Posts tagged ‘Ipea’

13/06/2012

Plataforma Blogoosfero lançada no 3° Encontro Nacional de Blogueir@s

Do Blogoosfero

No segundo dia do Encontro Nacional de Blogueir@s que aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2012, em Salvador, foi lançado o Blogoosfero.

Blogoosfero é uma nova plataforma web, livre a autônoma, para que @s blogueir@s possam hospedar seus blogs com segurança, sem estarem atrelados a contratos e serviços com multinacionais do segmento. O conteúdo postado na nova plataforma, que tem toda sua tecnologia desenvolvida no Brasil, é de propriedade de seu autor e está protegido contra possíveis intervenções das grandes corporações e governos.

“Blogoosfero surgiu a partir de uma necessidade muita concreta d@s blogueir@s. Em 2010 tivemos muitos problemas com censura de blogs e os provedores comerciais não tem o menor interesse em ficar defendendo blogueir@s. Então discutimos nos Encontros Nacionais e Estaduais de blogueir@s a necessidade de ter uma blogosfera ‘blindada’, com plataforma própria, onde os conteúdos ali publicados e a tecnologia fossem nossos” disse Sérgio Luís Bertoni, de TIE-Brasil e presidente da Fundação Blogoosfero.

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13/01/2011

Baixe aqui: Livros sobre comunicação lançados pelo IPEA e SOCICOM

Nos três volumes divulgados em SP, são abordados temas atuais sobre rádio, TV, jornal e novas mídias

Acadêmicos, estudantes, jornalistas e demais profissionais da área se reuniram nesta terça-feira, 11, no Escritório da Presidência da República em São Paulo (Avenida Paulista) para o lançamento da obra Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, uma parceria do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada com a Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom) e o Fórum Brasil Conectado. O seminário teve a presença de alguns dos pesquisadores que assinam artigos no livro.

A obra é composta por três volumes: Colaborações para o Debate sobre Telecomunicações e Comunicação; Memória das Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação no Brasil; e Tendências na Comunicação. Na abertura do seminário, o presidente da Socicom, José Marques de Melo, ressaltou o caráter histórico da parceria com o Ipea, que deve continuar para a elaboração de mais estudos sobre o setor no Brasil. “O campo acadêmico da comunicação trilha o caminho da autoestima, da consolidação e do compromisso público”, afirmou. Segundo ele, há uma demanda por “bom conteúdo” na mídia brasileira, e esta não tem sabido discernir o que é interesse público e privado.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, disse também na mesa de abertura do evento que o Instituto, ao participar de um projeto dessa envergadura, ressalta o papel que as comunicações podem ter num projeto de desenvolvimento nacional. Pochmann lembrou que o trabalho imaterial, no qual a comunicação se insere, é cada vez mais valorizado, haja vista que o setor de serviços responde hoje por grande parte dos postos de trabalho ativos no país.

Participaram da primeira mesa de exposições e debate Maria Cristina Gobbi, Sivaldo Pereira da Silva e Andrea Ferraz Fernandez, bolsistas do Ipea que assinam o terceiro volume da obra. Daniel Castro, assessor-chefe de Imprensa e Comunicação do Instituto, mediou a mesa, a qual também contou com uma palestra do historiador e professor de jornalismo da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero (SP) Gilberto Maringoni – autor de um dos artigos do primeiro volume. Os bolsistas apresentaram os resultados parciais da pesquisa sobre o panorama da comunicação no Brasil, que inclui dados sobre o estado do conhecimento, tendências profissionais e ocupacionais, e perfis nacionais (um estudo comparado em nações ibero-americanas).

A segunda mesa teve como tema as telecomunicações. Seus integrantes foram Cosette Castro, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Católica de Brasília, Alexandre Kieling, bolsista do Ipea, Marcio Wohlers, diretor de Estudos Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto, e João Maria de Oliveira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea. Kieling assina um artigo no terceiro volume. Os demais pesquisadores têm textos no volume 1.

Debate no Sindicato
Ainda na terça-feira, 11, às 19h, Marcio Pochmann, Daniel Castro, o jornalista Paulo Henrique Amorim, o jurista Fábio Konder Comparato e o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, José Augusto Oliveira, debateram o panorama da comunicação no Brasil. O encontro ocorreu na sede do Sindicato, diante de um auditório lotado por cerca de 180 pessoas. O debate foi organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé e teve Renata Mielli, dirigente da entidade, como mediadora.

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Colaborações para o debate sobre Telecomunicações e Comunicação (volume 1)

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Memória das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação no Brasil (volume 2)

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Tendências na Comunicação (volume 3)

Fonte: IPEA

13/01/2011

Entidades civis, sindicatos e militantes da blogosfera articulam mobilização por política de comunicações

Por: Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual

Entidades articulam mobilização por política de comunicações
Público lotou auditório do Sindicato dos Jornalistas (Foto: Paulo Salvador/RBA)

São Paulo – Entidades e militantes por um novo marco regulatório das comunicações do país pretendem pressionar o governo, via Ministério das Comunicações, para que enfrente as reações das empresas e que mudanças no setor sejam realmente implementadas.

Essa disposição foi novamente manifestada na noite desta terça-feira (11), quando mais de uma centena de pessoas lotou o auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo durante o lançamento dos três volumes do livro “Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil”, editado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom).

No debate que acompanhou o lançamento – promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé –, o marco regulatório e o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) mereceram destaque.

O jornalista Paulo Henrique Amorim afirmou, por exemplo, que o Brasil tem duas estradas a percorrer, uma representada pelas propostas para a criação de uma Lei de Meios no setor de comunicação. A outra refere-se às ações diretas de inconstitucionalidade por omissão (ADOs) apresentadas no Supremo Tribunal Federal (STF) devido à falta de regulamentação de artigos da Constituição sobre comunicação.

Amorim defendeu pressão sobre a Advocacia Geral da União (AGU) para que esta não dê parecer contrário às ações, assim como fez no debate sobre a revisão da Lei da Anistia. “Acredito que essa é uma das poucas páginas cinzentas do governo Lula. É preciso pressão para que a AGU não traia a nossa expectativa e de quem votou em Dilma Rousseff”, afirmou o criador do blogue Conversa Afiada.

A respeito do PNBL, o jornalista afirmou que não se pode permitir que o governo “fetichize” a questão. “Banda larga é trilho, não vagão. Tecnologia não resolve problema político. Banda larga não é sinônimo de democracia. Se dentro do vagão vier o Nelson Jobim, por exemplo, eu não quero banda larga”, ironizou.

Amorim disse ainda esperar que o ministro Paulo Bernardo não tenha “medo da Globo” e leve adiante a discussão sobre a regulamentação da comunicação. “Existe um embrião, e meu receio é que esse embrião tenha o mesmo destino das quatro propostas (sobre o tema) no governo FHC, a lata de lixo.”

Agenda

Autor das ADOs no STF, o jurista Fábio Konder Comparato, professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que o importante é manter o debate. “O objetivo das ações não é conseguir uma vitória judicial imediata. É tornar esse assunto algo permanente na agenda política. Temos de pressionar o governo e o Congresso para cumprir a Constituição. Espero que possamos fazer isso com organização e pertinácia”, afirmou alertando ainda para o “poder de fogo” do capitalismo, “muito mais arguto, perspicaz e inteligente do que a gente imagina, com capacidade inigualável de atuação e sufocamento do adversário”.

É preciso que o Congresso legisle sobre o tema, insistiu o professor, ao lembrar que a comunicação no Brasil, com quatro conglomerados, é ainda mais concentrada do que nos Estados Unidos (cinco). “A comunicação social autêntica se desenvolve em um espaço público. Esse espaço público, no Brasil, foi inteiramente privatizado”, afirmou Comparato, para quem as concessões que não atuam no interesse público deveriam ser cassadas.

O professor defendeu ainda a garantia do direito de resposta – praticamente eliminado, na sua visão, após a revogação da Lei de Imprensa pelo Supremo, em 2009.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Guto Camargo, observou que a produção crítica sobre o tema não costumava passar pelo governo e, por isso, ressaltou a importância do estudo do Ipea.

Mas os profissionais do setor precisam participar mais, afirmou. “Os jornalistas precisam ser agentes mais do que têm sido até agora. Eles conhecem como é feita a salsicha”, disse Guto, em referência a expressão antiga nas redações que compara a confecção de jornais à de embutidos.

Adeus ao DSR

O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ao apresentar o estudo, afirmou que a dinâmica capitalista global passa por um momento de reestruturação, com dois elementos principais: o deslocamento de poder dos Estados Unidos para a Ásia, o que dá oportunidade inédita ao Brasil, e a transição na economia do trabalho material para o imaterial, ou seja, de atividades agroindustriais para o setor de serviços, que já responde por 70% das ocupações.

“Há um processo alienante de aumento da exploração do trabalho. Estamos levando trabalho para casa, conectados 24 horas por dia. Estamos dizendo adeus ao descanso semanal remunerado”, observou.

Ao mesmo tempo, Pochmann lembrou que a experiência democrática ainda é recente no Brasil, 50 anos em um total de 500. Mas ao menos os últimos 25 anos foram vividos na democracia, ainda que mais representativa do que participava. É o momento, defendeu o economista, de discutir as mudanças no setor de comunicação de forma articulada.

O primeiro dos três volumes lançados pelo Ipea traz artigos de especialistas, abordando temas como as redes na internet, políticas públicas, tendências tecnológicas, a mídia dos Brics (sigla que abrange Brasil, Rússia, Índia e China). O segundo inclui textos que tratam da memória das associações científicas e acadêmicas de comunicação no país e o terceiro discute as tendências no setor, com diversos gráficos e dados estatísticos.

Pochmann adiantou que existe a perspectiva de se criar um observatório de acompanhamento da comunicação. Já o Barão de Itararé anunciou para março a realização de um seminário internacional para discutir o panorama das comunicações na América do Sul.

Fonte: Rede Brasil Atual

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