Clique no link abaixo e acompanhe o evento ao vivo, que está ocorrendo em Salvador, na Bahia, onde o ParanáBlogs e diversos blogueir@s do Paraná se fazem presentes:
Tuiteira de 59 anos é acusada de ser robô programado pelo governo para atingir Veja
Do pastebin
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| Foto do perfil de @Lucy_in_sky_ |
Para justificar campanha contra Veja no Twitter, Reinaldo Azevedo acusa tuiteira de ser um robô programado pelo governo para atingir alvos políticos. Blogueiro também censurou comentário da acusada rebatendo denúncia.
Em “Como Fraudar a Internet”, Reinaldo Azevedo afirma que o perfil @lucy_in_sky_ “foi programado para identificar mensagens de outros usuários que contivessem os termos-chave dos tuitaços, replicando-as”. Seria perfeito para explicar mais um protesto contra a revista, se a dona do perfil não fosse uma pacata carioca de 59 anos, estudiosa do comportamento humano, amante dos animais e profissional da saúde. “Foi como tomar um tapa na cara”, conta ela.
Lucy (sua identidade será preservada), soube por amigos, no sábado que seu perfil era acusado de operar um esquema fraudulento para atacar a revista Veja com hashtags como #VejaTemMedo e #VejaBandida. “Trabalho e estudo. Não tenho muito para dar minha opinião, mas acho importante fazê-la. Por isso tantos retuítes”.
Eternos chapa-branca
Símbolo. Dos serviços prestados à ditadura, à “democracia” de Sarney e ACM, e de FHC, presidente da privataria tucana
O jornal O Globo toma as dores da revista Veja e de seu patrão na edição de terça 8, e determina: “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”. Em cena, o espírito corporativo. Manda a tradição do jornalismo pátrio, fiel do pensamento único diante de qualquer risco de mudança.
Desde 2002, todos empenhados em criar problemas para o governo do metalúrgico desabusado e, de dois anos para cá, para a burguesa que lá pelas tantas pegou em armas contra a ditadura, embora nunca as tenha usado. Os barões midiáticos detestam-se cordialmente uns aos outros, mas a ameaça comum, ou o simples temor de que se manifeste, os leva a se unir, automática e compactamente.
Marco Civil da Internet – Proposta de Emendas ao PL 2126/2011 – ParanaBlogs
Em Reunião realizada dia 09/04/2012 o coletivo dos Blogueiros Progressistas do Paraná elaborou uma proposta de emendas ao Projeto de Lei 2126/2011, com o objetivo de subsidiar a sociedade e os legisladores na definição do Marco Civil da Internet.
(As propostas de emendas estão destacadas em negrito)
| SUBCHEFIA DE ASSUNTOS PARLAMENTARES |
PROJETO DE LEI
| Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. |
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Esta Lei estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil e determina as diretrizes para atuação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em relação à matéria.
Art. 2o A disciplina do uso da Internet no Brasil tem como fundamentos:
I – o reconhecimento da escala mundial da rede;
II – os direitos humanos e o exercício da cidadania em meios digitais;
III – a pluralidade e a diversidade;
IV – a abertura e a colaboração; e
V – a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor.
VI – a rede como espaço público onde as informações são tornadas públicas
VII – a finalidade social da rede
VII – a vedação da censura de conteúdo
Confirmado #3BlogProg será em Salvador de 25 a 27 de maio!!!
Agora está confirmado: O III Encontro Nacional de Blogueir@s ocorrerá em Salvador, Bahia, nos dias 25, 26 e 27 de maio. A estrutura do evento, que deve reunir cerca de 500 ativistas digitais de todo o país, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes. A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.
Atenção: Clique aqui e garanta sua vaga preenchendo o formulário de inscrição!
Para viabilizar a estrutura do evento, a comissão organizadora ficou responsável pelo contato com cerca de 40 entidades populares, sítios e publicações – os chamados “Amigos da Blogosfera”. A exemplo dos dois encontros anteriores, eles deverão contribuir financeiramente. Também estão sendo feitas articulações junto a instituições públicas e empresas para bancar o III BlogProg. Todos os apoiadores terão seus nomes divulgados na blogosfera e nas redes sociais, garantindo total transparência para o evento.
Quanto à programação, ela foi definida na reunião da comissão nacional no dia 24 de março. Os contatos já foram feitos, mas nem todos os convidados confirmaram a presença. O III BlogProg dará maior espaço para as oficinas autogestionadas – os interessados devem apresentar sugestões de temas e de debatedores até 4 de maio e ficam responsáveis pela iniciativa. Também haverá maior espaço para reuniões em grupo com o objetivo de intercambiar experiências, fazer o balanço das atividades no último período e traçar os próximos passos da blogosfera. Confira a proposta de programação:
¿Quién está detrás de Yoani Sánchez?
Por Salim Lamrani*

La bloguera cubana, en imagen de archivo tomada en La Habana
Foto Afp/Getty Images
Yoani Sánchez, famosa bloguera habanera, es un personaje peculiar en el universo de la disidencia cubana. Jamás ningún opositor se ha beneficiado de una exposición mediática tan masiva ni de un reconocimiento internacional de semejante dimensión en tan poco tiempo.
Después de emigrar a Suiza en 2002, decidió regresar a Cuba dos años después, en 2004. En 2007, integró el universo de la oposición en Cuba al crear su blog Generación Y, y se vuelve una acérrima detractora del gobierno de La Habana.
Jamás ningún disidente en Cuba –quizás en el mundo– ha conseguido tantas distinciones internacionales en tan poco tiempo, con una característica particular: han suministrado a Yoani Sánchez suficiente dinero para vivir tranquilamente en Cuba el resto de su vida.
Lançamento de “A Privataria Tucana” em Curitiba repercute nos blogs e redes sociais
O lançamento do livro “A Privataria Tucana” que ocorreu ontem em Curitiba, contando com a presença de mais de 300 pessoas, também mostrou a força das redes sociais e blogs. Assim como o livro, o evento foi divulgado somente na Internet, rompendo mais uma vez a blindagem que a velha mídia faz ao assunto.
Vários Tuiteiros acompanharam o debate que foi transmitido ao vivo. Foram várias interações de internautas de todo o Brasil, comentando e sugerindo perguntas ao jornalista Amaury Ribeiro Jr.:
Direção de TV estatal paranaense demite funcionários
A direção da TV Educativa do Paraná, que hoje praticamente só retransmite a programação da TV Cultura de São Paulo, mas insiste em chamá-la de É Paraná, está fazendo uma limpa nos quadros funcionais.
Sob a desculpa de se livrar dos incômodos gerados pelo caso Derosso, a ex-TV do povo paranaense, demitiu também outros 30 profissionais.
Da CBN-Curitiba:
Emissora de TV do governo, É Paraná, demite a jornalista Cláudia Queiroz
Filipi Oliveira
A TV do governo, É Paraná, a antiga TV Educativa, vai demitir a jornalista Cláudia Queiroz Guedes, mulher do presidente licenciado da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB). Além dela, pelo menos outras 30 pessoas também foram mandadas embora no corte feito pela emissora.
Clique aqui para ouvir o áudo desta reportagem
Amaury Ribeiro Jr. desmente Álvaro Dias em entrevista à CBN-Curitiba
da CBN:
Autor de “A Privataria Tucana” diz que Banestado era o maior esquema de lavagem de dinheiro
Clique aqui para ouvir a íntegra da entrevista concedida por Amaury Ribeiro Jr à rádio CBN-Curitiba
Novidades de Amaury: CD, cartilha em quadrinhos e “Privataria II”
“O pessoal do MST me pediu licença para editar uma versão do livro para as crianças e adolescentes, em forma de história em quadrinhos. É claro que eu dei a licença. E tem mais novidade. Vai sair o CD do Privataria com músicas que fiz a alguns anos e que precisam de uns ajustes”, revelou Amaury durante o debate realizado na noite de 19/01 em Curitiba.
Alguém lembrou que a privataria tucana não acabou mas continua avançando no Paraná e em outros estados através da “terceirização” da saúde e da cultura, decidida com apoio de deputados aliados do governador Beto Richa sem ouvir em nenhum momento a população. Propõe-se entregar um relatório completo do processo dessa votação, acompanhado dos nomes dos deputados e das empresas que apoiaram suas campanhas eleitorais (obtidas no TRE), para o Amaury incluí-lo no “Privataria II”, em elaboração.
Amaury afirmou que só escreve com fatos e documentos que provem as denúncias, cabendo às entidades fazer os documentos chegarem até ele.
Os presentes quiseram saber se Amaury acha que a CPI da Privataria sai ou não sai.
“Depende da pressão popular. O livro sozinho já tem dados e informações documentais mais que suficientes”, responde Amaury que, humoradamente, completa: “Meu filho é ‘filho’ do Banestado. Foi feito em Nova Iorque por causa do Banestado. É a minha CPI e vou voltar a ela no Privataria II”.
Ao final do debate formou-se uma fila para os autógrafos, incrivelmente organizada.
“Êita povo prá gostar de fila, sô”, brincou Amaury, pegando a caneta para autografar dezenas de exemplares.
Vendendo dez exemplares de uma vez para um dirigente da associação dos ex-funcionários do privatizado Banestado, William diz que “Curitiba lançou a ideia e o bloqueio da mídia e das redes de livrarias está sendo vencido pelos convites para as dezenas de atos iguais a este que acabamos de assistir.”
Lançamento de “A Privataria Tucana” em Curitiba reúne mais de 300 pessoas
O lançamento do livro “Privataria Tucana”, com a presença do autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr. foi um sucesso: reuniu mais de 300 pessoas na noite de 19/01/2012 no auditório do SISMUC – Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Municipais de Curitiba.
O evento foi organizado por ParanáBlogs, Sismuc, Geração Editorial, Sindicato dos Bancários, SENGE-PR, SindiSaúde, CUT-PR e TIE-Brasil.
Já no inicio da “noite de autógrafos”, William Novais, da Geração Editorial, comemorava a venda de mais de 120 exemplares até aquele momento. “Em São Paulo foram 200, mas no final. Curitiba é bem menor e está dando show, já de saída” – afirmou William.
Muita gente já trazia o livro de casa, comprado nas livrarias que deixaram a solidariedade tucana para lá e lucram com o novo “best seller”.
No salão do evento os presentes se revezavam e se espremiam para ouvir as respostas bem humoradas de Amaury às perguntas feitas. Uma delas partiu de um médico brasileiro residente em Houston, Texas, que pode participar graças a transmissão ao vivo pela Internet.
O paranaense Amaury surpreendeu os participantes com o tom informal e até irreverente com que se dirigiu à atenta platéia.
Fotos do Lançamento do Livro “A privataria tucana” em Curitiba
O lançamento do livro “A privataria tucana” reuniu mais de 300 pessoas no auditório e dependências do Sismuc na noite de quinta, 19/01. Com o auditório lotado, muitas pessoas acompanharam a apresentação do livro seguida de debate nos computadores do Sismuc espalhados pelas diversas salas da entidade.
Antes do lançamento, porém, Amaury Ribeiro Jr participou de uma entrevista coletiva com a presença de vários meios de comunicação, tanto das velhas como das novíssimas mídias.
Veja as fotos do evento:
Participantes formam filas para chegar ao local do evento:
Antes das 19:00h o salão do Sismuc já estava lotado:
Amaury Ribeiro Jr. concede entrevista coletiva aos meios de comunicação do Paraná:
Após o debate participantes formaram filas para ter seu livros autagrafados por Amaury Ribeiro Jr.
Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital discutem atividades para 2012
Blogueir@s, ativistas nas Redes Sociais e Cultura Digital se reuniram na noite de 27 de dezembro no Centro de Curitiba para comemorar um ano de muitas vitórias do nosso movimento e planejar as atividades para o próximo ano.
Entre uma cervejinha brasileira e uma vodca russa, entre uma piada e um assunto sério, os mais de 20 participantes listaram os desafios que
nos esperam nos próximos anos e chegaram à algumas conclusões.
Repórteres de ParanaBlogs descobrem fraude em publicação da imprensa inglesa
Os repórteres de ParanaBlogs, numa árdua atividade de investigação jornalística, infiltraram-se nas principais redações inglesas e descobriram que as manchetes de hoje dos principais jornais ingleses, colocando o Brasil como 6a. Economia Mundial, não passa de uma grande mentira internacional, fruto das mentes deturpadas dos aloprados do corrupto esquema comuno-dilmo-lulista que, assim como os tucanos fazem com o PiG no Brasil, cresceu seus tentáculos de molusco para fora do território nacional e envolveu os redatores chefes dos principais impressos do Reino Unido.
Quem deu autorização para policiais civis paranaenses atuarem no RS?
Policiais civis paranaenses do Grupo Tático Tigre mataram Ariel da Silva, 40 anos, sargento da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.
Os policiais paranaenses teriam ido ao RS para investigar um caso de sequestro.
A Polícia Civil do Paraná defendeu a investigação de três policiais paranaenses no município de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
As explicações dadas pela Polícia Civil do PR não convenceram a Brigada Militar do RS que encaminhou pedido à Justiça e esta por sua vez determinou a prisão temporária dos agentes, porém eles já estavam em Curitiba e já haviam se apresentado a Corregedoria da Polícia.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, o governador gaúcho, Tarso Genro, classificou a ação dos policiais civis do Paraná como “uma ação profundamente ilegal e irresponsável. E como foi ilegal e irresponsável, ela está sob suspeição. Tem de ser examinado o que eles (policiais do Paraná) vieram fazer aqui e porque não tomaram as atitudes de entrar em contato com a nossa polícia”.
As perguntas que não querem calar são:
1) Quem deu autorização para que policiais do PR fossem atuar no RS?
2) Por que a corporação policial do PR não solicitou o apoio de seus colegas gaúchos?
3) Era realmente necessário entrar na jurisdição de outra corporação policial?
4) Quem será punido por este assassinato? Os executores ou os que os mandaram para lá?
5) Por que o governo do Paraná se limita ao silêncio e a Polícia Civil a apenas uma nota oficial?
6) Se os policiais civis paranaenses atuavam legalmente, por que voltaram correndinho para Curitiba?
7) Será que se os alegados reféns paranaenses não fossem empresários e fossem pobres trabalhadores, a Polícia Civil do nosso estado teria se preocupado em libertá-los?
8) Essa é a segurança que o Beto Richa que dar aos paranaenses?
E, finalmente, qual seria a gritaria promovida por Beto Richa, José Serra ou Álvaro Dias, caso ocorresse o contrário, ou seja, fosse a Brigada Militar do RS a invadir o PR e a matar policiais do PR?
O PiG – Partido da Imprensa Golpista, provavelmente estaria em coro com os tucanos a pedir a intervenção federal no RS, se não, o imedimento de Dilma e o banimento do PT do quadro político nacional!
Enfim, tem alguma coisa mal contada nessa história…
Por que governo e cúpula do PT não apoiam a CPI da privataria?
Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania
Nos últimos dias, o deputado Candido Vaccareza, líder do governo na Câmara dos Deputados, o presidente daquela Casa, deputado Marco Maia, e a própria presidente Dilma Rousseff deram declarações contrárias à instalação da CPI da Privataria, proposta pelo deputado comunista Protógenes Queiroz, que já contabiliza mais assinaturas do que as 171 necessárias.
Que a grande mídia e o PSDB agora minimizem as denúncias contidas no livro A Privataria Tucana depois de tentarem (sem sucesso) escondê-las, é compreensível. Ambos estão envolvidos nas denúncias – os tucanos por terem conduzido o processo e a mídia por ter feito grandes negócios com o que foi privatizado. O que não se entende são as posturas da cúpula do PT e da presidente Dilma.
Mesmo que cerca de 30% dos deputados do PT, até agora, tenham aposto suas firmas no requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito, é inadmissível que as mais altas instâncias do partido que mais denunciou as privatizações da era Fernando Henrique Cardoso agora ajam dessa forma, com esse discurso dúbio que sugere medo ou até culpa no cartório.
Se essas autoridades não querem se envolver politicamente, apesar de ocuparem cargos políticos, que dissessem que esse é um assunto que o conjunto do Poder Legislativo terá que decidir. Seria uma forma menos afrontosa de se omitirem do dever que têm de investigar denúncias tão graves de tamanha quantidade de dinheiro público que dizem ter sido afanado por membros do governo federal no fim da década retrasada.
É bem provável que metade dos deputados federais brasileiros assine o requerimento dessa CPI, mas mesmo se ela não tivesse uma só assinatura a mais do que o mínimo necessário deveria ser aberta porque não se imagina que quase duas centenas de deputados estejam vendo coisas ao acharem que há o que investigar.
Uma das frases de autoridades filiadas ao Partido dos Trabalhadores que mais causou espécie ao ir de encontro à instalação da CPI da Privataria foi proferida na televisão pelo deputado Candido Vaccareza. Ele disse que não apoia a instalação da investigação porque não há que ficar “olhando no retrovisor como a oposição”.
Em primeiro lugar, a oposição não olha no retrovisor. Essa alusão ao equipamento obrigatório em veículos automotores surgiu no Brasil já na campanha eleitoral de 2002, quando tucanos diziam que o povo não deveria escolher o próximo presidente da República olhando no retrovisor. Depois, a tese se repetiu nas eleições presidenciais de 2006 e de 2010.
O uso da figura de linguagem tucana pelo deputado petista também é injusta com o PSDB. O que esse partido mais tem feito foi se esquivar do passado. As denúncias que faz são para investigar o presente enquanto prega o esquecimento de possíveis crimes do passado. Acusar a oposição de olhar pelo retrovisor, portanto, não faz sentido.
Alguns aludem a uma suposta “estratégia” da presidente Dilma e da cúpula do PT ou à tese de que não lhes caberia iniciativa de investigar roubo de dinheiro público, o que não é verdade. Pelo contrário: tendo notícia de casos de corrupção, o dever da autoridade constituída é o de investigar ou dizer por que não cabe fazê-lo.
Nos últimos anos, foram feitas CPIs para investigar compra de tapiocas por ministros e grampos telefônicos de autoridades cujos áudios jamais apareceram. Durante o governo Lula, a oposição obteve praticamente todas as investigações que pediu. Neste governo, que ninguém duvide que irá obter muitas mais.
Preocupa, no entanto, a tese de que o tempo justifica e absolve crimes da magnitude dos que são denunciados pelo livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., pois sugere que se houver corrupção e ela tardar a ser descoberta, corruptos e corruptores estarão livres.
De repente, o rigor com a corrupção que a tantos encantou durante os últimos nove anos, sumiu. E o governo e a cúpula do PT parecem achar, no mínimo, que se forem condescendentes com os adversários serão poupados mais adiante, quando surgirem denúncias contra esse governo.
Resumindo: a impressão que se tem, quando as autoridades supracitadas se manifestam contrariamente à investigação da privataria, é a de que têm o rabo preso de alguma forma, ainda que não se saiba qual. Aliás, a honestidade intelectual obriga a considerar a acusação do PSDB quando diz que tudo foi armação de novos “aloprados”.
Cidadãos de verdade não podem aceitar nem que supostos crimes de tucanos deixem de ser investigados, nem que petistas forjem acusações contra os adversários. Aqui se trata de uma questão de justiça. A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a privataria precisa ser instalada para que se saiba qual dos lados agiu criminosamente.
Pelas razões expostas, este blog e seu signatário exigem a instalação da CPI da Privataria. E você, leitor?
A mídia não sabe o que fazer com “A privataria tucana”
Artigo sugerido por Edson Osvaldo Melo
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
Por Gilberto Maringoni*
Há uma batata quente na agenda nacional. A mídia e o PSDB ainda não sabem o que fazer com A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. A cúpula do PT também ignora solenemente o assunto, assim como suas principais lideranças. O presidente da legenda, Rui Falcão, vai mais longe: abriu processo contra o autor da obra, por se sentir atingido em uma história na qual teria passado informações à revista Veja. O objetivo seria alimentar intrigas internas, durante a campanha presidencial de 2010. A frente mídia-PSDB-PT pareceria surreal meses atrás.
Três parlamentares petistas, no entanto, usaram a tribuna da Câmara, nesta segunda, para falar do livro. São eles Paulo Pimenta (RS), Claudio Puty (PA) e Amaury Teixeira (BA). O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) começa a colher assinaturas para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os temas denunciados no livro. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) indagou: “Nenhum jornalão comentou o procuradíssimo livro A privataria tucana. Reportagens sobre corrupção têm critérios seletivos?”
O silêncio dos coniventes
O silêncio maior, evidentemente, fica com os meios de comunicação. Desde o início da semana passada, quando a obra foi para as livrarias, um manto de silêncio se abateu sobre jornais, revistas e TVs, com a honrosa exceção de CartaCapital.
As grandes empresas de mídia adoram posar de campeãs da liberdade de expressão. Acusam seus adversários – aqueles que se batem por uma regulamentação da atividade de comunicação no Brasil – de desejarem a volta da censura ao Brasil.
O mutismo sobre o lançamento mais importante do ano deve ser chamado de que? De liberdade de decidir o que ocultar? De excesso de cuidado na edição?
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Que acordo foi selado entre os grandes meios para que uma das grandes pautas do ano fosse um não tema, um não-fato, algo inexistente para grande parte do público?
Comissão da verdade
Privatização é um tema sensível em toda a América Latina. No Brasil, uma pesquisa de 2007, realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Ipsos detectou que 62% da população era contra a venda de patrimônio público. Nas eleições de 2006, o assunto foi decisivo para a vitória de Lula (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).
Que a imprensa discorde do conteúdo do livro, apesar da farta documentação, tudo bem. Mas a obra é, em si, um fato jornalístico. Revela as vísceras de um processo que está a merecer também uma comissão da verdade, para que o país tome ciência das reais motivações de um dos maiores processos de transferência patrimonial da História.
Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
O expediente não é inédito. Há 12 anos, outra investigação sobre o mesmo tema – o clássico O Brasil privatizado, de Aloysio Biondi – alcançou a formidável marca de 170 mil exemplares vendidos. Nenhuma lista publicou o feito. O pretexto: foram vendas diretas, feitas por sindicatos e entidades populares, através de livreiros autônomos. O que valeria na contagem seriam livrarias comerciais.
E agora? A privataria tucana faz ótima carreira nas grandes livrarias e magazines virtuais.
Deu no New York Times
O cartunista Henfil (1944-1988) costumava dizer, nos anos 1970, que só se poderia ter certeza de algo que saísse no New York Times. Notícias sobre prisões, torturas, crise econômica no Brasil não eram estampadas pela mídia local, submetida a rígida censura. Mas dava no NYT. Aliás, esse era o título de seu único longa metragem, Tanga: deu no New York Times, de 1987. Era a história de um ditador caribenho que tomava conhecimento dos fatos do mundo através do único exemplar do jornal enviado ao seu país. As informações eram sonegadas ao restante da população.
Hoje quem sonega informação no Brasil é a própria grande mídia, numa espécie de censura privada. O título do filme do Henfil poderia ser atualizado para “Deu na internet”. As redes virtuais furaram um bloqueio que parecia inexpugnável. E deixam a mídia bem mal na foto…
* Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5354
Record News e o livro que revela esquema de propina nas privatizações do governo FHC
Da Record News
http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4ee69229b51af6e7ed95b677
Um esquema de propina na época das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso virou livro. A publicação já está esgotada em muitas livrarias. Segundo o autor, um dos principais beneficiários do esquema foi o tucano José Serra e familiares dele.






























