O desmonte da TV Cultura de SP. O que isso tem a ver com o Paraná?

A análise do orçamento da Fundação Padre Anchieta/FPA (TV Cultura) nos últimos oito anos nos dão a devida dimensão do “desmonte” da instituição nos governos Alckmin e Serra.

De um lado, o governo paulista vem retirando recursos estaduais da FPA a cada ano que passa: em 2003, os recursos do tesouro estadual correspondiam a 81,53% do total dos recursos da FPA. Em 2010, o tesouro estadual respondia a apenas 45,55%.

Já os recursos próprios da FPA, que representavam 18,47% em 2003, passaram a representam 52,80% em 2010. Na verdade, desde 2008, os recursos próprios da FPA passaram a representar mais da metade do total do orçamento da entidade.

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De outro lado, os investimentos da FPA seguem muito baixos: em média, apenas 3% ao ano.

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Assim é muito difícil manter a qualidade da programação, explicando-se perfeitamente os mais baixos índices de audiência da emissora em toda a sua história.

Tucanos detonam a TV Cultura

(Por Altamiro Borges, no Blog do Miro)

O desmonte da TV Cultura confirma o total menosprezo dos tucanos pelo sistema público de comunicação.

O Estadão teve acesso com exclusividade a um relatório interno da TV Cultura. O cenário é desolador. Sua audiência despencou nos últimos anos. A média atual é a mais baixa da sua história – correspondente a 0,8 ponto, o equivale a 47,2 mil domicílios. Essa queda teve reflexos na própria arrecadação da emissora: em maio, a receita obtida foi 58% menor do que a prevista pela atual administração.

O jornal relata o crime, mas suaviza nas críticas aos criminosos – o PSDB, que há quase duas décadas no comando de São Paulo promove o desmonte da outrora respeitável emissora pública. O Estadão também evita condenar as últimas medidas de “ajuste” na TV Cultura, encabeçadas pelo truculento João Sayad, atual presidente da Fundação Padre Anchieta, que aceleraram a sua destruição.

Nos últimos 12 meses, a emissora demitiu 993 trabalhadores – 46% dos seus funcionários. O desmonte, apresentado como “modernização empresarial”, afundou de vez a TV Cultura. Segundo o repórter Jotabê Medeiros, “historicamente, as audiências eram baixas, mas nunca chegaram a tal patamar… A queda média de audiência é de 26% em um ano, e a Cultura ficou 21 dias no penúltimo lugar e 10 dias no último na Grande São Paulo em maio”.

Ainda segundo o jornalista do Estadão, “todos os indicadores do relatório são negativos. A meta de arrecadação de fontes externas, em maio, era de R$ 4,7 milhões, e a emissora conseguiu levantar R$ 1,99 milhões. O governo investe R$ 84 milhões na Cultura, que tem dividido com a TV Gazeta os últimos lugares de audiência”. Diante do desastre, as bravatas “gerenciais” de João Sayad passaram a incomodar até integrantes do novo governo estadual.

A estratégia de “enxugar custos”, demitindo funcionários e reduzindo a programação da emissora, pode resultar na sua total inanição. “Corremos o risco de a TV não aguentar esse processo. É impossível de sustentar”, alerta um conselheiro da emissora, que preferiu não se identificar. Crescem as críticas também ao desvio de funções. O estudo aponta que 22 funcionários recebem pela emissora para, na verdade, atuarem na Secretaria de Estado da Cultura.

O desmonte da TV Cultura confirma o total menosprezo dos tucanos pelo sistema público de comunicação. O PSDB já conta com o apoio da mídia privada, que omite suas maracutaias e ineficiências. Além disso, por sua concepção neoliberal, o partido é contrário a presença do Estado neste setor estratégico. Autoritários, os tucanos têm uma visão instrumental da emissora pública, utilizando-a apenas para os seus projetos eleitoreiros

fonte:http://transparenciasaopaulo.blogspot.com/2011/08/o-desmonte-da-tv-cultura.html

O que isso tem a ver com o Paraná?

Desde a posse do tucano Beto Richa, a antiga TV Paraná Educativa passou a se chamar “É Paraná”, mas destruiu toda a programação própria local. Passou a ser uma mera retransmissora da TV Cultura de SP, a mesma que o chefes paulistas do tucano paranaense desmontam. Ou seja, graças ao tucanato local, os paranaenses são obrigados a ver uma TV que os tucanos de São Paulo destroem. Ficamos com o resto do resto e o governador ainda posa de moderno.

Hoje, graças ao tucano Beto Richa e seu eleitorado podemos dizer que a “É Paraná” é a TV paulista que os próprios chefes paulistas do tucano paranaense não querem. Isso é uma vergooonha!

Se liga Paraná! As ambições de uma família estão nos fazendo passar por idiotas. De Primeiro Mundo, porém idiotas!

6 Comentários to “O desmonte da TV Cultura de SP. O que isso tem a ver com o Paraná?”

  1. Só uma correção, a grafia correta é E-Paraná. O pior é que antes a Paraná Educativa, além da programação local, retransmitia gratuitamente programas da TV Brasil e da Telesur. Agora, paga-se para retransmitir a TV sucateada do tucanato paulista.

    • é verdade, a grafia adotada pelos tucanos é E-Paraná, mas note que no artigo colocamos “É Paraná” entre aspas porque:
      a) é assim que todos os locutores da TV pronunciam o nome dela;
      b) fica ainda mais clara a mensagem emitida, ou seja, É paraná na verdade é São Paulo.

      Enfim, 150 anos de independência jogados na lata do lixo graças a uma eleição para governador.

  2. Mas e os programas E-Manhã, E-Esporte, Telejornal E-Paraná , E-Espetáculo , os Boletins e os diarios da programação? E tambem tem o Terra Canção com musica regional paranaense.
    Vamos assistir aprogramação antes de comentar! E audiência ta caindo para todas as TV abertas, devido ao cabo e a internet. Vamos ponderar!

    • Pois é, né. Pelo visto não se sabe diferenciar o papel de uma TV Educativa e uma TV Comercial.
      As Educativas não foram criadas para fazer cópia mal feita das redes comerciais.
      O que a E-Parana faz hoje é simplesmente retransmitir a TV cultura de SP com alguns fragmentos da TV Brasil, sem aproveitar o espaço de TV Educativa para discutir e debater os grande temas do Estado ou de levar educação e cultura a todos os rincões paranaenses. E quando não está retransmitindo a programação de outras, faz cópias da programação das abertas, abordando os mesmos temas ou fazendo propaganda do mandatário de plantão.
      Criticaram tanto o uso política da Parana Educativa pelo sr. Requião e o Sr. Richa faz exatamente o mesmo. Dois pesos, duas medidas. Por favor!
      E veja que não reivindicamos aqui nem mesmo que a E-Parana seja uma TV Pública. Se conseguisse ser educativa já estaria bom demais…

  3. A verdade é que a E-Paraná virou um lixo, meia dúzia de programas mal feitos, um puleiro com mais de uma dúzia de gente que não sabe como uma TV de verdade funciona, além de sugar os funcionários com jornada dupla de trabalho sem pagar um tostão a mais!

  4. acho un absurdo a destruiçao da parana educativa ppois eu sempre acomanhava sua programaçao so resta fazer e nao votar n politicos ok

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