Entrevista com o criador do Linux, Linus Torvalds

A entrevista é de Mariano Blejman e está publicada no jornal Página/12, 30-05-2011. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Completam-se 20 anos desde o nascimento do Linux. Qual é a data exata de sua criação?

Bom, para mim obviamente não houve uma data particular, já que estive trabalhando nisto bastante tempo antes que fosse liberado. Contudo, penso que qualquer uma das datas que estão sendo mencionadas seja razoável. Portanto, dependendo de como se fizer a contagem, pode haver três datas diferentes. A que eu creio mais relevante é 17 de setembro de 1991, quando fiz a versão Linux-0.01 de arquivos compilados e a subi a um sítio público, o FTP.funet.fi. Contudo, de fato nunca anunciei publicamente o lançamento da versão 0.01 (simplesmente enviei correios eletrônicos para poucas pessoas em privado); em consequência, por essa razão, outras duas datas tendem a ser também mencionadas: o 5 de outubro foi a primeira vez eu anunciei a liberação do Linux publicamente (o anúncio “lembram-se daqueles belos dias de minix-1.1 quando os homens eram homens e escreviam os próprios drivers de seus aparelhos?”, do Linux-0.02 no minix newsgroup). E alguns contam o dia 3 de julho, porque embora naquele momento nada estivesse pronto para ser publicado é a data da minha primeira menção pública de que estava trabalhando no projeto. Portanto, é questão de gosto. Pessoalmente, gostaria de usar o dia 17 de setembro como data de nascimento.

Alguma vez pensou que o Linux poderia se converter em algo tão grande?

Obviamente, não. Ao mesmo tempo, quase todo o crescimento foi muito gradual, assim que jamais houve uma sensação de grande surpresa em algum momento em particular. Só olhando para trás se chega a esse sentimento de “bom, isto funcionou muito melhor que o esperado”.

Acredita que o Linux teve um sentido político, foi uma contribuição social ou seu mérito é simplesmente produtivo?

Creio que tem todas essas temáticas para diferentes pessoas. Pessoalmente, o fiz (e ainda o faço) por minhas próprias razões pessoais. Penso que é divertido e interessante, e queria um sistema operacional para meu uso pessoal. O fato de que outras pessoas tenham ajudado, e que estas tenham diferentes razões para ajudar (indo dos que simplesmente querem fazer dinheiro até aqueles que têm razões sociais ou motivações políticas) é interessante, mas essas razões ainda não são os motivos pelos quais faço o Linux. Evidentemente, o fato de que outras pessoas estejam envolvidas com entusiasmo e o fato de que o Linux faz uma diferença para tantas pessoas, ajuda também a me motivar. Desfruto trabalhando no Linux por seu próprio bem, mas obviamente desfruto do fato de que é um grande projeto que teve um grande impacto em todo o mundo.

O que sente ao ter seu nome associado a um produto usado por milhões de pessoas em todo o mundo, mesmo sem saberem que se trata de você?

É grandioso, evidentemente. Todos querem se sentir importantes e pensar que fazem uma diferença neste mundo. Ter um trabalho onde se sinta produtivo, e saber que o trabalho que se faz “importa” é um grande desafio.

Qual é o estado atual do Linux: quantas linhas de código tem, quantas pessoas trabalham nele?

A quantidade de pessoas é difícil de estimar. É fácil dar números em bruto (cerca de mil pessoas têm créditos como autores em cada liberação do kernel [núcleo ou cerne, é o componente central do sistema operacional da maioria dos computadores. Ele é responsável pela interação entre o hardware e o software.] nos logs do controle do código). Mas o que significa isso? Algumas dessas pessoas realizam contribuições triviais de uma linha, outros escrevem milhares de linhas de código. Mas, o que há de pessoas que fazem testes e dão outros suportes… Enquanto isso, em relação com a quantidade de linhas de códigos, a atual árvore de fontes do kernel tem cerca de 14 milhões de linhas. Nem tudo isso é “código”, obviamente, isso inclui todos os comentários, a documentação, a construção da infraestrutura, e algumas ferramentas de código também. Quase a metade disso são drivers, um grande pedaço disso é arquitetura de suporte para as mais de 20 arquiteturas que apoiamos, e temos mais de 60 arquivos de sistemas diferentes, ainda que a maioria das pessoas use apenas um ou dois. Portanto, das 14 milhões de linhas de código do kernel, muitas dessas características não afetam a maioria dos usuários. O coração do kernel é muito menor. Mas se pode contar de outra maneira também: o que é o Linux? Não é necessariamente apenas uma questão de kernel, mas algo relacionado com todos os projetos que há ao redor, alguns dos quais não são específicos do Linux, mas que são usados em outros sistemas operacionais também. Ou seja, é muito difícil dar um número simples de qualquer coisa.

Quais são os principais desafios que o Linux enfrenta?

Para o kernel, uma das questões mais importantes é simplesmente dar suporte de hardware. Dar suporte a todo o hardware que anda dando voltas por aí é a questão à qual mais tempo e esforço estamos dedicando neste momento. Ao mesmo tempo, tivemos muitos desafios em nível de manutenção também. É a questão de como trabalhar juntos em uma comunidade fragilmente unida, construindo uma infraestrutura (só organizando o código fonte) para tornar possível o trabalho em conjunto. Algumas destas ferramentas (como o projeto Git para manter o código fonte) são mais questão de conviver com uma comunidade etérea, muitos dos desafios simplesmente têm a ver com construir os links sociais entre as pessoas para tornar possível que trabalhem juntas.

Quem são os principais sócios?

A seleção das palavras que você faz é estranha. Há muitas pessoas com as quais trabalho de maneira muito estreita e nas quais confio pessoalmente. Elas tendem a trabalhar em muitas empresas de tecnologia, que estão envolvidas com o Linux. Mas trabalho com elas simplesmente como pessoas, não como “representantes de suas companhias”. Ou seja, confio nelas pessoalmente, não porque elas trabalhem nesta ou naquela companhia que foram muito úteis ajudando a dar suporte ao Linux. Elas fazem diferentes coisas, tendem a se concentrar em diferentes áreas, e tudo isto não tem a ver apenas com escrever código. Além dos engenheiros com os quais trabalho, as empresas que fazem marketing fazem a checagem de erros, suporte de usuário. Tudo é importante. Eu não vou nomeá-las individualmente nem através de suas companhias, porque não estaria em condições de dizer quem é mais importante e quem é menos: isso depende do seu interesse e do seu uso.

Qual é o principal inimigo do Linux?

Não penso dessa maneira. Faço Linux por meus próprios propósitos positivos, e quando comparo com algo em particular, é conosco mesmos. Quero melhorar o Linux para que seja melhor do que é até agora, não para competir com mais ninguém. Eu costumava fazer brincadeiras sobre a Microsoft, mas realmente não era sobre eles, ou sobre qualquer outra empresa tecnológica.

Mas as patentes privadas, por exemplo, não são um inimigo do movimento “open source”?

Ah, sim. As patentes são um problema. Muitas patentes são totalmente ridículas, mas lutar contra elas é complicado e caro. A boa notícia é que a maioria das companhias também as odeia; portanto, há uma esperança de que o sistema mude, ou ao menos se modifique um pouco.

Que distribuição do Linux recomenda?

Pessoalmente, costumo usar Fedora, mas a palavra importante é “costumo”. Deve-se a uma série de razões históricas frustradas. Me preocupo em programar o coração, razão pela qual para mim uma distribuição é simplesmente uma maneira de ter uma nova máquina que seja útil. Não me preocupo muito porque vou substituir as partes com a quais realmente me ocupo em profundidade. Trata-se do kernel, do git, e eventualmente alguns outros projetos caso forem necessários. A distribuição recomendada realmente acaba sendo uma questão de qual uso se lhe dá em cada caso. Usa-se o Android para telefones, o Ubuntu para a curva baixa de aprendizagem, e outras distribuições personalizadas, o que dependerá de cada um. Para a maioria das pessoas que anda por aí afora, a melhor distribuição acaba sendo a que se usa no ambiente das pessoas que querem usar Linux, dessa maneira se pode compartilhar experiências e aprender de outros.

Você não acha que o Ubuntu vai muito rápido nas atualizações e às vezes pode ser contraproducente?

Penso que não. As pessoas querem distribuições de vanguarda, tratar novas coisas, da mesma maneira que querem distribuições estáveis que não fiquem logo obsoletas. Como sou uma pessoa que vem do mundo técnico, creio que as distribuições de vanguarda são muito mais interessantes, claro. E para muitos usuários é a maneira correta de proceder também. Tem-se acesso cedo a novas características e capacidades. Evidentemente, isto vem com as bordas afiadas, que provém da questão de ser brilhante e ser novidade, assim que algumas pessoas vão preferir definitivamente uma aproximação mais tranquila.

Que área de trabalho deveria ser usada?

Não há um “deveria”. É uma questão de preferências pessoais e ao que estão acostumadas. Tive uma experiência muito ruim com pessoas que desenvolveram uma área de trabalho e acharam que poderiam mudar o mundo. Me afastei de KDE quando eles fizeram sua grande mudança para KDE-4. E agora estou me afastando do Gnome-3 pela mesma razão. A área de trabalho, mais que qualquer outra coisa, é algo em relação ao qual se está acostumado. Esta é obviamente a razão pela qual o mercado das “áreas de trabalho” em geral é tão difícil de mudar.

O termo “open source” deixa a porta aberta para a entrada do software proprietário o kernel Linux?

Não. O “open source” é muito mais sobre não ser proprietário. Esta é a questão central da palavra “open”.

Que ideologia o Linux tem?

Não creio que haja “uma” ideologia. Não creio que deva haver uma ideologia. A parte importante disso é a palavra “uma”: creio que pode haver “muitas” ideologias. Eu o faço por minhas próprias razões, outras pessoas o fazem por suas razões. Creio que o mundo é um lugar complicado, e as pessoas são um animal interessante, que fazem coisas por razões complexas. Por isso, não creio que deveria haver “uma” ideologia. É realmente refrescante ver pessoas trabalhando no Linux porque elas acreditam que podem fazer do mundo um lugar melhor distribuindo tecnologia e disponibilizando-as para as pessoas de maneira mais ampla. Muitos acreditam que o código aberto é uma boa maneira de fazer isso. Essa é “uma” ideologia. Creio que é uma grande ideologia. Não é realmente o motivo pelo qual comecei a fazer o Linux, mas me enche de emoção ver como se usa o Linux nesse sentido. Mas também penso que é genial ver todas as empresas comerciais que usam o código aberto simplesmente porque é bom para seus negócios. Esta é uma ideologia totalmente diferente, e creio que é perfeitamente uma boa ideologia também. O mundo seria um lugar muito pior se não tivéssemos companhias fazendo coisas por dinheiro. Portanto, a única ideologia que eu realmente desprezo e me desagrada é o tipo de ideologia que trata de excluir as outras. Desprezo as pessoas cuja ideologia é sobre “a única verdadeira ideologia”, e para a qual aquele que não segue este set particular de guias morais é um “demônio” ou está “equivocado”. Trata-se de pessoas com mentes pequenas e estúpidas, para mim. De tal modo que a parte importante em relação ao código aberto não é a ideologia, mas que qualquer um possa usá-la para suas próprias necessidades e por seus próprios motivos. A licença de copyright está aí para manter essa abertura viva, e para se assegurar de que o projeto não se fragmente entre pessoas que escondem seus aperfeiçoamentos um do outro e têm que reimplementar as mudanças que outros fazem, mas não estão ali para cumprir com alguma ideologia.

A crise internacional foi uma oportunidade de crescimento para o movimento de código aberto?

Não queria dizer isso dessa maneira. Acredito que em alguns casos existem tempos difíceis para mostrar as razões para fazer algo (A expressão “a necessidade é a mãe de todas as invenções” é sobre como a necessidade e os tempos difíceis podem ser uma boa oportunidade para novas ideias e novas coisas.). Mas ao mesmo tempo, realmente prenso que os desenvolvimentos mais reais ocorrem sem uma crise. Portanto, agora, em tempos de recessão econômica mundial, muitas companhias estão migrando para o Linux e o código aberto porque não podem pagar os custos das licenças, e questões desse gênero. Mas ao mesmo tempo, se olharmos para o momento anterior da crise, as pessoas estavam usando o Linux de maneira inovadora e excitante, também.

Acredita que o fenômeno do Android, sistema operacional do Google para celulares, é outro exemplo do poder do software livre?

Absolutamente. A noção de que se pode tomar o software de código aberto e fazer com ele coisas que jamais foram planejadas por seus criadores originais e usá-las de maneira surpreendente é realmente a ideia central do código aberto. O Android é um bom exemplo de como o Linux – em relação ao qual a maioria das pessoas pensou que éramos simplesmente um sistema operacional para servidores há apenas 10 anos – agora também é pensado como sistema operacional para celulares. E isso é exatamente porque as pessoas puderam usar o software e fazer suas próprias implementações.

O que pensa do notebook Chromebook, do Google? Não é irônico que o software de código aberto tenha feito um sistema que deixa o usuário “escravo” de uma única companhia?

Mas você tem uma visão muito negativa do mundo, não…?

Não, não é uma visão negativa… Simplesmente sou jornalista, e lhe faço perguntas.

Ei, boa parte da minha família é jornalista (minha mãe, meu pai, meu tio e meu avô). Não creio que seja necessário ser pessimista para ser jornalista.

Mas não é irônico?

Não estou certo para onde vai o Chrome. Mas ao mesmo tempo está muito claro (apenas olhe os telefones celulares e os tablets) que a maioria dos “no-techies” não quer um computador de uso geral. Há uma grande quantidade de pessoas que realmente não quer fazer a manutenção de seu próprio computador, mas quer ter acesso às questões mais comuns, como a navegação por internet, o e-mail, o processador de textos, o administrador de fotos, etc. E mesmo que os tablets pareçam muito sensuais atualmente, creio que muitas pessoas querem apenas o teclado e o mouse. Escrever coisas em um tablet realmente não é muito cômodo. Portanto, creio que o Chromebook tem sentido nessa classe de área de consumo. Por que vai “escravizar” as pessoas? É uma questão de conveniência. Somos escravos da eletricidade simplesmente porque dependemos dela, e porque pagamos para fazer com que a eletricidade esteja disponível?

Acredita que o fato de que muitos desenvolvedores que trabalhavam no programa OpenOffice se separaram do projeto para criar o LibreOffice (chamado de “fork” [o “fork”  – bifurcação ou ramificação – acontece quando um desenvolvedor (ou um grupo de desenvolvedores) inicia um projeto independente com base no código de um projeto já existente.]) demonstra a força do movimento de código aberto e a “ditadura” das comunidades, ou é um caso excepcional?

De fato acredito que o OpenOffice é outro exemplo de uma série de padrões encadeados onde as pessoas tratam de “controlar” demais um projeto e este eventualmente se rompe porque o “partido” controlador não estava em sintonia com os usuários. A passagem do OpenOffice para o Oracle e o aperto desse controle foi o que o rompeu completamente, houve rumores durante anos sobre a forma como o OpenOffice havia sido desenvolvido. E não, não creio que seja um caso excepcional de nenhuma maneira. Muitos projetos estiveram nesta classe de situação e o que acaba acontecendo é que quando o problema se torna muito agudo, alguém faz um “fork” do projeto (toma um código livre e faz uma versão com um novo nome). É uma passagem grande e dolorosa, e os forks nem sempre triunfam, mas definitivamente ocorrem. E algumas vezes o fork acaba sendo temporal, mas é um acontecimento que mostra ao grupo original que eles não podem ignorar outro tipo de pressão. Nesses casos os forks se voltam para trás e isso geralmente implica uma abertura do coração do grupo desenvolvedor. E em alguns casos, o fork abre uma brecha tão grande que nunca mais se fecha, ou por razões técnicas (a mudança foi tão grande que impede um retrocesso), ou, na maioria dos casos, porque os dois projetos têm diferentes pontos de vista para onde ir. O XEmacs versus GNU emacs é, de longe, o exemplo histórico mais conhecido, mas muitos projetos atravessaram essa fase. E creio que os forks são algo bom. É o que mantém as pessoas honestas no mundo do código aberto. Qualquer pessoa que mantém um projeto de código aberto sabe que precisa manter sua mente aberta porque de outra maneira alguém mais pode simplesmente vir e fazer um “fork” de seu projeto. Assim que um fork pode ser muito mordaz e doloroso, mas creio que faz parte de todo o modelo do open source.

O Linux se manterá com a licença GPLv2 ou migrará para o GPLv3?

Oh, o Linux se manterá na versão GPLv2.

Como é o seu trabalho diário, atualmente?

Por estes dias, estou escrevendo muito pouco código. Leio e-mails, combino códigos de outros, discuto mudanças e digo às pessoas por que não vou combinar seus códigos. Portanto, 99% do que faço tem a ver com comunicação, e com manter a reposição central do código fonte do kernel, sem que realmente eu mesmo programe. Faço algumas mudanças, e em cada liberação de código costuma haver vários comentários escritos por mim (além das centenas de comentários combinados que faço), mas não é uma grande quantidade de códigos em um sentido real.

Quando sai a versão kernel 3?

Estou considerando seriamente liberar a próxima versão como 3.0, em parte por toda esta questão dos 20 anos de aniversário, mas também porque os números estão crescendo muito: a versão 2.6 aumentou tanto, e a 39ª parte da versão atual é um número inteiro muito difícil de recordar.

Quais são as companhias de hardware mais resistentes a dar suporte ao Linux?

A maioria das companhias de hardware está dando suporte ao Linux. Mas muitas delas não têm boa documentação (e o mais importante, não têm uma tradição de escrever documentação pública de nenhum tipo) e muitas delas ainda estão com essa postura de ficarem sentadas em cima da sua própria “vala”. Muitas companhias parecem especialmente resistentes. Nvidia, no mundo dos PCs, foi um problema, como o foram historicamente os fabricantes de chips wireless. As pessoas do mundo wireless pareciam ter se rendido, mas os fabricantes de chips gráficos continuam sendo um problema. Portanto, o mundo do Linux é geralmente problemático para encontrar bons drivers 3D acelerados. E por quê? Quem sabe. Talvez eles têm medo de que fique claro que alguma vez roubaram a propriedade intelectual de alguém, e que, ao torná-lo público, sejam descobertos e denunciados. Realmente não sei o motivo. Esta foi mencionada como uma das possíveis razões, por ter o código fechado e o hardware fechado. Outra razão típica, sobretudo porque têm o código fechado, é que esteja tão mal elaborado e cheio de “bugs” que tenham muita vergonha para mostrá-lo.

Finalmente, você seria capaz de se sentar com Richard Stallman – o criador da Free Software Foundation, e do conceito de software livre – para limar diferenças, ou estas já são a esta altura irreconciliáveis?

Oh, me encontrei com RMS muitas vezes e temos ideias muito diferentes sobre como as coisas deveriam ser feitas. Ele está muito mais concentrado em toda a questão de “uma ideologia” sobre como as coisas deveriam ser feitas. E eu sou contra isso.

Por que acredita que as pessoas usam pouco o termo GNU para falar do Linux?

Eu nunca usei o nome GNU. O Linux nunca foi um projeto da Free Software Foundation (FSF), e a FSF nunca teve nada a ver com ele. A maioria das ferramentas não é GNU, embora o compilador GNU C fosse e seja um grande invento. Assim que o termo GNU/Linux nunca teve muito sentido. Dito isso, nunca pensei que as pessoas não pudessem chamá-lo da maneira que quisessem. A maioria das distribuições dá ao sistema seu próprio nome: Fedora, SuSE, Ubuntu, Android, Mandriva, e a lista continua. Assim que se a FSF quiser chamá-lo GNU/Linux, por que deveria me preocupar com isso? Depois de tudo, não tem mais muito sentido chamar assim uma espécie de guarda-chuva.

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