WikiLeaks revela ingerência norteamericana em assuntos internos do Brasil

Revelações do Wikileaks confirmam as denúncias da Associação dos engenheiros da Petrobrás (AEPET)

  • MULTINACIONAIS E DIPLOMATAS AMERICANOS INTERVIRAM EM ASSUNTOS INTERNOS BRASILEIROS.
  • PROJETO DO PRÉ-SAL FOI ALVO DE LOBBY DO INSTITUTO BRASILEIRO DE PETRÓLEO, GÁS E BIOCOMBUSTÍVEIS – IBP – O BRAÇO POLÍTICO  DOS NORTEAMERICANOS, PARA ASSUNTOS DE PETRÓLEO, NO BRASIL.
  • NO CONGRESSO, VÁRIOS PARLAMENTARES FORAM COOPTADOS  PARA A INTERVENÇÃO MADE IN USA.

Confira e compare o que disse a AEPET,nos últimos 10 anos e o que revelou-se através da Weakleaks.


AEPET – Associação dos engenheiros da Petrobrás

“Há mais de 10 anos a Associação dos engenheiros da Petrobrás – AEPET – vem denunciando a atuação do lobby internacional, comandado pelo IBP, nos três poderes da República. Agora, o Wikileaks revela documentos que confirmam que essas denúncias não são teorias da conspiração, mas fruto das observações feitas ao longo da nossa campanha de defesa da Soberania Nacional e da Petrobrás. Alguns exemplos:

1) Aepet – o cartel internacional incrustado no IBP faz uma grande pressão e lobby no Congresso Nacional para não deixar mudar a lei 9478/97, que lhes é favorável”.

Weakleaks – telegrama de Patrícia Pradal diretora da Chevron “Diante dessa estratégia das petrolíferas para barrar a aprovação do novo marco do pré-sal seria fazer lobby no Senado por meio do IBP, Onip e a Fiesp”. (o Diretor da Onip, Eloi Fernandes, é um dos palestrantes, junto com De Luca e outros, nas audiências feitas no Congresso)

2) Aepet – a emenda do deputado Henrique Alves, que devolve, em petróleo, os royalties pagos, dará de presente cerca de US$ 30 bilhões por ano (RS 50 bilhões), a partir de  2020, aos consórcios produtores. Ela foi “inspirada” pelo cartel do IBP.

Wikileaks: “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado… É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo… No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será a operadora exclusiva”. Para a diretora de relações internacionais da Exxon-Mobil, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo o controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.

3) Aepet – os EUA tem uma reserva de 30 bilhões de barris e consomem cerca de 10 bilhões por ano… Precisam do nosso petróleo para sair da insegurança energética…

Wikileaks – outros cinco telegramas mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.

4 – Aepet – O Senador Jucá, em face das nossas denúncias do absurdo da emenda Henrique Alves, retirou-a de seu substitutivo. Mas por pressão do lobby, recolocou-a, sub-repticiamente, em quatro artigos do substitutivo. Onde fala em cálculo do petróleo para ressarcir o custo de produção, Jucá acrescentou: e os royalties pagos.

Wikileaks – Os documentos revelam a insatisfação das petroleiras com a nova lei  aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei. E recomenda: “é preciso cuidado para não despertar o nacionalismo dos brasileiros”.

Fontes: O Globo – 13/12; FSP – 13-12; blog Carta Capital

É por isto que a emenda Pedro Simon é tão execrada na mídia e é exigido o veto dela pelo Presidente Lula. Na verdade a emenda Simon só será aplicada em dez anos e tem três objetivos nacionalistas e fundamentais:

1) Proibir a devolução dos royalties, ou seja, impedir o entreguismo absurdo da emenda do senador Romero Jucá/Henrique Alves;

2) Já que a emenda Simon evita que a União dê de presente US$ 30 bilhões por ano (RS 52 bilhões) para as empresas estrangeiras, ela prevê que a União irá ressarcir eventuais perdas dos estados produtores estimadas em R$ 6 bilhões por ano;

3) Viabilizar a participação de todo o País na riqueza do pré-sal. Este fato é um consenso nacional. Não se pode penalizar os estados produtores (RJ, ES, SP). Mas não se pode dar para eles todo o petróleo do Pré-sal. É uma riqueza da ordem de US$ 18 trilhões que pertence a todo o povo brasileiro.

A emenda Simon, aplicavel em 10 anos, podendo ser aperfeiçoada e chegar ao ideal:

1) Quem penaliza os estados produtores não é a emenda Simon. É a Lei dos fundos de participação de estados e municípios. Essa lei é obsoleta e está em revisão. Pode-se incluir um artigo que destine um percentual maior aos estados produtores para evitar perdas e remunerar a infra-estrutura e os dispositivos de segurança necessários;

2) Eliminando-se a aplicação da Lei Kandir na exportação do petróleo – não tem sentido o incentivo a exportação de petróleo, se o mundo todo está ávido por ele até por questão de sobrevivência. Essa eliminação devolve aos estados produtores cerca de R$ 7 bilhões por ano. Mais do que perderiam com a emenda Simon sem a revisão dos FPEM..

CONCLUSÕES:

1) O QUE TEM QUE SER VETADO É A EMENDA ROMERO JUCÁ AOS ARTIGOS 2º , 10º, 15 E 29, POIS DAR DE PRESENTE US$ 30 BILHÕES PARA ESTRANGEIROS É UM ENTREGUISMO ABSURDO IMPOSTO PELO LOBBY INTERNACIONAL AO CONGRESSO NACIONAL. NÃO PODE PREVALECER

2) A EMENDA PEDRO SIMON DEVE PERMANECER E SER CONTEMPLADA  COM A CONCLUSÃO DA REVISÃO DA LEI DOS FUNDOS DE PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS. COM ISTO OS ESTADOS E MUNICÍPIOS PRODUTORES NÃO PERDERÃO, E AINDA GANHARÃO O DOBRO COM A REVISÃO DA LEI KANDIR,  QUE, HOJE, ISENTA DE IMPOSTO A EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, SEM NENHUMA JUSTIFICATIVA.

Enviado por Carceroni

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