Archive for abril 23rd, 2011

23/04/2011

Classe “C” compra imóvel duplex e com piscina pelo “Minha Casa, Minha Vida”. Que horror!

Republicamos artigo do Tijolaço.com, por sugestão de Cleverson Lima

Embora a imprensa prefira quase sempre o caminho do alarmismo e do “escândalo”, os fatos são maiores e, quando a gente consegue observá-los com uma visão mais ampla, sente imensa alegria em ver este país de tornar um lugar diferente e próspero.

Claro que ainda estamos cheios de problema, e casa solução que surge gera, por sua vez, uma série de outras questões a resolver.

Mas olhem que barato as matérias que saíram, sem chamada de capa, na Folha de hoje.

A primeira – que certamente provocará a ira de alguns elitistas e até a incompreensão de algumas pessoas – é que o programa “Minha Casa, Minha Vida contempla até cobertura dúplex”.

Quando se lê a matéria – restrita a assinantes, até agora – se vê que não tem luxo exagerado algum, pois se trata de apartamentos de 60 metros quadrados, mas imóveis mais bem acabados e equipados, ao alcance de famílias com renda até mesmo inferior a cinco salários mínimos.

Um destes equipamentos, segundo a matéria mais procurados no Nordeste e no Rio, são as piscinas de condomínio. E o que tem de mais em ter piscina? Ou é só “pra quem pode”?

Acabei me lembrando de uma campanha que fez O Globo contra meu avô, quando Brizola resolveu equipar com piscina algumas dezenas de Cieps. Remoendo-se d ódio elitista, inventou uma história de superfaturamento nas piscinas, publicando um preço irreal, que não correspondia ao efetivamente pago.

A empresa construtora divulgou uma nota com os preços efetivamente cobrados, que era os normais da construção deste equipamento. Brizola pediu a nota e publicou um anúncio nos jornais.

O título: “Fabricante de piscinas desmente fabricante de notícias”.

Lembranças à parte, na mesma página da Folha há outro fato que, igual, amacia o coração da gente. É que a escassez de mão de obra provocada pelo ritmo acelerado da indústria da construção civil está levando as empreiteiras a recrutar pessoal nos albergues. Sei que nestas histórias, infelizmente, surge gente inescrupulosa que se aproveita – e é preciso uma fiscalização do Ministério do Trabalho nisso – mas é muito bom ver que pessoas que estavam excluídas totalmente, como o Jaílson aí da foto, possam ter um trabalho decente, com carteira assinada, direitos e reconhecimento social.

Aí está como se combate a exclusão: com uma economia que dê trabalho, com um Estado que ampare os trabalhadores, com educação, com dignidade.

E , para ódio dos elitistas, tomara que daqui a alguns anos o Jaílson do albergue possa estar morando num dos apartamentos que hoje trabalha para construir.

Como uma casa, também um país se constrói para que as pessoas, nele, possam viver bem e felizes.

23/04/2011

Lançamento da campanha pela banda larga

Reproduzimos matéria publicada no sítio da campanha

A banda larga no Brasil é cara, lenta e para poucos, e está na hora de pressionar o poder público e as empresas para essa situação mudar. O lançamento do Plano Nacional de Banda Larga em 2010 foi um passo importante na tarefa necessária de democratizar o acesso à internet, mas é insuficiente. O modelo de prestação do serviço no Brasil faz com que as empresas não tenham obrigações de universalização. Elas ofertam o serviço nas áreas lucrativas e cobram preços impeditivos para a população de baixa renda e de localidades fora dos grandes centros urbanos.

Enquanto isso, prefeituras que tentam ampliar o acesso em seus municípios esbarram nos altos custos de conexão às grandes redes. Provedores sem fins lucrativos que tentam prover o serviço são impedidos pela legislação. Cidadãos que compartilham sua conexão são multados pela Anatel.

É preciso pensar a banda larga como um serviço essencial. A internet é
instrumento de efetivação de direitos fundamentais e de desenvolvimento, além de espaço da expressão das diferentes opiniões e manifestações culturais brasileiras por meio da rede.

Neste dia 25, vamos colocar o bloco na rua: juntar blogueiros, ativistas da cultura digital, entidades de defesa do consumidor, sindicatos e centrais sindicais, ONGs, coletivos, usuários com ou sem internet em casa, todos aqueles que acham que o acesso à internet deveria ser entendido como um direito fundamental. Nossa proposta é unir os cidadãos e cidadãs brasileiros em uma vigília permanente em defesa do interesse público na implementação do Plano Nacional de Banda Larga e da participação da sociedade civil nas decisões que estão sendo tomadas.

O lançamento nacional da Campanha Banda Larga é um Direito Seu! Uma ação pela Internet barata, de qualidade e para todos será feito em plenárias simultâneas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília, com transmissão pela Internet. O manifesto da campanha, a lista de participantes e o plano de ação estão no site www.campanhabandalarga.org.br. Participe.

São Paulo (SP) – 19h

Sindicato dos Engenheiros de São Paulo

Rua Genebra, 25 – Centro (travessa da Rua Maria Paula)

Rio de Janeiro (RJ) – 20h30

Auditório do SindJor Rio

Rua Evaristo da Veiga, 16, 17º andar

Salvador (BA) – 19h

Auditório 2 da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia

Avenida Reitor Miguel Calmon s/n – Campus Canela

Brasília (DF) – 19h30

Balaio Café

CLN 201 Norte, Bloco B, lojas 19/31.

Campo Grande (MS) – 19h30

Sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul)

Rua 26 de agosto, 2269 – Bairro Amambai

23/04/2011

Partido “limpinho” se lambuza com dinheiro público para manter site privado

O PPS, do pernambucano Roberto Freire, que faz questão de se apresentar como partido “limpinho” se lambuza com dinheiro público para manter o site privado da sigla partidária.

Freire, que mudou seu domicílio eleitoral para SP, pois não se elegeria em PE, vive a engrossar o coro contra os blogueiros progressistas e a repetir os bordões de que estes seriam “chapas brancas” e “blogs sujos”.

Pois aqui, http://migre.me/4jXNM , você encontra uma lista de pessoas pagas com dinheiro público colocadas a serviço do site do PPS.

E ainda tem gente que vota neles?

23/04/2011

Para militares, igreja planejava um golpe contra regime militar.

Artigo sugerido por CLeverson Lima

Relatório integra lote liberado pelo Arquivo Nacional 

Em sinal do ambiente conspiratório em que vivia o serviço de
inteligência militar durante a ditadura (1964-85), a Aeronáutica
alertou as Forças Armadas, em 1980, sobre um suposto plano da Igreja
Católica de São Paulo para “a derrubada do governo”, se necessário
“com um confronto armado”, para criar um Estado religioso independente
do Vaticano.

O suposto plano, encarado como “uma crise de grandes proporções”,
recorreria a várias táticas, dentre as quais “facilitar ao máximo a
penetração do pessoal gay nas funções governamentais”, para conseguir
“informação dentro dessas áreas, corrupção e adesão”.
Outras manobras seriam “o relaxamento do ensino público” e o “desvio
das atenções das autoridades civis e militares”, por meio de
“festividades, inaugurações, assembleias públicas”.

Para os militares, parte do plano consistiria em “denunciar as
deficiências sociais atuais”, de modo a aumentar “a insatisfação” das
pessoas.

A igreja, diz o relatório, iria recrutar nordestinos e 12.000
coreanos, que estavam sendo na “recolhidos” na região central de São
Paulo por kombis e levados para lugar desconhecido.

Depois de quatro dias, aqueles que não conseguissem um emprego seriam
levados para outras igrejas ou para um local conhecido como “Cidade
dos Velhinhos”, na região de Itaquera (zona leste de São Paulo), onde
receberiam “treinamento” por quatro meses.

Outro objetivo do plano seria “fomentar, através das artes, a confusão
entre arte e imoralidade, incentivando nos jovens o maior uso do sexo
livre e todo o tipo de coisas que atendem [atentem] aos bons
costumes”.

FIM DO SIGILO

O relatório confidencial, de dez páginas, foi produzido em outubro de
1980, no governo de João Figueiredo, pelo quartel-general do 4º Comar
(Comando Aéreo Regional) da Aeronáutica, em São Paulo, e distribuído
para o Exército e o SNI (Serviço Nacional de Informações).

O documento foi liberado à consulta nesta semana à Folha pelo Arquivo
Nacional, vinculado ao Ministério da Justiça, em meio a 50 mil
documentos sigilosos entregues pela Aeronáutica em 2010 a pedido do
Ministério Público Militar.

O trecho que cita o suposto líder do plano foi tarjado, na cópia
entregue à Folha, mas é possível concluir, pelo contexto, ser o então
cardeal-acerbispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, um opositor
do regime, que denunciou torturas e desaparecimento de presos
políticos.

“É um delírio maluco, chega a ser ridículo”, disse Antônio Aparecido
Pereira, porta-voz da Arquidiocese de São Paulo. “Dom Paulo jamais
entrou nessa bobagem de luta armada.”

Fica a pergunta: A mesma igreja que apoiou o golpe??? 
23/04/2011

Nova classe média do Brasil prefere PT a PSDB

Artigo Sugerido por Christiano Fernandes, de Foz do Iguaçu

Segundo última pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos têm mais simpatia pelo PT entre todos os partidos do país. PSDB tem melhor desempenho entre os ricos

Nova classe média, também conhecida como classe C, se transformou em objeto de disputa para petistas e tucanos (DÁRIO GABRIEL, EM 06/12/2009)
Nova classe média, também conhecida como classe C, se transformou em objeto de disputa para petistas e tucanos (DÁRIO GABRIEL, EM 06/12/2009)

Na acirrada disputa pelos votos da chamada nova classe média – mais novo tema de debate das rodas de conversa política – o PT saiu na frente do PSDB. Segundo dados da última pesquisa Datafolha, publicadas na edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo, os eleitores desse segmento social são os que mais afirmam preferir o PT dentre todos os partidos que formam o espectro político brasileiro. A sigla é citada como a mais admirada por 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos (entre R$ 1.636 e R$ 2.725).

O PSDB, por sua vez, tem o melhor desempenho entre os brasileiros mais ricos, com renda familiar acima de dez salários. Essa nova classe média virou sonho de consumo das duas legendas arquirrivais, que se revezam no poder desde 1995.

Nas últimas semanas, os ex-presidentes Lula Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a descreveram como o principal alvo a ser perseguido por seus partidos. O cacique tucano chegou a defender, em artigo, que seu partido deveria trocar o chamado “povão” por essa nova classe média. Isso porque o PT já teria cooptado, através de programas sociais, “as massas carentes”.

Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o resultado reflete a “gratidão” de brasileiros recém-saídos da pobreza, que ascenderam socialmente nos anos Lula.

“São eleitores que acabaram de ganhar acesso aos bens de consumo e creditam sua ascensão social nos últimos anos a Lula e ao PT.”

Os petistas alcançam seu segundo melhor resultado (29%) entre os eleitores com renda familiar de cinco a dez salários (R$ 2.726 a R$ 5.450).

Na fatia mais pobre, com orçamento até dois salários (R$ 1.090), a sigla tem 23%. Esta é a faixa mais alheia ao jogo partidário: 58% não têm uma legenda favorita.O menor índice do PT é justamente entre os mais ricos, com rendimento acima de dez salários (R$ 5.450).

Nesta faixa, que compõe as chamadas classes A e B, o partido é citado como o mais admirado por apenas 16%. Isso inclui a elite econômica e a classe média tradicional.O PSDB alcança seu melhor índice (10%) entre os eleitores da classe B, com renda entre dez e vinte salários (R$ 5.451 a R$ 10.900).O pior resultado dos tucanos aparece entre os mais pobres. O partido é citado como o favorito por apenas 4% dos brasileiros das classes D e E. Na classe C, as citações oscilam entre 6% e 8%, conforme a faixa salarial.

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

No debate da reforma política, o PT defende a adoção da lista fechada, em que o eleitor só pode votar na sigla em eleições parlamentares. Nas condições atuais, em que o PT aparece à frente das outras siglas em todas as faixas de renda (26% de preferência), isso daria mais vagas a petistas.

Fonte: O POVO Online/OPOVO/Politica

http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2011/04/23/noticiapoliticajornal,2142736/nova-classe-media-do-brasil-prefere-pt-a-psdb.shtml

23/04/2011

Conservadores querem diminuir salário mínimo

Artigo sugerido por Cido Araújo, do BlogProgSP

Mal entrou em vigor o salário mínimo de R$ 545 e já começa a pressão conservadora para cortar o valor do mínimo no ano que vem. A regra acertada entre o governo e as centrais sindicais desde 2007 corrige o salário mínimo pela soma da inflação do último ano mais a variação do PIB dos dois anos anteriores. A lei que fixou o salário mínimo em vigor, aprovada no final de fevereiro, incorporou aquele acordo que, agora, passa a valer até 2015.

Daí a gritaria dos conservadores, que já começa a aparecer nos jornais. O crescimento da economia em 2010 (7,5%) mais o de 2011 (que poderá chegar a 5%) e a inflação prevista para este ano (de 5%) indica um futuro aumento do mínimo entre 13% e 14%, chegando ao valor de 616 reais a partir de 2012.

É muito alto! – dizem. Vai provocar inflação! – gritam. O governo vai perder o controle sobre seus gastos! – alegam.

Os conservadores usam os argumentos ultrapassados de sempre contra a valorização do salário mínimo. Para o economista-chefe da consultoria Austin Rating, Alex Agostini, isso vai aumentar o consumo popular que é principalmente de “alimentos e bens não duráveis. Quando aumenta a demanda, a tendência é que o preço também suba”, empurrando a inflação, argumentou, tentando explicar por que deseja que os pobres comam menos.

Outros dizem que o valor previsto para 2012 vai explodir as contas do governo, principalmente na Previdência Social, que paga aposentadorias e outros benefícios calculados com base no valor do salário mínimo.

E há quem defenda, como forma de se contrapor a um salário mínimo mais alto, pura e simplesmente o aumento maior e mais permanente nas taxas de juros pelo Banco Central.
Vendo ameaçada a economia do governo para pagar juros (o superávit primário), o economista Samuel Pessôa, da consultoria Tendências, chegou a propor o aumento de impostos prevendo – aliás corretamente – que será difícil alterar a regra do salário mínimo. Isto é, vale tudo – até mesmo esta verdadeira heresia contra os dogmas neoliberais – para salvar os interesses dos grandes especuladores financeiros!

Na semana passada, o jornalão paulistano O Estado de São Paulo (dia 12 de abril) apresentou estes argumentos em um editorial cujo título já dizia tudo: “O salário mínimo de 2012 exige medidas preventivas”. Uma das preocupações era com o atual “cenário econômico que se pode considerar de pleno emprego” no qual, portanto, os patrões têm maiores dificuldades para reduzir os salários. Defendeu “uma forte redução” nos gastos do governo, embora o melhor, na opinião do editorialista, fosse mudar a lei do salário mínimo. Mas lamenta que não haja clima para isso “num Congresso dominado pelo PT” e pelos partidos da base do governo.

A questão do salário mínimo diz respeito fundamentalmente à repartição das riquezas geradas pelo trabalho dos brasileiros, e do aumento da fatia a que os trabalhadores têm direito. Por isso é uma questão política: ela depende da força de cada um dos agentes sociais (os trabalhadores, os empresários, os especuladores financeiros) para impor ao governo seus interesses e conseguir, assim, um pedaço maior da riqueza produzida pelo país.

A valorização do mínimo, juntamente com o uso dos recursos do governo e dos bancos oficiais para apoiar o crescimento da economia, ajudou o Brasil a contornar a crise econômica mundial em 2008-2009 e minorar os seus efeitos. São fatores que estão na base da retomada do crescimento do país nos últimos anos. Ao contrário do que ocorreu no passado, durante o período neoliberal, no qual predominavam apenas os interesses do grande capital especulativo, agora a ênfase tem sido o crescimento econômico, o fortalecimento da produção nacional e o bem-estar da população.

A valorização do salario mínimo é um dos pilares da mudança que está ocorrendo no Brasil e os especuladores sabem que mais dinheiro no bolso dos trabalhadores pode significar a diminuição em suas gordas contas bancárias. Daí a gritaria, que não esconde nem mesmo o desejo de que o povo coma menos. Os trabalhadores precisam estar atentos contra eles, recusar seus argumentos “técnicos” e insistir na luta por melhores salários melhores, condições de trabalho mais favoráveis, e uma vida digna.

Fonte: http://blogdoonipresente.blogspot.com/2011/04/conservadores-querem-diminuir-salario.html

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