Caça aos corruptos e corruptores


O tema do Fórum de Diálogo desta semana da Rede de Participação Política é:Caça aos corruptos e corruptores

O mês de julho bateu recorde na expulsão de servidores públicos. Segundo relatório da Controladoria Geral da União (CGU), 98 estatutários da administração pública federal foram cassados, demitidos e destituídos dos cargos por diferentes irregularidades. Em 2011 já ocorreram 328 expulsões. É o maior número já registrado para o período, ultrapassando o ano de 2007, que totalizava 277 penalizações para os mesmos sete meses. O combate à corrupção e à impunidade levou o governo a aplicar mais de 3 mil punições a agentes públicos por envolvimento em práticas ilícitas, no período entre janeiro de 2003 e julho de 2011. O principal motivo das expulsões é o uso do cargo para consegu ir vantagens que respondeu por 1.751 casos. A improbidade administrativa vem a seguir, com 1.056 casos, enquanto as situações de recebimento de propina somaram 304 casos. Outros dados relevantes no combate à corrupção vêm da Polícia Federal (PF), que até agosto de 2011 prendeu 392 corruptores, entre empresários, intermediários e laranjas, todos por montagem de esquemas de desvio de dinheiro estatal ou aliciamento de funcionários públicos em troca de favorecimento em licitações, por exemplo. A quantidade de corruptores algemados, segundo dados da própria PF, é mais do que o dobro de servidores detidos (143) nas mesmas 27 operações. As ações da PF têm gerado desconforto entre o Palácio do Planalto e o Congresso, por expor esquemas de desvios de verbas ligados a partidos da base aliada e provocado protestos que estã o inviabilizando votações de projetos importantes para o país. Diante desse cenário, qual sua avaliação? E como os cidadãos podem agir para reverter essa situação?

Para opinar sobre o tema clique aqui.

Atenciosamente,

Núcleo Rede de Participação Política

One Comment to “Caça aos corruptos e corruptores”

  1. O artigo acima mostra que aumentou o número de servidores expulsos do serviço público federal por envolvimento em atos de corrupção. Em 2011 já ocorreram 328 expulsões, recorde histórico para os períodos de janeiro a julho.

    Segundo a Polícia Federal, até agosto de 2011 foram presos 392 corruptores, entre empresários, intermediários e laranjas, sendo que a quantidade de corruptores algemados é mais do que o dobro de servidores detidos (143).

    Isso é bom. Muito bom! Porém, no sistema capitalista há regras claras, as chamadas regras de mercado. Elas são as verdadeiras leis de qualquer país. E como vivemos em um país capitalista, deveríamos saber o que as regras de mercado nos dizem: Só há produto à venda (oferta) quando há procura (demanda).

    Relações de compra e venda trazem em si a ideia de troca em busca de vantagens. O tamanho destas vantagens é diretamente proporcional à capacidade de negociação dos agentes nelas envolvidos.

    E se a regra básica de um sistema é que tudo é mercadoria, então não há porque se espantar com empresários, cidadãos e políticos transformados em mercadorias. Simplesmente seguem as regras do capitalismo. Ou será que não vivemos em um país capitalista?

    No processo de corrupção sempre há dois lados. O lado que compra (corruptor) ou a demanda em “mercadologes”, e o que vende (corrupto) ou oferta na língua do mercado.

    Corrupto e corruptor, ambos estão fora da lei. Mas é fácil só culpar só um dos lados, principalmente quanto a caça aos corruptos e corruptores possa representar, note-se bem, possa representar, a caça de um lado que até então estava impune ou aponte para um possível fim no círculo vicioso de mamatas com dinheiro alheio.

    Não nos esqueçamos, porém, que quanto mais se combater a corrupção, mais parecerá que ela existe. Quanto mais a escondermos, a jogarmos para debaixo do tapete, mais teremos a sensação de que não há corrupção.

    Infelizmente, em toda a história de nosso país houve corrupção, independentemente do partido, raça, cor, credo, opção sexual dos governantes de plantão.

    Esquecemos dos espelhinhos? Pois, os espelhos e bugigangas que os portugueses deram aos nativos é o primeiro ato de corrupção registrado na história do Brasil.

    A diferença entre os distintos governos está no combate ou não da corrupção. Em uns alguns poucos governos houve real combate à corrupção. Em outros o estímulo. Em terceiros, encobertamento. Em quartos a repressão à Liberdade de Expressão e ao Livre Debate. Nestes últimos havia corrupção, mas ninguém podia falar nela. Ia pra cadeia, sem julgamento.

    O Instituto Ethos tem uma campanha publicitária muito interessante que chama o empresariado a combater a corrupção, sendo ético e deixando de participar de negociatas que terminem em uso indevido do dinheiro público.

    Repito. Só há produto a venda, quando há procura. Sem isso o “lojinha” fecha.

    Se não aceitarmos dar propinas e se pararmos com a prática querer tirar vantagem de algum projeto governamental, os corruptos deixarão de existir.

    Provavelmente, nos primeiros momentos será difícil viver do próprio trabalho, do próprio esforço, do próprio empreendedorismo, mas no longo prazo valerá muito a pena e o Verdadeiro Custo Brasil será drasticamente reduzido.

    Façamos a nossa parte. Não aceitemos negociar com políticos e empresários que nos proponham esquemas que nos garantam ganhos fáceis através do desvio de dinheiro público ou privado.

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