Jornal Nacional se pauta apenas em blogueira patrocinada internacionalmente para atacar regime em Cuba

Do Blog do Tarso

A blogueira cubana Yoani Sánchez, que apareceu na reportagem do Jornal Nacional na Rede Globo desta quinta-feira, é patrocinada internacionalmente para uma tentativa de desestabilização do regime em Cuba. A pergunta que fica: por que a Rede Globo não escuta os dois lados da moeda?

Veja textos sobre a blogueira no outro blog cubano La Pupila Insomne. Veja ainda o seguinte texto publicado no Carta Maior:

Yoani Sánchez (ou como promover uma dissidente cubana)

A blogueira é a bola da vez da estratégia de Washington de forjar uma oposição interna em Cuba. Seu multimilionário blog não é resultado de iniciativa espontânea de uma cidadã que resolveu abrir o coração, como a mídia hegemônica costuma apresentá-lo. A execução do programa que financia essa política intervencionista foi provisoriamente suspensa pelo Senado estadunidense, sobretudo por causa da prisão, em Cuba, de um enviado de Washington que tinha a tarefa de tratar da distribuição do dinheiro. O artigo é de Hideyo Saito.

Hideyo Saito

A blogueira Yoani Sánchez é hoje a figura mais cortejada pela coalizão de forças que combate a revolução cubana, liderada por Washington e composta por outros governos, por partidos políticos, por órgãos da mídia e por ONGs do mundo inteiro. Trata-se de uma poderosa tropa de choque que exige ampla liberdade política, respeito aos direitos humanos e democracia, mas apenas em Cuba. Aparentemente nenhuma outra nação no mundo inspira seus cuidados em relação a esses direitos políticos e humanos. Da mesma forma, denuncia também a escassez de bens de consumo em Cuba, mas jamais menciona o estrangulamento econômico praticado por Washington (que, aliás, é condenado por todos os países-membros da ONU, com as únicas exceções dos próprios Estados Unidos e de Israel).

O objetivo central dessa coalizão passou a ser, desde os anos 90, organizar e financiar uma oposição interna em Cuba. O congresso dos Estados Unidos aprovou leis especiais para respaldar essa política: a Torricelli, de 1992, e a Helms-Burton, de 1996. O intervencionismo teve seu auge no período de George W. Bush, que criou a Comissão de Apoio a uma Cuba Livre, presidida pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, e indicou Caleb McCarry (um dos artífices do golpe contra o presidente Jean-Bertrand Aristide no Haiti), como responsável pela transição à democracia naquele país.

Os recursos oficiais estadunidenses destinados a essa finalidade foram, em 2009, de US$ 45 milhões, sem considerar o orçamento da Rádio e TV Martí e verbas paralelas não declaradas (1). No atual exercício, haviam sido liberados US$ 20 milhões, com a orientação de que fossem distribuídos diretamente aos destinatários em Cuba. O programa, entretanto, foi provisoriamente suspenso em abril último pelo presidente do Comitê Exterior do Senado, John Kerry (ex-candidato presidencial), provavelmente por causa da prisão em flagrante, em Cuba, de Alan P. Gross, quando fazia a distribuição de dinheiro e de equipamentos de comunicação (2).

O advogado José Pertierra, que atua em Washington, relacionou de forma exaustiva os diversos itens da ajuda provisoriamente suspensa, com base em informe oficial do Senado dos EUA. Destacamos apenas alguns, a título de exemplo: US$ 750 mil para os defensores de direitos humanos e da democracia; US$ 750 mil para parentes de presos políticos, como as “Damas de Branco”, e para ativistas que lutam para libertar aqueles presos; US$ 3,8 milhões para promover a liberdade de expressão, especialmente entre artistas, músicos, escritores, jornalistas e blogueiros (com ênfase nos afrocubanos); US$ 1,15 milhão para capacitar os ativistas mencionados no uso das novas tecnologias de comunicação.

A corrida pelo dinheiro de Washington 
Essas informações tornam insustentável negar o financiamento estadunidense aos chamados dissidentes, de maneira geral. Não custa recordar ainda que aqueles que a mídia dominante insiste em chamar de presos políticos (cuja libertação está sendo reclamada pelo grevista de fome Guillermo Fariñas Hernández) foram julgados em 2003 justamente sob a acusação de receber dinheiro de Washington para combater a revolução. Em relatório de 2006, a Anistia Internacional registrou a realização, no ano anterior, de um congresso de dissidentes com a participação de mais de 350 organizações (a ata do encontro, porém, menciona a presença de 171 pessoas) nos arredores de Havana. Essa proliferação, porém, longe de mostrar a força da oposição, esconde a corrida de seus idealizadores para arrancar dinheiro de Washington.

Praticamente todas são organizações artificiais, criadas para que suas lideranças possam apresentar-se no escritório de representação dos EUA em Havana para receber a sua parte na cobiçada “ajuda em prol da democracia”. Não há notícias sobre discussões políticas ou doutrinárias nessas entidades e muito menos de ações públicas sérias de sua iniciativa. Mas há fartos registros, isto sim, de brigas e denúncias recíprocas envolvendo a repartição e o uso da dinheirama. É por isso que, neste momento, a maioria dos dissidentes não vê com bons olhos a ascensão de Yoani Sánchez.

Lech Walesa de saias (*)
O sonho dourado dos ideólogos de Washington é forjar em Cuba um novo Lech Walesa, o líder do sindicato Solidariedade e depois presidente da Polônia, apontado pelo National Endowment for Democracy (NED), do Departamento de Estado, como o maior triunfo de sua política. No caso de Cuba, isso foi tentado, entre 2000 e 2002, com um dissidente chamado Osvaldo Payá Sardiñas, organizador de um projeto de lei de iniciativa popular, que teve pouco mais de 11 mil assinaturas. O projeto foi recebido oficialmente, mas rejeitado pelo parlamento cubano.

Ele pretendia estabelecer nada menos que a liberdade para a criação de empresas privadas, inclusive órgãos de imprensa, a instituição do pluripartidarismo e outras medidas que implicavam eliminar o socialismo cubano de uma penada, baseado no suporte daquelas assinaturas (o número de eleitores no país é de 8,5 milhões). Equivale a um projeto de lei de iniciativa popular que fosse apresentado ao Congresso brasileiro, prevendo o fim da propriedade privada dos meios de produção, a convocação de eleições com candidatos indicados exclusivamente em assembleias de bairro e o fechamento dos oligopólios da comunicação. Seria cômico se o conteúdo da iniciativa não coincidisse com o do “programa de transição” divulgado em 2006 pela Comissão de Apoio a uma Cuba Livre, do governo Bush.

Em todo caso, com base nesse projeto Osvaldo Payá foi transformado em herói pela mídia dominante. Como acontece atualmente com a blogueira Sánchez, foi alvo de prêmios e honrarias mundo afora, além de merecer espaços enormes na mídia dominante. Recebeu, entre tantos outros, o Prêmio Andrei Sakharov da União Européia, quando estava sob a presidência do ex-premiê espanhol, José Maria Aznar, e foi recepcionado em audiência especial pelo Papa João Paulo II. Como o esforço não produziu os resultados esperados, a mesma mídia que o glorificava o esqueceu (como havia feito antes com Armando Valladares).

Agora, chegou a vez de Yoani Sánchez. Após ter resolvido subitamente voltar a Cuba de seu exílio na Suíça, colocou o blog no ar em abril de 2007. Pouco mais de meio ano mais tarde, ela já se transformava em personalidade mundial, com o acionamento da engrenagem publicitária da coalizão anticubana. Começaram a aparecer entrevistas de página inteira com a blogueira, não raro com chamadas de capa, em grandes publicações como The Wall Street Journal, The New York Times, The Washington Post, Die Zeit e El País, sem falar nos jornalões brasileiros e na indefectível Veja.

Ao mesmo tempo, sempre de forma significativamente sincronizada, surgiram os prêmios, os convites para viagens e outras iniciativas de cunho promocional. Em 2008 a blogueira foi premiada em vários países da Europa e nos Estados Unidos, além de ter sido incluída, pela revista Time, na relação das 100 personalidades mais influentes do mundo e pelo diário espanhol El País, entre os 100 hispano-americanos mais influentes. No mesmo ano, a revista estadunidense Foreign Policy a considerou um dos 10 intelectuais mais importantes do ano, assim como a revista mexicana Gato Pardo. Mais recentemente, lançou um livro em grande estilo, com edições quase simultâneas em diversos países, e adiantamento por conta de direito autoral (como os € 50 mil pagos pela editora italiana Rizzoli). Digno de registro também é que Yoani Sánchez enviou um questionário dirigido ao presidente Barack Obama e ele o respondeu prontamente. Ela explicou candidamente a atenção que Obama lhe dedicou: “talvez eu tenha sorte”.

Um blog multimilionário
A verdade é que o blog que a fez famosa desfruta de sorte não menos fantástica. Ele foi registrado por intermédio de um serviço chamado GoDaddy, uma companhia que costuma ser contratada pelo Pentágono para compra de domínios de forma anônima e segura para suas guerras no cyberespaço, conforme denunciou a jornalista espanhola Norelys Morales Aguilera (3). “Não há em toda Cuba uma só página de internet, nem privada, nem pública, com o potencial tecnológico e de design da que ela exibe em seu blog”, sustenta.

O blog é atualmente hospedado em servidor espanhol, que não lhe cobra nada (“por 18 meses”, diz ela), embora processe 14 milhões de visitas mensais e ofereça suporte técnico praticamente exclusivo. No mercado, custaria milhares de dólares por mês. É traduzido para nada menos que 18 idiomas, luxo que nem os portais dos mais importantes organismos multilaterais, como a ONU, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional ou a OCDE, exibem. Sánchez diz que são amigos que fazem as traduções. Segundo o jornalista Pascual Serrano, ela usa recursos da web 2.0 a que muito poucos cubanos têm acesso, como o Twitter, os foros sociais e outros (4). Em 2009, segundo o jornalista francês Salim Lamrani, o Departamento do Tesouro dos EUA, baseando-se na lei do bloqueio, fechou mais de 80 sítios de internet relacionados a Cuba, alegando que eles promoviam comércio. A única exceção foi justamente o blog de Sánchez, embora lá também haja venda de livros. Aliás, o sistema de pagamento utilizado por ele, o Paypal, e o de “copyright” que protege os textos da blogueira estão igualmente vedados a qualquer outro cidadão cubano, pelas mesmas razões (5).

Em recente entrevista a Lamrani, feita em Havana, Sánchez disse que seu blog não pode ser acessado de Cuba, como costuma “denunciar” aos dóceis jornalistas da mídia dominante. Só que desta vez foi desmentida no ato pelo entrevistador, que havia acabado de entrar na página sem qualquer restrição. Então, espertamente se corrigiu: “com freqüência ele fica bloqueado” (6). A verdade é que o blog – assim como qualquer outro sítio – jamais foi objeto de medida repressiva do governo cubano. Isso é comprovado pela Alexa – The Web Information Company, que mede o volume de acesso de páginas de internet do mundo inteiro: segundo seus dados, o portal Desde Cuba, que abriga o blog de Sánchez, tinha 7,1% do seu tráfego originário de equipamentos cubanos, no final de 2009 (7).

O blog de Sánchez também foi distinguido em 2008 como um dos 25 melhores do mundo pela TV CNN, além de ter sido premiado pela revista Time e pela TV Deutsche Welle. As justificativas das premiações e honrarias alegam a coragem cívica de sua idealizadora e exaltam a qualidade de suas crônicas, embora elas se caracterizem, na verdade, por uma descrição pouco sutil da situação cubana, num tom catastrofista, sem qualquer nuance. Em sua prosa simplista, Cuba não passa de uma “imensa prisão com muros ideológicos”, onde se ouvem os “gritos do déspota” e as pessoas vivem entre “o desencanto e a asfixia econômica”, por culpa exclusiva do governo. Não há programas sociais bem-sucedidos, mesmo que eles sejam reconhecidos até pelo Banco Mundial, assim como não há fatores externos que agravam as dificuldades do país – exatamente como no diagnóstico maniqueísta da extrema-direita de Miami.

Apesar de tudo, após se casar com um alemão e se estabelecer na Suíça entre 2002 e 2004, Yoani Sánchez não só decidiu voltar espontaneamente a esse inferno que descreve com tintas carregadas, como implorou ao governo cubano que anulasse a sua condição de emigrada (8). Definitivamente, não estamos diante de uma amadora que resolveu despretensiosamente escrever sobre sua rotina e a de seu país, como ela é descrita pela mídia dominante.

(*) Sobre o financiamento estrangeiro recebido por Lech Walesa e seu Solidarnost existem várias publicações, mas uma chama a atenção em especial: Vaticano S.A.
Leia mais sobre o tema em O que o Vaticano, o fim do socialismo soviético e a privataria tucana tem em comum?

NOTAS

(1) Diversas auditorias pedidas por congressistas concluíram que havia desvio e corrupção envolvendo esse dinheiro, mas a “ajuda” continuou, a pedido dos próprios dissidentes, como Elizárdo Sánchez e Martha Beatriz Roque.

(2) José Pertierra. La guerra contra Cuba: Nuevos presupuestos y la misma premisa. CubaDebate, 02/04/2010. http://www.cubadebate.cu/opinion/2010/04/02/guerra-eeuu-contra-cuba-nuevos-presupuestos-misma-premisa/.

(3) Norelys Morales Aguilera. Si los blogs son terapéuticos ¿Quién paga la terapia de Yoani Sánchez?. La República , 13/08/2009. http://larepublica.es/firmas/blogs/index.php/norelys/main-32/?paged=3.

(4) Pascual Serrano. Yoani en el país de las paradojas. Blog Pessoal, 19/01/2010. http://blogs.publico.es/dominiopublico/1781/yoani-en-el-pais-de-las-paradojas/.

(5) Salim Lamrani. Cuba y la “ciberdisidencia”. Cubadebate, 26/11/2009. http://www.cubadebate.cu/opinion/2009/11/26/cuba-y-ciberdisidencia/.

(6) Repórter desmascara blogueira cubana Yoani Sánchez em entrevista. Portal Vermelho, 25/04/2010. http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=128182&id_secao=7.

(7) Ver http://www.alexa.com/siteinfo/desdecuba.com. O jornalista espanhol Pascual Serrano solicitou a amigos de Havana que tentassem acessar o blog de Yoani Sánchez no mesmo horário. De cinco diferentes computadores, alguns residenciais, outros públicos, usando diferentes provedores, quatro entraram na página sem problema. Pascual Serrano. El blog censurado en Cuba. Rebelión, 26/03/2008. http://www.rebelion.org/noticia.php?id=65134.

(8) Ela contou em seu blog que se surpreendeu com a existência, no serviço de imigração, de fila de pessoas que retornam a Cuba após terem pedido para sair. 

(*) O autor é jornalista com passagem pela Rádio Havana. Tem prontos os originais de um livro sobre a atualidade cubana, produzido em colaboração com Antonio Gabriel Haddad, com o título provisório de “Cuba sem bloqueio: a revolução cubana sem as manipulações impostas pela mídia dominante”.

6 Comentários to “Jornal Nacional se pauta apenas em blogueira patrocinada internacionalmente para atacar regime em Cuba”

  1. A Globo poderia ter contado que a banda de internet destinada à Ilha é de apenas 16 Mb devido ao ultrpassado Embargo Norte-Americano ao regime de Fidel Castro, que não permite, entre outras coisas, que cabos submarinos que fazem as transmissões de dados cheguem a Cuba ou por ela sejam compartilhados… Mas como sempre, eles se esquecem destas coisinhas sem a menor importância, não é mesmo?

  2. Eu não sabia que o maior interesse em impedir que informação circulasse livremente entre Cuba e o resto do mundo era dos Estados Unidos… não acredito, sinceramente, que a ilha caribenha seja ainda foco da política externa norte-americana (eles se ocupam hoje prioritariamente das relações comerciais com a China, do Oriente Médio, e da complicada zona do Euro). O “embargo”, como muitas pessoas gostam de dizer, é uma exigência política da comunidade cubana no radicada país, em particular, em Miami… Esse é um issue central de quase dois milhões de eleitores da Flórida, gente, e nenhum político sério despreza o voto de dois milhões de eleitores. E por que isso? Ora, porque essas pessoas, que vibrariam com a queima de fotos dos irmão Castro do mesmo modo com que muitos comemoraram a execução de Osama, são cidadãos americanos, pagadores de impostos, podem se organizar livremente e realizar pressão sobre seus representantes para defender os interesses que acham legítimos… talvez no fundo porque tenham um bruta mágoa de terem sido expulsos do país e terem tido seus parentes saqueados e assassinados pelo regime castrista… talvez porque queiram voltar ao seu país e ajudar o progresso econômico e social… talvez mesmo queiram apenas ser ricos em uma Havana empobrecida, e rir dos hermanitos que preferiram se filiar à juventude comunista para conseguir uma casa com piso novo e geladeira… bem, não sei as razões de seu coração. Mas sei que, em democracias, os interesses políticos podem e devem ser apresentados no espaço público. E em Cuba, essa regra tão elementar ainda encontra resistência.

  3. Certamente é muito democrático invadir países estrangeiros, impor embargos comerciais e trucidar populações inteiras em nome da “defesa de seus cidadãos pagadores de impostos”, tal como o faz os Estados Unidos da América. Na Idade Média a Igreja e sua Inquisição matavam e escravizavam outros humanos em nome de Deus.
    É muito fácil justificar atrocidades dizendo-se interessado nos votos de 2 milhões de votos.
    O difícil é reconhecer que apesar de todas as estripulias norteamericanas, de sua agressão verbal, militar, política, econômica, cultural e ideológica, existam na ilha dos “comunistas” menos pobres, em termos absolutos e proporcionais, que nos EUA.
    É difícil aceitar que é desnecessário e humanamente injustificável 1% da população deter 90% da riqueza de um país, como ocorre nos EUA. Se assim não fosse não haveria o movimento #OccupyWallStreet que reúne os outros 99% da população que não é protegida pelo estado norte-americano.
    É complicado reconhecer que o capitalismo neoliberal não é panacéia para os problemas humanos e que, ao contrário, só aprofunda mais e mais as injustiças sociais, econômicas políticas, culturais, religiosas, etc.
    O mundo não resume aos EUA e muito menos ao CAPITAL, embora neste mundo existam governos e pessoas suficientes, dispostas a fazer qualquer coisa em defesa do CAPITAL que os escraviza. Curtem sua síndrome de Estocolmo. Fazer o quê? Analista neles.
    Cuba é uma pequena ilha que sobrevive apesar do embargo e da ignorância dos norte-americanos. E isso deixa aos gringos e seus defensores na colônia completamente ensandecidos.
    Erros foram e são cometidos na Ilha, assim como o são na Europa, EUA, Japão, América do Sul, Ásia ou África. Porém, o condenável embargo econômico por parte dos EUA (há décadas condenado pela ONU) acaba por justificar os erros dos cubanos.
    O que nem a esquerda nem a direita entenderam é que a Revolução Cubana foi, antes de mais nada, uma revolução de Libertação Nacional, uma segunda guerra da Independência. A primeira foi contra Espanha. A segunda contra os EUA e seus cidadãos que faziam de Cuba um prostíbulo e um casino. Os cubanos de bem se revoltaram contra isso e realizaram a guerra de Libertação nacional. Os cubanos de BENS, que viviam a gerenciar os prostíbulo e a servir os gringos, fugiram, pois nunca amaram Cuba.
    De fato foi a burrice e ganância dos reacionários norte-americanos e cubanos que empurraram Fidel Castro para o colo dos soviéticos. Tivessem sido mais hábeis, certamente teriam evitado que Cuba se declarasse comunista.

  4. E porque nem o senador Suplicy conseguiu que a Yoani Sánchez viesse ao Brasil para lançamento do seu livro ?

  5. A Rede Globo sempre esteve e sempre estará a reboque dos EUA – é justamente por isso que ela é a terceira emissora do mundo (1º CNN; 2º BBC; 3º Rede Globo), deixando a Al-Jazira para trás. O que é inaceitável é que ela apresente o regime de cuba como Comunista, sendo que o ideal que derrubou o governo “co-norte-americano” de Fulgêncio Batista era Socialista: do povo para o povo. Na Guerra Fria (1946-1989) Fidel Castro até se aproximou da União Soviética na tentativa de formar uma aliança para dar um fim na opressão norte-americana em Cuba, mas quando soube que o ideal Comunista soviético era, essencialmente, idêntico ao norte-americano (hegemonia economica, social e política mundial; “dominar o mundo”), voltou atrás. A Revolução Cubana, portanto, não teve ligação direta com a Guerra Fria (Comunismo vs. Capitalismo), mas sim “com(tra)” a opressão e repressão norte-americana que fazia da ilha de Cuba seu cassino, seu bordel e seu “fornecedor” de cana-de-açúcar.

    • A revolução cubana foi antes de mais nada uma revolução de Libertação Nacional, uma segunda guerra de Independência.

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