Posts tagged ‘Ditadura’

24/06/2012

Ato contra golpe de estado no Paraguai

05/01/2012

Mas quem é Lukashenko? Onde fica a Belarus?

Por Sérgio Bertoni, TIE-Brasil

A Belarus ou Rússia Branca é um estado europeu localizado a oeste da Rússia e a leste da Polônia, tendo fronteira setentrional com a Lituânia e Letônia e meridional com a Ucrânia. Se considerarmos a Rússia como parte da Europa, então a Belarus é uma estado cravado bem no centro da Europa.

É chamada de Rússia Branca, pois teria sido a única parte do Império Russo não ocupada pelos tártaro-mongóis que dominaram a Rússia por mais de 4 séculos.

Aleksander Lukashenko, o “presidente” da Belarus, é um ditador desvariado apoiado por Moscou. A Belarus é usada como campo de provas onde são testadas as medidas autoritárias soviético-capitalistas do czar Putin e sua camarilha. Muitos esquerdistas ocidentais se deixam levar pelo discurso pseudo-socialista e pseudo anti-norteamericano de Lukashenko. Não passa de retórica barata para iludir o incautos e as viúvas de Stálin que adoram levar porrada do regime e da polícia secreta que, na Belarus, ainda se chama KGB. Na prática Lukashenko está mais para um Hitler sem exército que para Stálin. Seu discurso é nacional-socialista. Lembremos que o partido de Hitler era Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou Nationalsozialistische Deutsche ArbeiterparteiNSDAP, em alemão, cuja redução fonética gera o termo Nazi ou Nazista. Hilter se dizia contrário ao capitalismo e ao socialismo…

Em 1995, este humilde blogueiro e ex-metalúrgico teve a honra de ser citado por Lukashenko em cadeia Nacional de rádio e  TV, durante a transmissão ao vivo de uma assembleia com mais de 3000 pessoas, convocada especialmente para denunciar o Brasil e a Suécia de conspirarem contra a “soberania” da Belarus.

A coisa foi hilária, própria do surrealismo soviético. No dia anterior à referida assembleia, havia eu participado da reunião plenária da direção da Federação dos Sindicatos da Belarus (FPB em russo). Um agente da KGB estava presente na reunião. E aí começa a diversão.

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09/09/2011

O outro 11 de setembro

Devemos, também, analisar o 11 de setembro de 1973, quando um golpe militar derrubou o governo da Unidade Popular chilena

A velha imprensa vem dedicando grande espaço para falar do 11 de setembro de 2001, quando ocorreu o ataque contra as torres do World Trade Center, em Nova Iorque.

Nós da esquerda devemos analisar aqueles fatos e suas repercussões.

Mas devemos, também, analisar o 11 de setembro de 1973, quando um golpe militar derrubou o governo da Unidade Popular chilena.

Hoje, em diferentes países da América Latina, as forças de esquerda enfrentam dilemas estratégicos parecidos com aqueles enfrentados pela “via chilena para o socialismo”.

Por exemplo:

1. Os Estados Unidos (e seus aliados) continuam se opondo a governos que busquem democracia, bem-estar social, soberania nacional e integração da região. E não têm compromisso efetivo com a legalidade institucional e eleitoral, nem tampouco com a soberania e autodeterminação dos povos;

2. A grande burguesia segue alérgica a pagar os “custos sociais” de uma elevação constante na qualidade de vida do povo. E, por isto mesmo, está sempre disposta a financiar e participar de movimentos oposicionistas, desestabilizadores e golpistas;

3. As camadas médias seguem tratadas como massa de manobra, ideológica, social, política e eleitoral, dos setores conservadores. Os que têm algo a perder, mesmo que seja relativamente pouco, são mobilizados contra os que têm menos ainda, em defesa dos que têm muito mais do que necessitam;

4. As forças armadas e a alta burocracia estatal não são neutras. Sua origem social, seu processo de seleção, treinamento e funcionamento resultam num comportamento geneticamente conservador;

5. Na política, a indústria de cultura e comunicação equivale ao papel da indústria de armamentos para a guerra. O controle das televisões, rádios, jornais, revistas, editoras de livros, provedores e sítios eletrônicos ajuda na mobilização de hoje e forja as mentes de amanhã;

6. Não adianta pintar-se de ouro. Mesmo que a esquerda abra mão, na teoria e na prática, do socialismo e da revolução, ainda assim a direita vai enxergar intenções comunistas por trás de cada política compensatória. E agirá conforme esta visão;

7. A Europa demonstrou que não é possível a coexistência de longo prazo entre capitalismo, bem-estar social, democracia e paz. Na América Latina, os limites da social-democracia e do reformismo são ainda maiores;

8. É decisivo não confundir estratégia com tática, assim como medir a correlação de forças faz toda a diferença. Mas correlação de forças não é pretexto para a imobilidade. Correlação se altera. E se não a alteramos em nosso favor, eles a alteram em favor deles.

A “via chilena” não desembocou no socialismo. E, até hoje pelo menos, não conseguimos construir uma “via eleitoral” para sair do capitalismo.

Por outro lado, a combinação entre luta ideológica, mobilização social, auto-organização das classes trabalhadoras e disputa eleitoral produziu uma situação política inédita na América Latina e em muitos dos países da região.

E isto está ocorrendo numa situação internacional também inédita: ampla hegemonia das relações capitalistas e, por isto mesmo, uma brutal crise do capitalismo neoliberal.

Nessas condições, a América Latina pode ser não apenas território de resistência ou de um capitalismo não-neoliberal. Pode ser, também, espaço de construção de uma alternativa ao capitalismo.

Motivos de sobra para estudar e aprender com a experiência da Unidade Popular chilena.

Valter Pomar é dirigente nacional do PT e secretário executivo do Foro de São Paulo

Texto publicado no blog http://valterpomar.blogspot.com/

15/04/2011

Blog do Mello disponibiliza documentário O dia que durou 21 anos

O carioca Blog do Mello disponibilizou na internet o excelente documentário “O dia que durou 21 anos”, um marco na televisão brasileira, levado ao ar pela TV Brasil nas noites de 04 a 06 de abril de 2011.

O documentário de Camilo Tavares, totalmente baseado em documentos secretos norte-americanos revelados recentemente, confirma, inclusive através de diálogos entre o presidente Kennedy com seu embaixador no Brasil Lincoln Gordon, que todo o discurso dos golpistas brasileiros, civis e militares, em favor do “nacionalismo” e para “expurgar o perigo comunista” era “made in USA”.

Se você não pode assistir na TV, pode fazê-lo agora clicando nos links abaixo:

http://blogdomello.blogspot.com/2011/04/exclusivo-o-dia-que-durou-21-anos.html

http://migre.me/4fG5V

Serviço:
“O Dia que Durou 21 anos”
coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes
Direção de Carlos Tavares
Foi ao ar de 04 a 06 de abril de 2011, sempre às 22h.

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