Pentágono se lembra das ameaças

O comando militar dos EUA relacionou Brasil, Rússia, India e China como países que podem desestabilizar o mundo.

EUA pensam que além da ameaça do terrorismo, dos ataques cibernéticos e do desenvolvimento de programas atômicos no Irã e na Coréia do Norte, o crescimento de Brasil, Rússia, Índia e China também são uma ameaça aos EUA. As declarações são do chefe do Pentágono, Leon Panetta, que reafirmou que a obrigação dos EUA nas próximas décadas é defender o planeta das tentativas dos BRICS “em acabar com a estabilidade do mundo”.

O Pentágono ficará atento para que Brasil, Rússia, India e China não acabem “com a estabilidade no mundo”.

“Nós temos que cuidar para que eles não acabem com a estabilidade no mundo”, disse o Ministro da Defesa dos EUA, Leon Panetta (*), ao vivo em entrevista à PBS.

O chefe do Pentágono falou sobre os perigos para seu país nas próximas décadas. Além do terrorismo, ataques cibernéticos, da imprevisibilidade do Irã e da Coréia do Norte e das guerras no Iraque e no Afeganistão, o chefe da defesa americana relacionou o crescimento de uma série de potências.

“Países como Brasil, Índia e China, sem falar, é claro na Rússia e outros que representam um desafio para nós não só no plano de tentar cooperar com eles, mas também para evitar que eles não acabem com a estabilidade no mundo”, disse Panetta que ocupa o cargo há dois meses.

O interessante é no ano passado, quando os EUA aprovaram seu plano de desenvolvimento para os próximos 4 anos, Rússia e China não figuravam como focos importantes de ameaça militar.

Porém, as últimas conclusões dos analistas americanos, pelo visto, forçam os EUA a corrigir seu planos. Em especial, no relatório preparado pelo Pentágono para o Congresso norteamericano, mostra-se que, por exemplo, o setor militar chinês poderá, nos próximos 9 anos, alcançar o mesmo nivel de preparação e equipamentos que o dos EUA.

No mesmo documento afirma-se que a modernização das Forças Armadas chineses ocorre em tempo record. Entre as conquistas chinesas fala-se da construção de portaviões e a conclusão do desenvolvimento do primeiro caça chines o J-20, que usa a tecnologia de “avião fantasma”.

“O volume de investimentos da China em seu complexo militar-industrial, permite ao mesmo novas possibilidades militares que representam ameaça potencial à estabilidade militar na região” – disse o representante do Pentágono Michael Shiffeer.

Lembramos que de acordo com o o recente ranking de potencial militar no mundo do GlobalFirePower, os EUA seguem estáveis na primeira posição, sendo o país ue gastou 40% de todos os gastos militares realizados no mundo em 2010. O segundo lugar é ocupado pela Rússia, seguida pela China. (N.T.: O Brasil é ocupa o 11º lugar depois de Israel, em 10º, e a frente de Iran, 12º e Alemanha, 13º. A Índia é a 4ª colocada no ranking)

O chefe do Pentágono falou também sobre a Líbia ao declarar que os EUA estão extremamente interessados em descobrir a localização de Muamar Kaddafi. “Estamos procurando-o. Eu acho que ele se preparou para o fato de que, se necessário fosse, deixar o país. Ele pode ter feito isso. Agora, onde ele está concretamente, nós não sabemos”, concluiu Panetta.

O próprio Kaddafi desmentiu em transmissão de rádio que teria deixado o território da Líbia. “Quantos comboios, carregados de contrabandistas, comerciantes e pessoas comuns, a cada dia, cruzam nossas fronteiras com países vizinhos? Fala-se como se fosse a primeira vez que um comboio atravessa a fronteira com Niger“, disse Kaddafi.

Os representantes do Comitê Nacional de transição também afirmam que o Kaddafi encontra-se cercado numa área de 60 km, em território líbio.

(*) Leon Edward Panetta é o 23º e atual Secretário de Defesa dos Estados Unidos, servindo na administração do presidente Barack Obama desde 2011. Em 21 de junho, o Senado confirmou por unanimidade Panetta como Secretário da Defesa. Ele assumiu o cargo em 1 de julho. Antes de assumir o cargo, ele atuou como diretor da CIA. Como diretor da CIA, Panetta presidiu as operações que levaram à morte de Osama bin Laden.

Fonte: Vzgliad, Jornal Empresarial

Tradução: Sérgio Luís Bertoni, TIE-Brasil

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