Posts tagged ‘codigo florestal’

06/12/2011

Pela 1ª vez, 500 famílias se mobilizam por terra e moradia em Itacoatiara (AM)

Em 03/11/2011, este blog postou em primeira mão o documento dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, ribeirinhos e ribeirinhas de Itacoatiara (AM) que vivem e trabalham na região dos ramais JAMANÃ, RONDON I, RONDON II e COPAÍBA (Lago de Serpa) na luta pela terra e pela vida a 175 quilômetros de Manaus.

Há mais de 10 anos rola na Justiça do Amazonas um processo de reintegração de posse que envolve terras de propriedade privada, do governo Federal e do governo Estadual.

Os Trabalhadores rurais e suas entidades reconhecem que parte das terras realmente pertencem ao proprietário que as reinvidica, mas não concorda com a totalidade da terras reivindicadas, pois estas pertenceriam aos que nela trabalham ou aos governos federal e estadual.

A disputa é complexa pois envolve reintegração de posse de um lote de 2,6 milhões de metros quadrados e de outro de 4,4 milhões de metros quadrados onde vivem aproximadamente 500 famílias rurais.

A Comissão Pastoral da Terra – CPT, ligada à Igreja Católica e o Instituto de Terras do Amazonas (Iteam), ligado ao governo do Estado, contestam a extensão da área defendida por Jussara Maia Haddadel, autora da ação que solicitou a reintegração de posse.

Segundo Marta Valéria Cunha, coordenadora da CPT, a área reivindicada em nome de Aguila de Aguiar Souza, que seria pai da solicitante, não compreende toda a extensão citada na sentença judicial. “Ali é uma área de vários particulares. Tem até terras do governo do Estado. O problema é que o Estado nunca fez mapa plotado daquela área dizendo quais áreas são de quem”, afirma Marta.

Depois de uma manifestação,  em 08 de novembro de 20011, que levou 500 pessoas às ruas de Itacoatiara, na primeira mobilização da sociedade civil organizada que aquela cidade amazônica viu em sua história, houve um corte de energia provida pelo Programa Federal Luz para Todos em todas as comunidades da região. Foi marcada uma audiência com a juíza em 14 de novembro, que resultou no reestabelecimento do fornecimento de energia elétrica, mas sem revogação da reintegração de posse decretada em 25 de outubro de 2011.

A CPT recorreu então ao Ouvidor Agrário Nacional, Gercino José da Silva Filho, solicitando uma audiência de conciliação e a anulação do mandato de reintegração de posse, cujo pedido foi prontamente encaminhado à juíza Ana Lorena Teixeira Gazzineo, que o indeferiu de acordo documentos que temos em mãos.

Depois de muita negociação uma audiência de conciliação foi marcada para este dia 06 de dezembro na cidade de Manaus com a participação de todas as partes envolvidas,  na qual participará ainda um membro de Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, presidida por Gercino. A audiência tem como objetivo, colaborar com a resolução do conflito agrário estabelecido.

Embora os magistrados tenham reclamado de uma possível intervenção do Poder Executivo Federal em outro poder autônomo da República e justificavam a manutenção do mandato de reintegração de posse como forma de “resguardar a dignidade da justiça”, a reintegração está suspensa e sua efetivação depende do resultado da audiência de hoje em Manaus.

Atentado

A comprovação de que uma intervenção federal se fazia necessária foi o episódio ocorrido em 05 de novembro. A professora Raimunda Barbosa, 59, liderança da comunidade Nossa Senhora de Aparecida do Jamanã, sofreu um atentado e foi ameaçada de morte por um motoqueiro ainda não identificado.

“Quando entrei num ramal um homem se aproximou e começou a me espancar. Cheguei a cair da moto, mas consegui escapar. Ele foi embora mas antes me ameaçou dizendo que ‘chegara minha vez´”,  disse Raimunda.

Raimunda, mora em Jamanã há 17 anos,  faz parte da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e é uma das destacadas lideranças que se manifestaram contra a decisão judicial e a saída das famílias das áreas.

Assim como ocorreu com Nilcilene (clique aqui para conhecer a história desta camponesa jurada de morte)  os jagunços não tiveram a menor preocupação ao anunciar que Raimunda também estaria “encomendada”.

Resta agora saber que são estes “clientes” dos jagunços amazônicos que encomendam a morte de Trabalhadores e Trabalhadoras que nada mais querem que um pedacinho de terra para morar e exercitar o sagrado direito de trabalhar e viver.

02/06/2011

CPT-Amazonas exige ação governamental urgente

“O Governo não tem condições de proteger os ameaçados…”
(Da ministra dos Direitos Humanos)

Da forma como recebemos a notícia, a declaração da Ministra dos Direitos Humanos só faz aumentar a instabilidade e a insegurança das lideranças e trabalhadores ameaçados no campo. A questão não é se o governo tem ou não condição de proteger, a questão é: O GOVERNO TEM A OBRIGAÇÃO de defender e proteger seus cidadãos e cidadãs URGENTEMENTE sob pena de ser responsabilizado. Não queremos é que mais pessoas sejam assassinadas por defender direitos. Tememos pela vida dos trabalhadores e lideranças e a vida ameaçada não pode esperar.

A vida não pode esperar. Estamos falando de uma estrutura agrária concentradora, excludente, injusta e que é preciso ter coragem e vontade política para pensar no processo de mudança.

Algumas ações, e não seria tão dispendioso se o governo fosse mais ágil, por exemplo, no reconhecimento dos territórios tradicionais, decretando as Reservas Extrativistas que Comunidades esperam ha anos por um Decreto Presidencial; se o Estado mantivesse a mínima presença, como é o caso do sul de Lábrea, combatendo a grilagem, o desmatamento e ali estabelecesse, políticas públicas capazes de assegurar condições de vida às comunidades; se o poder judiciário também fosse tão ágil nas sentenças, como por exemplo, nas açoes de usucapião, a favor dos trabalhadores da mesma forma que o é nas reintegrações de posse; se o Legislativo se comprometesse com a verdadeira política de defesa da floresta e do território preservando a vida das comunidades, e não anistiando (Código Florestal) aqueles que sempre devastaram ameaçando e vitimando os que defendem e protegem a natureza já tão ameaçada pela ação devastadora de quem transforma tudo em mercadoria, lucro. E assim poderíamos acrescer a lista do necessário e possível.

Hoje, ouvimos a notícia da reunião em Brasília com Ministérios e a precocupação dos Estados que sediarão a Copa 2014, pensando a agilização das obras tão atrasadas. O Governador do Estado do Amazonas, Omar Aziz, esteve presente e nem sequer mencionou a situação dos conflitos agrários no Estado e dos trabalhadores e lideranças ameaçadas, que tem sido pauta de discussão nacional. Afinal, o Sr. Adelino Ramos foi assassinado em Rondônia, mas a origem do crime, está acima de tudo nos desmandos e abandono do Estado no sul de Lábrea, e portanto, do Amazonas. Esta atitude do Governador, faz-nos reconhecer que, assim como os anteriores têm sido omissos e inoperantes para combater os conflitos. Trata-se de um Estado que ignora essa realidade e portanto não faz o mínimo para ao menos discutir e combater.

A violência no campo apresenta-se como paisagem e bem longinqua.

Que Estado é este em que vivemos?

O interior totalmente abandonado e não é por nada que o IBGE tem apresentado a diminuição da população rural.

Seria bom perguntar por que o interior do Estado, a vida das pessoas ameaçadas, não tem a mesma relevância quanto à discussão dos Tablets e Copa 2014?

A questão agrária exige ações emergentes e permanentes. O Estado Brasileiro, o Estado do Amazonas precisa dar uma reposta urgente.

Auriédia Marques da Costa
Comissão Pastoral da Terra – Regional Amazonas

02/06/2011

Para CPT-Amazonas o Estado é omisso e inoperante!

DIANTE DO ASSASSINATO DE ADELINO RAMOS, CUJA NOTÍCIA RECEBEMOS COM INDIGNAÇÃO E, DIANTE DOS INÚMEROS CONFLITOS QUE A CPT TEM ACOMPANHADO E DENUNCIADO, VIMOS RESPONSABILIZAR O O ESTADO BRASILEIRO, O ESTADO DO AMAZONAS  PELA OMISSÃO DIANTE DO CLAMOR DOS TRABALHADORES DO CAMPO.

Estamos diante de um Estado omisso e inoperante.

Um lugar entregue ao abandono e descaso. Naquela região instalou-se o caos. Ameaças, assassinatos, impunidade, grilagem, madeireiros tomam contam da região ditando normas e impondo a força, a lei , tornando reféns os moradores. O Sr. Adelino Ramos esteve, em 22 de julho, 2010 participando da audiência, em Manaus, junto ao Ouvidor Agrário Nacional Dr. Gercino Filho e Comissão de Combate à Violência e Conflitos no Campo. Com outras lideranças denunciou as ameaças que vinha sofrendo constantemente, inclusive citando nomes dos ameaçadores. Apesar disso nenhuma providência efetiva foi tomada…

Temos hoje, outras lideranças desta área que estão sofrendo ameaças e que tiveram que deixar sua casa para não serem mais uma vítima.

Tememos por suas vidas.

Nesta semana estivemos na Secretaria de Segurança do Estado do Amazonas, na Polícia Federal, INCRA; pedindo proteção e segurança às lideranças e seus moradores, até o momento, nada foi feito.

Com indignação recebemos esta notícia e perguntamos quantas lideranças ainda precisam ser vitimadas para que o Estado Brasileiro, o Estado do Amazonas assumam este território, protegendo as Comunidades Tradicionais, estabelecendo ali ações e medidas permanentes para garantir ali a presença do Estado coibindo as ações criminosas de quem dita a lei.

Que o assassinato do Dinho não seja mais um a ficar impune como os demais e que seja um grito por justiça. Os Povos da Amazônia gritam por Paz, Justiça e Segurança.

 Auriédia Marques da Costa
Comissão Pastoral da Terra – Regional Amazonas

30/05/2011

Solidariedade em defesa da Vida

Enviado por Claudio Roberto A. Bastos

ASSIM COMO CHICO MENDES, MORRE O HOMEM CRIA-SE O MÁRTIR.

EM DEFESA DA JUSTIÇA EM DEFESA DAS LUTAS SOCIAIS EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA

HOMENAGEM AO LÍDER DO MOVIMENTO CAMPONÊS CORUMBIARA ADELINO RAMOS (Popular Dinho)

Tirado diretamente do Blog Comitê Solidário a Vítimas do Massacre de Corumbiara postado em 17 de Março de 2011 e repostado neste Blog em 17 de maio de 2011 em: http://crabastosbrasil.blogspot.com/2011/05/tirado-diretamente-do-blog-comite.html?spref=fb

O hediondo massacre de Corumbiara nos enche de indignação e revolta 16 anos após o covarde ataque aos trabalhadores rurais acampados na Fazenda Santa Elina, na madrugada de 9 de agosto de 1995 no Estado de Rondônia.

Barracos destruídos dos acampados.

No dia 16.07.2007, esses dois trabalhadores salvos do massacre por julgarem-nos mortos, jogado que foram em um caminhão basculante juntos com os cadáveres tombados no horripilante cenário, tiveram prisão decretada pelo STJ , São eles Cícero Pereira Leite Neto e Claudemir Gilberto Ramos.

Barracos queimados pelos fardados.

Em 08 de Novembro de 2007 o trabalhador Cícero Pereira Leite foi preso em Rondônia e Claudemir Gilberto Ramos se encontra em lugar ignorado. Claudemir teme por sua vida, pois fora, por três vezes, ameaçado de morte quando reagia aos ferimentos no hospital em dera entrada no ato do massacre.

A triste história dessa ação criminosa por parte de pistoleiros, jagunço, fazendeiros, policiais sem identificação oficial, grileiros enfim, é conhecida pela sociedade brasileira e na comunidade internacional.

Torturado pelos assassinos.

Fato é que a Organização dos Estados Americanos – OEA, da qual o Brasil é o primeiro signatário já se pronunciou e recomendou a anulação do processo contra os trabalhadores sem terra e pede o pagamento indenizatório que julga merecedores vítimas e familiares dos que foram prejudicados, torturados, mortos no confronto desigual, injusto, covarde, inadmissível em qualquer parte do mundo.

Torturado por assassinos fardados.

Este grupo de pessoas que se organiza em conjunto com o Comitê Nacional de Solidariedade ao Movimento Camponês Corumbiara, para encontrar saídas para o companheiro Claudemir e Cícero é solidário buscando protegê-los contra o que julga ser uma condenação injusta decretada pelo STJ, visto por em risco a vida de ambos. Juntos, pleiteamos também manifestação, apoio, suporte e empenho das instituições democráticas e órgãos governamentais, Secretarias ligadas aos Direitos Humanos para com os companheiros Claudemir Gilberto Ramos e Cícero Pereira Leite Neto, na solicitação de revisão processual encaminhado ao Tribunal de Justiça de Rondônia em 20.12.2007 sob Protocolo nº 2000002007 0132542, que reivindica a anulação da sentença prisional.

São também solidários: o Grupo Tortura Nunca Mais – São Paulo e o Movimento Nacional de Direitos Humanos – SP.

Confira original em: https://sites.google.com/site/crabastosbrasil/abaixo-assinado-em-defesa-das-vitimas-do-massacre-de-corumbiara/solidariedade-em-defesa-da-vida-1

Baseado nestas e em outras informações é que criei um abaixo assinado na Internet com o intuito de informar a opinião pública sobre os acontecimentos de Corumbiara, e exigir da justiça que tomem as providências cabíveis onde as vítimas passam a ser réus e os verdadeiros criminosos permanecem impunes e livres, sem nenhum processo contra eles…

O Abaixo assinado encontra-se na Petição Pública, que é um sítio que tem ajudado a várias causas…

Link do Abaixo Assinado: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N9768

30/05/2011

Carta Aberta à Presidenta da República do Brasil

Enviado por Claudio Roberto A. Bastos

Natal/RN 29/05/2011

Presidente Dilma,

Antes de mais nada, quero me apresentar: sou a Profª Drª Neusah Cerveira, filha do desaparecido político Major Joaquim Pires Cerveira. Mas, a razão da minha carta não se refere a meu pai, nem a tragédia que se abateu sobre nossa família até hoje sem termos o direito de enterrar nosso pai.

A Srª deve estar muito bem informada por seus Ministros dos assassinatos de ativistas sociais que estão acontecendo nos últimos dias na Região Norte do país. Foram três em menos de uma semana, de forma covarde, cruel e obviamente, crimes encomendados.

Sabemos, o Brasil inteiro sabe e agora o mundo inteiro saberá que existe uma lista de “marcados para morrer”.

O crime desses companheiros é o de defender nossas florestas e denunciar o contrabando ilegal de madeira e outros tipos de “irregularidades” dos grandes latifundiários que dominam a região! Não vou nominá-los porque seriam os nomes em alguns casos vergonhosos para nosso País! (OS LATIFUNDIÁRIOS ENVOLVIDOS) Principalmente, para a nossa débil democracia, conquistada com o sangue e a dor de tantos que tombaram para que a Senhora hoje tivesse condições de ocupar o mais alto cargo da Nação!

Não vou me estender, nem ocupar seu tempo, porém advirto que não vamos tolerar que essa macabra “lista de marcados para morrer” prossiga da forma impune com que têm sido tratados os assassinatos de ativistas sociais e de direitos humanos, tratados com morosidade judicial e total impunidade!

Não preciso dizer a senhora como dói para uma família ver seu pai executado dentro do carro enquanto passeava com sua família! Como dói Para crianças perder pai e mãe executados…

Cadê a DEMOCRACIA Presidente Dilma? Veja bem que meu pedido não trata de crimes de 40 anos atrás e sim do aqui do hoje e do amanhã!

Uma palavra sua, e esses assassinatos acabam! Ordene que acabem, por favor! Construa uma democracia que faça jus a sua HISTÓRIA de luta! Mostre a que veio Presidente!

Com confiança e respeitosamente,

Profª Drª Neusah Cerveira

28/05/2011

Dilma! Eis o que esperamos de você!

Companheira, presidenta!

Tenha coragem. Mostre ao Brasil e ao Mundo que quem manda aqui é você. Vete o Código (des)Florestal!

28/05/2011

Código Florestal: Veta, Dilma!

Veta Dilma! Não perca a chance.

Já deveria tê-lo feito desautorizando a base aliada de votar a favor do #codigoflorestal. Afinal, um projeto que esperou 12 anos para ser votado poderia esperar mais.

Veta Dilma! Veta Já! Não fique em cima do muro! Não titubeie!

Não são só os ambientalistas que pedem isso. A Humanidade precisa disso. Está em tuas mãos o futuro de nossas matas, de nosso país!

Não fique com o passado. Fique com o futuro do Brasil. Vete o Código Florestal e o Mundo te agradecerá!

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