizar os aeroportos e da urgência de investimentos para atender a crescente demanda do setor. A Copa do Mundo e as Olimpíadas são apontadas como motivos da pressa no leilão.
A desculpa da falta de recursos
Como já apontou o economista Paulo Kliass, a desculpa da falta de verbas para os investimentos necessários não tem consistência:
Nós, participantes do III Fórum de Mídia Livre, realizado no âmbito do Fórum Social Temático, em Porto Alegre entre os dias 27 e 28 de janeiro de 2012, vimos reafirmar o reconhecimento da comunicação como um direito humano e social e um bem comum, cuja defesa deve ser objeto da luta das mídias livres, do conjunto dos movimentos sociais e alcançar a sociedade como um todo.
Num momento em que a comunicação assume papel central nas lutas ao redor do mundo, como se tem visto na Primavera Árabe, no movimento dos indignados e de ocupações públicas e que, ao mesmo tempo, surgem ameaças de cerceamento à liberdade de expressão com medidas de controle da internet, a exemplo dos projetos SOPA e PIPA em discussão nos Estados Unidos, e da Lei Azeredo, o “AI-5 Digital” no Brasil; violações de direitos na mídia e criminalização das rádios comunitárias e dos movimentos sociais, como no caso da desocupação violenta da área do Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos; conclamamos todos a se unirem em torno da luta pela democratização da comunicação.