Privatização a vista: Correios do Brasil!

Anunciado como novo ministro das Comunicações para o governo de Dilma Rousseff, Paulo Bernardo, deverá ter como missão reorganizar a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).

Se o Movimentos Sindical e da Economia Solidária não se organizarem e não apresentarem uma proposta alternativa, a tal reestruturação de Paulo Bernardo não passará de um engodo para esconder o processo de privatização dessa importante e estratégica empresa estatal brasileira.

O desafio está posto.

Ou o movimento sindical fica na retórica anti-privatização e depois passa a chorar o leite derramado, acusando o governo de ser neoliberal, etc, ou se junta ao povo da Economia Solidária e apresenta uma proposta para transformar a estatal Empresa dos Correios e Telégrafos em empresa Pública com efetiva participação de seus Trabalhadores e usuários na propriedade e gestão da empresa.

É fundamental inovar e entender que existe algo a mais além das formas estatal e privada de propriedade e gestão de empresas. Esse dualismo estatal-privado só interessa aos burocratas de um lado e de outro, mas não serve aos interesses dos Trabalhadores e aos consumidores ou usários dos serviços prestados.

O movimento sindical deveria se adiantar e apresentar uma proposta de transformação da ECT em empresa pública sob o controle do capital nacional representado, neste caso, pela propriedade coletiva da empresa por parte de seus trabalhadores e usuários. Seria a maior iniciativa de Economia Solidária que este país e o mundo já viram e que tem tudo para dar certo.

Ter uma empresa de Correios e Telégrafos pública significa garantir Liberdade de Expressão e inviolabilidade das correspondências, é garantir uma empresa sob domínio e controle da sociedade brasileira e não entregá-la a um grupo de especuladores nacionais ou estrangeiros.

2 Comentários to “Privatização a vista: Correios do Brasil!”

  1. Desesperar jamais cutucou por baixo o de cima cai

    É preciso reavivar o debate das privatizações, será preciso um grande movimento para que os Correios não se transformem em S/A, discutir não apenas com o movimento sindical mas ampliar para o restante do movimento social, para que se discuta o modelo de Estado que queremos!

    • é isso aí Patrick. é preciso ampliar o debate, mas o movimento sindical tem obrigação de oferecer uma proposta alternativa e viável. não pode ficar esperando soluções mágicas.
      não vejo o problema em correios ser S.A. desde que as ações estejam nas mãos dos trabalhadores e usuários e faça parte do Movimento de Economia Solidária.
      Ousar é preciso.

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