Archive for julho 27th, 2011

27/07/2011

Estatísticas, dados e projeções atuais sobre a Internet no Brasil

Nesta página apresentamos os impressionantes números da Internet no Brasil, atualizados regularmente e separados por tópicos

Número de usuários

Geeks com seus computadores
Foto: Beth Kanter

Segundo o F/Nazca, somos 81,3 milhões de internautas tupiniquins (a partir de 12 anos)[1]. Já para o Ibope/Nielsen, somos 73,9 milhões (a partir de 16 anos)[2]. O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet[3].

Internautas ativos

Segundo o instituto Ibope Nielsen Online, de outubro de 2009 a outubro de 2010, o número de usuários ativos (que acessam a Internet regularmente) cresceu 13,2%, atingindo 41,7 milhões de pessoas. Somado às pessoas que possuem acesso no trabalho, o número salta para 51,8 milhões[4]. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente[5].

Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope//NetRatings, o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais.[6].

Gráfico exibindo o crescimento da internet nas residências, com uma penetração de 8,6% em 2001 até 20,4% em 2007

Tempo médio de navegação

Desde que esta métrica foi criada, o Brasil sempre obteve excelentes marcas, estando constantemente na liderança mundial. Em julho de 2009, o tempo foi de 48 horas e 26 minutos, considerando apenas a navegação em sites. O tempo sobe para 71h30m se considerar o uso de aplicativos on-line (MSN, Emule, Torrent, Skype etc)[7].

Comércio eletrônico

Em 2008 foram gastos R$ 8,2 bilhões em compras on-line[8]. Em 2009, a previsão para o primeiro semestre era de R$ 4,5 bilhões[9], mas, mesmo com crise, o faturamento foi de R$ 4,8 bilhões (27% a mais em relação ao mesmo período de 2008) e o ano fechou em R$ 10,6 bilhões[10]. 2010 fechou com R$ 14,8 bilhões em vendas, o que representa um terço de todas as transações entre varejo e consumidores feitas no Brasil[11].

Publicidade on-line

A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV[12]. 87% dos internautas utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços[13]. Antes de comprar, 90% dos consumidores ouvem sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas online[14].

Venda de Computadores

São 60 milhões de computadores em uso, segundo a FGV, devendo chegar a 100 milhões em 2012[15]. 95% das empresas brasileiras possuem computador[16].

Banda larga

Modem com LEDs acessos
Foto: Declan Jewell

Atingimos 10,04 milhões de conexões em junho de 2008: um ano e meio antes do previsto, já que essa era a projeção para 2010[17]. Quanto ao volume de dados, o incremento foi de 56 vezes de 2002 até 2007. E a projeção é de um aumento de 8 vezes até 2012[18]; o número de conexões móveis cresceu de 233 mil para 1,31 milhão em um ano[19]; Sistemas gratuitos de banda larga sem fio (Wi-Fi) funcionam nas orlas de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, nos Morros Santa Marta[20] e Cidade de Deus[21] e em Duque de Caxias[22]. Estão nos planos: São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e 58km da Avenida Brasil[23], todos no Rio de Janeiro.

O número de pessoas que usaram em março de 2011 uma conexão residencial de mais de 8Mb foi de 1,9 milhão, ou 5,5% dos 35,1 milhões de usuários ativos domiciliares. A participação das conexões mais lentas, de até 128Kb, caiu de 13,3%, em março de 2010, para 7%, em março de 2011[24].

Resoluções de tela

Apresentamos nosso terceiro estudo informal sobre a resolução de tela utilizada pelo internauta brasileiro.

Importante para desenvolvedores nacionais, esta é uma média baseada nos relatórios de acessos de diferentes perfis de sites. A tabela está ordenada de acordo com a primeira coluna, que mostra a média nacional englobando esses diferentes perfis, enquanto a última coluna exibe uma comparação com a média internacional.

Resolução Abril/2010 Agosto/2009 Agosto/2008 Total internacional[25]
1024×768 45,48% 47,88% 65,1% 25.93%
1280×800 23,26% 21,35% 9,7% 19.57%
1280×1024 8,62% 6,73% 10,2% 10.92%
1440×900 7,32% 5,80% 8.38%
800×600 4,10% 7,73% 15% 3.98%
1680×1050 3,53% 4,44% 5.48%
1152×864 2,69% 2,08% 2.31%

Navegadores

Outra importante referência: qual navegador os brasileiros andam usando? Veja a tabela abaixo, ligue o fod@-se pro IE6 e seja mais feliz!

Navegador Abril/2010 Agosto/2009 Internacional[26]
Firefox 33,18% 28,42% 32,23%
IE7 23,05% 30,59% 14,03%
IE8 21,62% 14,09% 24,67%
Chrome 11,10% 4,20% 6,46%
IE6 8,35% 21,38% 9,19%
Safari 2,21% 0,91% 5,09%
Opera 0,49% 0,41% 1,42%

Segundo dados da Net Applications, em março de 2011 o mercado estava assim dividido: Internet Explorer (56,77%), Firefox (21,74%), Chrome (10,93%)[27].

Desigualdade Social

A desigualdade social, infelizmente, também tem vez no mundo digital: entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tem acesso à Internet; entre os 10% mais ricos esse número é de 56,3%. Somente 13,3% dos negros usam a Internet, mais de duas vezes menos que os de raça branca (28,3%). Os índices de acesso à Internet das Regiões Sul (25,6%) e Sudeste (26,6%) constrastam com os das Regiões Norte (12%) e Nordeste (11,9%)[28].

No Mundo

O número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na Internet[29] e são publicados 200 milhões de tuítes[30]; a cada minuto são disponibilizadas 48 horas de vídeo no YouTube[31]; e cada segundo um novo blog é criado[32]. 70% das pessoas consideram a Internet indispensável[33]. Em 1982 havia 315 sites na Internet[34]. Hoje existem 174 milhões[35].

Links Inscritos do Google

A ferramenta de Links Inscritos fornece uma forma de aprimorar suas buscas no Google.

Funciona assim: você nos adiciona clicando no botão ao lado e nossas indicações aparecerão em destaque quando forem relevantes para a sua pesquisa. Comprometemo-nos a apresentar os links de forma imparcial, sem “jabá”. Nossas dicas são garimpadas à exaustão e são incluídos apenas aqueles sites que têm o fator como vivi sem isso até hoje? embutido. 🙂

Saiba mais sobre links inscritos em nossa página no Google.

© 2007-2011 Leonardo Antonioli. Alguns direitos reservados. Entre em contato.

A imagem dos fios que ilustra esta página é de autoria de Groupe ANT.

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27/07/2011

Liberte seu roteador

Por Tatiana de Mello Dias

É o que defendem ativistas para formar uma rede Wi-Fi pública; a prática, porém, pode render até prisão

No telhado da casa de Dana Sniezko, em São Francisco, fica um roteador. Dali sai um sinal de Wi-Fi de 4 Mbps que pode ser usado por qualquer um. Não há senha. “Eu deixo a conexão aberta como um serviço público”, explicou a americana de 27 anos ao Link. “Embora São Francisco seja uma capital tecnológica, há muitas pessoas que não têm acesso à internet e, cada vez mais, ela é necessária para fazer a maior parte das coisas: encontrar uma casa, conseguir um emprego, trabalhar em serviços sociais e ficar em contato com os amigos”, diz.

Livre.A antena no telhado da casa de Dana Sniezko. FOTO: DIVULGAÇÃO

Dana é desenvolvedora web e trabalha para ONGs. Garantir a inclusão digital em sua cidade é uma de suas bandeiras. Há alguns pontos de Wi-Fi livre em São Francisco – principalmente em espaços públicos, como parques, e também operam ali algumas empresas que distribuem pontos de internet livre pela cidade. Mas a conexão está longe de cobrir toda a cidade. “A maioria dos cafés hoje restringem as suas conexões”, reclama Dana.

A bandeira de abrir o Wi-Fi para colaborar para a inclusão digital não é só dela. A Eletronic Frontier Foundation (EFF), entidade que luta há mais de 20 anos por liberdade na rede, se prepara para lançar o Open Wireless Movement (Movimento pelo Wireless Aberto).

“O desaparecimento gradual das redes Wi-Fi abertas é uma ‘tragédia dos bens comuns’”, escreveu Peter Eckersley, chefe do setor de tecnologia da EFF, no texto que lança a campanha. (Tragédia dos bens comuns é uma teoria que diz que, diante de um bem comum, tendemos a tirar o máximo dele ao mesmo tempo em que contribuímos o mínimo para sua manutenção.) “Precisamos de um movimento político e tecnológico para reverter a degradação desse componente indispensável da infraestrutura da internet.”

Para Eckersley, parte do trabalho é apenas lembrar as pessoas que abrir as suas redes é a “coisa mais socialmente responsável a fazer”. Ficar sem internet em uma situação de necessidade, para ele, é como se ver molhado e sentir frio sob uma tempestade porque ninguém ofereceu abrigo em um guarda-chuva.

Segundo a EFF, há duas preocupações que impedem as pessoas de abrirem seus roteadores: segurança e velocidade. “Precisamos criar ferramentas que permitam às pessoas compartilhar uma porção de suas conexões sem afetar o desempenho delas, e ao mesmo tempo garantir que não haja quebra de privacidade.”

Na casa de Dana Sniezko chega uma conexão de 20 Mbps de velocidade. Parte dela (4 Mbps) vai para o telhado e o restante é distribuído para outro roteador, usado em sua casa. Esse sim é fechado. Ela gastou US$ 50 no ponto extra de acesso. Com ele, consegue garantir que a sua conexão de uso pessoal não seja prejudicada pelo ponto extra, e nem que a sua segurança seja colocada em risco. “A rede aberta tem algumas medidas de segurança mas não é protegida, então alguém pode fazer uma interceptação”, diz Dana. “A melhor proteção é educar a si mesmo”, diz ela. São regras básicas: usar HTTPS ao entrar em alguns sites, como redes sociais, e evitar alguns serviços, como bancos.

O que Dana faz é exatamente o que recomenda a EFF. E hoje há roteadores que permitem dividir o sinal em dois – um aberto e um fechado.

Pena. Só que o que ela faz e o que recomenda a EFF no Open Wireless Movement pode ser proibido. Nos Estados Unidos, os principais provedores de conexão, como o Comcast e Verizon, explicitam em seus contratos que revender ou tornar disponível de alguma maneira a conexão a terceiros pode acarretar em suspensão ou encerramento da conexão à internet.

Em São Francisco, Dana usa uma conexão oferecida por um pequeno provedor – portanto, não está cometendo nenhuma ilegalidade. “Os provedores locais são mais abertos aos seus clientes que fazem coisas incomuns”, diz.

No Brasil, porém, quem fizer como ela está sujeito a uma série de penalidades que podem ir da suspensão da conexão pelo provedor a penas como prisão ou multa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Telefônica, que oferece o Speedy, não restringe a prática no contrato, mas desaconselha o compartilhamento da rede. A Net, que oferece a conexão com o Virtua, restringe contratualmente. “Caso a conexão seja compartilhada indiscriminadamente através de um roteador sem senha, a chance de uma pessoa mal-intencionada utilizar a conexão de terceiros de forma anônima aumenta muito”, disse a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa.

De fato: se alguém cometer um crime (como acessar material relacionado à pedofilia) usando uma rede aberta, a responsabilidade cairá sobre o dono do IP – aquele que compartilha a rede. “É como deixar a porta de casa aberta e confiar em todos que entrarão ali”, diz a Net. Para a empresa, a alternativa é usar hotspots públicos, cujo acesso acontece com identificação e senha.

Crime federal. No ano passado, um morador de Teresina (PI) foi multado em R$ 3 mil pela Anatel por compartilhar sua conexão com três vizinhos. A acusação: ele estava funcionando como um prestador de serviços de telecomunicação sem autorização da agência.

Questionada pelo Link, a Anatel explicou que “tornar disponível uma infraestrutura de telecomunicações – independentemente de tecnologia – para que usuários possam emitir, transmitir ou receber informações de qualquer natureza caracteriza prestação de serviço para a qual há necessidade de autorização prévia da Anatel”. Isso significa que manter um simples roteador aberto pode render penalização ao usuário.

Transformar seu roteador em um hotspot Wi-Fi público, segundo a Anatel, “caracteriza oferta clandestina de serviços de telecomunicações”. E isso é crime federal.

A causa é nobre, mas, para a agência que regula as telecomunicações no Brasil, até dividir internet com o vizinho é crime. A Anatel disse que avalia caso a caso, mas se houver evidências de que o usuário deixou a rede aberta de propósito ou divulgou sua senha para outras pessoas, pode ser condenado a até quatro anos de prisão e multa de R$ 10 mil.

Atenciosamente,

Fernanda Favoratto Martins

Rede de Participação Política / Redes de Desenvolvimento Local
Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – Sistema FIEP
Fone: +55 (41) 3271-7613 Cel: +55 (41) 8821-2161
fernanda.favoratto
@ Fer_Favoratto

27/07/2011

Laços de Família: Beto Richa emprega a mulher de Derosso; Luciano Ducci, a sogra

O governador Beto Richa (PSDB) e o prefeito Luciano Ducci (PSB), empregam hoje ao menos duas parentes do presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), em cargos comissionados do governo do Paraná e da Prefeitura de Curitiba. Esse tipo de cargo dispensa a realização de concurso público.

“Com o nepotismo direto e cruzado, o PSDB e seus aliados transformaram Curitiba e o Paraná numa casa da sogra, literalmente”, criticou Dr. Rosinha através de sua conta no Twitter. ”Depois da sogra fantasma do Ezequias, assessor de Beto Richa, descobre-se agora a sogra do Derosso. É, em Curitiba, tudo é para a família. Inclusive para a sogra.”

Beto Richa nomeou a jornalista Cláudia Queiroz Guedes, esposa de Derosso, na TV Educativa do Paraná. A nomeação, assinada no último dia 17 de fevereiro, é retroativa a 1º de janeiro, primeiro dia do mandato do governador tucano. O cargo é de “assessor DAS-4”.

Já Luciano Ducci nomeou em agosto do ano passado Noêmia Queiroz Gonçalves dos Santos, mãe de Cláudia e sogra de Derosso, na secretaria municipal de Governo. Cargo? Agente público municipal II, símbolo C-7, com a prestação de serviços na Secretaria Especial dos direitos da Pessoa com Deficiência.

Na mesma data de sua nomeação por Ducci na Prefeitura de Curitiba, em 1º de setembro, Noêmia Queiroz havia sido exonerada por Derosso de um cargo em comissão que detinha na Câmara Municipal, de “assistente técnico às comissões, símbolo CC-9”.

Em consulta ao arquivo do ‘Diário Oficial’ de Curitiba, a assessoria de Dr. Rosinha atestou que, em março de 2006, mãe e filha estavam nomeadas simultaneamente no Legislativo de Curitiba. Cláudia Queiroz Guedes, no cargo de “assessor técnico parlamentar (CC-5), vinculado à “Divisão de Comissões Temporárias”. Noêmia Queiroz, no cargo de “assistente parlamentar” (CC-10), vinculado diretamente ao Gabinete da Presidência.

Irregularidades desde 1999

Entre os anos de 2006 e 2011, a empresa Oficina da Notícia, de propriedade de Cláudia Queiroz Guedes e do pai dela, Nelson Gonçalves dos Santos, recebeu R$ 5,1 milhões da Câmara Municipal de Curitiba através de um contrato de publicidade assinado e prorrogado duas vezes por Derosso. No mesmo período, outra empresa, denominada Visão Publicidade, recebeu R$ 26,8 milhões do Legislativo.

O Tribunal de Contas (TC) do Paraná ainda está analisando o caso. Desde a última segunda-feira (18), após Dr. Rosinha ter protocolado um pedido de providências, o Ministério Público (MP) também abriu um procedimento de investigação.

Uma nova licitação atualmente em curso prevê um gasto de R$ 4,8 milhões anuais da Câmara Municipal com esse tipo de serviço.

Em sua representação ao MP, Dr. Rosinha defende que as investigações não fiquem restritas apenas ao último contrato, e observa que os gastos de Derosso com ‘publicidade’ datam de 1999, pelo menos. O tucano preside a Câmara desde 1997.

Apenas no biênio 1999-2000, Derosso gastou R$ 7,9 milhões em pagamentos mensais à empresa Visão Publicidade. Em meados de 2003, o caso foi denunciado pelo então vereador Adenival Gomes (PT).

“É preciso analisar cada peça publicitária relativa a esses gastos, porque suspeito que houve promoção pessoal dos vereadores, e não propaganda institucional nem de utilidade pública”, afirma Dr. Rosinha. “Essa nova licitação deveria ser suspensa imediatamente. E cabe aos movimentos sociais sair às ruas para defender uma nova Câmara Municipal, que não mais envergonhe a cidade.”

Fonte: site deputado federal Dr. Rosinha

27/07/2011

Gestores dizem “não” à democratização da saúde pública em Curitiba

A Conferência Municipal de Saúde de Curitiba, realizada no final de semana passado, na Universidade Positivo, foi marcada pelas diferenças de interesses. Enquanto os trabalhadores apresentavam propostas em favor do serviço público, gestores esforçaram-se em convencer os usuários a aprovar medidas neoliberais. Participaram da 11ª edição da conferência 618 delegados, dos quais 170 eram trabalhadores, 278 usuários, 87 prestadores de serviço e 83 gestores. O Sismuc esteve presente com 21 representantes, além de um delegado da Fessmuc e um da Confetam.

Os representantes da prefeitura conseguiram garantir a continuidade da atual política de terceirização de serviços. Um caso exemplar diz respeito ao Hospital da Mulher que está para ser inaugurado. Eles defendem que os serviços sejam executados por trabalhadores de empresas contratadas, ao invés de concursados.

Alguns avanços, no entanto, puderam ser constatados. Das 10 propostas apresentadas pelo Sismuc, quatro aprovadas podem ser destacadas. A maioria dos delegados aprovou a redução da jornada de trabalho na saúde para 30 horas semanais e a implantação do plano de cargos, conforme definido pelo SUS. Também foi aprovada a divulgação da tese das próximas conferências, com 10 dias de antecedência, tendo em vista que desta vez os delegados receberam os documentos durante o evento, o que dificultou a familiaridade com os temas. Outra questão favorável diz respeito à divulgação do quadro de despesas com saúde no município.

Das propostas do Sismuc não aprovadas destaca-se a mesa permanente de negociação do SUS e a democratização da gestão nas unidades de saúde. O sindicato defendeu a eleição direta de chefias pelos segmentos do controle social (trabalhadores, usuários e gestores). Esta última questão perdeu por uma diferença pequena de votos: 183 a 143.

Um retrocesso aprovado diz respeito ao tempo de realização das conferências, que passarão de dois anos para cada quatro anos.

“Com todos os problemas de cooptação, foi uma das melhores conferências. A gente não ganhou, mas chegou bem perto. As aprovações mostraram que os gestores não tem hegemonia absoluta. Dá para construir mudanças. Estamos começando a convencer os usuários nesta briga ideológica com os gestores”, apontou Irene Rodrigues, secretária de assuntos jurídicos do Sismuc e participante da conferência. “Na próxima edição, precisamos nos organizar para que os temas do controle social e gestão do trabalho sejam debatidos no começo da conferência, quando os representantes dos trabalhadores e dos usuários estão mais dispostos”, conclui.

Cirurgiões-dentistas

Cirurgiões-dentistas da prefeitura realizaram uma panfletagem na plenária. Uma moção aprovada garante apoio da conferência à luta da categoria pela isonomia e por valorização salarial, além da incorporação das remunerações variáveis para todos os servidores da saúde.

Próximos passos

O Sismuc garantiu também uma vaga no Conselho Municipal de Saúde e a participação em mais 11 comissões. As indicações dos servidores serão realizadas no dia 8 de agosto, às 19 horas, no coletivo de saúde, no Sismuc.

Os delegados para a 10ª Conferência Estadual de Saúde serão eleitos na plenária de trabalhadores da segunda regional de saúde, marcada para dia 17 de agosto, no Centro de Convenções, a partir das 18 horas. A realização da etapa estadual está marcada para outubro.

Texto: Guilherme Gonçalves

Fonte: Sismuc

27/07/2011

Eis a “responsabilidade fiscal” da maioria demotucana na Câmara Municipal de Curitiba

Legislativo municipal gastou R$ 33,4 milhões em 2001. No ano passado, despesas saltaram para R$ 87,7 milhões. Para 2011, orçamento prevê R$ 100,9 milhões. Dr. Rosinha critica “escalada incrível” dos gastos e classifica gestão de tucano como “feudal”

O gasto anual da Câmara Municipal de Curitiba praticamente triplicou desde 2001. A constatação é do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), que analisou os relatórios de execução orçamentária disponíveis na internet.

Presidida desde 1997 pelo vereador João Cláudio Derosso (PSDB), hoje em seu oitavo mandato consecutivo, a Câmara de Curitiba gastou R$ 33,4 milhões em 2001. No ano passado, as despesas saltaram para R$ 87,7 milhões. Para 2011, o orçamento previsto do Legislativo municipal é de R$ 100,9 milhões.

“Essa escalada incrível nos gastos da Câmara de Curitiba ao longo dos últimos anos coloca a gestão Derosso ainda mais sob suspeita”, avalia Dr. Rosinha. “O Legislativo municipal vive num regime de feudalismo, com um presidente eterno e baixíssimo nível de transparência.”

O tucano João Cláudio Derosso é investigado pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná, pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público e pelo Conselho de Ética da Câmara por ter contratado a empresa da própria esposa para prestar serviços ao Legislativo.

Dr. Rosinha observa que, apenas nos anos de 2005 e 2006, a Câmara criou 106 novos cargos comissionados, preenchidos sem concurso público. Desses novos cargos, criados a partir de dois projetos assinados por Derosso, 68 eram ligados à cúpula da Casa. O impacto financeiro, calculado e denunciado na época pela vereadora Professora Josete (PT), era de R$ 5,2 milhões por ano nos cofres do município.

“E o mais escandaloso é o fato, descoberto agora, de que dois desses mesmos cargos foram usados por Derosso para acomodar a esposa e a sogra dele”, denuncia Dr. Rosinha.

Gastos em ‘publicidade’

Entre 2006 e 2011, a empresa Oficina da Notícia, de propriedade da esposa do tucano, Cláudia Queiroz Guedes, e do pai dela, Nelson Gonçalves dos Santos, recebeu R$ 5,1 milhões da Câmara de Curitiba através de um contrato de publicidade assinado e prorrogado duas vezes por Derosso.

No mesmo período, outra empresa, denominada Visão Publicidade, recebeu R$ 26,8 milhões do Legislativo. Uma nova licitação atualmente em curso prevê um gasto de R$ 4,8 milhões anuais da Câmara Municipal com esse tipo de serviço.

Em seu pedido de providências ao MP, Dr. Rosinha defende que as investigações não fiquem restritas apenas ao último contrato, e observa que, apenas no biênio 1999-2000, Derosso gastou R$ 7,9 milhões em pagamentos mensais à empresa Visão Publicidade. O caso foi denunciado em meados de 2003 pelo então vereador Adenival Gomes (PT).

“Suspeito que houve promoção pessoal dos vereadores, e não propaganda institucional nem de utilidade pública”, afirma Dr. Rosinha. “A nova licitação deveria ser suspensa imediatamente. Cabe aos movimentos sociais sair às ruas para defender uma nova Câmara Municipal, que não mais envergonhe a cidade.”

Nepotismo cruzado

A mãe e a esposa de Derosso estão atualmente nomeadas em cargos de confiança do governo do Paraná e da Prefeitura de Curitiba.

O governador Beto Richa (PSDB) nomeou Cláudia Queiroz Guedes na TV Educativa do Paraná. A nomeação, assinada no último dia 17 de fevereiro, é retroativa a 1º de janeiro, primeiro dia do mandato do governador tucano. O cargo é de “assessor DAS-4”.

Já o prefeito Luciano Ducci (PSB) nomeou em agosto do ano passado Noêmia Queiroz Gonçalves dos Santos na secretaria municipal de Governo. Noêmia ocupa um cargo de Agente público municipal II, símbolo C-7, com a prestação de serviços na Secretaria Especial dos direitos da Pessoa com Deficiência.

Jornal da família Derosso

A Prefeitura de Curitiba publica desde 2007 anúncios publicitários em um jornal criado pela mulher e pelo sogro do presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB).

A primeira edição do jornal, intitulado “Curitiba in English” e inteiramente escrito em inglês, foi publicada em novembro de 2007. Parte do conteúdo está disponível na internet, no endereço http://curitibainenglish.com.br.

No expediente, o sogro do tucano, Nelson Gonçalves dos Santos, aparece como editor e a esposa, Cláudia Queiroz Guedes, como jornalista do veículo.

Em praticamente todas as edições há peças publicitárias da Prefeitura de Curitiba, algumas com duas páginas. A administração municipal revela-se a principal anunciante do periódico. Em alguns exemplares, a única.

Os anúncios começaram na gestão do ex-prefeito Beto Richa e tiveram continuidade com o atual prefeito, Luciano Ducci.

Gasto anual da Câmara de Curitiba na última década

[Valores em R$ milhões]

Ano Gastos
2001 33,4
2002 36,1
2003 39,2
2004 42,8
2005 49,7
2006 55,5
2007 63,8
2008 75,8
2009 85,1
2010 87,7
2011* 100,9

Fonte: Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária, disponíveis no site da PMC.

Elaboração: Gabinete do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR)

27/07/2011

Curitiba: “Xoke de jestão” encarece custo de processamento de dados. Tá na privada!

27/07/2011

Dieese rebate Fiesp: encargos sociais são apenas 25,1% do salário do trabalhador

Industriais paulistas divulgaram cálculo para defender que direitos trabalhistas encarecem mão de obra

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Em nota técnica divulgada nesta terça-feira (26), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que os encargos sociais no país representam 25,1% da remuneração total do trabalhador. A informação rebate levantamento norte-americano divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que coloca Brasil entre os países com um dos encargos mais caros do mundo.

Dados do Departamento de Estatística do Trabalho dos Estados Unidos, divulgados pela Fiesp colocam os encargos sobre a folha salarial no Brasil à frente de Taiwan, Argentina, Coreia do Sul e México. No país, o total de encargos chegaria a 32,4% dos gastos com pessoal da indústria em 2009. Outro dado corrente, contestado pela Dieese, é que esses custos poderiam chegar a 102% do salário do trabalhador.

A diferença entre os percentuais justifica-se pelos itens que entram em cada cálculo. Nessa polêmica, existem duas interpretações principais. A versão mais comum entre empresários leva em conta um “conceito restrito de salário” que considera apenas a remuneração do tempo efetivamente trabalhado. Por essa visão, um trabalhador contratado por R$ 1.000 poderia custar R$ 2.020 por mês para a empresa.

Para isso, são “convertidos” em encargos direitos como a remuneração relativa ao repouso semanal, férias mais o adicional de um terço, feriados, 13º salário e aviso prévio em caso de demissão sem justa causa, por exemplo. Outras despesas, também obrigatórias, são ainda contabilizadas, como contribuição à Previdência Social; salário-educação; seguro de acidentes do trabalho; assistência social e formação profissional mantida pelo Sistema S; reforma agrária promovida pela Incra; e incentivos às micro e pequenas empresas, por intermédio do Sebrae.

A visão adotada pelo Dieese inclui – além do salário contratual mensal – férias, 13º salário e um terço de férias e salário recebido eventualmente como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outras verbas rescisórias. “Todas essas partes constituem aquilo que o trabalhador põe no bolso, seja em dinheiro vivo, seja na forma de uma espécie de conta-poupança aberta em seu nome pelo empregador (o FGTS).” Outros itens nada têm a ver com o trabalhador.

Questionável

O custo em dólar da mão de obra brasileira desmentiria a afirmação da Fiesp, sobre o impacto dos encargos sociais, indica o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. Ele considera que a remuneração no Brasil ainda é baixa em comparação com outros países.

“O Brasil tem o mais baixo valor de encargos trabalhistas entre 34 países pesquisados pelo Departamento de Estatística do Trabalho dos EUA. Em dólares, a média brasileira é de US$ 2,70 a hora, enquanto a média das outras 33 nações avaliadas é de US$ 5,80 por hora”, relata.

Artur defende que, se a carga brasileira é percentualmente maior como sustenta o setor industrial, em valores absolutos é menor. “Por serem reduzidos (os salários), acabam por exigir complementos como o FGTS e o 13º salário e, ainda assim, a média em dólar perde de longe para os países que a Fiesp usa como referência”, acredita o presidente da CUT.

Desoneração

A análise do Dieese é de que o estudo divulgado pela Fiesp serviria para engrossar o discurso de que é preciso desonerar a folha de pagamentos dos encargos sociais que incidem sobre ela. Entretanto, o órgão faz ressalvas às pretensões de entidades patronais. “Aquilo que se pretende é a redução dos encargos sociais propriamente ditos, ou é a eliminação pura e simples de itens que compõem a remuneração dos trabalhadores, disfarçada sob o rótulo de redução dos encargos sociais incidentes sobre os salários”, indaga o departamento.

Discussões sobre desoneração da folha de pagamento devem passar pela avaliação de fontes alternativas para o financiamento da Previdência Social e de programas educacionais e garantir a criação de emprego decente e apropriação dos benefícios por toda a sociedade, não apenas pelo meio empresarial, propõe o Dieese.

fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/07/encargos-sociais-representam-25-1-da-remuneracao-total-do-trabalhador-aponta-dieese-1

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