Archive for outubro, 2011

31/10/2011

O que Cid Gomes pensa e Beto Richa aplica!

Artigos sugeridos por Vera Armstrong

Cid Gomes é um bom companheiro!

Leiam a pérola que o Sr. Governador do Ceará disse:

“Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado” – Cid Gomes

SE VOCÊ ACHA QUE O GOVERNADOR DEVE DOAR SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE!.

CAMPANHA – Cid, doe seu SALÁRIO e governe por AMOR !”

Meus colegas, vamos espalhar isso aos 4 ventos e aumentar a campanha:

DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS, MINISTROS, DOEM SEUS SALÁRIOS E TRABALHEM POR AMOR

Beto Richa é um bom companheiro!

by Tarso Cabral Violin

Depois de contratar esposa e irmão em SuperSecretarias, comprar deputados estaduais com emendas orçamentárias rechonchudas, apoiar os suspeitos Derosso (PSDB) e Rossoni (PSDB) como presidentes dos legislativo municipal e estadual, manter como seu líder de Governo na Assembleia o deputado Ademar Traiano (PSDB), que acha que pode ser imoral desde que seja ilegal, agora foi a vez de nosso querido governador Beto Richa (que perdoa o pecador, e não o pecado) aumentar em até 128% a remuneração dos sujeitos que o apoiaram nas eleições.

Os escolhidos políticos pelo governador, que ocupam cargos de comissão, sem concurso público, receberão de presente um aumento estratosférico, enquanto os professores da rede pública receberam uma miséria de aumento (mais um descumprimento de promessa de campanha).

Alguns comissionados receberão até R$ 8,4 mil. Nós, paranaenses, passaremos a gastar R$ 16 milhões com os comissionados.

O secretário da Casa Cicil, Durval Amaral (DEMO), que pretende ser nosso próximo Conselheiro do Tribunal de Contas, disse que o aumento é “mínimo”. Ele alega que os mauricinhos e patricinhas que apoiaram Beto Richa nas eleições de 2010 não queriam mais os cargos de confiança, pois a remuneração não seria suficiente nem para pagar o salão de beleza duas vezes por semana, os volovans, cupcakes, sessões de pilates e vinhos franceses.

Serão 4 mil comissionados, ganhando muito bem, que poderão ser utilizados como cabos eleitorais na eleição de 2012.

Outro problema é que o aumento ocorreu por meio de Decreto, e não por meio de Lei, o que fere o princípio da legalidade (MP e TC, favor fiscalizar).

Os servidores concursados que votaram no governador já se arrependeram, e faz tempo, de votarem no Beto “Choque de Gestão” Richa.

Finca Betinho Richa!

31/10/2011

Encontro de blogueiros: ativismo na rede precisa do “mundo real” para se concretizar

Debatedores concordaram que as batalhas na blogosfera devem ganhar as ruas

As batalhas travadas nas novas mídias devem ser apropriadas pelos movimentos sociais e populares, pois as grandes transformações são realizadas por meio da pressão nas ruas. Esse foi o consenso entre os debatedores dos painéis que abordaram experiências na América Latina durante o I Encontro Internacional de Blogueiros Progressistas em Foz do Iguaçu, Paraná.

Apesar de reconhecerem o papel das redes sociais e da blogosfera, os debatedores foram unânimes na opinião que “as revoluções devem ultrapassar as barreiras da rede mundial de computadores”.

“Só teremos democratização da informação com a luta dos movimentos sociais, com a atuação do movimento dos direitos humanos”, afirmou o equatoriano Osvaldo Leon, editor da Agência Latinoamericana de Informação (Alai).

Para ele, é importante os ciberativistas trazerem os movimentos sociais para o debate sobre a comunicação, usando como exemplo o que vem acontecendo em seu país com os povos camponeses e indígenas. “Estamos trabalhando para que essas organizações assumam em suas lutas programáticas a pauta da comunicação”, disse.

Um dos benefícios registrados é a incidência de rádios comunitárias no Equador. “No Equador e a Bolívia temos rádios espalhadas por várias comunidades”, destacou. Outra bandeira aderida pelos movimentos populares equatorianos, segundo Leon, é da expansão da conectividade da internet para todo o conjunto da população.

Web não é garantia

O cubano Iroel Sánchez, blogueiro da página La Pupila Insomne e do site CubaDebate engrossou o coro de que as batalhas na blogosfera devem ganhar às ruas. “A web por si só, não é a garantia da democracia”, apontou. Ele usou como exemplo o bloqueio econômico imposto por Cuba para exemplificar essa necessidade de organização: “os 50 anos seguidos de agressão nos obrigaram a nos organizarmos.”

Esse cenário na ilha, segundo Sánchez, vem acontecendo no campo da internet e das redes sociais por meio das redes de socialização de tecnologia. “Os cubanos entendem que a internet e a blogosfera não são redes de consumo, mas sim de conhecimento”, lembrando que os blogs exercem a função de construir uma agenda aos silenciados dos movimentos sociais.

O professor universitário argentino Martin Becerra também fez restrições ao fato da blogosfera ainda não ser um movimento de massa. “A blogosfera ainda não é uma rede massiva, diferente dos grandes meios que atingem a comunicação de massa”.  E completa. “A democratização das informações passa pelas lutas no campo popular”.

Na mesma linha segue seu compatriota Martin Granovsky, editor do jornal Página 12. “As conquistas de liberdades individuais são conquistas dos povos”, citando como exemplo a aprovação da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada ‘Ley dos Medios’.

“A Lei dos Meios faz parte de um projeto de universalidade da informação, obtido com o clamor dos movimentos organizados diante do cenário de monopolização da comunicação”. Para o jornalista, a blogosfera precisa “despertar as inquietações e revoltas democratizantes, aos moldes do acontecido na região da Primavera Árabe”.

“Zumbis”

Pela primeira vez na América do Sul, o canadense Jesse Freeston – ativista dos direitos humanos que participou de redes de solidariedade em Honduras – também apontou para a necessidade da aproximação dos ciberativistas com os movimentos do campo popular, citando a luta dos povos indígenas e dos povos pelo direito à terra.

O ativista fez uma analogia com o movimento Ocuppy iniciado nas redes sociais. “Ocupação não é feita por meio de Ipad, Ipods ou notebooks, as transformações não são feitas na internet, mas sim nas ruas”. Ele alerta para o caminho alienante proporcionado pelo advento das mídias sociais. “As pessoas estão parecendo ‘homos-cibernéticos’, vivendo como espécies de zumbis digitais e com isso estão deixando de socializar”.

Carta de Foz

O I Encontro Mundial de Blogueiros Progressistas foi encerrado com a aprovação da ‘Carta de Foz’, com expectativas de políticas públicas e ações para a blogosfera para os próximos meses.
O documento amplo aponta prioridades como a democratização da comunicação, liberdade ao direito humano da informação, luta contra qualquer tipo de censura de poderes públicos, condenação a judicialização da censura à internet, novo marco regulatório da comunicação, bandeira do software livre, acesso universal a banda larga de qualidade, entre outros pontos.
Os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Segundo os organizadores, o evento contou com 654 inscritos, de 17 estados brasileiros e 23 países.
31/10/2011

1º Encontro Mundial de Blogueiros e a Carta de Foz de Iguaçu

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O 1º Encontro Mundial de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu (Paraná, Brasil), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, confirmou a força crescente das chamadas novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais. Com a presença de 468 ativistas digitais, jornalistas, acadêmicos e estudantes, de 23 países e 17 estados brasileiros, o evento serviu como uma rica troca de experiências e evidenciou que as novas mídias podem ser um instrumento essencial para o fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia.

Como principais consensos do encontro – que buscou pontos de unidade, mas preservando e valorizando a diversidade – os participantes reafirmaram como prioridades:

1. – A luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propalada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa. O direito humano à comunicação é hoje uma questão estratégica;

2. – A luta contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor. Neste sentido, os participantes condenam o processo de judicialização da censura e se solidarizam com os atingidos. Na atualidade, o WikiLeaks é um caso exemplar da perseguição imposta pelo governo dos EUA e pelas corporações financeiras e empresariais;

3. – A luta por novos marcos regulatórios da comunicação, que incentivem os meios públicos e comunitários; impulsionem a diversidade e os veículos alternativos; coíbam os monopólios, a propriedade cruzada e o uso indevido de concessões públicas; e garantam o acesso da sociedade à comunicação democrática e plural. Com estes mesmos objetivos, os Estados nacionais devem ter o papel indutor com suas políticas públicas.

4. – A luta pelo acesso universal à banda larga de qualidade. A internet é estratégica para o desenvolvimento econômico, para enfrentar os problemas sociais e para a democratização da informação. O Estado deve garantir a universalização deste direito. A internet não pode ficar ao sabor dos monopólios privados.

5. – A luta contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Pela neutralidade na rede e pelo incentivo aos telecentros e outras mecanismos de inclusão digital. Pelo desenvolvimento independente de tecnologias de informação e incentivo ao software livre. Contra qualquer restrição no acesso à internet, como os impostos hoje pelos EUA no seu processo de bloqueio a Cuba.

Com o objetivo de aprofundar estas reflexões, reforçar o intercâmbio de experiências e fortalecer as novas mídias sociais, os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Para isso, foi constituída uma comissão internacional para enraizar ainda mais este movimento, preservando sua diversidade, e para organizar o próximo encontro.

Ler também:

Primeiro encontro mundial de blogueiros condena bloqueio a Cuba
Blogueiros marcam novo encontro mundial para 2012 no Brasil
1º. Encontro Mundial de Blogueiros

27/10/2011

Acompanhe o I Encontro Mundial de Blogueir@s – Ao Vivo!

Começa hoje a noite, em Foz do Iguaçu (PR), o 1° Encontro Mundial de Blogueiros.

Acompanhe ao vivo pelo link

http://blogueirosdomundo.com.br/ao-vivo

A partir das 19:00 h. Não perca!

27/10/2011

Hacia el Primer Encuentro Mundial de Blogueros

Por iroelsanchez

Este 27 estaré viajando hacia Foz de Iguazú, Brasil, cumpliendo con una invitación para participar en el Primer Encuentro Mundial de Blogueros.

He dejado programados varios posts y trataré de actualizar desde Foz, donde intervendré en la mesa “Experiencias en América Latina”, junto a- Osvaldo Leon – editor del sitio de la Agencia Latinoamericana de Información, Alai, de Ecuador, Martín Becerra – profesor universitario y bloguero argentino-, Luis Hernández Navarro -editor del diario mexicano La Jornada-, Martín Granovsky -editor especial del periódico argentino Página 12- y Jesse Freeston –bloguero y activista de derechos humanos, de Honduras-, en un panel que conducirán los blogueros brasileños Sérgio Bertoni y Cido Araújo.

El tema central  del evento será “El papel de los nuevos medios de comunicación en la construcción de la democracia” y en él intervendrán -entre otros- el portavoz de Wikileaks Kristinn Hrafnsson, ; Amy Goodman, de Democracy Now; Ignacio Ramonet, de Le Monde Diplomatique; y Pascual Serrano, de Rebelión.

El programa del evento en  http://blogueirosdomundo.com.br/palestrantes/ y los debates se podrán seguir en vivo en la dirección http://blogueirosdomundo.com.br/ao-vivo/.

27/10/2011

Tucanos mandam prender testemunha do Mensalão do PSDB

Artigo sugerido pelo Walter Koscianski, do EngaJarte-blognilton+monteiro.jpg

O depoimento de Nilton Monteiro, como testemunha do mensalão do PSDB, está marcado para o próximo dia 27 de outubro, nesta quinta feira, perante a Justiça Federal de Minas Gerais, por determinação do Ministro do STF Joaquim Barbosa. A prisão foi armada para tentar impedir o depoimento da testemunha. Em reuniões gravadas, anteriores a prisão, participantes da empreitada relatam os motivos e principais atores da armação. A própria juíza que decretou a prisão de Nilton teria sido subornada, segundo as supostas degravações, já de posse da Polícia Federal.

Meses atrás, Nilton já havia sido absolvido pelo TJMG, da acusação de falsificação da LISTA DE FURNAS. O Tribunal reconheceu ser autêntico o documento, conforme atesta o laudo pericial oficial do Instituto Nacional de Criminalística. Nele constam os nomes de 156 políticos de 12 partidos. No total, R$ 39,6 milhões teriam saído da estatal Furnas para irrigar as campanhas políticas, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002. Nada disto foi noticiado pela imprensa mineira e nacional. Será porque?

Sem saída “Gangue dos Castros” manda prender testemunha

Juíza da Vara de inquérito já tem em mãos degravação que comprova o esquema montado para evitar que Nilton Monteiro deponha no caso Mensalão

Já não existe mais Direito Civis depois que o Palácio da Liberdade, através do secretário de Governo, Danilo de Castro, principal figura da “Gangue dos Castros”, em pleno regime democrático, determina a implantação de “Estado de Exceção”. Transformando a Polícia Civil mineira em Guarda Pretoriana. A Guarda Pretoriana, na época Romana, era um corpo militar de elite formado para proteger os imperadores romanos e sua família.

Para comandar esta “Guarda Pretoriana”, o secretário de governo, Danilo de Castro, escolheu pessoalmente o delegado Márcio Nabak, atual chefe do Departamento de Operações Especiais (Deosp), sucessor do terrível e temido DOPS, do período do Golpe Militar. “O objetivo do Governo de Minas, ao determinar a prisão de Nilton Monteiro e de tentar desmoralizá-lo, é evitar que ele preste depoimento e apresente a documentação ao juiz, comprovando um enorme esquema de corrupção que envolve as principais autoridades mineiras”, informa um de seus advogados.

O depoimento do empresário Nilton Monteiro, ouvido por determinação do ministro Joaquim Barbosa, está marcado para o próximo dia 27 de outubro perante a Justiça Federal. O empresário, meses atrás, já se mostrava uma ameaça ao alto tucanato, após absolvido pelo TJMG que reconheceu ser autentica a “Lista de Furnas” onde constam nomes de 156 políticos de 12 partidos (PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, Prona, PRTB, PSB, PSC, PSDB e PTB). No total, R$ 39,6 milhões teriam saído da estatal Furnas para irrigar as campanhas políticas.

Esta decisão literalmente desmontou a versão divulgada principalmente por integrantes do PSDB de que o documento seria falso. Novojornal vem há quase um ano denunciando a atuação pretoriana do delegado Nabak, principalmente os desmandos praticados sob a proteção do Governo de Minas.

O comportamento adotado pelo delegado em relação ao empresário Nilton Monteiro já era previsível, porém, surge agora uma enorme dúvida, porque nos documentos apresentados na OAB-MG, em reclamação movida pelo empresário Nilton Monteiro, é relatado um pesado esquema de corrupção na Vara de Inquéritos da Capital. Vara da qual foi expedido o mandado de prisão do empresário Nilton Monteiro.

Nesta tarde, segundo informação da “Folha”, a prisão de Monteiro teria ocorrido em função de falsificação de promissórias. Novojornal já denunciara em 22/06/2010 o “esquema” montado pelo delegado Nabak na tentativa de envolver Monteiro. Veja link.

Porém, surpresas virão, porque na segunda-feira passada o empresário já tinha prestado depoimento na Superintendência da Polícia federal, ocasião que, segundo seus advogados,”foi entregue a mesma documentação já em poder da juíza da Vara de Inquéritos da Capital mineira”.

Fonte: Blog do Saraiva

27/10/2011

Foxconn em Maringá: novas questões e o papel da universidade

Artigo sugerido por Cido Araújo, do BlogProgSP

Alvoroço pela produção de iPhones e iPads no Brasil não pode esconder preocupação com a qualidade dos empregos que serão criados

Por Rafael A. F. Zannata, em seu blog

Dia 10 de Outubro escrevi um pequeno texto sobre a dinâmica de produção da Foxconn, empresa taiwanesa responsável pela etapa final de fabricação de aparelhos eletrônicos como iPods e iPads da cultuada Apple, a mais famosa empresa do Vale do Silício na Califórnia (USA). O que fiz foi apontar alguns dados, com base em artigos de pesquisadores orientais, sobre as altas taxas de suicídio dos trabalhadores chineses. No final das reflexões, compartilhei um curta-metragem sobre o perfil dos operários da Foxconn, geralmente jovens trabalhadores migrantes de outras regiões do interior da China, jovens sem maiores sonhos ou perspectivas futuras.

Alguns dias depois, o texto foi publicado na seção Outras Mídias (“seleção do melhor da mídia alternativa”), do excelente portal Outras Palavras, pelo editor Antonio Martins de São Paulo (cf. ‘Foxconn e iPhones: o que o ocidente não vê‘), bem como incentivou o estudante Lucas Cabreira da Faculdade de Direito da Universidade Estadual de Maringá a escrever o texto Quanto Vale o Direito do Trabalho no Brasil, no qual analisa as recentes inovações legislativas realizadas para incentivar a vinda da Foxconn para o Brasil (como a Lei 12.507/2011) e aborda a questão da exploração do trabalho híbrido material/imaterial em território brasileiro (“Neste momento que a preocupação me atinge: porque, agora, a Foxconn está querendo vir pro Brasil? Logo pra cá? Uma empresa deste porte, que ganha bilhões em cima deste tipo de exploração do trabalho, e que precisa deste sistema de produção, está entrando no pais apenas pelo incentivo fiscal? Ou estará também visando eventuais ‘vistas grossas’ da lei trabalhista para adentrar com estes métodos de produção aqui? E o qual a atitude do governo em relação a isto? Isenção fiscal, incentivando ao máximo a entrada desta empresa, e nenhuma precaução trabalhista?“). Sua preocupação tem fundamento.

Nos últimos dias, especulou-se muito sobre a instalação da nova fábrica (cidade-inteligente? ou cidade-exploração?) no noroeste do Paraná, especificamente entre Maringá e Londrina. Em agosto deste ano, Vinícius Carvalho, jornalista do O Diário, relatou a visita da comissão da Foxconn à Cidade Canção e deu detalhes dos requerimentos dos representantes da empresa taiwanesa (concessão de terreno, proximidade de aeroporto para transporte de cargas e tecnologia de banda larga) : “O grupo foi ciceroneado pelo secretário estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, mas foi o prefeito Sílvio Barros (PP) que apresentou as potencialidades da região para os orientais. Em inglês, o prefeito explicou que as empresas de energia elétrica e de água no Paraná são estatais e que não haveria problemas para o suprimento desses insumos para a futura planta industrial da Foxconn (…) O Diário acompanhou a comitiva até Arapongas, onde foi mostrado o terreno que pode abrigar a nova sede da multinacional. A área atualmente é um pasto, adjacente ao aeroporto do município, no quilômetro 232 da PR-218, entre Arapongas e Sabáudia. O local fica a 45 quilômetros do aeroporto de Londrina e a 78 do aeroporto de Maringá. A Foxconn pede um terreno de 49 mil metros quadrados próximo de estradas, aeroporto internacional de cargas e com oferta de tecnologia de banda larga e energia elétrica”. Eis o gráfico da área oferecida pelas “lideranças” do norte do Paraná.

Ontem o portal do iG publicou uma notícia que causou um certo tumulto entre os jornalistas, desesperados por informações e fontes seguras. A partir de um informante que pediu anonimato, Adriano Ceolin (jornalista do iG) escreveu em Brasília: “A presidente Dilma Rousseff e o presidente mundial da Foxconn, Terry Gou, acertaram que uma das duas fábricas de tela plana sensíveis ao toque, utilizadas na fabricação do iPad, que a Foxconn pretende construir no Brasil no próximo ano será instalada em Maringá, no Paraná. A companhia, que já está fabricando o iPhone no Brasil, não revelou ainda qual será o investimento na unidade e nem prazos específicos de quando ela será instalada“. A matéria logo repercutiu nos veículos locais, que reproduziram a informação (cf. ‘Foxconn vai instalar fábrica de telas de iPad em Maringá‘).

De ontem para hoje o cenário mudou. A Gazeta de Maringá, em matéria assinada por Fábio Guillen, negou que a cidade teria sido escolhida para instalação da nova unidade brasileira da Foxconn, mas afirmou que a cidade permanece no páreo: “Maringá permanece no páreo para receber uma das duas unidades de fabricação de displays (telas sensíveis ao toque) da Foxconn no Brasil. Na manhã de ontem, o portal IG publicou notícia de que a instalação da fábrica na cidade do Noroeste paranaense estaria confirmada, mas tanto a empresa chinesa quanto os ministros Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Paulo Bernardo, das Comunicações, desmentiram a informação. ‘Não há qualquer confirmação em relação à instalação de uma das unidades da Foxconn em Maringá. É certo que a cidade continua na disputa, mas ninguém bateu o martelo’, afirmou Bernardo. A informação do IG teria vindo de uma pessoa que teria participado de uma reunião na Casa Civil sobre o assunto, ainda na manhã de ontem. ‘Não houve qualquer reunião sobre a Foxconn’, ressaltou o ministro“. A reportagem do O Diário também entrou em contato com o Prefeito da cidade, Silvio Barros, e com o Deputado Estadual Ênio Verri, que negaram a informação do jornalista do iG.

Deixando de lado as especulações e boatos que movem o mundo empresarial, o ponto central é indagar quais são as condições de trabalho que serão impostas pela Foxconn (líder mundial na produção de manufaturados eletrônicos) no Brasil. É óbvio que o que a empresa deseja é redução de custos de produção para manutenção de competitividade e altas taxas de lucro. Aqui ela já conseguiu isenção fiscal, concessão de terrenos públicos e infra-estrutura energética e operacional. Resta saber se a empresa também conseguirá reduzir os custos de produção com a mão de obra. Não irá me estranhar se tivermos inovações legislativas no sentido de legitimar o uso de câmaras de arbitragem para resolução de conflitos trabalhistas envolvendo a Foxconn, retirando do Estado o monopólio para tais litígios (a Lei de Arbitragem, Lei 9.307/96, fala, no artigo 1º, que ela dirime litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis – e, na esfera trabalhista, esses direitos costumam ser vistos como indisponíveis e irrenunciáveis). Diversos empresários defendem que a arbitragem, quando utilizada sem fraude ou coação e com orientação e ampla informação, é válida – uma tese ainda minoritária entre os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho.

A academia tem um papel importante aqui. Os professores e alunos do curso de Direito da Universidade Estadual de Maringá, por exemplo, devem somar esforços com pesquisadores (docentes e discentes) de Economia, História, Administração e Sociologia e fazer um amplo levantamento sobre a gestão organizacional da Foxconn, sua dinâmica de produção, a relação da Foxconn com o perfil das grandes empresas do Leste Asiático, o novo regime transnacional de produção de bens tecnológicos, a real influência da instalação de uma empresa de montagem para a questão da inovação tecnológica, os riscos e benefícios de novas unidades da Foxconn no Brasil, a questão do bem-estar do trabalhador nas fábricas da Foxconn, o papel do direito nas políticas de fomento à inovação tecnológica, a possibilidade de quebra de patente para fins sociais, entre outros temas.

A universidade tem que se apropriar dos espaços de discussão e produção normativa. Ela representa o interesse público, desvinculado do viés partidário ou da motivação empresarial. A instalação de uma unidade da Foxconn na região de Maringá beneficiaria enormemente a família Barros (que levaria os créditos pela negociação política e conseguiria apoio em próximas eleições) e o empresariado de Maringá (imagine 100 mil novos trabalhadores consumindo bens e serviços). Mas a questão é: a Foxconn beneficiaria a população maringaense? Em que medida? Como?

Não é à toa que o contribuinte paranaense paga em dia seus tributos, os quais são parcialmente destinados à universidade. O trabalhador não tem tempo, condições intelectuais e materiais de responder essa questão. Essa questão tem que ser colocada pela universidade e não pela mídia. Os veículos de comunicação têm a obrigação de informar imparcialmente os fatos – e esperam lucrar com isso. A academia, pelo contrário, não tem obrigação de noticiar, mas sim de analisar e avaliar. Somente com o rompimento do fechamento disciplinar é que um grupo competente de jovens pesquisadores de diversas áreas poderá realizar uma pesquisa descritiva e normativa com potencial transformador (uma pesquisa, por exemplo, sobre os impactos da instalação de uma “cidade-fábrica/cidade-inteligente” aos arredores da região metropolitana de Maringá a partir da análise das experiências de outras regiões que receberam unidades da Foxconn, avaliando seus reflexos econômicos, sociais e jurídicos; ou então uma análise sobre a mobilização política para atração da empresa nos níveis federal, estadual e municipal a partir de entrevistas semi-estruturadas com os atores políticos envolvidos nesse processo, deflagrando os reais interesses mascarados sob o lema do “interesse público”). A universidade tem que assumir esse papel. Os estudantes precisam abandonar seus estágios em escritórios e repartições públicas e iniciar a condução dessa importante função de observação social e formulação de políticas públicas. A mudança tem que vir da base. Sem a demanda e pressão dos estudantes, os professores não se sentirão estimulados e realizar tal tarefa, que exige tempo, coordenação, dedicação e espírito investigativo. Muitos professores já se esqueceram do papel da academia. Os acadêmicos precisam lembrá-los do papel fundamental que a universidade exerce para a sociedade através do tripé pesquisa-ensino-extensão.

As notícias são importantes, mas os estudos acadêmicos tem um papel fundamental na compreensão do significado da possível instalação de uma unidade de Foxconn no interior do Estado do Paraná (ou de qualquer outro Estado). Um primeiro passo talvez seja mapear o debate sobre a questão dos trabalhadores da empresa taiwanesa. Os interessados no tema podem ler e discutir, por exemplo, o interessante relatório produzido pelos pesquisadores do Students & Scholars Against Corporate Misbehaviour de Hong Kong, Debby Chan e Yi Yi Cheng, intitulado “Workers as Machines: Military Management in Foxconn“, que utilizou de pesquisa de campo entre maio e setembro de 2010 (em especial, entrevistas) para analisar o regime militar de produção da Foxconn. Outro texto chave, produzido pelo Asian Monitor Resource Centre, é “Foxconn Workers Speak: We Are Treated Worse Than Machine“, escrito em 2011 por Surendra Pratap, Venkatachandrika Radhakrishnan e Madhumitta Dutta, que faz uma compilação sobre os dados de exploração trabalhista na China.

Acima de tudo, os acadêmicos precisam colocar uma questão aparentemente simples: o que o Brasil realmente ganha com isso? Aqui o diálogo entre sociólogos, juristas e economistas pode render um profundo debate. Como aponta Mansuedo Almeida (pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a ideia que está por trás (ou o discurso assumido pelo governo) é interessante: o governo dá incentivos e traz para o Brasil a montagem de um produto que, supostamente, envolve elevado conteúdo tecnológico, elevado valor adicionado e cuja produção poderia até servir de plataforma de exportação para outros países da América Latina. Mas será que a fabricação de touchscreen para tablets, cuja patente está fortemente protegida (excluindo o uso por outros), traria tantos benefícios? A agregação de valor não seria feita pela Apple?

A expectativa média – o senso comum reproduzido pelos veículos de comunicação – é que a Foxconn empregue mão-de-obra qualificada (alguns estimam 20.000 engenheiros) e traga fornecedores de insumos, o que levaria a transferência de tecnologia para empresas domésticas que poderiam entrar na lista de fornecedores da Foxconn. Entretanto, como aponta Mansueto, as consequências podem seguir um rumo diferente: “Infelizmente, essa expectativa pelo que sei não tem respaldo nem com o modus operandi da Foxconn e nem tão pouco com a organização da cadeia global de um produto como o iPads. Em primeiro lugar, a Foxconn opera com fábricas de grande escala, algumas com mais de 400.000 trabalhadores que são verdadeiras fábricas em forma de cidades. Embora a Foxconn seja uma empresa de Taiwan, fez elevados investimentos para montar os iPads, iPhones e iPods na China porque tanto a carga tributária (mesmo de 20% do PIB) quanto o custo da mão-de-obra (em dólar) na China são baixos. O Brasil não passa neste teste e, assim, a única forma de sermos competitivos no âmbito global na montagem desses produtos seria com muitos incentivos fiscais e financeiros de todos os tipo que se possa imaginar e, por que não, com uma montanha de recursos do BNDES para facilitar a atração da Foxconn. Segundo, já foi fartamente documentado por quem estudou o assunto que agregação de valor não tem absolutamente nada a ver com o local da produção”.

Com base num estudo de Kenneth Kraemer, Greg Linden e Jasson Dedrick (2011) sobre a agregação de valor do iPad, o economista do Ipea demonstra que o valor adicionado na China – local de operação das grandes unidades da Foxconn – é pequeno e que os EUA, que não produzem um único iPad mas controlam o design, o software e a marca, é quem mais ganha em cada aparelho produzido. O argumento dos autores é claro: ”It is a common misconception that China, where the iPad is assembled, receives a large share of money paid for electronics goods. That is not true of any name-brand products from U.S. firms that we’ve studied“. O mesmo raciocínio poderia ser aplicado para os tablets da Apple que seriam produzidos no Brasil.


Fonte: Mansuedo Almeida (2011), adaptado de Kenneth L. Kraemer, Greg Linden, e Jason Dedrick (2011)

Os números mostram muita coisa. O Brasil não teria muito a ganhar com a montagem de iPads e tablets da Apple. Os ganhos são imediatos (mais emprego, investimentos no país, bens e serviços em torno da produção em escala global), mas não fica claro se o investimento pesado por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (o gigante BNDES) pode, de fato, resultar em inovação tecnológica e um boom de novas empresas do ramo. Para Mansueto, melhor seria utilizar o dinheiro público para outros tipos de políticas públicas: “talvez turbinar o funcionamento de fundos de venture capital, uma indústria ainda pequena no Brasil, para fomentar um pouco de Steve Jobs que existe em muitos jovens que, devido a todas espécies de dificuldades para se iniciar um novo empreendimento no Brasil, terminam fazendo concurso público ou indo trabalhar em instituições financeiras“.

Fonte: http://ponto.outraspalavras.net/2011/10/25/foxconn-em-maringa-novas-questoes-papel-da-universidade/

26/10/2011

Blogueiro cubano e as lutas pela Democracia e pela Liberdade de Expressão

Nesta entrevista, o cubano Iroel Sanchez, do blog La Pupila Insomne e do sítio CubaDebate, fala sobre a importância da blogosfera, da luta pela Liberdade de Expressão, pela Democracia na América Latina e no Mundo.

1) ¿Cuál es la importancia del Encuentro Mundial de Blogueros y cuáles sus expectativas para el evento?

Entiendo que este encuentro reviste una gran importancia, al realizarse en un momento en que las estructuras de dominación del capitalismo, en las cuales los medios de comunicación juegan un rol principal, están siendo cuestionadas a nivel mundial como parte de la crisis de legitimidad que está enfrentando el sistema. Lo sucedido con la movilización global de este 15 de octubre es un ejemplo palpable. Encontrarse, discutir experiencias, compartir conocimientos, resulta un aporte muy valioso para quienes tratamos de dar una visión cercana a la verdad en esta coyuntura.

2) ¿Cuál es el papel de la blogosfera y de las redes sociales actualmente?

La blogosfera está dando voz a lo que los grandes medios de comunicación han silenciado durante mucho tiempo. Donde eso, junto a las redes sociales en Internet, ha logrado articularse con la rebelión organizada de las mayorías ha supuesto un desafío creciente para quienes quieren imponer a sangre y fuego un orden social que se revela cada vez más injusto. En nuestro continente, el caso de lo que sucede en Chile es paradigmático. Allí organizaciones estudiantiles, sindicatos, organizaciones vecinales, colocan en los blogs las denuncias de la represión que sufren, documentadas en videos y fotografías, y han logrado una gran repercusión tanto nacional como internacional.

3) ¿Cómo ha sido su experiencia con el uso de la internet y de las redes sociales?

Primero, ha sido una gran fuente de información, a través de medios alternativos como Rebelión o Democracy Now, o para hacer mi propio anáslisis de las filtraciones llevadas a cabo por Wkileaks. Desde hace poco más de un año llevo un blog, llamado “La pupila insomne” (http://lapupilainsomne.wordpress.com/). Ha resultado muy estimulante ver cómo sus contenidos son compartidos a través de las redes sociales en Internet e incluso traducidos a otros idiomas, a la vez que los mismos lectores enriquecen lo que hago, sugiriendo temas o aportando información muy valiosa, fundamentalmente sobre cómo los grandes medios de comunicación tergiversan la realidad cubana o internacional, que es el perfil fundamental que abordo.

4) ¿Cuáles son los desafíos que la blogosfera enfrenta?

Creo que resulta necesario combinar mejor la inmediatez de la información con la calidad de ésta. La información, cuando no viene de los grandes medios está obligada a ser rigurosa, a citar fuentes y documentar lo que dice, además de publicar cosas bien escritas, para poder crecer en sus audiencias. Los errores de los poderosos generalmente pasan inadvertidos pero quienes luchan desde abajo no pueden darse el lujo de equivocarse.

A la vez, como ha dicho Boaventura de Sousa a propósito de Wikileaks, se trataría de articular toda esta información con los movimientos sociales para convertirse en una fuerza capaz de llegar a lo que el llamaba “wikiliquidación del imperio”.

Serviço:

29 de outubro, sábado,

9 horas – Painel: “Experiências na América Latina”.

– Iroel Sánchez – blogueiro da página La Pupila Insomne e do sítio CubaDebate (Cuba);

– Osvaldo Leon – editor sítio da Agência Latinoamericana de Informação – Alai (Equador);

– Martin Becerra – professor universitário e blogueiro (Argentina);

– Jesse Freeston – blogueiro e ativista dos direitos humanos (Honduras);

* Luis Navarro (Editor do jornal La Jornada – México)

* Martin Granovsky (Editor Especial do jornal Página 12 – Argentina)

* Mesa dirigida por Sérgio Bertoni (blogueiro do Paraná) e Cido Araújo (blogueiro de São Paulo)

26/10/2011

Encontro Mundial de Blogueiros aceitará inscrições extras

Quem perdeu o prazo para se inscrever no 1º Encontro Mundial de Blogueiros, que será realizado de quinta-feira (27) a sábado (29) na Itaipu Binacional, ainda tem chances de participar do evento.

A organização do encontro anunciou nesta terça-feira (25) que serão aceitas inscrições feitas diretamente na secretaria do evento, que será montada no estacionamento da Central de Credenciamento de Itaipu, ao lado da Barreira de Controle da usina (Avenida Tancredo Neves, 6.731, Foz do Iguaçu-PR)

As adesões via internet encerraram nessa segunda-feira (24) e somaram 650 inscritos, público formado por blogueiros, estudantes e comunicadores de 16 Estados brasileiros e mais de 10 países.

O atendimento para os remanescentes será feito na quinta (27), das 18h às 20h, e na sexta (28), das 8h às 12h30 e das 14h às 16h. A taxa de participação é de R$ 100, com desconto de 50% para estudantes. O número de vagas oferecidas está limitado a cerca de novos 200 participantes.

As credenciais dos inscritos também deverão ser retiradas na secretaria do Encontro. Na quinta-feira, a entrega começa às 14h.

No dia do evento

A abertura do Encontro está programada para 19h desta quinta-feira (27), no Mirante Central de Itaipu. Na sexta e no sábado, a programação será concentrada no Cineteatro do Barrageiro.

Haverá ônibus para transportar os participantes entre a Barreira de Controle de Itaipu e o Cineteatro. Não será permitida a entrada de veículos particulares na área da usina.

Na quinta-feira (27), os ônibus saem às 18h30. Na sexta e sábado (28 e 29), o transporte será oferecido das 8h às 10h, com destino ao Cineteatro do Barrageiro, e das 18h15 às 19h30, para a volta à Barreira.

Imprensa

O credenciamento da imprensa, exclusivamente para cobertura jornalística, deve ser feito até quarta-feira (26) por meio da empresa ClickFoz, apoiadora do encontro. É preciso mandar os dados dos participantes e do veículo para o e-mail blogs. O telefone para contato é o (45) 3028-5300.

Internet e democracia

O 1º Encontro Mundial de Blogueiros contará com a participação de diversos profissionais renomados das áreas relacionadas à democracia na comunicação. O tema desta primeira edição será “O papel da blogosfera na construção da democracia”.

Entre os destaques estão o jornalista fundador do jornal francês Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet; o representante porta-voz do Wikileaks, Kristinn Hrafnsson; o fundador do site espanhol Rebelión, Pascual Serrano; o blogueiro ativista que foi fundamental para as mobilizações sociais do Egito, Ahmed Bahgat; e o blogueiro cubano Iroel Sanches, entre outros.

fonte:http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/encontro-de-blogueiros-aceitara-inscricoes-extras.html

21/10/2011

DIA D EDUCAÇÃO

Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. (…) Verdade maior. É o que a vida me ensinou.”

(João Guimarães Rosa, em “Grande Sertão Veredas”)

Marcar o “Dia do Professor” como uma data importante para se pensar em novas propostas e levantar possibilidades na área educacional é o objetivo deste evento permanente do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná.

As pessoas aprendem e mudam, no contato com a realidade, com os seus problemas, com as outras pessoas. As pessoas agem e modificam o mundo em que vivem e a si mesmas, num processo contínuo, ininterrupto. Não há ilhas. Nada que acontece ao nosso redor nos é estranho. A Universidade é um mundo, mas está dentro do nosso mundo. Tudo que lá ocorre nos diz respeito. A formação dos estudantes e dos próprios educadores/as se desenvolve no necessário encontro entre a Universidade e a Sociedade

Este evento é promovido em articulação com os demais setores da universidade e em parceria com Secretaria de Estado da Educação, secretarias municipais da educação, conselhos municipais e estaduais de educação, conselhos tutelares, ministério público, movimentos sociais e entidades de classe.

No dia 15 de outubro de 2010, o Setor de Educação realizou o primeiro “DIA D EDUCAÇÃO” com um convite para toda a universidade e sociedade celebrar o Dia do Professor através do debate, da reflexão, da cultura e da arte. A partir de então este evento torna-se permanente na agenda da universidade como forma de consolidar uma nova forma de articulação do Setor de Educação com os demais segmentos da UFPR, e da sociedade, especialmente aqueles comprometidos com a formação dos profissionais da educação.

A segunda edição que ocorre nesse ano, apresenta nas mesas temáticas permanentes: “Formação de Professores: múltiplos saberes”, um debate sobre propostas de formação na área de licenciaturas e “O Direito à Educação: múltiplas vozes”, com a participação de entidades e instituições da sociedade que trazem suas contribuições ao debate sobre a escola e a formação nas universidades.

Como programação paralela do evento acontece: a exposição fotográfica OLHARES ACADÊMICOS organizada pelos professores e estudantes do Curso de Pedagogia e do Curso de Design da UFPR; a ESCOLHA DA LOGO COMEMORATIVA DOS 40 ANOS DO SETOR DE EDUCAÇÃO com participação de toda a comunidade setorial, a partir de propostas desenvolvidas pela Fábrica de Comunicação do Curso de Comunicação Social da UFPR, o lançamento do projeto FORTALECER O PROTAGONISMO NO ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E NA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA da União Brasileira de Mulheres e o estande de DOAÇÃO DE MATERIAIS PEDAGÓGICOS.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 24 de outubro de 2010
Local: Anf. 100

8h00min – Recepção dos convidados
8h30min – Abertura
9h00min – Mesa Redonda “Formação de Professores: múltiplos
saberes”
Palestrantes:

Christiane Gioppo da Cruz – Professora de Prática de Ensino – Setor de Educação
Liz Góes- Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas
Ana Lucia Tararthuch – Professora do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas
18h00min Coffe-Break
Lançamento do Projeto “Fortalecer o Protagonismo no Enfrentamento a Violência contra as Mulheres e na Democratização da Mídia” – União Brasileira de Mulheres
19h00min – Mesa de Encerramento com a presença do Magnífico Reitor Zaki Akel Sobrinho
19h30 – Mesa Redonda “O Direito à Educação: múltiplas vozes”
Palestrantes:

Liliane Sabbag – Secretária Municipal de Educação de Curitiba
Clayton Maranhão – Procurador do Ministério Público e Professor da UFPR
Elza Maria Campos – Presidenta Nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM)
Marlei Fernandes de Carvalho – Presidenta da APP-SINDICATO.

Endereço: Rua General Carneiro, 460 – Ed. D. Pedro I – 1º. Andar
Contatos: 3360-5190 (Maria Tereza e Clara)

· Os participantes receberão certificado.
· Inscrições no local e hora do evento.

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