Posts tagged ‘imprensa’

28/03/2012

Censura tucana causa demissões em revista

De TIE-Brasil

Nota de Elio Gaspari na Folha de S. Paulo de 28/03/2012 não deixa dúvidas sobre quem é a favor da censura e contra a Liberdade de Expressão neste país. Quem aparelha o estado e as entidades privadas. Quem não quer que o Brasil conheça sua própria história e possa sair de sua condição de eterna colônia.

Sim, senhores, Elio Gaspari deixa bem claro para todos que queiram entender.É só abrir seus olhos, corações e mentes:

- Os tucanos censuram e demitem quando alguém escreve algo que expõe a podridão do modo TUCANO de privatizar, digo, governar.

Confiram o artigo de Gaspari:

PATRULHA E CENSURA

20/01/2012

Lançamento de “A Privataria Tucana” em Curitiba repercute nos blogs e redes sociais

O lançamento do livro “A Privataria Tucana”  que ocorreu ontem em Curitiba, contando com a presença de mais de 300 pessoas, também mostrou a força das redes sociais e blogs. Assim como o livro, o evento foi divulgado somente na Internet, rompendo mais uma vez a blindagem que a velha mídia faz ao assunto.

Vários Tuiteiros acompanharam o debate que foi transmitido ao vivo. Foram várias interações de internautas de todo o Brasil, comentando e sugerindo perguntas ao jornalista Amaury Ribeiro Jr.:

20/01/2012

Direção de TV estatal paranaense demite funcionários

A direção da TV Educativa do Paraná, que hoje praticamente só retransmite a programação da TV Cultura de São Paulo, mas insiste em chamá-la de É Paraná, está fazendo uma limpa nos quadros funcionais.

Sob a desculpa de se livrar dos incômodos gerados pelo caso Derosso, a ex-TV do povo paranaense, demitiu também outros 30 profissionais.

Da CBN-Curitiba:

Emissora de TV do governo, É Paraná, demite a jornalista Cláudia Queiroz

Filipi Oliveira

A TV do governo, É Paraná, a antiga TV Educativa, vai demitir a jornalista Cláudia Queiroz Guedes, mulher do presidente licenciado da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB). Além dela, pelo menos outras 30 pessoas também foram mandadas embora no corte feito pela emissora.

Clique aqui para ouvir o áudo desta reportagem

20/01/2012

Amaury Ribeiro Jr. desmente Álvaro Dias em entrevista à CBN-Curitiba

da CBN:

Autor de “A Privataria Tucana” diz que Banestado era o maior esquema de lavagem de dinheiro

Leonardo Bessa
O autor do livro “A Privataria Tucana”, que denuncia fraudes nas privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, afirma que nunca se desviou tanto dinheiro quanto na época do extinto Banco do Estado do Paraná, o Banestado.

Clique aqui para ouvir a íntegra da entrevista concedida por Amaury Ribeiro Jr à rádio CBN-Curitiba

20/01/2012

Novidades de Amaury: CD, cartilha em quadrinhos e “Privataria II”

“O pessoal do MST me pediu licença para editar uma versão do livro para as crianças e adolescentes, em forma de história em quadrinhos. É claro que eu dei a licença. E tem mais novidade. Vai sair o CD do Privataria com músicas que fiz a alguns anos e que precisam de uns ajustes”, revelou Amaury durante o debate realizado na noite de 19/01 em Curitiba.

Alguém lembrou que a privataria tucana não acabou mas continua avançando no Paraná e em outros estados através da “terceirização” da saúde e da cultura, decidida com apoio de deputados aliados do governador Beto Richa sem ouvir em nenhum momento a população. Propõe-se entregar um relatório completo do processo dessa votação, acompanhado dos nomes dos deputados e das empresas que apoiaram suas campanhas eleitorais (obtidas no TRE),  para o Amaury incluí-lo no “Privataria II”, em elaboração.

Amaury afirmou que só escreve com fatos e documentos que provem as denúncias, cabendo às entidades fazer os documentos chegarem até ele.

Os presentes quiseram saber se Amaury acha que a CPI da Privataria sai ou não sai.

“Depende da pressão popular. O livro sozinho já tem dados e informações documentais mais que suficientes”, responde Amaury que, humoradamente, completa: “Meu filho é ‘filho’ do Banestado. Foi feito em Nova Iorque por causa do Banestado. É a minha CPI e vou voltar a ela no Privataria II”.

Ao final do debate  formou-se uma fila para os autógrafos, incrivelmente organizada.

“Êita povo prá gostar de fila, sô”, brincou Amaury, pegando a caneta para autografar dezenas de exemplares.

Vendendo dez exemplares de uma vez para um dirigente da associação dos ex-funcionários do privatizado Banestado, William diz que “Curitiba lançou a ideia e o bloqueio da mídia e das redes de livrarias está sendo vencido pelos convites para as dezenas de atos iguais a este que acabamos de assistir.”

20/01/2012

Lançamento de “A Privataria Tucana” em Curitiba reúne mais de 300 pessoas

O lançamento do livro “Privataria Tucana”, com a presença do autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr. foi um sucesso: reuniu mais de 300 pessoas na noite de 19/01/2012 no auditório do SISMUC – Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Municipais de Curitiba.

O evento foi organizado por ParanáBlogs, Sismuc, Geração Editorial, Sindicato dos Bancários, SENGE-PR, SindiSaúde, CUT-PR e TIE-Brasil.

Já no inicio da “noite de autógrafos”, William Novais, da Geração Editorial, comemorava a venda de mais de 120 exemplares até aquele momento. “Em São Paulo foram 200, mas no final. Curitiba é bem menor e está dando show, já de saída” – afirmou William.

Muita gente já trazia o livro de casa, comprado nas livrarias que deixaram a solidariedade tucana para lá e lucram com o novo “best seller”.

No salão do evento os presentes se revezavam e se espremiam para ouvir as respostas bem humoradas de Amaury às perguntas feitas. Uma delas partiu de um médico brasileiro residente em Houston, Texas, que pode participar graças a transmissão ao vivo pela Internet.

O paranaense Amaury surpreendeu os participantes com o tom informal e até irreverente com que se dirigiu à atenta platéia.

20/01/2012

Fotos do Lançamento do Livro “A privataria tucana” em Curitiba

O lançamento do livro “A privataria tucana” reuniu mais de 300 pessoas no auditório e dependências do Sismuc na noite de quinta, 19/01. Com o auditório lotado, muitas pessoas acompanharam a apresentação do livro seguida de debate nos computadores do Sismuc espalhados pelas diversas salas da entidade.

Antes do lançamento, porém, Amaury Ribeiro Jr participou de uma entrevista coletiva com a presença de vários meios de comunicação, tanto das velhas como das novíssimas mídias.

Veja as fotos do evento:

Participantes formam filas para chegar ao local do evento:

Antes das 19:00h o salão do Sismuc já estava lotado:

Amaury Ribeiro Jr. concede entrevista coletiva aos meios de comunicação do Paraná:

Após o debate participantes formaram filas para ter seu livros autagrafados por Amaury Ribeiro Jr.

18/01/2012

Adquira A Privataria Tucana e camiseta pela CPI da Privataria

Exclusivo: livro esgotado nas livrarias já pode ser adquirido no Sismuc. Camiseta pela CPI da Privataria também será vendida.

O livro mais polêmico de 2011 e 2012. A Privataria Tucana revela como se deu o processo de privatização no governo FHC, que é considerado um escândalo e já gera uma CPI no Congresso Nacional. A obra se esgotou rapidamente. Em 20 dias, foram 120 mil vendas.

No dia 19 de janeiro de 2012, durante o lançamento do livro “A Privataria Tucana” aqui em Curitiba (Sismuc), a Geração Editorial fará venda direta do mesmo a tod@s @s interessad@s. Além do livro também será vendida a camiseta a favor da CPI da Privataria.
A camiseta diz “Não há corruptos sem corruptores” e a hastag do twitter #cpitdaprivatariaja. A camiseta custa R$ 15,00 e pode ser adquirida no Sismuc.
Já as entidades e pessoas que quiserem adquirir o livro antecipadamente, poderão fazê-lo diretamente com Editora através do telefone (11) 3256-4444, com Amarali do depto. Comercial.
O preço de cada exemplar é R$ 34,90.
A Editora oferece os seguintes descontos de acordo com a quantidade encomendada:
Quantidade Desconto
Até 100 exemplares 20%
De 101 a 200 25%
De 201 a 300 30%
De 301 a 400 35%
De 401 a 500 40%
De 501 a 1000 45%
De 1001 a 2000 47%
De 2001 a 5000 50%
acima de 5000 exemplares 52,5%

Autor: Manoel Ramires com informações de Paraná Blogs

30/12/2011

Jornal Nacional se pauta apenas em blogueira patrocinada internacionalmente para atacar regime em Cuba

Do Blog do Tarso

A blogueira cubana Yoani Sánchez, que apareceu na reportagem do Jornal Nacional na Rede Globo desta quinta-feira, é patrocinada internacionalmente para uma tentativa de desestabilização do regime em Cuba. A pergunta que fica: por que a Rede Globo não escuta os dois lados da moeda?

28/12/2011

Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital discutem atividades para 2012

Blogueir@s, ativistas nas Redes Sociais e Cultura Digital se reuniram na noite de 27 de dezembro no Centro de Curitiba para comemorar um ano de muitas vitórias do nosso movimento e planejar as atividades para o próximo ano.

Entre uma cervejinha brasileira e uma vodca russa, entre uma piada e um assunto sério, os mais de 20 participantes listaram os desafios que
nos esperam nos próximos anos e chegaram à algumas conclusões.

28/12/2011

Questões Trabalhistas se resolvem na mesa de negociação, não com repressão!

A aliança demo-tucana-socialista (sic) que manda e desmanda no Paraná e Curitiba mais uma vez mostra toda a sua modernidade medieval e confirma que modernos são só os meios de fazer propaganda enganosa e ludibriar a população que ingenuamente nela acredita.

17/12/2011

Por que governo e cúpula do PT não apoiam a CPI da privataria?

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

Nos últimos dias, o deputado Candido Vaccareza, líder do governo na Câmara dos Deputados, o presidente daquela Casa, deputado Marco Maia, e a própria presidente Dilma Rousseff deram declarações contrárias à instalação da CPI da Privataria, proposta pelo deputado comunista Protógenes Queiroz, que já contabiliza mais assinaturas do que as 171 necessárias.

Que a grande mídia e o PSDB agora minimizem as denúncias contidas no livro A Privataria Tucana depois de tentarem (sem sucesso) escondê-las, é compreensível. Ambos estão envolvidos nas denúncias – os tucanos por terem conduzido o processo e a mídia por ter feito grandes negócios com o que foi privatizado. O que não se entende são as posturas da cúpula do PT e da presidente Dilma.

Mesmo que cerca de 30% dos deputados do PT, até agora, tenham aposto suas firmas no requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito, é inadmissível que as mais altas instâncias do partido que mais denunciou as privatizações da era Fernando Henrique Cardoso agora ajam dessa forma, com esse discurso dúbio que sugere medo ou até culpa no cartório.

Se essas autoridades não querem se envolver politicamente, apesar de ocuparem cargos políticos, que dissessem que esse é um assunto que o conjunto do Poder Legislativo terá que decidir. Seria uma forma menos afrontosa de se omitirem do dever que têm de investigar denúncias tão graves de tamanha quantidade de dinheiro público que dizem ter sido afanado por membros do governo federal no fim da década retrasada.

É bem provável que metade dos deputados federais brasileiros assine o requerimento dessa CPI, mas mesmo se ela não tivesse uma só assinatura a mais do que o mínimo necessário deveria ser aberta porque não se imagina que quase duas centenas de deputados estejam vendo coisas ao acharem que há o que investigar.

Uma das frases de autoridades filiadas ao Partido dos Trabalhadores que mais causou espécie ao ir de encontro à instalação da CPI da Privataria foi proferida na televisão pelo deputado Candido Vaccareza. Ele disse que não apoia a instalação da investigação porque não há que ficar “olhando no retrovisor como a oposição”.

Em primeiro lugar, a oposição não olha no retrovisor. Essa alusão ao equipamento obrigatório em veículos automotores surgiu no Brasil já na campanha eleitoral de 2002, quando tucanos diziam que o povo não deveria escolher o próximo presidente da República olhando no retrovisor. Depois, a tese se repetiu nas eleições presidenciais de 2006 e de 2010.

O uso da figura de linguagem tucana pelo deputado petista também é injusta com o PSDB. O que esse partido mais tem feito foi se esquivar do passado. As denúncias que faz são para investigar o presente enquanto prega o esquecimento de possíveis crimes do passado. Acusar a oposição de olhar pelo retrovisor, portanto, não faz sentido.

Alguns aludem a uma suposta “estratégia” da presidente Dilma e da cúpula do PT ou à tese de que não lhes caberia iniciativa de investigar roubo de dinheiro público, o que não é verdade. Pelo contrário: tendo notícia de casos de corrupção, o dever da autoridade constituída é o de investigar ou dizer por que não cabe fazê-lo.

Nos últimos anos, foram feitas CPIs para investigar compra de tapiocas por ministros e grampos telefônicos de autoridades cujos áudios jamais apareceram. Durante o governo Lula, a oposição obteve praticamente todas as investigações que pediu. Neste governo, que ninguém duvide que irá obter muitas mais.

Preocupa, no entanto, a tese de que o tempo justifica e absolve crimes da magnitude dos que são denunciados pelo livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., pois sugere que se houver corrupção e ela tardar a ser descoberta, corruptos e corruptores estarão livres.

De repente, o rigor com a corrupção que a tantos encantou durante os últimos nove anos, sumiu. E o governo e a cúpula do PT parecem achar, no mínimo, que se forem condescendentes com os adversários serão poupados mais adiante, quando surgirem denúncias contra esse governo.

Resumindo: a impressão que se tem, quando as autoridades supracitadas se manifestam contrariamente à investigação da privataria, é a de que têm o rabo preso de alguma forma, ainda que não se saiba qual. Aliás, a honestidade intelectual obriga a considerar a acusação do PSDB quando diz que tudo foi armação de novos “aloprados”.

Cidadãos de verdade não podem aceitar nem que supostos crimes de tucanos deixem de ser investigados, nem que petistas forjem acusações contra os adversários. Aqui se trata de uma questão de justiça. A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a privataria precisa ser instalada para que se saiba qual dos lados agiu criminosamente.

Pelas razões expostas, este blog e seu signatário exigem a instalação da CPI da Privataria. E você, leitor?

16/12/2011

Escritor do livro “A Privataria Tucana” diz que sucesso se deve às redes sociais

14/12/2011

A mídia não sabe o que fazer com “A privataria tucana”

Artigo sugerido por Edson Osvaldo Melo

Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?

Por Gilberto Maringoni*

Há uma batata quente na agenda nacional. A mídia e o PSDB ainda não sabem o que fazer com A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. A cúpula do PT também ignora solenemente o assunto, assim como suas principais lideranças. O presidente da legenda, Rui Falcão, vai mais longe: abriu processo contra o autor da obra, por se sentir atingido em uma história na qual teria passado informações à revista Veja. O objetivo seria alimentar intrigas internas, durante a campanha presidencial de 2010. A frente mídia-PSDB-PT pareceria surreal meses atrás.

Três parlamentares petistas, no entanto, usaram a tribuna da Câmara, nesta segunda, para falar do livro. São eles Paulo Pimenta (RS), Claudio Puty (PA) e Amaury Teixeira (BA). O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) começa a colher assinaturas para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os temas denunciados no livro. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) indagou: “Nenhum jornalão comentou o procuradíssimo livro A privataria tucana. Reportagens sobre corrupção têm critérios seletivos?”

O silêncio dos coniventes
O silêncio maior, evidentemente, fica com os meios de comunicação. Desde o início da semana passada, quando a obra foi para as livrarias, um manto de silêncio se abateu sobre jornais, revistas e TVs, com a honrosa exceção de CartaCapital.

As grandes empresas de mídia adoram posar de campeãs da liberdade de expressão. Acusam seus adversários – aqueles que se batem por uma regulamentação da atividade de comunicação no Brasil – de desejarem a volta da censura ao Brasil.

O mutismo sobre o lançamento mais importante do ano deve ser chamado de que? De liberdade de decidir o que ocultar? De excesso de cuidado na edição?

Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Que acordo foi selado entre os grandes meios para que uma das grandes pautas do ano fosse um não tema, um não-fato, algo inexistente para grande parte do público?

Comissão da verdade
Privatização é um tema sensível em toda a América Latina. No Brasil, uma pesquisa de 2007, realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Ipsos detectou que 62% da população era contra a venda de patrimônio público. Nas eleições de 2006, o assunto foi decisivo para a vitória de Lula (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).

Que a imprensa discorde do conteúdo do livro, apesar da farta documentação, tudo bem. Mas a obra é, em si, um fato jornalístico. Revela as vísceras de um processo que está a merecer também uma comissão da verdade, para que o país tome ciência das reais motivações de um dos maiores processos de transferência patrimonial da História.

Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?

O expediente não é inédito. Há 12 anos, outra investigação sobre o mesmo tema – o clássico O Brasil privatizado, de Aloysio Biondi – alcançou a formidável marca de 170 mil exemplares vendidos. Nenhuma lista publicou o feito. O pretexto: foram vendas diretas, feitas por sindicatos e entidades populares, através de livreiros autônomos. O que valeria na contagem seriam livrarias comerciais.

E agora? A privataria tucana faz ótima carreira nas grandes livrarias e magazines virtuais.

Deu no New York Times
O cartunista Henfil (1944-1988) costumava dizer, nos anos 1970, que só se poderia ter certeza de algo que saísse no New York Times. Notícias sobre prisões, torturas, crise econômica no Brasil não eram estampadas pela mídia local, submetida a rígida censura. Mas dava no NYT. Aliás, esse era o título de seu único longa metragem, Tanga: deu no New York Times, de 1987. Era a história de um ditador caribenho que tomava conhecimento dos fatos do mundo através do único exemplar do jornal enviado ao seu país. As informações eram sonegadas ao restante da população.

Hoje quem sonega informação no Brasil é a própria grande mídia, numa espécie de censura privada. O título do filme do Henfil poderia ser atualizado para “Deu na internet”. As redes virtuais furaram um bloqueio que parecia inexpugnável. E deixam a mídia bem mal na foto…

* Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5354

13/12/2011

Record News e o livro que revela esquema de propina nas privatizações do governo FHC

Da Record News

http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4ee69229b51af6e7ed95b677

Um esquema de propina na época das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso virou livro. A publicação já está esgotada em muitas livrarias. Segundo o autor, um dos principais beneficiários do esquema foi o tucano José Serra e familiares dele.

12/12/2011

Emediato: Só hoje Privataria Tucana vendeu 15,5 mil exemplares

Do blog Viomundo

por Conceição Lemes

A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., está bombando, mesmo. A primeira edição, de 15 mil cópias, já havia se esgotado na própria sexta-feira, 9 de dezembro, dia do lançamento.

“ Só nesta segunda-feira, vendemos 15 ,5 mil exemplares”, conta-nos, entusiasmadíssimo Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial. “A rede Saraiva pediu 6.500 exemplares, a Fnac, 4.000 e a Cultura, 5.000. Em consequência, aumentamos de 15 mil para 30 mil cópias a tiragem da reimpressão.”

A nova remessa começa a ser entregue às livrarias na próxima sexta-feira. Quem não tiver paciência para aguentar a espera, pode comprar o e-book na Saraiva Digital e na Gato Sabido.

O entusiasmo é tamanho que um leitor do Viomundo, que pediu anonimato, comprou 10 exemplares, para  sortearmos entre vocês. O critério ainda vamos definir.

Em tempo. Segundo Emediato, é boato que o livro A Privataria Tucana foi proibido ou está sendo boicotado por alguma livraria.

12/12/2011

E viva a democracia tucana: Beto Richa está “de mal” do Blog do Tarso.

Do Blog do Tarso

Hoje durante o programa olho-no-olho da jornalista Joice Hasselmann, na Bandnews, o governador Beto Richa (PSDB) novamente se negou em responder uma pergunta do Blog do Tarso e disse que “não respeita minha autoridade moral”. Eu perguntaria sobre a privatização via as organizações sociais – OS que ele quer implementar no Paraná.

Apenas porque tenho várias Ações Populares contra o governador, por irregularidades que entendo que ele praticou na Administração Pública, Carlos Alberto entende que faço “perseguição pessoal”.

Francamente governador, é Vossa Excelência que utiliza a máquina pública para se promover, é Vossa Excelência que privatiza, é Vossa Excelência que utiliza de seu poder para empregar parentes e seus “aspones”.

Veja a pergunta que a querida Joice faria, e que o governador Beto Richa se negou em responder porque não aceita um debate franco:

“Sobre a Lei de privatização via OS recentemente aprovada na Assembleia, cujo projeto foi sua proposta: o modelo foi questionado pelo TC de SP (que disse que o modelo é menos eficiente, mais caro e paga menos os profissionais da saúde); o presidente do TC do PR, Fernando Guimarães, recomendou audiência pública prévia; a primeira dama, Fernanda Richa, prometeu que haveria debate com a população antes da aprovação; a maior jurista do Direito Administrativo do Brasil, Maria Sylvia Zanella Di Pietro confirma que OS é privatização; no ano passado durante a sabatina do UOL (tenho o vídeo), Vossa Excelência disse que não privatizaria, que não conhecia o modelo de privatização via OS, manteria o sistema apenas de convênios e elogiou o modelo de saúde estatal de Curitiba; Vossa Excelência teve quase um ano para fazer concurso público para os hospitais públicos estaduais que precisam de médicos; o modelo de repasse de dinheiro público para ONGs vem sendo questionado desde que o governo FHC criou a privatização via OS. Mesmo assim, por que tanta pressão na Assembleia para aprovação em apenas 14 dias da lei das OS, com agressões nos manifestantes e portas fechadas para a votação? Já sancionou a Lei?”
Vai responder Governador Carlos Alberto Richa?
11/12/2011

O que o Vaticano, o fim do socialismo soviético e a privataria tucana tem em comum?

À primeira vista, o Vaticano, o fim do socialismo soviético e a privataria tucana nada tem em comum e são considerados, por alguns,  fenômenos “isolados” no tempo e no espaço.

Porém, 3 livros publicados nos últimos 18 meses, Vaticano S.A (Gianluigi Nuzzi, Larousse, 2010),  Economia Bandida (Loretta Napoleoni, Difel, 2010)  e A Privataria Tucana (Amaury Ribeiro Jr., Geração Editorial, 2011) mostram que os 3 “fenômenos” tem em comum o modus operandis neoliberal de desvio criminoso de dinheiro público, sempre lavados por empresas ou bancos off-shores, e seu investimento em negócios legais ou espúrios,  fazendo com que de uma forma ou de outra a grana desviada volte aos corrputos e corruptores na qualidade de dinheiro limpo, legalizado no sistema bancário-financeiro internacional.

A lavanderia do Vaticano, através de seu IOR – Instituto para Obras Religiosas, também conhecido como Banco do Vaticano, pode ser considerada a mais antiga encravada na Europa continental, bem no centro de Roma.

Os esquemas relatados no livro de Gianluigi Nuzzi remontam ao papado de Paulo VI e conta como a grana ilegal de políticos,  empresários e bispos de vários países eram legalizados pela off-shore IOR, ou seja, Banco do Vaticano.

Baseado no arquivo secreto do Monsenhor Renato Dodozzi, morto em 2003), Vaticano S.A. revela escândalos políticos e financeiros da maior Instituição Religiosa do Mundo: a Igreja Católica Apostólica Romana.

O imenso arquivo do Monsenhor Dodozzi, que trabalhou no IOR, guardado na Suíça até a sua morte e hoje acessível a todos, revela uma verdadeira e própria “lavanderia de dinheiro” no centro de Roma, utilizada também pela máfia e por inescrupulosos aventureiros políticos. Um paraíso fiscal que não se submete a nenhuma legislação, a não ser às sacras leis do Estado do Vaticano.

O livro mostra também como fundos “pessoais” do papa João Paulo II foram usados para financiar o sindicato polonês Solidariedade contra o regime socialista soviético.

Economia Bandida chegou ao Brasil após lançamentos de sucesso na América do Norte e Central, Europa e Ásia. Nele, Loretta Napoleoni disseca a extensa rede de ilegalidade existente no planeta – da indústria do sexo na Europa Oriental à rede chinesa de pornografia online, passando pela comercialização do Viagra e pelo tráfico de diamantes na África.

Não é um livro sobre as origens obscuras dos produtos que consumimos nem sobre as mentiras das campanhas publicitárias dos propagandistas da eterna juventude. Tampouco se trata de um manual antiglobalização ou de um manifesto pela revolução do consumidor.

Mostra o que há de comum entre o próspero comércio sexual do Leste Europeu, o escândalo dos empréstimos hipotecários podres nos Estados Unidos, a indústria chinesa de produtos falsificados e a filantropia das celebridades na África.  Descreve como biopiratas exploram a indústria do sangue, como os bandidos da pesca devastam os altos-mares, como a pornografia se desenvolve virtualmente no Second Life e como jogos como o World of Warcraft geram “suadouros” on-line, levando-nos a concluir que as indústrias bandidas estão se transformando em impérios globais e tornando-se regra descarada do sistema capitalista que antigamente procurava disfarçar-se sob negócios tidos como legais.

Mostra, enfim, como o mundo vem sendo remodelado por forças econômicas obscuras que vitimam milhares de pessoas comuns cujas vidas foram aprisionadas na fantasia do consumismo mundial. Napoleoni revela a arquitetura de nosso mundo.

Por sua vez, A privataria tucana nos traz a arquitetura de nosso Brasil “moderno” e, de maneira chocante e até decepcionante, relata a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público.

Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra. Nomes, até agora blindados pela aura da honestidade e pela imprensa nacional, surgirão manchados pela descoberta de seus malfeitos.

O livro traz os documentos secretos e a verdade sobre o maior assalto ao patrimônio público brasileiro e o trânsito de fortunas tucanas até os paraísos fiscais.

O leitor perceberá que nas 3 publicações citadas tudo é SAGRADO, desde que garanta aos  neoliberais e a seus operadores os maiores, mais fáceis e rápidos lucros possíveis, pouco importando a origem ou legalidade das operações em que eles se envolvam.

Interesses  e direitos HUMANOS, nacionais, religiosos, políticos, econômicos, sociais ou populares são descaradamente atropelados em nome do rápida e absurda concentração de renda e riquezas do vale-tudo do TUDO PELO CAPITAL.

10/12/2011

“A Privataria Tucana” é uma espécie de “novo Muito Além do Cidadão Kane”?

Do Blog Rodopiou

Todos achavam que era uma lenda urbana da blogosfera “progressista”. Que era invenção de Paulo Henrique Amorim. Que nunca ia sair. Mas, nesse final de semana um lançamento no mercado editorial abalou o mundo da blogosfera, e ao que tudo indica – ao ver o silêncio da grande mídia – o mundo tucano também.

 O livro “A Privataria Tucana” do premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr., conta, segundo sua própria descrição, como ocorreu um dos maiores assaltos aos cofres públicos brasileiros: a onda privatista do governo FHC. O livro relata muita coisa, desde como acontecia a lavagem de dinheiro em ilhas do Caribe, passando pelo enriquecimento de figuras importantes do tucanato, escândalo do Banestado – que segundo Amaury foi a maior roubalheira da história – até chegar a disputa eleitoral de 2010, com espionagem tucana para ferrar tucanos e até fogo amigo de petistas contra petistas. Tudo bem detalhado, com provas documentais, ou seja, não é boato de campanha eleitoral.

Tá, e aí, qual a relação de “A Privataria Tucana” com “Muito Além de Cidadão Kane?

Bom, primeiro vamos a um breve histórico para quem não conhece do documentário britânico “Muito Além do Cidadão Kane” (clique aqui para assistir)

Muito Além do Cidadão Kane, é um documentário produzido no início da década de 90 pelo Channel 4, uma emissora pública do Reino Unido. O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder, influência das Organizações Globo na vida brasileira, suas relações políticas, e como em diversos momentos, para defender seus interesses e de seus aliados, a Rede Globo manipulou a opinião pública. Apresenta depoimentos de importantes personalidades como Chico Buarque, Leonel Brizola, ACM, Washington Olivetto, Dias Gomes, e Luís Inácio Lula da Silva

Barrado no país desde o ano de sua produção, por ordem judicial a pedido da rede Globo, o filme foi exibido “clandestinamente” por vários anos em algumas universidades e, por partidos políticos, em seções não divulgadas, e só a partir do ano 2000, com o crescimento da internet, é que o filme passou a ser difundido, furando a censura.

E é a censura, para defender certos interesses, que seriam afetados pelas informações contidas nas obras, que liga o livro ao documentário.

No caso do documentário houve -e ainda há, pois ele continua proibido no Brasil- censura para que ninguém soubesse das maracutais das Organizações Globo -mais sujas que pau de galinheiro.

Já no do livro, há uma censura por parte da grande mídia, para que o alto tucanato não seja afetado pelas denúncias contidas no livro. Me chamou a atenção foi uma postagem no Twitter do jornalista e blogueiro @claudiogonz em que ele diz se na pesquisa do Google, o termo “A Privataria Tucana”  traz 40 mil citações em blogs, já em Notícias aparecem só 24. Mas não é só na pesquisa do Google que vemos isso. Nenhum grande jornal, ou grande rede televisiva, deu uma linha sobre o livro. Apenas a revista semanal Carta Capital, em que o assunto é a capa.

O livro que  foi lançado nesta sexta-feira (09/12) é um sucesso de vendas. A primeira edição, com 15 mil livros, esgotou em menos de dois dias. Segundo a blogueira Maria Frô é um recorde no mercado livresco brasileiro. Na noite de sexta-feira, a editora Geração Editorial já não tinha mais cópias disponíveis, tamanha foi a procura das livrarias e dos leitores. Tudo isso apenas com a divulgação de blogueiros e internautas, pois a distribuição feita pela editora foi silenciosa, devido ao medo de apreensão judicial. O editor Luiz Fernando Emediato chegou inclusive a sentir-se intimidado ao ser chamado para “uma conversa” com o ex-governador José Serra, uma das “estrelas” envolvidas nas denúncias do livro.

Diante do exposto, este humilde blogueiro é obrigado a concordar com a “ombudswoman” da Folha de São Paulo, que já sentenciou que o destino da “grande mídia” é ser atropelada pela blogosfera.

09/12/2011

Já temos a capa da próxima Veja!

Sugestão de @eduguim, no twitter

http://paranablogs.files.wordpress.com/2011/12/vejaamaury.jpg?w=453&h=640

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