Clique no link abaixo e acompanhe o evento ao vivo, que está ocorrendo em Salvador, na Bahia, onde o ParanáBlogs e diversos blogueir@s do Paraná se fazem presentes:
Tuiteira de 59 anos é acusada de ser robô programado pelo governo para atingir Veja
Do pastebin
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| Foto do perfil de @Lucy_in_sky_ |
Para justificar campanha contra Veja no Twitter, Reinaldo Azevedo acusa tuiteira de ser um robô programado pelo governo para atingir alvos políticos. Blogueiro também censurou comentário da acusada rebatendo denúncia.
Em “Como Fraudar a Internet”, Reinaldo Azevedo afirma que o perfil @lucy_in_sky_ “foi programado para identificar mensagens de outros usuários que contivessem os termos-chave dos tuitaços, replicando-as”. Seria perfeito para explicar mais um protesto contra a revista, se a dona do perfil não fosse uma pacata carioca de 59 anos, estudiosa do comportamento humano, amante dos animais e profissional da saúde. “Foi como tomar um tapa na cara”, conta ela.
Lucy (sua identidade será preservada), soube por amigos, no sábado que seu perfil era acusado de operar um esquema fraudulento para atacar a revista Veja com hashtags como #VejaTemMedo e #VejaBandida. “Trabalho e estudo. Não tenho muito para dar minha opinião, mas acho importante fazê-la. Por isso tantos retuítes”.
Eternos chapa-branca
Símbolo. Dos serviços prestados à ditadura, à “democracia” de Sarney e ACM, e de FHC, presidente da privataria tucana
O jornal O Globo toma as dores da revista Veja e de seu patrão na edição de terça 8, e determina: “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”. Em cena, o espírito corporativo. Manda a tradição do jornalismo pátrio, fiel do pensamento único diante de qualquer risco de mudança.
Desde 2002, todos empenhados em criar problemas para o governo do metalúrgico desabusado e, de dois anos para cá, para a burguesa que lá pelas tantas pegou em armas contra a ditadura, embora nunca as tenha usado. Os barões midiáticos detestam-se cordialmente uns aos outros, mas a ameaça comum, ou o simples temor de que se manifeste, os leva a se unir, automática e compactamente.
Reta Final para o III blogProg Bahia: programação e local do evento confirmados!
Na reta final para o III Encontro Nacional de Blogueiros, que ocorrerá nos dias 25, 26 e 27 de maio em Salvador (BA), 279 ativistas digitais de todo o país já se inscreveram no sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé. A meta é atingir 400 participantes. Toda a estrutura do evento está montada. Graças aos vários apoios, foi possível garantir hospedagem e alimentação aos inscritos. O III BlogProg será feito no Hotel Sol Bahia (Rua Manuel Antônio Galvão, 1075, Patamares, a 12 quilômetros do aeroporto).
Conforme definido pela comissão nacional organizadora, o III BlogProg terá dois eixos básicos: a defesa da liberdade de expressão e da blogosfera, alvo de intensos ataques no último período; e a luta pela democratização da comunicação, com a deflagração de um debate democrático na sociedade sobre o novo marco regulatório do setor. Com base nestas premissas e a partir de inúmeras sugestões, também já foi fechada a programação oficial do encontro.
Programação final do III BlogProg
Para que privatizar se temos reservas internacionais suficientes para investir no Brasil?
As contradições do modelo de gestão neoliberal escolhido pelos nossos governantes são evidentes.
O governo da petista Dilma, mesmo enfrentando a oposição de sua própria base de sustentação social, se prepara para entregar à iniciativa privada importantes segmentos na infraestrutura nacional.
Já nas próximas semanas devem ocorrer dois vultosos leilões:
- 18 de janeiro: leilão de um trecho de 476 quilômetros da BR-101 no Espírito Santo, com investimento de R$ 2,1 bilhões nos 25 anos de contrato.
- 6 de fevereiro: leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, com previsão é de investimentos de R$ 15,9 bilhões.
Além destes outros estão previstos ou em fase de estudos:
- março: leilões de transmissão de energia, com projetos como o sistema de Teles Pires.
- sem data agendada:
- porto de Manaus, com investimento de R$ 1,4 bilhão;
- trechos mineiros das rodovias BR-040, BR-116 e BR-381;
- outorga de 70 áreas para uso das frequências de 3,5 GHz nas telecomunicações.
- trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas, cujo edital deve sair até março.
Os governos tucanos de São Paulo, Paraná e de Minas Gerais também querem entregar bilhões à iniciativa privada.
Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital discutem atividades para 2012
Blogueir@s, ativistas nas Redes Sociais e Cultura Digital se reuniram na noite de 27 de dezembro no Centro de Curitiba para comemorar um ano de muitas vitórias do nosso movimento e planejar as atividades para o próximo ano.
Entre uma cervejinha brasileira e uma vodca russa, entre uma piada e um assunto sério, os mais de 20 participantes listaram os desafios que
nos esperam nos próximos anos e chegaram à algumas conclusões.
Por que governo e cúpula do PT não apoiam a CPI da privataria?
Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania
Nos últimos dias, o deputado Candido Vaccareza, líder do governo na Câmara dos Deputados, o presidente daquela Casa, deputado Marco Maia, e a própria presidente Dilma Rousseff deram declarações contrárias à instalação da CPI da Privataria, proposta pelo deputado comunista Protógenes Queiroz, que já contabiliza mais assinaturas do que as 171 necessárias.
Que a grande mídia e o PSDB agora minimizem as denúncias contidas no livro A Privataria Tucana depois de tentarem (sem sucesso) escondê-las, é compreensível. Ambos estão envolvidos nas denúncias – os tucanos por terem conduzido o processo e a mídia por ter feito grandes negócios com o que foi privatizado. O que não se entende são as posturas da cúpula do PT e da presidente Dilma.
Mesmo que cerca de 30% dos deputados do PT, até agora, tenham aposto suas firmas no requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito, é inadmissível que as mais altas instâncias do partido que mais denunciou as privatizações da era Fernando Henrique Cardoso agora ajam dessa forma, com esse discurso dúbio que sugere medo ou até culpa no cartório.
Se essas autoridades não querem se envolver politicamente, apesar de ocuparem cargos políticos, que dissessem que esse é um assunto que o conjunto do Poder Legislativo terá que decidir. Seria uma forma menos afrontosa de se omitirem do dever que têm de investigar denúncias tão graves de tamanha quantidade de dinheiro público que dizem ter sido afanado por membros do governo federal no fim da década retrasada.
É bem provável que metade dos deputados federais brasileiros assine o requerimento dessa CPI, mas mesmo se ela não tivesse uma só assinatura a mais do que o mínimo necessário deveria ser aberta porque não se imagina que quase duas centenas de deputados estejam vendo coisas ao acharem que há o que investigar.
Uma das frases de autoridades filiadas ao Partido dos Trabalhadores que mais causou espécie ao ir de encontro à instalação da CPI da Privataria foi proferida na televisão pelo deputado Candido Vaccareza. Ele disse que não apoia a instalação da investigação porque não há que ficar “olhando no retrovisor como a oposição”.
Em primeiro lugar, a oposição não olha no retrovisor. Essa alusão ao equipamento obrigatório em veículos automotores surgiu no Brasil já na campanha eleitoral de 2002, quando tucanos diziam que o povo não deveria escolher o próximo presidente da República olhando no retrovisor. Depois, a tese se repetiu nas eleições presidenciais de 2006 e de 2010.
O uso da figura de linguagem tucana pelo deputado petista também é injusta com o PSDB. O que esse partido mais tem feito foi se esquivar do passado. As denúncias que faz são para investigar o presente enquanto prega o esquecimento de possíveis crimes do passado. Acusar a oposição de olhar pelo retrovisor, portanto, não faz sentido.
Alguns aludem a uma suposta “estratégia” da presidente Dilma e da cúpula do PT ou à tese de que não lhes caberia iniciativa de investigar roubo de dinheiro público, o que não é verdade. Pelo contrário: tendo notícia de casos de corrupção, o dever da autoridade constituída é o de investigar ou dizer por que não cabe fazê-lo.
Nos últimos anos, foram feitas CPIs para investigar compra de tapiocas por ministros e grampos telefônicos de autoridades cujos áudios jamais apareceram. Durante o governo Lula, a oposição obteve praticamente todas as investigações que pediu. Neste governo, que ninguém duvide que irá obter muitas mais.
Preocupa, no entanto, a tese de que o tempo justifica e absolve crimes da magnitude dos que são denunciados pelo livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., pois sugere que se houver corrupção e ela tardar a ser descoberta, corruptos e corruptores estarão livres.
De repente, o rigor com a corrupção que a tantos encantou durante os últimos nove anos, sumiu. E o governo e a cúpula do PT parecem achar, no mínimo, que se forem condescendentes com os adversários serão poupados mais adiante, quando surgirem denúncias contra esse governo.
Resumindo: a impressão que se tem, quando as autoridades supracitadas se manifestam contrariamente à investigação da privataria, é a de que têm o rabo preso de alguma forma, ainda que não se saiba qual. Aliás, a honestidade intelectual obriga a considerar a acusação do PSDB quando diz que tudo foi armação de novos “aloprados”.
Cidadãos de verdade não podem aceitar nem que supostos crimes de tucanos deixem de ser investigados, nem que petistas forjem acusações contra os adversários. Aqui se trata de uma questão de justiça. A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a privataria precisa ser instalada para que se saiba qual dos lados agiu criminosamente.
Pelas razões expostas, este blog e seu signatário exigem a instalação da CPI da Privataria. E você, leitor?
Ameaçada, testemunha de caixa 2 tucano terá proteção policial no Paraná
Fac-símile do Termo de Audiência em que foi pedido proteção à testemunha.
O ex-servidor público Rodrigo Oriente, um dos pivôs e uma das principais testemunhas de denúncias de caixa 2 na campanha de reeleição de Beto Richa (PSDB) e Luciano Ducci (PSB), nas eleições de 2008, receberá proteção policial.
Hoje, Richa é governador do Paraná e Ducci (que era vice) agora é o prefeito de Curitiba.
O pedido de proteção a Oriente foi requisitado pelo juiz Telmo Zaions Zainko, da 1ª Zona Eleitoral de Curitiba, que registrou o fato no “Termo de Audiência” da última segunda-feira (12).
De acordo com Boletim de Ocorrência registrado no 9º Distrito Policial, que motivou o pedido de proteção policial, Rodrigo Oriente foi abordado por motoqueiros que lhe deram uma coronhada na cabeça. Pediram para que ele não comparecesse no depoimento sobre o caixa 2 tucano sob pena de “se machucar”.
Na verdade, o agredido – que é testemunha-chave no caso – ainda não havia sido convocado para depor. Mas o recado foi dado a ele.
Sobre o Comitê Lealdade
Em 2008, quando Richa disputou a reeleição à Prefeitura de Curitiba, o PRTB decidiu apoiar Fabio Camargo (PTB). De uma hora para outra, 23 candidatos a vereador do partido desistiram da candidatura, anunciaram uma inusitada dissidência e organizaram a fundação de um comitê em apoio a Richa.
Soube-se, meses depois, que a adesão foi paga com “Caixa 2″ (dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral) e cargos na gestão municipal. O chefe do esquema era Alexandre Gardolinski, que foi pessoalmente indicado por Richa e se responsabilizou pelos pagamentos — em espécie.
O Comitê Lealdade parecia funcionar como fachada.
A mídia não sabe o que fazer com “A privataria tucana”
Artigo sugerido por Edson Osvaldo Melo
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
Por Gilberto Maringoni*
Há uma batata quente na agenda nacional. A mídia e o PSDB ainda não sabem o que fazer com A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. A cúpula do PT também ignora solenemente o assunto, assim como suas principais lideranças. O presidente da legenda, Rui Falcão, vai mais longe: abriu processo contra o autor da obra, por se sentir atingido em uma história na qual teria passado informações à revista Veja. O objetivo seria alimentar intrigas internas, durante a campanha presidencial de 2010. A frente mídia-PSDB-PT pareceria surreal meses atrás.
Três parlamentares petistas, no entanto, usaram a tribuna da Câmara, nesta segunda, para falar do livro. São eles Paulo Pimenta (RS), Claudio Puty (PA) e Amaury Teixeira (BA). O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) começa a colher assinaturas para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os temas denunciados no livro. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) indagou: “Nenhum jornalão comentou o procuradíssimo livro A privataria tucana. Reportagens sobre corrupção têm critérios seletivos?”
O silêncio dos coniventes
O silêncio maior, evidentemente, fica com os meios de comunicação. Desde o início da semana passada, quando a obra foi para as livrarias, um manto de silêncio se abateu sobre jornais, revistas e TVs, com a honrosa exceção de CartaCapital.
As grandes empresas de mídia adoram posar de campeãs da liberdade de expressão. Acusam seus adversários – aqueles que se batem por uma regulamentação da atividade de comunicação no Brasil – de desejarem a volta da censura ao Brasil.
O mutismo sobre o lançamento mais importante do ano deve ser chamado de que? De liberdade de decidir o que ocultar? De excesso de cuidado na edição?
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Que acordo foi selado entre os grandes meios para que uma das grandes pautas do ano fosse um não tema, um não-fato, algo inexistente para grande parte do público?
Comissão da verdade
Privatização é um tema sensível em toda a América Latina. No Brasil, uma pesquisa de 2007, realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Ipsos detectou que 62% da população era contra a venda de patrimônio público. Nas eleições de 2006, o assunto foi decisivo para a vitória de Lula (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).
Que a imprensa discorde do conteúdo do livro, apesar da farta documentação, tudo bem. Mas a obra é, em si, um fato jornalístico. Revela as vísceras de um processo que está a merecer também uma comissão da verdade, para que o país tome ciência das reais motivações de um dos maiores processos de transferência patrimonial da História.
Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
O expediente não é inédito. Há 12 anos, outra investigação sobre o mesmo tema – o clássico O Brasil privatizado, de Aloysio Biondi – alcançou a formidável marca de 170 mil exemplares vendidos. Nenhuma lista publicou o feito. O pretexto: foram vendas diretas, feitas por sindicatos e entidades populares, através de livreiros autônomos. O que valeria na contagem seriam livrarias comerciais.
E agora? A privataria tucana faz ótima carreira nas grandes livrarias e magazines virtuais.
Deu no New York Times
O cartunista Henfil (1944-1988) costumava dizer, nos anos 1970, que só se poderia ter certeza de algo que saísse no New York Times. Notícias sobre prisões, torturas, crise econômica no Brasil não eram estampadas pela mídia local, submetida a rígida censura. Mas dava no NYT. Aliás, esse era o título de seu único longa metragem, Tanga: deu no New York Times, de 1987. Era a história de um ditador caribenho que tomava conhecimento dos fatos do mundo através do único exemplar do jornal enviado ao seu país. As informações eram sonegadas ao restante da população.
Hoje quem sonega informação no Brasil é a própria grande mídia, numa espécie de censura privada. O título do filme do Henfil poderia ser atualizado para “Deu na internet”. As redes virtuais furaram um bloqueio que parecia inexpugnável. E deixam a mídia bem mal na foto…
* Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5354
Record News e o livro que revela esquema de propina nas privatizações do governo FHC
Da Record News
http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4ee69229b51af6e7ed95b677
Um esquema de propina na época das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso virou livro. A publicação já está esgotada em muitas livrarias. Segundo o autor, um dos principais beneficiários do esquema foi o tucano José Serra e familiares dele.
E viva a democracia tucana: Beto Richa está “de mal” do Blog do Tarso.
Hoje durante o programa olho-no-olho da jornalista Joice Hasselmann, na Bandnews, o governador Beto Richa (PSDB) novamente se negou em responder uma pergunta do Blog do Tarso e disse que “não respeita minha autoridade moral”. Eu perguntaria sobre a privatização via as organizações sociais – OS que ele quer implementar no Paraná.
Apenas porque tenho várias Ações Populares contra o governador, por irregularidades que entendo que ele praticou na Administração Pública, Carlos Alberto entende que faço “perseguição pessoal”.
Francamente governador, é Vossa Excelência que utiliza a máquina pública para se promover, é Vossa Excelência que privatiza, é Vossa Excelência que utiliza de seu poder para empregar parentes e seus “aspones”.
Veja a pergunta que a querida Joice faria, e que o governador Beto Richa se negou em responder porque não aceita um debate franco:
“Sobre a Lei de privatização via OS recentemente aprovada na Assembleia, cujo projeto foi sua proposta: o modelo foi questionado pelo TC de SP (que disse que o modelo é menos eficiente, mais caro e paga menos os profissionais da saúde); o presidente do TC do PR, Fernando Guimarães, recomendou audiência pública prévia; a primeira dama, Fernanda Richa, prometeu que haveria debate com a população antes da aprovação; a maior jurista do Direito Administrativo do Brasil, Maria Sylvia Zanella Di Pietro confirma que OS é privatização; no ano passado durante a sabatina do UOL (tenho o vídeo), Vossa Excelência disse que não privatizaria, que não conhecia o modelo de privatização via OS, manteria o sistema apenas de convênios e elogiou o modelo de saúde estatal de Curitiba; Vossa Excelência teve quase um ano para fazer concurso público para os hospitais públicos estaduais que precisam de médicos; o modelo de repasse de dinheiro público para ONGs vem sendo questionado desde que o governo FHC criou a privatização via OS. Mesmo assim, por que tanta pressão na Assembleia para aprovação em apenas 14 dias da lei das OS, com agressões nos manifestantes e portas fechadas para a votação? Já sancionou a Lei?”
Governo Richa propõe contratação de “soldado voluntário”
Do portal de Tadeu Veneri
Com a proposta que institui no Paraná o serviço auxiliar voluntário na Polícia Militar, o governo estadual está buscando mais uma maneira de driblar o concurso público, a principal porta de entrada para o serviço público.
A avaliação é do deputado Tadeu Veneri (PT), ao examinar o projeto nº 942, encaminhado pelo governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa, que prevê a contratação de até 1,5 mil “soldados PM Voluntário” para atuar na Corporação.
O projeto determina que as contratações, através de processo seletivo próprio, serão dirigidas às áreas administrativa, de saúde e defesa civil. Veneri observa que o projeto descreve algumas funções, mas deixa em aberto a possibilidade de o serviço voluntário ser estendido para outras tarefas, ao incluir a expressão “dentre outras”.
Ao recrutar cidadãos sem a exigência da qualificação e treinamento para atuar na área de seguranç a, o governo demonstra seu descompromisso com um setor tão essencial para a população, ao mesmo tempo que cria uma subcategoria de servidores. “O projeto especifica algumas funções burocráticas, que podem ser assumidas por voluntários, mas não impede que outras, como o serviço de rua, sejam também entregues a “soldados voluntários”, disse o deputado.
A marca tucana
Para Veneri, a proposta de Beto Richa reforça a marca da atual administração, de redução do estado e precarização do trabalho no serviço público. “É o mesmo caminho da terceirização, já trilhado com a lei que permite repassar serviços públicos a entidades privadas, como as Organizações Sociais”, comentou.
Veneri acrescentou que os contratados por esse regime não têm as prerrogativas previstas em lei e asseguradas aos policiais militares.
Na justificativa do projeto, Beto Richa alega que é mais barato contratar um voluntário do que um soldado de 1ª. classe. “O ar gumento é típico do administrador que vê o estado como uma empresa privada, onde a lógica financeira prevalece sobre o interesse público”, criticou Veneri.
O deputado questiona ainda a justificativa do governo, que aponta a substituição de policiais militares em serviços burocráticos pelos voluntários, alegando que assim poderá aumentar o efetivo de rua. “Nós precisamos saber quantos são e quem são os policiais que atualmente exercem funções burocráticas. Essas informações são importantes para saber se estes policiais estão em condições de fazer trabalho de rua”,
O projeto do governo prevê um auxílio mensal de R$ 1, 5 mil para os trabalhadores voluntários, que podem ser admitidos por um ano, prorrogável pelo mesmo período. De acordo com a proposta, o governo pode recrutar um voluntário para cada grupo de cinco efetivos da PM. Nesta proporção, o número de voluntários pode chegar a 4, 9 mil.
O governo está baseando o projeto na lei federal 10 .029/00, que estabelece normas gerais para a prestação voluntária de serviços administrativos e auxiliares nas PMs e Corpos de Bombeiros. A lei é alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que considera o texto uma “aberração jurídica”.
O que o Vaticano, o fim do socialismo soviético e a privataria tucana tem em comum?
À primeira vista, o Vaticano, o fim do socialismo soviético e a privataria tucana nada tem em comum e são considerados, por alguns, fenômenos “isolados” no tempo e no espaço.
Porém, 3 livros publicados nos últimos 18 meses, Vaticano S.A (Gianluigi Nuzzi, Larousse, 2010), Economia Bandida (Loretta Napoleoni, Difel, 2010) e A Privataria Tucana (Amaury Ribeiro Jr., Geração Editorial, 2011) mostram que os 3 “fenômenos” tem em comum o modus operandis neoliberal de desvio criminoso de dinheiro público, sempre lavados por empresas ou bancos off-shores, e seu investimento em negócios legais ou espúrios, fazendo com que de uma forma ou de outra a grana desviada volte aos corrputos e corruptores na qualidade de dinheiro limpo, legalizado no sistema bancário-financeiro internacional.
A lavanderia do Vaticano, através de seu IOR – Instituto para Obras Religiosas, também conhecido como Banco do Vaticano, pode ser considerada a mais antiga encravada na Europa continental, bem no centro de Roma.
Os esquemas relatados no livro de Gianluigi Nuzzi remontam ao papado de Paulo VI e conta como a grana ilegal de políticos, empresários e bispos de vários países eram legalizados pela off-shore IOR, ou seja, Banco do Vaticano.
Baseado no arquivo secreto do Monsenhor Renato Dodozzi, morto em 2003), Vaticano S.A. revela escândalos políticos e financeiros da maior Instituição Religiosa do Mundo: a Igreja Católica Apostólica Romana.
O imenso arquivo do Monsenhor Dodozzi, que trabalhou no IOR, guardado na Suíça até a sua morte e hoje acessível a todos, revela uma verdadeira e própria “lavanderia de dinheiro” no centro de Roma, utilizada também pela máfia e por inescrupulosos aventureiros políticos. Um paraíso fiscal que não se submete a nenhuma legislação, a não ser às sacras leis do Estado do Vaticano.
O livro mostra também como fundos “pessoais” do papa João Paulo II foram usados para financiar o sindicato polonês Solidariedade contra o regime socialista soviético.
Economia Bandida chegou ao Brasil após lançamentos de sucesso na América do Norte e Central, Europa e Ásia. Nele, Loretta Napoleoni disseca a extensa rede de ilegalidade existente no planeta – da indústria do sexo na Europa Oriental à rede chinesa de pornografia online, passando pela comercialização do Viagra e pelo tráfico de diamantes na África.
Não é um livro sobre as origens obscuras dos produtos que consumimos nem sobre as mentiras das campanhas publicitárias dos propagandistas da eterna juventude. Tampouco se trata de um manual antiglobalização ou de um manifesto pela revolução do consumidor.
Mostra o que há de comum entre o próspero comércio sexual do Leste Europeu, o escândalo dos empréstimos hipotecários podres nos Estados Unidos, a indústria chinesa de produtos falsificados e a filantropia das celebridades na África. Descreve como biopiratas exploram a indústria do sangue, como os bandidos da pesca devastam os altos-mares, como a pornografia se desenvolve virtualmente no Second Life e como jogos como o World of Warcraft geram “suadouros” on-line, levando-nos a concluir que as indústrias bandidas estão se transformando em impérios globais e tornando-se regra descarada do sistema capitalista que antigamente procurava disfarçar-se sob negócios tidos como legais.
Mostra, enfim, como o mundo vem sendo remodelado por forças econômicas obscuras que vitimam milhares de pessoas comuns cujas vidas foram aprisionadas na fantasia do consumismo mundial. Napoleoni revela a arquitetura de nosso mundo.
Por sua vez, A privataria tucana nos traz a arquitetura de nosso Brasil “moderno” e, de maneira chocante e até decepcionante, relata a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público.
Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra. Nomes, até agora blindados pela aura da honestidade e pela imprensa nacional, surgirão manchados pela descoberta de seus malfeitos.
O livro traz os documentos secretos e a verdade sobre o maior assalto ao patrimônio público brasileiro e o trânsito de fortunas tucanas até os paraísos fiscais.
O leitor perceberá que nas 3 publicações citadas tudo é SAGRADO, desde que garanta aos neoliberais e a seus operadores os maiores, mais fáceis e rápidos lucros possíveis, pouco importando a origem ou legalidade das operações em que eles se envolvam.
Interesses e direitos HUMANOS, nacionais, religiosos, políticos, econômicos, sociais ou populares são descaradamente atropelados em nome do rápida e absurda concentração de renda e riquezas do vale-tudo do TUDO PELO CAPITAL.
“A Privataria Tucana” é uma espécie de “novo Muito Além do Cidadão Kane”?
Do Blog Rodopiou
Todos achavam que era uma lenda urbana da blogosfera “progressista”. Que era invenção de Paulo Henrique Amorim. Que nunca ia sair. Mas, nesse final de semana um lançamento no mercado editorial abalou o mundo da blogosfera, e ao que tudo indica – ao ver o silêncio da grande mídia – o mundo tucano também.
O livro “A Privataria Tucana” do premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr., conta, segundo sua própria descrição, como ocorreu um dos maiores assaltos aos cofres públicos brasileiros: a onda privatista do governo FHC. O livro relata muita coisa, desde como acontecia a lavagem de dinheiro em ilhas do Caribe, passando pelo enriquecimento de figuras importantes do tucanato, escândalo do Banestado – que segundo Amaury foi a maior roubalheira da história – até chegar a disputa eleitoral de 2010, com espionagem tucana para ferrar tucanos e até fogo amigo de petistas contra petistas. Tudo bem detalhado, com provas documentais, ou seja, não é boato de campanha eleitoral.
Tá, e aí, qual a relação de “A Privataria Tucana” com “Muito Além de Cidadão Kane?
Bom, primeiro vamos a um breve histórico para quem não conhece do documentário britânico “Muito Além do Cidadão Kane” (clique aqui para assistir)
Muito Além do Cidadão Kane, é um documentário produzido no início da década de 90 pelo Channel 4, uma emissora pública do Reino Unido. O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder, influência das Organizações Globo na vida brasileira, suas relações políticas, e como em diversos momentos, para defender seus interesses e de seus aliados, a Rede Globo manipulou a opinião pública. Apresenta depoimentos de importantes personalidades como Chico Buarque, Leonel Brizola, ACM, Washington Olivetto, Dias Gomes, e Luís Inácio Lula da Silva
Barrado no país desde o ano de sua produção, por ordem judicial a pedido da rede Globo, o filme foi exibido “clandestinamente” por vários anos em algumas universidades e, por partidos políticos, em seções não divulgadas, e só a partir do ano 2000, com o crescimento da internet, é que o filme passou a ser difundido, furando a censura.
E é a censura, para defender certos interesses, que seriam afetados pelas informações contidas nas obras, que liga o livro ao documentário.
No caso do documentário houve -e ainda há, pois ele continua proibido no Brasil- censura para que ninguém soubesse das maracutais das Organizações Globo -mais sujas que pau de galinheiro.
Já no do livro, há uma censura por parte da grande mídia, para que o alto tucanato não seja afetado pelas denúncias contidas no livro. Me chamou a atenção foi uma postagem no Twitter do jornalista e blogueiro @claudiogonz em que ele diz se na pesquisa do Google, o termo “A Privataria Tucana” traz 40 mil citações em blogs, já em Notícias aparecem só 24. Mas não é só na pesquisa do Google que vemos isso. Nenhum grande jornal, ou grande rede televisiva, deu uma linha sobre o livro. Apenas a revista semanal Carta Capital, em que o assunto é a capa.
O livro que foi lançado nesta sexta-feira (09/12) é um sucesso de vendas. A primeira edição, com 15 mil livros, esgotou em menos de dois dias. Segundo a blogueira Maria Frô é um recorde no mercado livresco brasileiro. Na noite de sexta-feira, a editora Geração Editorial já não tinha mais cópias disponíveis, tamanha foi a procura das livrarias e dos leitores. Tudo isso apenas com a divulgação de blogueiros e internautas, pois a distribuição feita pela editora foi silenciosa, devido ao medo de apreensão judicial. O editor Luiz Fernando Emediato chegou inclusive a sentir-se intimidado ao ser chamado para “uma conversa” com o ex-governador José Serra, uma das “estrelas” envolvidas nas denúncias do livro.
Diante do exposto, este humilde blogueiro é obrigado a concordar com a “ombudswoman” da Folha de São Paulo, que já sentenciou que o destino da “grande mídia” é ser atropelada pela blogosfera.
A privataria tucana: lançado livro que desmascara o tucanato e o empresariado
Acaba de ser lançado o tão prometido livro de Amaury Ribeiro Jr., jornalista que trabalhou no ninho tucano, que desvenda o modus operandis do tucanato em conluio com o empresariado nacional e internacional.
Alguns já consideravam o livro de Amaury Jr. a primeira grande lenda urbano-cibernética criada pela blogosfera brasileira, mas finalmente veio à luz, fartamente documentado, revelando as fortunas tucanas em paraísos fiscais, após as privatizações do governo FHC, e a rede de espionagem montada pelo ex-governador de São Paulo José Serra contra seu adversário interno no PSDB, o também tucano Aécio Neves, que era governador de Minas Gerais.
O livro está a venda nas melhores livrarias do país e pode ser encontrado a R$ 27,90.
Confira aqui a sinopse publicada no site da Livraria Saraiva:
Prepare-se, leitor, porque este, infelizmente, não é um livro qualquer.
A “PRIVATARIA TUCANA” nos traz, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público.
Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra. Nomes imprevistos, até agora blindados pela aura da honestidade, surgirão manchados pela imprevista descoberta de seus malfeitos.
Amaury Ribeiro Jr. faz um trabalho investigativo que começa de maneira assustadora, quando leva um tiro ao fazer reportagem sobre o narcotráfico e assassinato de adolescentes, na periferia de Brasília.
Depois do trauma sofrido, refugia-se em Minas e começa a investigar uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra, para desacreditar seu rival no PSDB, o ex-governador mineiro Aécio Neves.
Ao puxar o fio da meada, mergulha num novelo de proporções espantosas.
Dr. Rosinha: ‘Em um ano, Beto Richa não fez outra coisa senão terceirizar, privatizar’
Assista abaixo a entrevista de Beto Richa ao UOL durante a campanha eleitoral de 2010.
Rogerio Galindo da Gazeta do Povo diz que Beto Richa descumpriu promessas e que Rossoni é anti-democrático
Agenda secreta
Hoje na Gazeta do Povo
Rogerio Waldrigues Galindo •
rgalindo@gazetadopovo.com.br
Beto Richa conclui o seu primeiro ano de governo admitindo que não conseguiu fazer tudo o que queria (nem tudo o que prometeu). Claro, usando o manual de seus antecessores, colocou a culpa em quem veio antes dele. Mas o mais estranho não foi o governador deixar de fazer aquilo a que se havia proposto. Isso até faz parte do jogo: às vezes há amarras, empecilhos, problemas. E, vamos convir, ninguém cumpre 100% do que prometeu em campanha.
O curioso foi Richa fazer o que tinha dito que não faria. Homem de bordões, Beto dizia ao eleitor, pouco mais de um ano atrás, que “faria mais com menos”. Quem não se lembra da frase? As duas partes da equação, porém, não resistiram aos primeiros 12 meses de gestão. Richa aumentou o peso do Estado sobre o nosso bolso (o tarifaço do Detran chegou a 271%) e acabou não entregando nenhuma grande obra até aqui. Não fez mais. E não cobrou menos.
Dizia também o candidato que, quando chegasse ao governo, seria o oposto de Roberto Requião. Essa afirmação começou a ruir ainda antes da posse, conforme o secretariado foi sendo anunciado. Praticou ampla e fartamente o nepotismo, indicando o irmão Pepe e a mulher Fernanda para as duas supersecretarias que criou sob medida, só para presenteá-los. Além disso, cooptou o próprio PMDB para o governo, dando um cargo para Luiz Cláudio Romanelli – ex-secretário, quem diria, do governo Requião…
Dizia que seria o governo do diálogo. E, como lembrou neste espaço, no sábado, a colunista Rosana Félix, fez o exato oposto. O caso atual, da aprovação sob rolo compressor das terceirizações, é o exemplo mais cabal. Não houve uma audiência pública. E no fim das contas, tristemente, foi montada uma linha de policiais em frente à Assembleia para impedir que a população acompanhasse as discussões.
Richa dizia mais. Que não iria privatizar nada (até porque era comumente chamado de lernista na época, coisa que também refutava com vigor). Até aqui, é bem verdade, não vendeu nenhum bem público. Exceto por dois aviões “inservíveis”, que pareceram muito bons para o dono da Helisul e para a família Mussi, do Canal 21, seus felizes compradores. Mas começou o ano falando em criar uma agência reguladora – que serve para fiscalizar serviços concedidos ou privatizados. E terminou aprovando no afogadilho a polêmica lei que repassa partes do Estado para ONGs.
Ninguém ouviu da boca de Richa, nem de seus aliados, que essa seria a agenda do primeiro ano de governo. O plano de governo do candidato, “registrado em cartório”, como ele próprio faz questão de mencionar em mais um de seus bordões, até onde se tenha percebido, também não falava em nada disso.
Aparentemente, porém, havia letras miúdas no documento em que ninguém havia reparado. Havia uma agenda secreta de que o eleitor não foi informado. Richa pode até culpar os antecessores por não ter deixado em caixa dinheiro para que ele fizesse o que cumpriu. Mas não pode, em nenhum momento, dizer que alguém lhe forçou a tomar as decisões que vem tomando.
Sobre isso, pelo menos, ele tem de assumir a responsabilidade.
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Ontem no Blog Caixa Zero

Ninguém nega que os manifestantes exageraram na invasão da Assembleia nesta segunda-feira. Há jeitos mais democráticos de protestar contra um, projeto de lei, ou contra o que for.
Mas isso não dá, obviamente, ao presidente do Legislativo, Valdir Rossoni (PSDB), o direito de restringir o acesso ao plenário com uso de barreira policial.
Só entram “funcionários com crachá, repórteres e visitantes autorizados”, dizem os PMs.
Nesta terça, cerca de 50 policiais militares foram postados em frente ao portão de acesso da Assembleia. A medida veio depois de Rossoni tirar as grades do prédio, dizendo que estava democratizando o acesso.
A Assembleia não pertence aos deputados, e sim ao povo paranaense. Não faz o menor sentido proibir que a população acompanhe o que se passa lá dentro.
O secretismo foi o que criou o monstro da corrupção dentro da Assembleia. Tanto é que os “diários secretos” acabaram se tornando um símbolo dos desvios de conduta que havia lá dentro.
Alguém cometeu vandalismo? Pague por isso. O restante da população não pode pagar por isso tendo uma Assembleia menos democrática.
Nota da Bancada do PT na Alep sobre a votação do projeto das OSs
NOTA À IMPRENSA
A bancada do PT na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) vem a público se manifestar sobre a votação do projeto 915/2011, que autoriza o governo do Estado a terceirizar serviços públicos às Organizações Sociais:
1) Os deputados do PT atribuem as manifestações contrárias ao projeto, por estudantes, servidores e sindicalistas, exclusivamente à intransigência do governo Beto Richa (PSDB) na recusa ao diálogo com a sociedade organizada sobre o tema;
2) A bancada considera que, ao promover ataques indiscriminados ao PT, a gestão Richa tenta transferir o verdadeiro foco do debate. É notório o posicionamento do governo, nestes 11 meses de mandato, de buscar ostensivamente transferir responsabilidades sempre quando deparado com críticas e exposição negativa de sua gestão;
3) Ao promover tais ataques, o governo tucano desqualifica todos os movimentos sociais que se levantaram contra a matéria, bem como a sociedade paranaense;
4) O ponto de maior inflexão a respeito do projeto, na ótica da bancada do PT, é a falta de diálogo por parte do governo. O posicionamento da bancada externa os interesses e anseios dos movimentos sociais, partidos políticos, imprensa e a sociedade organizada;
5) A injustificável pressa em aprovar a matéria comprova e fortalece a tese da bancada. Foram apenas 13 dias entre a chegada do texto à Alep e a aprovação da matéria. Um projeto que irá alterar profundamente o desenho da gestão pública estadual jamais poderia ter recebido tamanha falta de atenção e zelo;
6) O governo estadual não considera importante a opinião da sociedade organizada, por meio de audiências públicas, na elaboração do projeto? Por que o tema não foi amplamente debatido na Conferencia Estadual de Saúde, realizada em outubro? Quais os verdadeiros interesses por trás de tamanha intransigência e medidas antidemocráticas?
7) A bancada do PT avalia que o dia foi histórico. Serão infrutíferas quaisquer tentativas do governo Beto Richa em desviar o real tema de debate. A sociedade paranaense já ofereceu seu veredito, e ele é frontalmente contrário ao projeto que implanta as Organizações Sociais no Paraná.
Bancada do PT na Assembleia Legislativa do Paraná
Leia também:
PT promete ir à Justiça para barrar aprovação de terceirização
(Gazeta do Povo).













