Posts tagged ‘Baixaria eleitoral’

09/09/2011

Com ou sem nota?

Por Walter Hupsel | On The Rocks

Em 7 de setembro, dia em que se comemora a independência do Brasil,  passeatas contra a corrupção tomaram as ruas de várias cidades. Segundo seus organizadores, o movimento teria tomado força por conta da absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF).

Pauta mais que legítima. A corrupção é um mal que assola o país, e pior, é um dos problemas cuja exata dimensão não se tem. Revela uma crise das instituições, mina os poderes e drena uma imensidão de dinheiro que deveria ser aplicado em áreas essenciais.

Se corrompe porque se acredita que outros farão o mesmo, que o dinheiro drenado não seria usado como deveria. Isso se espalha e, muitas vezes, é visto como estratégia de sobrevivência. Uma “equalização” das vantagens comparativas.

Mas, a passeata foi mesmo contra o que? Pela saída de Jaqueline (que, na sua defesa alega que os fatos de corrupção foram anteriores ao mandato e que, logo, não poderia ser julgada)? Contra o voto secreto no Congresso, que possibilitou a camaradagem dos deputados na absolvição da colega? Ou contra os políticos em geral?

Eles, os organizadores, respondem: “guerra contra o mau político, contra a corrupção que assola nas esferas federal, estaduais e municipais, contra as obras superfaturadas, contra as licitações viciadas e fraudulentas, contra os desvios de verbas…”

Pois é. “Contra a corrupção”, contra todos,  é difuso, não tem alvo. Mas carrega, subliminarmente, que é contra a corrupção de agentes do Estado, em especial do Legislativo e do Executivo (curiosamente, no discurso, o Judiciário sequer é citado. Este poder que, muitas das vezes, é tolerante com a corrupção alheia).

Mas, ao mesmo tempo, os organizadores parecem se esquecer que existe a corrupção porque existe o corrupto e o corruptor, e que este último não é — via de regra — agente público. E quem é o corruptor? Quem também é responsável pela drenagem de recursos que afeta toda a população? Os “políticos”? Sim, também, mas não só!

É, por exemplo, aquele médico que tem dois preços, que ao final da consulta pergunta se o paciente vai querer nota. Se quiser, o preço é maior, claro, pois terá que pagar imposto.

O quanto de imposto deixa de ser pago assim? Mas, para o médico que cobra mais barato sem a nota, isso pouco importa já que ele joga na vala comum o dinheiro dos tributos: “Não pago porque vão roubar em Brasília”. E o paciente pede sem nota. E as grandes doadoras de dinheiro para as campanhas políticas, as construtoras e outras concessionárias de serviços públicos? São altruístas?

E se pensarmos nos comerciantes que sonegam, não emitem nota fiscal, podem vender seus produtos mais baratos que o concorrente “honesto”. Assim, vende mais, ganhando mercado da concorrência. Esta, por sua vez, ou se conforma com a perda relativa de mercado ou passa a usar a mesma estratégia, evitando os impostos pra vender mais barato ao consumidor. Questão de sobrevivência.

As passeatas contra a corrupção,  em que pese sua legitimidade, padecem de foco, de um alvo concreto. E, exatamente por isso, escolhe o caminho mais fácil: aponta o dedo para os outros, para os “políticos em geral”, e se “esquece” de pedir a nota no consultório.

Mas tudo bem, resolvemos isso pagando um cafezinho para o guarda, que é camarada e me deixa estacionar aqui por alguns minutos. E dormiremos tranquilamente.

22/07/2011

Título afirma o que conteúdo não confirma. Assim é a imprensa “imparcial” e “livre”

Artigo publicado pelo Valor Econômico em 21 de julho de 2011 nos deixou uma dúvida.

Quem estará mentindo?

Sim, pois o título da matéria afirma algo que o conteúdo da mesma não confirma.

Os distintos representantes do poder público afirmam que tudo está acertado, pois já deram para a AmBev tudo que podiam dar. Mas a culpa não é deles. É da guerra fiscal que existe no Brasil.

Confira o texto do Valor Econômico e tire suas próprias conclusões:

Ambev avança nas negociações para construir fábrica no Paraná

Cynthia Malta | De São Paulo
21/07/2011

A Ambev, a maior fabricante de cerveja do país, avançou ontem no plano de construir uma fábrica para produzir cerveja e refrigerante no Paraná. O projeto prevê investimentos de cerca de R$ 200 milhões e deve gerar 500 empregos diretos.

Em reunião realizada ontem entre executivos da Ambev e representantes do governo do Paraná, ficou acertado que será feito um protocolo de entendimento em breve. “Ainda não está acertada a cidade, mas Ponta Grossa tem 90% de chance”, disse o secretário da Fazenda do Paraná, Luiz Carlos Hauly, referindo-se ao município a cerca de 100 km ao norte de Curitiba, capital do Estado.

Hauly disse que a alíquota de ICMS, de 29%, não está sendo reduzida – um pleito de várias empresas -, mas está sendo negociada a postergação do seu pagamento, que pode ir além de um ano. “Nós temos mecanismos legais para manter e atrair empresas. Infelizmente, há guerra fiscal no país”, diz Hauly. “Nós fizemos uma excelente reunião e já está decidido que aceitaremos o pleito da Ambev”, observou Hauly.

O secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional de Ponta Grossa, João Luiz Kovaleski, diz que a Ambev já selecionou quatro terrenos, de 1,5 milhão de metros quadrados cada um. O benefício fiscal oferecido é de isenção de IPTU, por 10 anos. Procurada pelo Valor, a Ambev não confirmou as informações. Esclareceu que “não há nada fechado.” A Ambev tem 34 fábricas no país.

Fica a pergunta:

– Quem falta com a verdade?

– AmBev? Governo Estadual? Governo Municipal? O Valor? Todos? Ninguém?

Este artigo parece mais uma peça de propaganda eleitoral antecipada. Parece que preparam terreno para um certo candidato, de um certo partido…

Essa é a “imparcialidade” da imprensa brasileira.

13/06/2011

O povo quer saber

Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

O povo quer saber

Além de não declarar R$ 6 milhões em aplicações financeiras admitidas à imprensa, há ainda cinco casas em Brasília que valiam, em 2007, R$ 15 milhões, igualmente não mencionados à Justiça Eleitoral (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado – arquivo)

A revista Época (aqui) mostrou que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) omitiu de sua declaração de bens à Justiça Eleitoral R$ 6 milhões em aplicações financeiras.De acordo com  a publicação, em 2006, o tucano informou possuir em 15 imóveis, que totalizavam patrimônio de R$ 1,9 milhão. São apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná. Porém, os valores seriam pelo menos quatro vezes maior, incluindo R$ 6 milhões em aplicações financeiras.O Paraná quer saber: como o patrimônio de Álvaro Dias saltou de 1,9 milhões para 16,9 milhões em 2007O senador Álvaro Dias (PSDB/SP) deve explicações com transparência ao eleitor paranaense sobre suas atividades empresariais imobiliárias, que ele sempre sonegou informações na declaração de bens entregue à justiça eleitoral, segundo reportagem de agosto de 2009, na revista Época.A reportagem (cujas informações foram confirmadas pelo tucano), mostrou que:

  • Em 2006, Dias informou à Justiça Eleitoral que tinha 15 imóveis, entre apartamentos, fazendas e lotes, totalizando R$ 1,9 milhões.
  • Oficialmente era este o seu patrimônio: R$ 1,9 milhões.
  • Durante a reportagem descobriu-se que nesta declaração ele sonegou a informação de que tinha mais R$ 6 milhões em aplicações financeiras.
  • Ele era proprietário da empresa ADTrade, e também sonegou do eleitor, via Justiça Eleitoral, essa informação sobre seus talentos empresariais.
  • Em 2007, durante o governo de José Roberto Arruda (ex-DEMos), Álvaro Dias comprou um terreno no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, uma das áreas mais valorizadas da capital. Lá ele estava construindo cinco mansões, cada uma avaliada em cerca de R$ 3 milhões.

De acordo com a reportagem, o valor das cinco mansões totalizava R$ 15 milhões em 2007, e Alvaro Dias só tinha R$ 6 milhões em aplicações financeiras.A conta não fecha. A princípio, há um enriquecimento de R$ 9 milhões, sem fonte de renda que justifique.Se Dias tivesse o sobrenome Palocci, ele próprio já teria pedido uma CPI sobre si mesmo.O mínimo que se espera é que ele venha a público responder as seguintes perguntas:

  1. Qual o faturamento anual da empresa ADtrade?
  2. Qual o patrimônio agasalhado sob o manto da empresa ADtrade, e quem são os sócios?
  3. Quem são os clientes da empresa ADtrade?
  4. Quais foram os contratos e empreendimentos desta empresa ADtrade?
  5. Como o senador tucano explica seu patrimônio aumentar em R$ 9 milhões durante o ano de 2007, sem lastro de rendimentos?
  6. Qual o valor do terreno comprado do setor de mansões?
  7. De quem comprou o terreno? Foi da estatal TERRACAP, do governo do Distrito Federal, durante a gestão de seu companheiro de oposição José Roberto Arruda (ex-DEMos)?

Com a palavra, Álvaro Dias…* Helena Sthephanowitz™ é jornalista e autora do blog Os Amigos do Presidente Lula e do Os Amigos do Brasil. Ela escreve no Na Rede, da Rede Brasil Atual.

Veja também o artigo da Gazeta do Povo publicado em 11/08/2009

09/05/2011

Blogueiros e a “judicialização da censura”

Por Adriana Delorenzo, no sítio da Revista Fórum:

No I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, realizado em agosto de 2010, o blogueiro Lúcio Flávio Pinto, do Jornal Pessoal, de Belém (PA), enviou uma carta a São Paulo, onde ocorreu o Encontro. Lida por seu filho, a carta denunciava que o jornalista enfrentava pelo menos 19 processos por parte da família Maiorana, dona do grupo do jornal O Liberal, chegando a ser espancado por um deles, Ronaldo Maiorana.

“Já tentaram me desqualificar, já me ameaçaram de morte, já saíram para o debate público e não me abateram nem interromperam a trajetória do meu jornal. Porque em todos os momentos provei a verdade do que escrevi. Todos sabem que só publico o que posso provar. Com documentos, de preferência oficiais ou corporativos”, dizia.

Lúcio Flávio não é o único a sofrer processos e ameaças por conta de suas postagens. A lista, infelizmente, é imensa: o blog A perereca da vizinha; o blog Falha de S. Paulo; e recentemente o Blog do Esmael, fora do ar há quase um mês e alvo de ação por danos morais por conta de postagens que fez denunciando o uso de caixa 2 pelo tucano Beto Richa nas eleições de 2008, em Curitiba; entre outros.

“É a judicialização da censura”, definiu o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim, do Conversa Fiada, no Encontro dos Blogueiros Progressitas do Rio de Janeiro, no último fim de semana. Ele responde a 28 ações judiciais, sendo que 12 são do Daniel Dantas. Na lista dos que o processam estão Naji Nahas, Ali Kamel, Gilmar Mendes, Heráclito Fortes, Carlos Jereissati e Diogo Mainardi.

“Nossos adversários tentam criar uma jurisprudência para nos punir e nos calar pelo bolso”, afirmou Paulo Henrique, que questiona quantos blogueiros têm condição financeira para contratar um advogado para se defender.

Todos esses processos estão relacionados, segundo Paulo Henrique Amorim, ao debate da nova realidade das comunicações, com a internet e o crescimento do número de blogs e outros formas de ativismo. Para o blogueiro Rodrigo Vianna, do Escrevinhador, muitos leitores do jornais impressos migraram para blogs. Apesar de reconhecer vitórias com o aumento da pluralidade informativa, Vianna, acredita que é preciso superar o desafio de os blogueiros irem além dos comentários dos conteúdos dos outros. “Nós continuamos fazendo ‘metajornalismo'”, comparou.

De qualquer forma, Paulo Henrique alerta: “Temos que tomar cuidado com o que dizemos, pois estamos à espreita”. “O cala boca dos blogs é feito usando o judiciário.”

09/05/2011

Trololó: O Estado não estava quebrado?

Reproduzimos artigo do blog Anais Políticos sugerido por Midiacrucis

A cada dia que passa, se nota, e sobram muito poucas dúvidas, de que o trololó tucano é igual em todo lugar. Beto Richa assumiu o Estado no começo do ano fazendo um estardalhaço tremendo, falando que o Paraná estava quebrado, e que os autores da quebra eram Requião e Pessuti.

Este escriba já adiantou que era trololó e que tudo não passava de uma boa desculpa pra duas coisas. Primeiro, pra não investir, sob a desculpa de que não havia dinheiro. Depois, pra privatizar.

Ora, ora. Até o avião o Governador já vendeu. E vendeu pra pagar muito mais em aluguel a uma terceirizada. E dizem os noticiosos, que foi sem licitação.

Que belo negócio é trabalhar assim.

A Gazeta do Povo deste domingo nos traz mais uma pérola. O Estado está fazendo superávit.

Ora, se o tesouro consegue guardar, é porque não existem contas a pagar. E se tem, o Governador é caloteiro porque está segurando a grana ao invés de repassar a quem prestou os serviços. O que Beto prefere, ser chamado de mentiroso ou de caloteiro?

É matemática básica. Dinheiro o Estado tem. E se tem, por qual razão não investe?

Clique aqui para ver que tem gente que gostaria de implantar o pedágio urbano em Curitiba.

Clique aqui para ver Serra levando bordoada de um mexicano.

Clique aqui para ver a Folha censurando blog.

04/04/2011

O espectro do Caixa 2 ronda o ninho tucano e pode mudar os rumos da disputa de 2012 em Curitiba

Por Milton Alves

Uma decisão tomada em Brasília nesta semana pode mudar o rumo do jogo no ninho tucano. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a reabertura das investigações do caixa 2 na campanha de eleitoral de 2008.

Vale recordar os fatos. Durante a campanha eleitoral de 2008 a coligação encabeçada pela dupla Beto/Ducci operava um esquema de compra de apoios políticos através de um comitê eleitoral que era coordenado por funcionários e políticos ligados à base política de apoio do então prefeito Beto Richa.

O escândalo teve ampla repercussão nacional  e ficou conhecido em virtude do modus operandi do chamado Comitê Lealdade, que organizava a distribuição de dinheiro para os apoios comprados, conforme imagens fartamente divulgadas pela mídia.

O processo de cassação de Ducci retornará nos próximos dias à juíza Fabiana Silveira Karam, da 1ª Zona Eleitoral de Curitiba, para intimar os réus, ouvir testemunhas e, logo em seguida, decidir pela cassação ou não do prefeito e pelo impedimento do governador Beto Richa (PSDB).

Caso a decisão seja pela cassação dos mandatários envolvidos no escândalo do caixa 2 o cenário da disputa pela prefeitura de Curitiba muda completamente, abrindo possibilidades até para Gustavo Fruet, que não conta com a boa vontade do governador na sua pretensão de disputar as eleições municipais de 2012 pela legenda tucana.

Na última sexta-feira, uma reunião de assessores e tucanos ilustres foi realizada para avaliar a situação e definir uma estratégia diante da possibilidade de cassação do prefeito. Tudo isso depois de uma semana de turbulência com greves e protestos de diversas categorias de servidores municipais.

Ou seja, passados mais de dois anos, o espectro do caixa 2, resultado de ação movida pelos partidos – PT, PMDB, PCdoB e PSC  – continua rondando o ninho tucano.

20/09/2010

Terroristas da Palavra: A campanha contra Dilma nas igrejas

Terroristas da palavra espalham pânico nas igrejas: prepara-se o terreno para mais ataques

Publico o ótimo levantamento feito pelo internauta Adriano Schoer. Ele – como esse humilde blogueiro – acha que a eleição não está decidida. Existe uma campanha surda, sem visibilidade, feita na base do terrorismo.
Não é a campanha midiática – essa ficou muito manjada. É a campanha nas igrejas, pelo Brasil afora. Prepara-se o terreno para o último ataque de Serra (com ajuda do PIG). Ninguém hoje tem muitas dúvidas de que esse último ataque – ao longo das próximas duas semanas – terá como objetivo espalhar o pânico, e a dúvida sobre Dilma. Devem ser utilizados episódios da época da ditadura: o bombardeio virá pela internet, por mensagens de SMS, com apoio da velha mídia e da campanha oficial de TV.
A operação começou lá atrás com a ficha falsa na primeira página. Depois, veio a “reportagem” de “Época”, acompanhadas sempre pelas correntes de emails a espalhar pela internet a idéia da Dilma “terrorista”, “comunista”, violenta”.
Enquanto o ataque final não vem, pastores e padres (são minoria, felizmente) fazem o serviço de preparação, como mostra o Adriano…
ACHO QUE A BALA DE PRATA VIRÁ DISSO AQUI

por Adriano Schoer

Pastores e Padres estão fazendo discurso amplamente golpista em suas igrejas, sobre questões que estão no PNDH-3: aborto, união cívil homeosexual, regularização da atividade de profissional do sexo, etc. Alguns como o Pastor Paschoal Piragine pedem abertamente para que não se voto no PT.
Os vídeos estão circulando amplamente na internet, nas listas de emails das igrejas. Tá na hora de começar com as vacinas para isso. Alguns discursos são amplamente golpistas e raivosos e misturam revolução, ateísmo, nazismo e ditadura.

Descobri isso em conversas dentro de casa (minha mãe) e cheguei a estes vídeos. A PIB (Primeira Igreja Batista – do Pastor Paschoal Piragine Jr.) é a que mais está trabalhando isso e da forma mais eficiente, pois não descamba a agressão como o caso do Padre Paulo Ricardo. O que escancara é que começam com um discurso anti aborto e homofóbico e logo descambam para o conservadorismo de direita. Chile, 1973. Lí todo o PNDH-3 este final de semana e estou buscando informações sobre os dois deputados que eles dizem terem sido expulsos do PT. Loucura essa parada.

Pr. Paschoal Piragine Jr – Presidente da 1ª Igreja Batista de Curituba
http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI&feature=youtu.be


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