Contra a Privatização Aeroportuários vão a Luta. Junte-se a eles!

Está agendada uma reunião da direção do SINA junto com o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, para quinta-feira da próxima semana, 09/06, às 16h30, com o ministro chefe da Secretaria da Aviação Civil/SAC, Wagner Bittencourt, nas dependências da SAC, em Brasília.

A pauta única a ser encaminhada pela representação dos trabalhadores/as, infelizmente, será cobrar uma explicação da SAC sobre a anunciada concessão dos aeroportos que traz um aspecto extremamente descomprometido e isolado da classe trabalhadora.

Tivemos conhecimento hoje (01/06) de que o ministro fez um pronunciamento acompanhado do presidente da Infraero, Gustavo do Vale, na tentativa de acalmar, convencer e se justificar diante dos aeroportuários.

O vídeo mais parece uma película capitalista, abordando rentabilidade, competividade e lucratividade, sem nenhum viés com o social e totalmente na contramão da proposta de nós, trabalhadores/as. Diga-se de passagem que estamos lançando um manifesto que encabeçará uma grande campanha em torno do conceito do Aeroporto Popular, que garante mais justiça social para o povo brasileiro.

O transporte aéreo no Brasil hoje vem se consolidando como meio de transporte popular e de massas, integrando esse País continental de uma forma mais justa, principalmente com as classes C e D.

E, diante da proposta anunciada pela SAC, está claro que o risco do retrocesso social volta a este País, como já ocorreu no passado com o desmantelamento do Setor Ferroviário e que hoje faz muita falta para a integração social, o que faz a luta dos trabalhadores aeroportuários não ser de forma alguma corporativista ou fisiologista e, sim, uma luta de fortalecimento da cidadania, sendo exercida dentro de nossos aeroportos.

Está muito claro o objetivo e comprometimento do setor privado com o conceito neoliberal do aeroshopping (chocolates finos, free shopping, joalherias e refrigerante a R$ 5,00) e também com eventos passageiros elitistas, no caso da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, com um público estrangeiro que, teoricamente, despejará cifras astronômicas nos bolsos desses preciosos parceiros privados anunciados pelo ministro.

O movimento sindical tem consciência de que o mundo mudou e que o Brasil desponta dentro desse contexto como um país empreendedor e, evidentemente, o pensamento sindical evoluiu e se adaptou a essa nova realidade, mas o que não podemos e não devemos é nos render e adotar políticas neoliberais, aceitando a selvageria do capitalismo.

Estamos no futuro, sim, mas trouxemos do passado valores de justiça que serão essenciais ao equilíbrio da sociedade brasileira. A miopia, fragilidade e imperfeição desse mirabolante projeto fica muito clara quando o ministro utiliza como exemplo bem sucedido – na opinião dele – o Setor Elétrico, que foi alvo de críticas recentes do presidente da CUT, Artur Henrique, quando foi convocado urgentemente para reestabecer o andamento das obras no Complexo do Rio Madeira (usinas de Jirau e Santo Antônio).

Essas obras foram iniciadas com o respaldo da tecnocracia atrelada ao conceito de gestão empresarial das empreiteiras de forma desrespeitosa e nefasta diante dos princípios e direitos trabalhistas ignorados pelas construtoras que estão atuando e a falha se deu exatamente em não ter a participação da representação da categoria na elaboração e, consequentemente, na implementação dessa tão necessária infraestrutura que o Brasil precisa.

E isso sem contar que o modelo aplicado pelo Setor Elétrico na cobrança do serviço prestado à população está atrelado a índices que foram cuidadosamente escolhidos pelo governo tucano (FHC), onde foram firmados os contratos e que se no governo do presidente Lula a população brasileira não tivesse evoluído sócio-economicamente parte da população estaria hoje iluminada pela velha lamparina, sem ter condições de pagar a conta de luz.

Também foi dito à nossa categoria que um conceito empresarial moderno é ter parcerias, o que nós respeitamos, mas nem um outro parceiro poderá ser mais importante para um dirigente empresarial do que a classe trabalhadora que, no final das contas, é que faz e traz o sucesso para qualquer modelo ou projeto que tenha o nosso comprometimento desde a sua elaboração.

Estamos publicando no Leia+ o nosso manifesto que, em breve, estará sendo conhecido pela população do nosso Brasil e, evidentemente, por todas as instituições de representação dos interesses da nossa sociedade. Vamos juntos compartilhar e divulgar esse manifesto que será o maior compromisso de nós, trabalhadores aeroportuários/as, para com o nosso País.

Fonte: http://www.sina.org.br/turbulencia/

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