Arquivo para novembro 24th, 2011

24/11/2011

O que é ser brasileiro?

Artigo sugerido por Dani Tristão, do RioBlogProg

Por Mauro Santayana

Pode ser que, em algum tempo do futuro, a consciência de nação e, no interior dela, o sentimento de pátria, com sua forte emoção, deixem de existir. Consola-nos, aos patriotas de hoje, que não sejamos obrigados a viver esse eventual e terrível tempo. Viver sem pátria, como alguns a isso são obrigados, pelas dificuldades de sobrevivência ou pelo exílio político, é triste e terrível. Mais triste e terrível é renunciar à pátria por comodismo ou por desprezá-la em suas circunstâncias difíceis. Não se ama a pátria porque ela seja grande e poderosa, mas porque é a nossa pátria – como resumiu Sêneca.

A etimologia nos diz que pátria é o adjetivo para a terra de nossos pais. É a terra pátria, o que sugere a integração entre a realidade geográfica e a comunidade que nela vive, identificada pela língua, pela cultura e, mais do que por esses sinais, pelo sentimento de fraternidade. Por isso Renan diz que a pátria é, no fundo, a solidariedade cotidiana.

Quando a Comissão de Estudos Constitucionais – a Comissão Arinos, como ficou conhecida - discutia as idéias que lhe chegavam, a fim de elaborar uma sugestão articulada da Constituição de 1988, houve uma preocupação geral dos pensadores e da gente comum do povo, com relação à proteção do capital brasileiro contra as investidas estrangeiras. O sentimento nacionalista e a inteligência recomendavam medidas protecionistas claras, dentro de nossa tradição republicana. O grande brasileiro Barbosa Lima Sobrinho as resumiu, na definição do que deveria ser uma empresa nacional. O artigo 323 do anteprojeto, que ele mesmo redigiu, e a maioria aprovou era claro: Só se considerará empresa nacional, para todos os fins de direito, aquela cujo controle de capital pertença a brasileiros e que, constituída e com sede no País, nele tenha o centro de suas decisões.

A Assembléia Constituinte aprovou este, e a maioria dos dispositivos sugeridos pela Comissão. O governo Fernando Henrique Cardoso, em obediência servil aos ditados de Washington, mediante emendas ao texto da Constituição, castrou-o juntamente com outros, que defendiam a nossa economia e nossa soberania. Para os eminentes constitucionalistas convencidos pelo sociólogo, empresa nacional é qualquer uma que for constituída no Brasil, não importa por quem, se norte-americano, chinês ou maltês, com o capital de qualquer natureza, vindo de onde for (limpo ou recém-lavado em qualquer paraíso fiscal), e cujo centro de decisões possa estar em qualquer lugar do universo ou fora dele.

Com todo o respeito pelo presidente Lula, a quem devemos o mais importante passo em busca da democracia – o de reduzir as desigualdades internas -, seu governo não pôde cuidar, dentro das circunstâncias em que se elegeu, da defesa da economia nacional, como era necessário. Falamos de igual para igual com os outros poderosos do mundo e restauramos nossa dignidade diplomática, mas as grandes multinacionais em pouco foram incomodadas. A legislação fernandina (dos dois fernandos, esclareça-se) permanece. Agora, e ainda a tempo, a presidente Dilma Rousseff se dá conta de que essa brecha constitucional está permitindo à China – e também a americanos, espanhóis, italianos e a outros estrangeiros – aumentar a já demasiada extensa propriedade fundiária em território nacional, além de outros abusos.

O capital estrangeiro pode ser, e foi, importante no desenvolvimento brasileiro, mas sob controle. Os imigrantes que chegaram ao país, a partir do fim do século 19, trazendo seus modestos cabedais, e se tornaram brasileiros com seu trabalho e seus filhos aqui nascidos, foram, com todos os outros brasileiros, os construtores do Brasil moderno. Integraram-se em nossos sentimentos e em nossa geografia. Alguns deles deram a vida pela nossa pátria, nas lutas internas pela liberdade e na guerra contra o nazismo e o fascismo. Mas uma coisa é o capital que aqui chegou, nas ferramentas e nas cédulas amarfanhadas reunidas pelos que escapavam da crise européia de então, e outra o capital que vem via eletrônica, e, mais ainda, o acumulado pela exploração dos brasileiros, com os elevados lucros remetidos em sua totalidade ao exterior, como ocorre atualmente.

Esta é uma boa oportunidade para que possamos recuperar parcelas da soberania alienadas pelo governo neoliberal, e restringir, como é necessário, o direito dos estrangeiros a apossar-se de vastas áreas do território, seja a que título for. E mais do que isso – para que possamos restaurar o mandamento constitucional sugerido por Barbosa Lima Sobrinho e aprovado por uma assembléia constituinte soberana, eleita pelo nosso povo. A emenda constitucional que o derrogou tem a mesma natureza daquela que deu ao então presidente o direito à reeleição.

Na segunda década do século passado, em uma imensa serraria de propriedade de Percival Farquhar, a Southern Brazil Lumber & Colonization Corporation, em Três Barras, no território então contestado entre o Paraná e Santa Catarina, a bandeira norte-americana era hasteada todas as manhãs e recolhida ao por do sol. À cerimônia deviam assistir, em postura respeitosa, os trabalhadores brasileiros. Essa insolência ianque, entre outras causas, levou os pobres caboclos da região a uma guerra que durou quatro anos e foi derrotada a ferro e fogo pelas tropas federais. É necessário evitar que sejamos levados a situação semelhante no futuro.

24/11/2011

Movimentos se mobilizam contra privatização de serviços públicos no Paraná

O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) participa nesta sexta-feira, 25, de uma reunião do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais e dos Movimentos Sociais para discutir o projeto que autoriza o governo a transferir serviços públicos a Organizações Sociais. A mensagem, de autoria do governador Beto Richa (PSDB), permite a terceirização dos serviços públicos à exceção das áreas de segurança e educação. ”Não podemos votar uma proposta como essa no final de um semestre legislativo, às pressas. Este projeto representa a privatização de vários serviços”, alertou Veneri.

Para o deputado, todos os setores da sociedade deveriam participar desta discussão. “O que o governo está propondo é muito grave para que seja votado de uma hora para outra, sem que a sociedade saiba o impacto que terá na vida dos cidadãos”, disse Veneri.

Em 1997, Veneri era vereador em Curitiba e organizou um movimento de combate à transferência de serviços públicos para Organizações Sociais, proposta pelo então prefeito Cássio Taniguchi,atual secretário de Planejamento do governo do Estado. Um dos efeitos imediatos do repasse de serviços públicos para este tipo de entidade é a dispensa da realização de concursos públicos e licitações.

Fonte: Site do Tadeu Veneri

24/11/2011

Cidadão grego não economiza o verbo ao responder a um alemão

Artigo sugerido por Marilena Silva, da CUT-PR

 “Carta aberta” de Walter Wuelleenweber, dirigida aos “caros gregos”, com um título e sub-título:

Depois da Alemanha ter de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia

Os gregos, que primeiro fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves

Caros gregos,

Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.

Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.

Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.

No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.

Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.

Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.

Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!

Na semana seguinte, o jornal Stern publicou a carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:

Caro Walter,

Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.

O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!… não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.

Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.

A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.

Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

Estimado Walter,

Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.

Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;

2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.

3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.

4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.

5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).

6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.

Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, Perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.

Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.

E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:

EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!

Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.

E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

Cordialmente,

Georgios Psomás

24/11/2011

Até quando o PT vai agüentar isso?

Por Ivo Pugnaloni

Até que quando teremos que submeter o PT a desgastes como os que se avizinham nas próximas eleições para prefeito de Curitiba?

Agora, a ordem parece ser não fazer nada e esperar a candidatura de Gustavo Fruet ser adotada pela mídia e  “correr para o abraço”…

Até quando o PT agüenta esse tipo de tática estreita, suicida e anti-política?

Ora, quem quiser saber mais sobre as ligações de Gustavo Fruet com José Serra e Beto Richa, basta buscar no Youtube, pois lá os marqueteiros da “oposição tucana” e “demoniocrata” encontrarão material de sobra para surrarem o PT do Paraná e elegerem uma bancada ainda maior de vereadores!

E acabarem de vez com a nossa bancada ou manterem a nossa bancada no pequeno tamanho atual, que conseguiram nos impor nos últimos anos, apesar de pertencermos ao PT, o maior partido do Brasil em Deputados e em votos e em prestígio.

E o que é pior, acabarem de vez com o espírito de luta de nossa militância, cansada de esconder suas bandeiras no fundo dos armários ou só usá-las em comícios de candidatos de outros partidos?

O PT , além do PMDB, é o único partido que em 32 anos de existência em Curitiba (coisa que o PSDB e o DEM, e o PSB, o PDT não tem),  mas que segundo algumas de suas principais lideranças, “não tem um nome à altura” de concorrer com chances de vencer…

Se isso realmente fosse verdade, “não temos nomes à altura”, era o momento de perguntar:  “e por causa de quem o PT do Paraná não tem nomes?”

“E por causa de quê?”

“E por causa de que tipo de prática e de política de alianças?”

“Onde está a discussão de candidaturas do PT como fazem os demais partidos, mais novos e com menos prestígio no eleitorado do que  o PT?”

“Porque no PT de Curitiba e do Paraná, sempre é “tão difícil” encontrar “candidatos à altura”?

Será que somos todos anões políticos?

Será que só o Ratinho, o Fruet, o Luciano, a Renata Bueno, o pessoal do PSTU, do PSOL, podem ter candidatos no primeiro turno?

Será que o partido do Fruet ( a qual partido ele pertence mesmo agora? Foram tantos que eu até esqueci…)  tem um ex-presidente da república que saiu com 80% de aprovação?

Será que o PSB tem uma presidenta da republica com 64% de aprovação?

Será que todos os partidos podem ter candidato, menos o PT?

Será que logo o PT, o partido do Lula, do Bolsa-Familia, do Pro-Uni, da auto-suficiencia em Petroleo, do Pré-Sal, logo o PT não pode ter candidato a prefeito em Curitiba?

Onde está inscrita essa proibição?

Quem a escreveu?

De onde vem essa ordem?

Quem deu essa ordem?

Porque no PT de Curitiba, estão proibidas as discussões sobre candidatura?

Porque no PT de Londrina, estão permitidas e estimuladas as discussões sobre candidatura a prefeito da companheira Márcia Lopes, que aliás, fará enorme votação?

Porque em Curitiba, onde em 2000 quase ganhamos com Vanhoni e perdemos por inação, paralisia, exatamente nos últimos 15 dias de campanha, temos que apoiar alguém que menos de um ano atrás denegria o PT, o Lula, a Dilma, etc????

Porque?

Porque não podemos concorrer no primeiro turno com nosso próprio candidato e , no segundo turno, dependendo da proximidade programática, se não estivermos entre os dois mais votados, decidirmos democraticamente a qual dos dois finalistas apoiaremos?

Porque alguns petistas de alto coturno querem por que querem esconder, debaixo da bandeira de outro partido e de outro candidato, as bandeiras do nosso PT, o programa do nosso PT, as caras do PT, as cores do nosso PT, as lideranças do PT, as histórias de lutas do PT por esta cidade, como aquelas nas associações de moradores, contra a truculência do lernismo e da ditadura, representadas pelo tristemente famoso “capitão Jair” ?

Porque será que deveríamos esconder o PT e as lutas do PT nos sindicatos de metalúrgicos, da construção civil, dos professores, do pessoal da saúde, dos motoristas de ônibus, dos vigilantes, dos funcionários do judiciário, debaixo de uma candidatura de um deputado que saiu do PMDB, saiu do PSDB e agora acaba de chegar ao PDT só porque seu amigo Beto Richa o desprezou para apoiar o Luciano Ducci a prefeito?

Porque temos que esconder nossas bandeiras e apoiar o Gustavo Fruet?

Só porque ele é “queridinho” da mídia local?

Só porque ele fala bem ( Maluf também falava )?

Só porque sua imagem transmite boa impressão e confiança no que diz?

Mas que adianta tudo isso se ele não defende as mesmas idéias que o PT?

Mas que adianta tudo isso se sua candidatura não fará votos para os vereadores do PT, mas sim do seu novo partido, o PDT, que é da base aliada no governo federal, mas fecha com Beto na Assembléia e tem menos vereadores do que o PT?

E como ficarão nossos candidatos a vereador, principalmente aqueles que não concorrem à reeleição?

Com que cara esses companheiros chegarão nas suas bases e irão pedir votos para um político que até 5 meses atrás, combatia com todas as suas excelentes armas de oratória e seus ótimos contatos com a mídia, o presidente Lula, Dilma e o PT?

Que tipo de imagem nossos candidatos a vereador passarão aos seus eleitores atuais, ao lado de alguém com esse passado de luta contra o PT?

Ou será que nossos candidatos a vereador, para tentarem se eleger, terão que engolir seu orgulho, seu amor próprio, sua história de vida, suas convicções e concordarem em andar de braço dado com um adversário dos mais capazes e preparados do seu próprio partido, o PT?

Ou será que eleger vereadores não é importante?

Ou será que é por essas e outras que o PT de Curitiba e do Paraná só diminui de bancada, enquanto o prestígio do PT cresce, ano a ano, a nível nacional?

Isso é contraditório!

Como será possível que o PT tem cada vez mais prestígio graças aos resultados de seu governo e cada vez menos deputados e vereadores no Paraná?

Qual é a mágica?

Como é que isso acontece?

Quem estará errado?

Será que é o povo quem está errado?

Ou será que errado está quem coloca o PT sempre nessa situação de falta de auto-confiança, de falta de auto-estima, de falta de lideranças?

Será que é bom para o Partido ficar parecido com uma plantação de pinus, onde não nasce nem grama embaixo das árvores?

E para terminar antecipo aquela pergunta mais importante, que o “povão” vai querer saber de nossos candidatos a vereador:

“Diz aí candidato do PT: foi o Gustavo Fruet que mudou de idéia ou foi você que mudou? O Lula é corrupto, incompetente e mentiroso, mesmo?”

24/11/2011

Ato reúne petistas em defesa da candidatura própria em 2012

Cerca de trezentas pessoas, entre militantes e lideranças petistas, participaram do ato em defesa da candidatura própria do PT na disputa à prefeitura de Curitiba nas eleições do próximo ano, realizado na noite de segunda-feira, 21, na Sociedade Treze de Maio. A manifestação expressa a posição de vários setores do partido a favor do lançamento de um nome do PT à prefeitura, a ser escolhido, em prévias, entre as pré-candidaturas já apresentadas, do deputado estadual Tadeu Veneri e dos deputados federais Angelo Vanhoni e Dr. Rosinha.

“Quem decide no PT são os filiados. Quem decide pelo PT são os filiados”, disse Veneri, que destacou a ampla participação da base do partido no movimento. “Nós queremos que o PT municipal inicie o processo de construção do calendário para discutir a eleição municipal. Para nós, discutir a pré-candidatura do PT é um processo natural depois de trinta anos de predomínio de um mesmo grupo político-econômico na prefeitura de Curitiba”, disse Veneri. Para o deputado, o PT precisa apresentar um projeto com a sua identidade para a população de Curitiba. “ Um projeto de transformação, que represente uma inversão de prioridades em que a política deixe de ser aplicada em benefício de uma minoria para atender à maioria da população”, afirmou.

O deputado estadual Professor Lemos e a vereadora professora Josete defenderam a tese da candidatura própria. “Nós não apenas temos o direito de ter candidatura própria em Curitiba, como também o dever, a obrigação de apresentar um projeto de sociedade para a cidade. Nós temos nomes e todos eles podem representar esse projeto”, disse Lemos.

Para a vereadora professora Josete, não há uma justificativa plausível para que o PT abdique de ter um candidato em Curitiba. “Nós estamos no terceiro mandato do governo federal e é um projeto do partido fazer o debate das nossas propostas nas maiores cidades do país. O projeto do partido tem que estar acima dos projetos individuais”, disse.

Representante do Dr. Rosinha no ato, o dirigente do PT estadual Marcio Pessati observou que, em 2010, o PT do Paraná fez um recuo tático ao abrir mão de lançar um candidato ao governo em benefício da eleição da presidente Dilma Rousseff. “Isso foi importante, mas teve um custo para o partido. Em 2012, a diretriz é outra. Nós temos um objetivo de construção do PT do estado. E isso passa pela candidatura própria. Até este momento, nenhuma outra corrente política apresentou tese de aliança”, disse.

Militantes históricos do PT como o professor Romeu Gomes de Miranda e o advogado Claudio Ribeiro também destacaram a importância de o PT lançar candidato. “Nós precisamos defender as bandeiras deste partido. Nós temos uma identidade a defender”, afirmou Ribeiro.

O ato teve ainda a participação de dois integrantes da direção nacional do PT, Marcos Sokol e Marcel Frison, atual secretário de Saneamento do governo do Rio Grande do Sul , um integrante da executiva nacional, Renato Simões, e representantes do PT da Região

Metropolitana de Curitiba e do Interior do Estado.

“O Congresso Nacional do PT estabeleceu que precisamos nos consolidar como o partido dos avanços sociais e nossa prioridade é ter candidaturas próprias. O fórum de decisão não é de meia-dúzia de dirigentes, mas do conjunto de filiados. O PT de Curitiba não pode se comportar como uma força política de segunda categoria. Por que todas as grandes cidades do país e do estado podem ter candidaturas próprias e Curitiba não?”, questionou Renato Simões.

Para Frison, nada é tão importante para reforçar o projeto nacional do PT do que a indicação de candidaturas próprias a prefeito nas eleições de 2012. “As alianças são instrumentos táticos. As concessões fazem parte da vida política. Mas não podemos subordinar interesses estratégicos dos trabalhadores às alianças, apenas pelo propósito de chegar ao poder”, disse o representante gaúcho.

O debate sobre a posição do PT na disputa eleitoral de 2012 continua nos dias 5, 6, 7 e 8, nas reuniões das regionais do Portão, Cidade Industrial de Curitiba, Cajuru , Boa Vista, Pinheirinho, Boqueirão e Bairro Novo, Matriz e Santa Felicidade.

Fonte: Site do Tadeu Veneri

24/11/2011

O que uma escritora holandesa teria tido sobre o Brasil!

Reproduzimos aqui um artigo atribuído a uma escritora holandesa, cujo nome não sabemos.

Parece, na verdade, um texto escrito por algum(a) brasileir@ que tenta se libertar, mas ainda está impregnad@ com complexo de vira-latas e, portanto, acha que se der o crédito do texto a um estrangeiro, os demais brazucas irão presatar atenção. A última frase do artigo aponta nessa direção.

De todas as formas reproduzimos aqui o texto, pois traz dados interessantes sobre o subdesenvolvimento mental da classe média brasileira e do PiG.

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil.

Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.

Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíchttp://gollum.colivre.coop.br/sergiobertoni/blog/o-que-uma-escritora-holandesa-teria-dito-sobre-o-brasilhe em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que tem muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO- 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é 1º maior mercado de jatos e helicópteros executivos do mundo.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando..

É! O Brasil é um país abençoado de fato.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.

Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.

Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!!!

24/11/2011

Comissão aprova parecer sobre trabalho terceirizado

Artigo sugerido por Cido Araújo do BlogProgSP

O parecer do deputado Roberto Santiago (PSD-SP), regulamentando o trabalho terceirizado no Brasil, foi aprovado nesta quarta-feira pela comissão especial sobre o tema. Foram 14 votos a favor e 2 contra, dos deputados petistas Vicentinho (SP) e Policarpo (DF). A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e sindicatos protestaram durante a sessão.

O texto aprovado apresenta sugestões ao Projeto de Lei 4330/04, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que institui a responsabilidade subsidiária, segundo a qual o trabalhador terceirizado só pode cobrar direitos trabalhistas da tomadora de serviços quando esgotados os bens da empresa prestadora, no caso de falência, por exemplo. As sugestões farão parte do substitutivo que será apresentado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Durante a discussão, Vicentinho e Policarpo afirmaram que o parecer vai permitir a terceirização na atividade principal da empresa. Os sindicalistas presentes tentaram alterar o parecer para impedir que uma empresa tenha apenas trabalhadores terceirizados.

Vicentinho alertou que uma legislação equivocada poderá prejudicar mais de 30 milhões de trabalhadores. Isso porque, segundo ele, a tendência será de redução do quadro efetivo e contratação de terceirizados, com baixo salário e precárias condições de trabalho. “Os sindicatos das categorias preponderantes, que lidam com os trabalhadores, precisam saber o que vai acontecer com as empresas, se vai trocar trabalhador formal por terceirizado.”

Requisitos para as empresas
Já o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) defendeu o parecer de Santiago, observando que ele vai acabar com a “picaretagem”, ao exigir uma série de requisitos para a empresa atuar no mercado. “Na medida em que transforma as empresas em especializadas em uma única atividade, dentro da categoria profissional, consequentemente garante os direitos dos trabalhadores terceirizados na sua convenção”, afirmou.

Para Roberto Santiago, o seu relatório acaba com a “bagunça generalizada” que é hoje o setor. Segundo ele, na Câmara dos Deputados a empresa que faz limpeza também oferece serviços de profissionais de comunicação. “Isso não tem cabimento. Tem que ser uma empresa especializada”, disse.

O texto do relator obriga as contratantes a fiscalizar o recolhimento dos encargos sociais pelas prestadoras. Se a prestadora não estiver recolhendo corretamente, a contratante pode interromper o pagamento dos serviços. Além disso, a proposta obriga as contratantes a verificar se as prestadores cumprem os acordos coletivos fechados pelas categorias de seus funcionários.

Intermediação proibida
O texto proíbe a intermediação da contratação de mão de obra terceirizada e determina que as empresas prestadoras de serviço tenham apenas um objeto em seu contrato social. Também define regras para evitar que empresas sem solidez financeira entrem no mercado de prestação de serviços.

O objetivo é reduzir os riscos de as empresas falirem sem quitar suas dívidas com os trabalhadores. Firmas com até dez empregados, por exemplo, terão que ter capital mínimo de R$ 50 mil.

Em relação ao setor público, o parecer de Roberto Santiago proíbe a contratação de prestadores de serviços para as funções que estiverem previstas nos planos de cargos e salários.

Íntegra da proposta:

Reportagem de Oscar Telles

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/205868-COMISSAO-APROVA-PARECER-SOBRE-TRABALHO-TERCEIRIZADO.html

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