Recordar é viver: em 2004 petistas de Fortaleza optaram por candidatura própria e mostraram que a direção do PT estava errada

Uns dizem que o PT não tem um nome de peso para disputar a prefeitura de Curitiba. Outros afirmam ter uma estratégia de alianças mais ampla que garante, além da governabilidade para Dilma,  o futuro do Paraná nas mãos do PT.

A política, felizmente, é muito mais dinâmica que os modelos construídos em gabinetes e o povo, a seu modo e a seu tempo, mostra quais são suas reais preferências.

Seja como for é preciso lembrar que em 2004 os petistas de Fortaleza foram contra a orientação da direção do PT e da corrente majoritária que, como aqui em Curitiba, usava os argumentos da governabilidade e do projeto futuro.

Luizianne Lins saiu candidata a prefeita de Fortaleza inclusive contra vontade de Lula, então presidente da República e líder maior do Partido dos Trabalhadores. Venceu 2004 e se reelegeu em 2008, provando que a política de alianças proposta anteriormente estava equivocada.

Só para recordar, aqui vai um artigo publicado no Portal Terra em 07 de julho de 2008:

A maior aliança na disputa pela prefeitura da capital cearense tem a frente a atual prefeita Luzianne Lins (PT). Ela só confirmou publicamente a candidatura no dia da convenção, mas mesmo antes já tinha apoio declarado de vários partidos. A indicação do vice caberia ao PSB, do governador do Estado Cid Gomes, no entanto, o próprio PT indicou Raimundo Ângelo, dirigente municipal do PT em Fortaleza. A senadora Patrícia Saboya (PDT), que apoiou Luizianne em 2004, agora disputa o pleito numa coligação entre PDT, PSDB, PTB e PRP.

Em 2004, Luizianne Lins só conseguiu a candidatura depois de uma disputa interna no PT, já que as principais lideranças apoiavam a candidatura de Inácio Arruda, do PCdoB, hoje senador. Na época, Inácio contava com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Destaque desta redação)

A coligação desta vez é formada por dez partidos (PMDB, PCdoB, PHS, PV, PSL, PMN, PRTB, PRB, PTN e PT do B) e a petista pode ter ainda o apoio de um outro partido: o Partido Social Democrata Cristão (PSDC), que também pode entrar na coligação. Mas é a Justiça quem vai dar a palavra final sobre essa questão, porque o diretório municipal lançou candidato próprio, Fernandes Filho, em convenção realizada semana passada. Já o diretório estadual sustenta o apoio à reeleição da prefeita.

O slogan da campanha da pedetista Patrícia é “ação, saúde e respeito, assim Fortaleza tem jeito”. Ela conseguiu reunir em um mesmo palanque o deputador federal Ciro Gomes (PSB) e o senador Tasso Jereissati (PSDB). O ministro Carlos Lupi, presidente do diretório nacional do PDT, já disse publicamente que a candidatura de Patrícia é prioridade do partido. “A candidatura de Patrícia Saboya é a principal candidatura do PDT entre as capitais brasileiras”.

Patrícia Saboya é ex-mulher do deputado federal Ciro Gomes (PSB). Em 2000, também disputou a prefeitura de Fortaleza, mas ficou em 4º lugar. Na época, tinha o apoio das mesmas forças políticas, mas dessa vez está segura de que o resultado será diferente porque afirma estar “mais preparada e experiente” graças aos cinco anos em que ocupou uma cadeira no Senado. Ela já foi vereadora da capital, deputada estadual, primeira-dama (quando Ciro Gomes foi governador do Ceará) e em 2002 venceu a eleição para o Senado Federal.

Até setembro de 2007, Patrícia integrou os quadros do PSB, mesmo partido de seu ex-marido Ciro e do atual governador Cid Gomes. Para viabilizar sua candidatura à prefeitura de Fortaleza, Patrícia deixou o PSB e ingressou no PDT. A candidata tem o apoio de Ciro, mas o ex-cunhado já declarou que vai apoiar a rival Luizianne Lins (PT).

O Partido Social Cristão entra na disputa com chapa pura formada pelo pastor Neto Nunes. O tenente-coronel Emílio Alverne, diretor do Centro de Odontologia do Hospital da Polícia Militar do Estado, é candidato a vice.

Pelo PPS, quem disputa a eleição é o empresário Luiz Gastão. O vice é o também empresário Sérgio Braga. O advogado Renato Roseno encabeça a chapa do Psol, tendo como vice Francisco das Chagas Gonzaga, sindicalista da construção civil, filiado ao PSTU.

O secretário-geral do PCB, o professor José Carlos Vasconcelos, disputa a sucessão municipal tendo como companheiro de chapa Francisco Roberto dos Santos, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.

Moroni Torgan é o candidato do DEM que forma chapa com o empresário Alexandre Pereira, do Partido Progressista (PP). Adahil Barreto, que é deputado estadual pelo Partido da República (PR) também entrou na corrida. O vice na chapa é o empresário Roberto Matoso, do mesmo partido.

O Partido Trabalhista Cristão (PTC) tem como candidato Aguiar Júnior. O vice na chapa é o ex-vereador Aldenor Brito. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV começa no dia 19 de agosto.

Gastos de campanha
Segundo os registros do TRE-CE a despesa prevista de cada candidato já está estabelecida: a atual prefeita Luizianne Lins (PT) prevê um gasto de R$ 10 milhões; já Moroni Torgan (DEM) estima em R$ 9 milhões os custos com a campanha; Luiz Gastão (PPS) pretende gastar R$ 8 milhões; em 4º lugar no total estimado para os gastos vem a senadora Patrícia Saboya (PDT), com R$ 7,5 milhões; O PTC tendo a frente da chapa Aguiar Júnior (PTC) prevê uma despesa de R$ 2 milhões e o deputado estadual Adahil Barreto (PR) um total R$ 1,5 milhão, seguido por Neto Nunes (PSC), com R$ 600 mil, Renato Roseno (Psol) prevendo R$ 150 mil e Carlos Vasconcelos (PCB) com estimativa de R$ 100 mil.

No Ceará, as alianças para o pleito deste ano tem reflexo direto nas eleições de 2010. Os cabos eleitorais de hoje esperam o apoio para a futura disputa. Daqui a dois anos, o confronto nas urnas vai apontar a preferência popular entre os candidatos a governador, deputados estatuais, senadores e presidente da República. Devem disputar o Senado Ilário Marques, presidente do diretório estadual do PT; o ex-governador Lúcio Alcantara, presidente do diretório estadual do PR e o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), além do senador Tasso Jereissati (PSDB), que deve tentar a renovação do mandato.

One Comment to “Recordar é viver: em 2004 petistas de Fortaleza optaram por candidatura própria e mostraram que a direção do PT estava errada”

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